A profissão de jornalista é das mais apaixonantes e ao mesmo das mais incríveis, ilusórias e vulneráveis. Tudo está a seus pés, mas nada garante solidez. Dura enquanto dura. Da minha experiência jornalística, durante mais de três décadas (tendo começado na ditadura/censura e continuado na democracia/liberdade de imprensa), com carteira profissional desde 1972, não me surpreende o crescente défice que está a atingir a comunicação social em Portugal, na Europa e no Mundo, assim como o drama do despedimento de milhares de jornalistas. O DN-Madeira, despediu, há poucos dias, 28 jornalistas, o jornal “Público”, despediu em Outubro de 2012, 48 jornalistas, entre 2009 e 2011 foram despedidos, em Portugal, 516 jornalistas.
Na Europa e nos EUA, todos os anos, são despedidos milhares de jornalistas. A televisão pública inglesa (BBC), acaba de anunciar que vai despedir 2 mil jornalistas. Há razão para tais despedimentos? Se o produto não tem procura (leitores, ouvintes ou telespectadores), não favorece receita, logo entra na insolvência financeira. Uma empresa sem dinheiro é como um carro sem motor, não anda. Os jornalistas são vítimas? Nem todos. O exagerado jornalismo maniqueísta acaba por ser traiçoeiro. É que não há jornalismo independente, uma escrita livre, quando há uma entidade patronal, seja quem for. Deixou-se de dar a notícia pela notícia para enveredar pela notícia opinativa, parcial e manipulada. O resultado está ai: despedimentos! Voto contra, com reticências!
Música> https://www.youtube.com/watch?v=VATmgtmR5o4
Primeiras páginas do DN-Madeira e do "Público".. será que atraem os leitores portugueses?

João Godim
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