Muita notícia tem incidido sobre o declínio do império “Grupo Sá”. Na área alimentar, não é novidade para a Madeira. Os grupos “Lojas”, “Cavalinho”, “Lido Sol”, e outros de menor dimensão, também foram às tormentas. Encerramento de lojas e restaurantes foram às dezenas. Grupos como “Leacock”, “Hinton”, “Savoy”, “Maison Blanche”, “Camachos”, “Insular de Moinhos”, “Madeirense de Tabacos”, entre outros, foram transaccionados ou extintos. Desde 1987 que a Região deixou de ter uma instituição bancária. Com o encerramento da CEF (que passou a Banif), passando a sede executiva para Lisboa, deixou de haver um banco genuinamente madeirense, como foram: O Banco da Madeira, Banco Blandy, Banco Henrique Figueira. Durante muitos anos o Funchal foi considerado a terceira praça financeira de Portugal, depois de Lisboa e Porto, chegando a haver mais de 100 balcões bancários para uma população residente da ordem dos 250 mil. O crescimento do grupo Sá levou-o para o “afogamento”, como já tinha acontecido com outros grupos que cresceram para além da dimensão sócio-económica da ilha. A Caixa Económica do Funchal (CEF), nestes trambolhões de dívidas financeiras, fechou porque tinha dinheiro a mais (excesso de liquidez), situação contrária aos bancos que hoje não têm dinheiro. Não é só o BPN e o BPP, é toda a banca portuguesa em desalinho inclinado. Ser grande numa ilha pequena tem custos, como ser grande em Portugal é pouco relevante na Europa. São grandes aqui, mas são pequenos lá fora.
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"Savoy", "Bazar do Povo" e os "Armazéns Lojas" (ao fundo), já nada dizem!

João Godim
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