Acabou a seriedade, a competência e a verdade no jornalismo. Já não se constroem mas se fabricam notícias maquilhadas ao interesse de quem é patrão dos órgãos de comunicação social, sejam jornais/diários, rádios, televisões ou agências noticiosas. A liberdade do jornalismo/jornalista é uma mentira porque não vem de dentro mas de fora. Liberdade está em cada um de nós, está dentro de nós, e nada há que impeça o exercício da nossa liberdade. O jornalismo já não é o que era nem é o que mostra ser. Os jornalistas são escravos das notícias e servos ao serviço de senhorios detentores do poder financeiro que os faz possuir poder na comunicação social, mesmo que otários ou analfabetos.
Hoje, no jornal “A Marca”, editado em Madrid, o jornalista (periodista) Javier Ares, não poupa palavras: “Necesitamos periodistas que investiguen, que critiquen, que denuncien, que se enfrenten al poder; que no sean meros voceros a quienes el poder utiliza. Trabajar con él fue beber en las fuentes del auténtico periodismo”. No seu discurso directo não se põe com rodeios: “Nuestros políticos no son tiburones, son inútiles arribistas que sólo luchan por tener el poder. Es una maldición atávica que nos persigue desde los tiempos del Duque de Lerma y el de Olivares. Entonces la culpa la tenía la abulia de los Reyes, hoy la tiene el maniqueísmo del pueblo que los elige”. A verdade é para ser dita: "El fútbol es un deporte corrupto".
(JG, de passagem por Madrid)
Música > http://www.youtube.com/watch?v=99NgfUpS4rk&feature=related

João Godim
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