Antes o saber e o ter e só depois o parecer. Em síntese, antes o ter do que o parecer. Quem segue atentamente o quotidiano dos povos do norte da Europa é levado a pensar que primeiro está o “ser” e “bem-estar”, em todas as situações e lugares, e pouco ou nada com o que “tem” ou “faz” o colega de trabalho ou o vizinho da mesma artéria, como é comum assistir-se nos povos do sul da Europa, entre os quais os portugueses. A cultura é muito mais que livresca, exposições, eventos ou conferências para ouvir “papagaios”. O museu do mundo de Roterdão é um “sumo de cultura que mata todas as sedes” aos visitantes de todas as latitudes. O mais está no “saber” e não no “parecer”. Entre os povos do norte e sul da Europa há uma longa “distância”, a começar pelos vencimentos, pela formação académica e pelo estilo pragmático de viver. Todos europeus, todos diferentes!.

João Godim
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