Esta semana, faleceu, no Funchal, Manuel Olim Perestrelo, 88 anos. Um gentleman com todas as letras bem impressas. Nasceu em Machico, em 1925. Ainda jovem, veio para a cidade com os pais e irmãos/irmãs. Aqui estudou e exerceu funções em várias áreas da indústria, do comércio, do jornalismo, do empresariado, da hotelaria, de gestor de imprensa e director da exigente e controversa UN/ANP. Podia ter sido político profissional, deputado à Assembleia Nacional, tinha cultura, formação e oratória para tal. O Sr. Perestrelo, como era conhecido, foi, talvez, o madeirense que melhor conheceu e conhecia a Madeira política, por dentro, como funcionava a política e governação do Estado Novo. Viu centenas (ou milhares) de madeirenses, de várias classes sociais, a preencher a ficha de filiação na antiga União Nacional/Acção Nacional Popular (UN/ANP), como viu, após a queda do regime, em 1974, muitos desses filiados enfileirados no PC, no PS e noutras facções da política de esquerda. Viu quem espoliou o rico e incomparável património da ANP, assistiu às maiores barbaridades perpetradas contra valores histórico-culturais indeléveis de Portugal. A sua presença jamais sairá de junto de nós, como uma estrela de luz a brilhar na nossa vida. Obrigado, por tudo! Respeitável Sénior.
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João Godim
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