.SENIORS - MAYORES - ANZIANI - 前輩 > SENIOR LIFE IN THE WORLD
Domingo, 17 de Janeiro de 2010
Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza de talvez, é a desilusão de um “quase”! É o “quase” que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou, ainda joga! Quem quase passou, ainda estuda! Quem quase amou, não amou! Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perderam, por medo, nas ideias que nunca saíram do papel, por essa maldita mania de viver o Outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a viver uma vida morna? A resposta, sei-a de cor - está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença de um “bom dia”, quase sussurrado. Sobra a cobardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima! O amor enlouquece! O desejo trai! Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo…o mar não teria ondas! Os dias seriam nublados!...o arco-íris teria tons de cinza! O nada não ilumina… não inspira! Não aflige! Não acalma… Apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória, é desperdiçar a oportunidade de merecer.
%20luminosa.jpg)
Para os erros, o perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance. Não deixe que: a saudade sufoque, a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em si. Gaste mais tempo realizando que sonhando… fazendo que planeando… vivendo que esperando… Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive, já morreu
Sarah Westphal
De Joana Fernandes a 18 de Janeiro de 2010 às 01:02
Interessante texto, sem dúvida!...
Viver sob a ideia do "quase" é esperar que os que prometem "mundos e fundos", concretizem essas promessas!... E, entretanto, a vida passa!...
De cecília a 18 de Janeiro de 2010 às 22:00
Muito bem. O quase gera uma grande expectativa, um último esforço, uma série de emoções positivas e negativas, nem é o todo nem o nada. É isso mesmo, o que qualquer um pode estar a pensar agora - que já esteve no quase, de certeza em algum momento da sua vida.Através deste texto vou valorizar mais o "quase"nem que seja para servir de trampolim para o salto final.
De comecardenovopt.blogspot.com a 19 de Janeiro de 2010 às 13:34
Oi!
O "quase" é um espaço com várias facetas ...
Quem sabe o palhaço.....ri......mas , quase com vontade de chorar ....mas, chora, quase com vontade de rir........facetas sombrias da vida!
Até breve
Herminia
De Madalena Forjaz a 19 de Janeiro de 2010 às 15:56
O quase não é uma ilusão nem uma perda, o quase é tudo aquilo que todos anseiam e todos estão sujeitos a falhar por um triz! Por outro lado, o quase não é um só e só é possível ir além do quase quando há vontades persistentes e continuadas. Fica-se pelo quase quem pensa que tudo é perfume e quem pensa que tudo fez e tudo faz para ir além do possível. O quase é um desafio às nossas capacidades positivas, é o prémio final do nosso dar e conquistar com amor. O quase não tem culpados nem é impeditivo em nada.
De Felix Pimentel a 19 de Janeiro de 2010 às 22:38
O quase é uma treta.
Sem o quase não havia certezas.
Querem ver como o quase funciona oiçam o que diz Saramago. Qual quase qual carapuça.
Comentar post