
No Portugal hoje não haverá leitura mais sábia e oportuna que a do Pe. António Vieira, do Prof. Oliveira Salazar e do cônsul-escritor, Eça de Queirós. Estes senhores, vultos do realismo e pragmatismo português, deram e continuam a dar lições aos que hoje, por difusa ignorância, auto se intitulam pedagogos, governantes e escritores. Leiam os sermões do Pe. António Vieira, dêem atenção aos pensamentos do estadista Salazar e interpretem a narrativa de Eça. Goste-se ou não, seja porque razão for, estes senhores estão léguas acima da rapaziada que hoje pisa as tribunas da palavra, do poder e da escrita, não comparando entre a nobreza de ontem e a ralé de hoje.
A democracia está transformada numa feroz ditadura e os que hoje estão no governo, ao contrário do que é dito e redito, não foram eleitos nem seriam eleitos se fossem sujeitos ao sufrágio eleitoral universal. O único que foi eleito, é aquele que é hoje o primeiro-ministro, chefe do governo, que obteve mais votos pelas promessas que fez, pelas mentiras que promoveu, quais lágrimas de crocodilho, por enganar o eleitorado. Passos Coelho tornou-se no primeiro chefe de estado português a fazer da democracia uma ditadura eleita. Uma vez líder de um governo com maioria, o chefe do governo (PSD/CDS) passa por cima de tudo, rouba os reformados, esmaga os funcionários públicos, impõe duros impostos, espezinha o povo e manipula a verdade. Prá rua, é pouco. Até que o tampão voo para longe, lêem as ilustres figuras acima referidas, é um bálsamo, acreditem!

João Godim
FREELANCER
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