
Todos os traços são possíveis para caracterizar uma população, seja da cidade mais cosmopolita à do mais recôndito lugar habitado. Não são máscaras, são imagens. Quem vai à Feira do Lívro de Lisboa e vê rostos, capas de livros e títulos dos mesmos e idolotrados escritores, fica com a sensação de muita mascarada de publicações. Não há novidades a justificar interesse a não ser apenas curiosidade. A geração de 70 (século XIX), ainda vai na frente, a par da obra de Pessoa, Saramago, Aquilino, Agustina, Lobo Antunes e outros da sua geração consciente e não por via do marketing. O resto (milhares de livros, com milhares de contos), é palha de letras, são máscaras em forma de narrativas impercetíveis. Muito procurados são os livros estrangeiros, de autores de renome, nomeadamente nobéis da literatura. Apesar de tudo, vale a pena visitar a feira, ao menos ficamos com imagens do que há e do que representam. Comprar ou ler, fica ao critério e gosto de cada um. A célebre frase "vem nos livros, logo...", foi chão que deu uvas! O mundo dos livros está a mudar...

João Godim
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