As Universidades Seniores, na versão actual e na sua maioria, não estão a cumprir com o estatutariamente fixado pela Rutis. Funcionam sem plano evolutivo, sem objectivos, muito ad-doc, com recurso a preencimentos de última hora, descurando-se interesses e objectivos. A confirmação desta realidade é a desistência maciça de alunos em muitas universidades seniores do país. Os alunos entram com expectativas e algum tempo depois, decepcionados, desistem.
Entretanto, a Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) do Instituto Politécnico do Porto, localizada em Vila do Conde e na Póvoa do Varzim, está a ministrar um Curso de Estudos Superiores para Seniores. Os seus destinatários são pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, com a escolaridade mínima de 12.º ano ou 7.º ano dos liceus. Esta disponibilidade, sem dúvida muito mais motivante, bem podia ser seguida pelas universidades seniores em acordos a estabelecer com as universidades ditas oficiais, institutos, escolas do ensino superior e politécnicos existentes. Todos beneficiariam, sem custos acrescidos, e o país ficaria a ganhar. Sem canudo e sem presunções primárias.
Francisco Vaz (USPD)

Seniores europeus não querem ser apenas receptores de matérias improvisadas.

João Godim
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