Assinala-se, hoje, 18 de Dezembro, o dia Internacional dos Migrantes. As Nações Unidas lembram que embora vivamos na época da maior mobilidade humana de sempre, a migração continua a ser vista de forma negativa quer pelas populações, quer pelos media. Esta é uma das conclusões do Relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM). “E evidente que a migração é muitas vezes o bode expiatório para outros problemas, medos e incertezas relativamente ao emprego, à habitação e à coesão social nas sociedades hospedeiras. A migração pode também ser apontada como a causa da perda de capital humano e de dependência económica nos países de origem dos migrantes” sublinha William Lacy Swing, director-geral da OIM.
O Papa Bento XVI salienta que “apesar do actual contexto de crise económica, há que respeitar sempre os direitos fundamentais da pessoa migrante”. Exorta, portanto, os Estados a não encerrarem hermeticamente as fronteiras, tentando isso sim “resolver pela raiz a praga do tráfico e da exploração das pessoas”. Em todo o mundo existem 175 milhões de emigrantes. A mobilidade humana na aldeia global tem vindo a aumentar e a tendência é para continuar a crescer, à medida que novos conhecimentos vão sendo adquiridos. O espírito do migrante (emigrante/imigrante) deixou de ser uma aventura para se tornar em oportunidade evolutiva e consolidada.
Música> http://www.youtube.com/watch?v=39DNaNAMKAU

De todo o mundo para todo o mundo as migrações estão a acontecer todos os dias.

João Godim
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