Inclinam-se para ouvir quem fala. Queixam-se de que são os outros que falam entredentes. Aumentam o som da televisão. Falam muito alto ou muito baixo. Dão respostas inadequadas. Evitam situações de convívio. Estes são alguns dos sintomas de perda de audição, que – entre os idosos – representa um risco acrescido de isolamento e de depressão. Estudos internacionais demonstram que quanto maior a deficiência auditiva mais profunda é a solidão, a desconfiança e o impacto na auto-estima do idoso.
Presbiacusia é a designação do processo natural que, afectando as estruturas constituintes do ouvido, implica a perda de audição ao longo da vida. Inicia-se aos 20 anos e torna-se mais evidente depois dos 50. Tendo em conta a esperança de vida cada vez mais alargada nas sociedades desenvolvidas, não é difícil prever o aumento do número de pessoas afectadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são neste momento cerca de 500 milhões em todo o Mundo. Daqui a cinco anos serão 700 milhões. Em Portugal cerca de 34 por cento da população com mais de 65 anos sofre de perda auditiva – 650 mil pessoas.
Fonte: APP/Correio da Manhã

João Godim
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