Faz, depois de amanhã, 59 anos, que se deu o trágico desfecho de uma greve de camponeses que culminou com a morte de Catarina Eufémia (13.02.1928-19.05.1954). O facto ocorreu no Monte do Olival, em Baleizão (Beja-Alentejo). Catarina Eufémia, 26 anos, mãe de três filhos, foi baleada pela polícia durante uma manifestação. Desde então, a ceifeira alentejana passou a personificar um dos símbolos da luta contra a ditadura, por parte dos opositores ao regime. À época, no Alentejo, tal como noutras regiões de Portugal, as terras pertenciam aos latifundiários e aos colonos que tinham ao seu serviço o povo pobre e analfabeto, pagando salários de miséria. As revoltas eram mais que justas. Catarina Eufémia é um símbolo dessa fase de penúria que marcou de forma profunda e negativamente Portugal. Uma morte miserável num país, à época, a debater-se com muitas indigências!.
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A luta pelo apelo à justiça foi abafada com a morte prematura de uma jovem.

João Godim
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