Em 1960, dezassete territórios africanos colonizados obtiveram a independência. Todos os países europeus colonizadores cederam às pretensões dos povos autóctones, com mais ou menos resistência. Houve algum conflito, houve guerra, mortos e feridos, mas as reclamadas independências foram relativamente céleres. Portugal foi o único país europeu colonizador em África que entendeu lutar até às últimas consequência pelos territórios africanos. Em 1961, eclodiu a guerra em Angola que rapidamente se alastrou a Moçambique e Guiné. Foram 13 anos de guerra em África que levou Portugal a perder 8.290 jovens militares (mortos em combate), cerca de 20 mil feridos, mais uns milhares que por lá ficaram e que foram obrigados a abandonar as antigas colónias, logo após Abril de 1974. Quando o governo de Portugal insistia no slogan "para Angola em força", todos os outros países colonizadores promoviam o slogan "deixem África para os africanos". Diz-nos a história que o "poder" de Portugal nunca foi consistente. Estamos em 2013 e, pelo que se vê, Portugal parece ter passado de país colonizador a país colonizado.
Foram estes os países africanos que, em 1960, alcançaram a independência. Portugal só veio a dar a independência a Angola, Guiné, Moçambique, São Tomé e Príncipe, bem como a Cabo Verde, em 1974. A independência de Timor veio a seguir.

João Godim
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