A mesma variante genética que aumenta o risco da doença de Alzheimer na velhice pode ser responsável por mais inteligência, cultura e memória na juventude, refere um estudo publicado na revista New Scientist. O estudo, conduzido no centro médico universitário de Rush, em Chicago, sugere que os portadores da variante - designada por epsilon 4 - podem ter vantagens nos primeiros anos de vida, permitindo-lhes reproduzirem-se e passarem a variante antes de os seus efeitos negativos começarem.
Estudos feitos nas universidades de Sussex, no Reino Unido e da Califórnia, indicam que pessoas entre 18 e 30 anos com a variante tiveram melhores desempenhos em tarefas que dependem do uso do lobo frontal do cérebro, que é responsável pelas tarefas cognitivas mais elaboradas. Jenny Rusted, da universidade de Sussex, afirmou que a epsilon 4 ajuda as pessoas a concentrarem-se na informação importante. Mas usar a memória para lembrar algo requer também deixar de fora os elementos irrelevantes, uma capacidade que diminui com a idade.

Terá o papa João Paulo II (18.05.1920 - 02.04.2005) sido acometido da doença de Alzheimer? Uma doença cerebral degenerativa primária e de etiologia desconhecida que acomete potencialmente indivíduos acima de 65 anos de idade.

João Godim
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