A independência de Timor não foi nada pacífica. Faz, hoje, 37 anos, que a Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste) proclamou a independência da antiga colónia portuguesa, a 28 de Novembro de 1975. Uma decisão à revelia de Portugal. Com esta autodeterminação por parte das forças rebeldes timorenses, de ideologia comunista, todos quantos se opuseram foram perseguidos e abatidos. Alguns militares portugueses (do Continente e da Madeira), destacados em Timor, foram fuzilados e atirados para uma vala comum, entre estes, o alferes Accioly Gouveia, natural do Funchal. Apesar da recusa da ONU em aceitar a independência de Timor e dos protestos da Indonésia, país vizinho de Timor, a Fretilin manteve os seus intentos o que fez desencadear extrema violência, mais de cem mil mortos e destruição de bens essenciais do território, com incidência mais visível para o massacre no cemitério de Santa Cruz, a 12 de Novembro de 1991. O fim da guerra com a Indonésia fez nascer a nova nação de Timor-Leste, reconhecida internacionalmente, a 20 de Maio de 2002. Um pequeno país, com uma frágil economia, à espera das receitas a serem gerados pelos “poços de petróleo” existentes na zona marítima timorense. Ai, Timor!
Música> http://www.youtube.com/watch?v=1pVr5bWVCIQ
Do selo português com flores à chancela da República de Timor em tons preto/vermelho.

João Godim
FREELANCER
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