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Segunda-feira, 16 de Julho de 2012
Fazer greve em Portugal é um luxo. As classes profissionais que mais razões têm para fazer greve, um direito que a democracia concede, quase que abdicaram das suas mais que legitimas reivindicações, como sejam aqueles mais de quatro milhões de trabalhadores portugueses com ordenados entre os 450 e 650 euros mensais. Pelo contrário, são as classes profissionais mais bem pagas que estão a fazer greve e a exigir mais regalias: médicos, juízes, professores, pilotos, controladores aéreos e mais uns tantos cujas profissões lhes permitem ganhar muito acima da média. São greves a provocar exclamativa inverosimilhança.
Música > http://www.youtube.com/watch?v=InM8-0geQ-0&feature=related

Apitadelas, telemóvel e palavras de ordem fazem dalgumas greves um desfile carnavalesco.
De Adelina Morais a 17 de Julho de 2012 às 12:33
Palhaçadas com gritarias histéricas à mistura, vejo grevistas nas manifestações que pelas suas atitudes até põe a classe em causa. Discordo de greves e muito mais de manifestações nas ruas.
De Tárcio Mesquita a 17 de Julho de 2012 às 19:15
Também não é de esperar mais, os sindicatos é que deviam educar como fazer greves mas os sindicatos apenas de nome. Lá fora, os grevistas perdem o dia de salário em cada dia de greve mas os sindicatos pagam aos trabalhadores que fazem greve. Cá é sou para inglês ver.
De Nuno Fraga a 18 de Julho de 2012 às 19:04
Portugueses nunca souberam fazer greve e por isso levam as manifestações numa brincadeira. É como uma "vamos à festa" quando a causa é bem triste. Mas a culpa não é dos arrebanhados mas dos promotores que fazem de uma greve um acto político quando não deve ser.
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