O percurso pedestre anunciado para o Rabaçal, posteriormente anulado por alegadas razões de segurança, levou os roinesianos a optar pelo percurso “Funchal - depois da tempestade de 20 de Fevereiro 2010”. Um reconhecimento in loco que se recomenda. A rua de Santa Maria Maior (das mais antigas artérias do Funchal) esteve, nalgumas zonas, inundada de água e lama com quase dois metros de altura. Marcas de destruição também nos Largos do Pelourinho e dos Varadouros, nas ruas da Alfândega, dos Tanoeiros, da Praia, da Boa Viagem, Latino Coelho, D. Carlos I, entre outras. A zona baixa do Funchal sofreu danos com prejuízos incalculáveis.
Impressionante é outrossim os cerca de 500 metros de comprimento e 30 de largura da “nova” superfície à beira mar, entre a foz da ribeira de João Gomes e o Cais da Cidade, criada a partir dos inertes do temporal de 20 de Fevereiro. Imagens de destruição são vistas por toda a zona baixa da capital madeirense, o piso do complexo balnear da Barreirinha sofreu danos de grande monta, a marina não escapou à violência do mau tempo, uma ponte caiu e outra ponte foi parcialmente destruída, ambas na ribeira de Santa Luzia. Colegas, houve, durante a visita, que ficaram chocadas com o que viam!
Os roinesianos consideram que o percurso pedestre pelas zonas mais afectadas do Funchal, com início no Largo do Socorro e término na Praça Sá Carneiro, devia merecer atenção por parte de outros seniores. São imagens inimagináveis e conversas com quem viveu momentos dramáticos que ficam registadas para sempre. Muito mais que toda a matéria teórica das aulas no banco das universidades seniores.
Joao Godim
membro do roinesxxi

Imagem inédita! Roinesianos e a nova superfície conquistada ao mar...

João Godim
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