O tenente-coronel Alberto Maggiolo Gouveia, madeirense, foi fuzilado e atirado cruelmente para dentro de uma vala comum em Timor, presumivelmente a 8 de Dezembro de 1975. Foi uma das mais violentas barbaridades cometidas pelas tropas da FRETILIN, de que fazia parte Xanana Gusmão, actual presidente da República de Timor-Leste.
Já muito se escreve sobre esta barbárie mas a verdade é que passados que são 34 anos nunca se ouvi falar em quaisquer penalizações nem sequer se questiona (nem se questionou) o apoio dado por Portugal ao regime comunista defendido e instaurado pelo FRETILIN. Maggiolo Gouveia foi um português entre centenas de prisioneiros portugueses que foram fuzilados, com rajadas de metralhadoras, e atirados para uma vala que nem os animais merecem tamanha violência.
Temos conhecimento que o Primeiro-Ministro português tem, para breve, uma viagem programada para visitar Timor-Leste e, ficava bem, lembrar ao senhor presidente da República timorense o silêncio dado a este dramático caso. Mas não fosse, Xanana Gusmão ficaria a saber que a ferida ainda dói. Talvez ajudasse a compreender o porquê da Madeira (oficial) não dar o seu aval nos apoios do governo de Portugal ao actual governo de Timor-Leste.