Quando na "toda poderosa" Alemanha vimos pelas ruas pedintes - com idades para estarem no activo - que podemos esperar ver nos outros países europeus considerados de pobres? Ou será que a Alemanha não é a "rainha (galinha) dourada" da Europa e que ostenta um poder económico e financeiro que na realidade não tem? Pois há também muita pobreza na sociedade alemã. Há uma taxa de desemprego a rondar os 7 % e cerca de 3 milhões de alemães sem trabalho. Não há salário mínimo e o subsídio de desemprego é de curta duração e reduzido. Contudo, os trabalhadores alemães no activo têm regalias que outros trabalhadores europeus não têm: horários de trabalho de 37 horas semanais e 30 dias úteis de férias por ano. Vive-se bem na Alemanha... os vencimentos permitem viver muito melhor do que em Portugal, Grécia ou em Espanha, mas sem exageros. Um alemão pode ir de férias para os países do sul da Europa com alguma facilidade, o inverso é muito mais difícil financeiramente. A vida na Alemanha está enraízada por outros padrões sociais, culturais e económicos. Não há desperdícios nem balelas políticas, não há o saber sem saber, é para fazer, faz-se, fazendo-se pelo melhor e numa perspectiva universal de "ser maior e melhor". Até os que estendem as mãos à caridade a quem passa parecem vir de uma pobreza com outras origens! Venha de onde vier, o certo é que a crise também vive na Alemanha.

Pelas ruas de Bona (Bonn), antiga capital da Alemanha, vimos imagens como esta.

João Godim
FREELANCER
Mil Canções
dos últimos 30 anos
>REPORTAGENS