A política está doente, a arte de bem governar não existe, os princípios da civilidade desnaturados. Os eleitores estão a ser usados por políticos medíocres e nada será alterado enquanto cada eleitor não souber como usar responsavelmente o seu voto. Grécia, Portugal e Espanha são espelhos de governação com maus políticos. Por muito que o povo possa os rotular de “gatunos, ladrões, mentirosos, aldrabões) eles continuam a mandar e a enriquecer à custa dos que neles votaram. Não há políticos à altura da política que se impõe para este início do séc.XXI como não há estadistas, homens de estado, governantes com G grande.
A própria Europa comunitária está longe de ser uma União. Não é um drama mas é um trauma e quanto mais conhecemos a família europeia mais constatamos o poder reinante dos mais poderosos sobre os países com menos recursos. Falar de União Europeia que integra 27 países e cerca de 450 milhões de cidadãos é não aceitar a existência das muitas disparidades sociais, económicas e financeiras indesmentíveis. Uma união liderada pelo poder dos poucos ricos sobre a contenção reservada dos muitos pobres. A desunião na União Europeia (EU) é um facto. A política perdeu efectivamente qualidade, está empobrecida.
O outrora todo poderoso banco alemão também já começa a ser questionado.

João Godim
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