A tarde cai!
O Sol cansado, esconde-se atrás da árvore...
Sem força ilumina a esquina da casa...
Tonalidades confundem-se...
Silêncio!
Chiu... aproxima-se o rodar rouco dum carro...
Quase apagado...sem destino…
Esmaga o chão, já tão sofrido, gelado!
Cai uma persiana... sinal do entardecer...
Dorme a criança no seu sono inocente...
Começando a vida...
Rola a lágrima no olho do velho…
Espera o nada...
Som na surdez...não destrinça...
Grita... sem gritar...
Pulsa o coração vadio...
Pára de fugir... cerca farpada!
Outra persiana cai... um passo foi dado...
Abafado... ao longe uma porta bateu...
Tudo parou... o mundo morreu...
Silenciou...
O Amor, amizade, quem restou?
Rolou a lágrima… o velho chorou...
Invisível, entardeceu...
A CRIANÇA acordou, e o VELHO sorriu!
Hermínia Lopes

João Godim
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