“Les nouveaux gourous” ou “Le siècle des gourous” fazem títulos na revista Usbek & Rica, editada em Paris. A abordagem é feita em função das novas características da modernidade bem como da emancipação do indivíduo e do sucesso imparável das novas tecnologias. Vai muito para além da dialéctica existente e do pensamento actual, com citações objectivas que, à primeira vista, nos levam a ficar com a sensação que o século XXI será o do narcisismo e da modelagem do ser humano sem que este se dê conta da mudança em curso. Hoje, sem darmos bem por isso, são as redes sociais a comandar o mundo. Talvez ainda os portugueses não se aperceberam mas “já não há portugueses a emigrar para a Europa”, o direito de cidadania europeia é tão válido como o direito da cidadania portuguesa, se nascido em Portugal, de espanhola ou italiana, se nascidos em Espanha ou Itália, e assim sucessivamente. Um português não emigra dentro do seu país, desloca-se, tal como faz hoje em relação à Europa comunitária. Só emigra se for para um país fora da Europa. Já não é correto dizer que há emigrantes portugueses na UE. O que estes “novos gurus” dizem é que estamos já a viver noutra dimensão e não nos apercebemos. Tudo está a mudar muito depressa, tudo, das pequenas coisas às grandes causas, e é por isso que a política e os governos estão a bater no fundo, como também a economia, o ensino, a filosofia, o desporto, porque estão a resistir às mudanças inevitáveis. Os “novos gurus”, somos nós, objectivamente.
Música> https://www.youtube.com/watch?v=V1bFr2SWP1I&feature=related

Há uma nova corrente editorial em crescente expansão na Europa mais cultural. Longe vão os tempos dos livros da leitura pela leitura. Queremos ler livros, em prosa ou em poesia, mas com substância da vida, do ser, vir e devir. O ontem, é passado, o presente está a passar, e o mais importante é aproveitar o hoje para estar melhor preparado para o amanhã, que não pára de evoluir.

João Godim
FREELANCER
Mil Canções
dos últimos 30 anos
>REPORTAGENS