Os bancos não estão imunes à falência. Dizer que tal não pode acontecer é estar a mentir, em Portugal ou noutro país. A verdade é que o sistema bancário actual está desajustado da realidade, não sendo de todo perturbadoras as iminentes bancarrotas, admitidas por quem assume sérias responsabilidades, ainda que blindadas para que não haja o colapso total. Escondeu-se, durante anos, as insolvências dos bancos com a propaganda dos milhões de lucros, dos super capitais próprios e da expansão desmedida dos bancos. Os bancos promoveram a fachada do fantástico crescimento, da solidez e da riqueza imperial quando não detinham o poder financeiro que diziam ter. E a verdade é que os bancos são empresas e como qualquer empresa podem encerrar as portas por razões várias, pelo que, por muita legislação específica que exista para a actividade bancária, os bancos podem abrir falência, fracassar, fechar. O próprio Fundo de Garantia de Depósitos, sob a supervisão do ministério das finanças, tribunal de contas e banco de Portugal, não garante, como temos visto nos últimos tempos, o reaver da totalidade dos depósitos, apesar da legislação, em vigor, dizer que os bancos têm de garantir o reembolso. É chegado o momento de se falar claro e com verdade, para que um eventual percalço não seja mais drástico. Os bancos compram e vendem dinheiro e, tal como em todos os negócios de compra e venda, nem sempre os resultados são positivos. Ninguém pode garantir que um banco não possa ir à falência, nem que os clientes vão receber a totalidade do dinheiro depositado.
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João Godim
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