
Uma imagem bem ilustrativa da intervenção pública na política francesa do séc. XIX. Uma mulher sobe à tribuna quando noutros países nem direito tinha para votar. A imagem a cores é das primeiras na imprensa europeia. (Julho, 1898).
A imprensa francesa privilegiou, desde sempre, as causas locais e nacionais. O jornal era feito para as pessoas “dali, daquele lugar, do país), com a preocupação de dar a todos a informação do que se estava a passar no dia a dia. O primeiro jornal francês foi o “Gazette”, em 1639, dando à estampa relatos precisos da sociedade. O jornal informava e formava, educava, mobilizava as pessoas para a leitura. Tal como hoje acontece. Os que ainda não sabiam ler reuniam-se em grupos familiares e vizinhos e havia sempre alguém que sabia ler e lia em voz alta para que todos ficassem a saber o que vinha nos jornais.
A expressão “vem nos jornais” era como chancela irrefutável. De resto, a imprensa francesa, em termos de jornalismo noticioso, sério, andou sempre na vanguarda. Vinha nos jornais, logo era verdade! Por volta de 1890, já havia em Paris jornais impressos a cores. Os franceses são quem mais lê publicações editoriais, desde jornais, livros, enciclopédias e revistas. Não porque tenham mais habilitações académicas mas porque são educados, desde muito jovens, para a leitura e gostam de ler. Talvez porque os jornais franceses defendem e promovem a "liberdade cultural", como em nenhum outro país.
Música> https://www.youtube.com/watch?v=3-4J5j74VPw

As manifestações eram contidas com pedagogia e não com recurso à bastonada. (Julho, 1898)

João Godim
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