Faz hoje 23 anos (9 de Novembro de 1989-2012) que ocorreu a queda do Muro de Berlim. O fim de um pesadelo que durou desde 1961 a 1989. Um muro que bloqueou os movimentos de emigração/imigração e separou a Alemanha Oriental (RDA), de regime comunista, da Alemanha Oriental (RFA), de regime democrático. Durante 28 anos a forçada separação da Alemanha esteve na origem da guerra-fria de má memória e criou uma atmosfera de espionagem e insegurança não só naquela zona do centro da Europa como do mundo. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã. O Muro de Berlim era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (RDA), a dividir a cidade de Berlim ao meio. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, o Muro de Berlim tinha 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. O impacto que a queda do Muro de Berlim veio a ter na Europa e no Mundo, particularmente nas vertentes democrática, sócio-cultural e económica, quer pela reconciliação do povo alemão, quer pela mensagem despertadora de um pensar e repensar da ideologia comunista-socialista, merece séria reflexão. A verdade é que passados 23 anos (relativamente, muito recente) a memória parece esquecida deste acontecimento e nem os mass media recordam. Como dizia na sala de aula uma colega alemã. "Só quem esteve do outro lado da cortina, como eu, até os meus 44 anos, e os meus familiares, é que pode dar valor ao quanto de emoção, choro, dor e alegria, que todos nós sentimos, quando podemos passar livremente para o outro lado do muro, digo, do mundo".

Muro de Berlim, com 65 quilómetros de comprimento, a dividir a Alemanha (1961-1989)

João Godim
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