
A nação portuguesa está prenhe de contos, contitos e contões. Os historiadores mais a sério falam das especiarias do oriente, do negócio de escravos da Guiné, do ouro do Brasil, dos diamantes de Angola, e mais umas tantas ilustrações de riqueza de Moçambique e de outras paragens onde chegaram as caravelas dos temerários e temidos navegadores-colonizadores. Portugal ricaço à custa destas minas mas de prosperidade medíocre. Perdidas as pepitas do além-mar e reduzidos ao rectângulo das mais surpreendentes golpadas, os portugueses meteram-se a toda a velocidade para a Europa que tudo lhes deu e agora tudo lhes tira. Os contos, os contitos e os contões, passaram a flutuar, sem terra à vista. Mas porque não há nada que assuste os bravos e engenhocas lusitanos, criou-se um Palácio da Independência, em Lisboa, para salvar Portugal das garras da troika, inimigo número um. Sem demoras, outra ainda mais táctica de defesa-ataque: Duas Nações, o Portugal do Norte e Centro; o Portugal do Sul e Ilhas. Bravo povo português... quem tem viu e quem te vê. A luta pela independência começou em 1143! Nada é finito.

Música> http://www.youtube.com/watch?v=9AQ3Fcb3sjk&feature=related

João Godim
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