Proposta de alteração é considerada inaceitável e está a gerar acesa polémica. “Os professores perdem o estatuto especial da Função Pública”, adianta o semanário Sol, na edição on-line desta tarde. Os concursos para admissão de professores passam a ser geridos em conjunto pelo Ministério das Finanças, Administração Pública e Educação. Esta é uma das mudanças previstas no projecto de revisão da Carreira Docente.
A proposta determina que o recrutamento e a mobilidade dos professores passará a ser gerido pelas Finanças. Segundo João Dias da Silva, dirigente da FNE, “No fundo, o que isto faz é acabar com o estatuto especial dos docentes”, adiantando que os professores passam a estar sujeitos ao regime geral da Função Pública "no que toca ao recrutamento e mobilidade".
Contactadas alunas do ensino universitário sénior, membros do Grupo ROINES, ex-docentes, são de opinião que “esta proposta é um absurdo e vem retroceder princípios que sempre foram respeitados e consagrados”. Fazem ainda o reparo de que “o ensino não é um número, não é um serviço que se muda por meras opções políticas nem pode ser visto como um objecto”.

Aproximam-se novas greves desencadeadas pelos professores. Uma luta de décadas.

João Godim
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