Tem sido notícia nos últimos meses de que Portugal está a registar uma significativa redução na taxa de natalidade. Causas apresentadas para esta situação: a crise que o país atravessa, o desemprego jovem, os custos familiares e sociais. Mas nem todos cabem neste quadro humano e no entanto optam por não ter filhos. Vamos mais pelas causas do ser e estar, de mentalidades e, sem dúvida alguma, também pela ausência de apoios oficiais. O que se vê é uma população portuguesa a envelhecer em contraste, por exemplo, com a população francesa, holandesa, alemã e belga, a rejuvenescer. Países antigos com populações jovens, com mais escolas e universidades, com futuro auspicioso. Os governos destes países criaram meios de apoio aos casais jovens como também prepararam a sociedade para a longevidade saudável dos mais velhos. Os seniores nunca estiveram tão activos como agora e os jovens nunca terão tido tantos e salutares apoios para a sua formação como no presente. É neste binómio seniores-jovens e vice-versa que as sociedades europeias mais desenvolvidas funcionam. A educação dos maiores de 60 anos é também um dos pontos referidos na Declaração Universal dos Direitos da Pessoa Idosa, no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas). O futuro está nos jovens mas também nos seniores, uns e outros rejuvenescem e amadurecem sabiamente.
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Duas figuras que deram notável contributo para as mudanças profundas nas sociedades dos EUA e da RSA, ajudaram a emancipar jovens e seniores, promoveram o direito à igualdade e foram obreiros de uma identidade multicultural que veio a gerar nos seus países (Estados Unidos da América e África do Sul) novas gerações e novas perspectivas para jovens e seniores.

João Godim
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