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Segunda-feira, 30 de Setembro de 2019

HUMOR, RISO AMARELO

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"Comer é um acto político", diz André Silva (do partido PAN); logo, como consequência, temos que evacuar, também será um acto político.  in "O Guardião"

publicado por j.gouveia às 18:35

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FESTIVAL LITERÁRIO DE ÓBIDOS

"O Tempo e o Medo" é o tema geral da quinta edição do "Folio -- Festival Literário Internacional de Óbidos", que reunirá escritores de quase duas dezenas de países, nos próximos dias 10 a 20 de Outubro. "As migrações, os populismos, a consolidação ou queda das democracias, entre muitos outros temas”, estarão também em análise entre “autores e pensadores de quase 20 países” que, ao longo de 11 dias, participarão nas 15 mesas previstas para o evento; destaque ainda para um debate sobre “O Medo do Futuro”, que juntará o filósofo brasileiro Francisco Bosco e o analista português, especialista em relações internacionais, Bernardo Pires de Lima.

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Com curadoria da jornalista Ana Sousa Dias, o “Folio Autores” contará também com as participações de autores portugueses como Alexandre Andrade, Joana Bértholo, Dulce Maria Cardoso, Hélia Correia, José Gil, Lídia Jorge, Nuno Júdice, Rui Cardoso Martins, Ricardo Araújo Pereira, Rui Pedro Tendinha, Patrícia Reis e Valério Romão.

No campo internacional, destacam-se as presenças de Ralf Rothmann (Alemanha), José Eduardo Agualusa, Júlio Almeida e Ondjaki (Angola), Tati Bernardi, Geovani Martins e Paulo Werneck (Brasil), Christoffer Petersen (Dinamarca/Gronelândia), Marina Perezagua (Espanha), John Freeman, Donald Ray Pollock (EUA), Mathias Énard (França), Elena Varvello (Itália) e Arne Dahl (Suécia).

publicado por j.gouveia às 10:46

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Domingo, 29 de Setembro de 2019

ENVELHECER COM AUTO-ESTIMA

Os idosos estão sempre a aprender

O dia do idoso (1 de outubro.) pode ser aproveitado para reduzir constrangimentos de idade, melhorar a saúde e promover a ecologia integral (Laudato Si, cap.4). Desastre seria propor a legalização da interrupção da vida do leitor idoso por ser doente. Mesmo usando palavras bonitas (?), para disfarçar o odioso, como as de interromper a vida de uma criança antes de nascer à maneira de Margaret Sanger. Ou até sugerir a “higienização” do planeta tirando dele os idosos. Se ficou chocado, não fique na panela como a rã, até ser tarde.

Falemos antes da capacidade de os idosos aprenderem a envelhecer; e logo aos 40 anos, para viverem melhor aos 80. Os idosos aprendem? Sim. Aprendem ou desaprendem. A grande maioria aprende. A neurociência corrige o preconceito oposto: o cérebro do idoso aprende a esquecer, a lembrar; e aprende mesmo na idade  na velhice.

Aprender exige repetição dos atos de pensar e agir que se querem aprender: aprende-se saúde e doença. Aprende-se a desativar hábitos destrutivos, a reativar os úteis e saudáveis; e novos conhecimentos e hábitos de viver com saúde, memória funcional, a fixar e a recordar. E ainda a cultivar o bem-estar, o bem-fazer e o sentido de vida harmoniosa.

Um professor americano de Harvard (Arthur Brooks), num ensaio sobre a reforma e o tapete rolante do envelhecimento, aplica a si o que vai descobrindo. Do cume da sua carreira de sucesso, aos 50 anos, pôs-se a aprender a envelhecer com mais sentido e a aliviar-se de cargos institucionais. Dá dicas curiosas.

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Tentar subir sempre no narcisismo de ser o maior será um erro que reduz o bem-estar e traz infelicidade; e mais, se ainda quiser aumentar a riqueza e a fama, os prazeres e as guerrinhas. Teimar alimentar a vaidade e suplantar os outros, adorar o seu ego narcisista, nome que a neurociência dá ao orgulho, não resulta.

A propósito, outro neurocientista num livro com o título estranho de “Ciência do Pecado” (Jack Lewis) (sobre os sete pecados capitais, imaginem!), explica como todos os pecados têm nomes na psicopatologia e neurociências. O Prof. Brooks, esse, até chega a dizer que se pode aprender o bem-estar do envelhecimento de forma curiosa: viver como gostaria que se falasse de si mesmo no seu próprio velório! Mau gosto de pensar na morte, dirão. Não. Ajuda a ser mais saudável e feliz. Os ricaços do Evangelho (Lc 12, 13-21 e 16, 19-31) esqueceram-se de que morriam!

A neurociência começa, e ainda bem, a investigar os objetivos e sentidos de vida das pessoas: dinheiro, fama, luta, prazer, dar-se bem com os outros. A longevidade e envelhecimento mais saudável e feliz combinam mais com a harmonia de ser bom. Os cientistas do pecado e do cérebro consideram um erro uma velhice narcisista (orgulhosa) para acrescentar dinheiro (avareza) e fama.

Narcisismo será um traço patológico a rimar com soberba, vaidade, avareza, luxúria, inveja e ira, segundo a neurociência do pecado! E alterna com depressão, tristeza, dor de inveja e impulsos de ira. Muita riqueza tenta o narcisista a consumir em excesso, a comprar, ostentar, envaidecer-se com luxos: “eu tenho mais que tu”!

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E que tem tudo isto a ver com aprender a envelhecer? Têm a ver com a verdadeira auto-estima equilibrada do bondoso e feliz. Auto-estima falsa, sem equilíbrio, dá em ímpetos de narcisismo e depressão, tristeza. Sem equilíbrio não há virtude nem saúde; os hábitos bons dão lugar aos maus, esquecem os saudáveis e bons e ficam os vícios. Uns e outros são aprendidos; uns e outros podem ser desativados e reativados.

Os idosos precisam de aprender a esquecer e desativar os dos excessos do ter, consumir, que levam a doenças; e a aprender e reativar os do equilíbrio, de saúde e bondade. A auto-estima precisa de equilíbrio. Já os romanos repetiam: in médium est virtus (a virtude não é extremista). Os bons hábitos e a auto-estima evitam os excessos dos vícios e a ausência de ações de bem-fazer e de benevolência para com o maior número de pessoas.

Os bons hábitos são ecologia integral, isto é, para dentro e para fora das pessoas. Partilham recursos abundantes no bem comum; com os pobres e miseráveis, crianças, jovens, adultos e idosos. Os idosos desde os 40 anos podem perguntar-se e responder: vida para quê? Os idosos aprendem e ensinam!

> Aires Gameiro, Dia dos Idosos, Outubro 2019

publicado por j.gouveia às 10:59

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Sábado, 28 de Setembro de 2019

A CRUZ PROCESSIONAL DA SÉ DO FUNCHAL

Obra exemplar da ourivesaria portuguesa

“Magnífica e única, esta cruz processional em prata dourada, encomenda de D. Manuel I (rei entre 1495-1521), tem a exuberância do estilo influenciado pela grandeza da expansão marítima”. Oferecida à Sé do Funchal, em 1528, destaca-se como uma obra exemplar da ourivesaria portuguesa, a par de outra “peça grandiosa”, da mesma altura, como é a “Custódia de Belém”.

Segundo o investigador Henrique Farrajota Seruca, autor do livro “A Cruz Processional da Sé do Funchal”, com prefácio do historiador Vítor Serrão, e que foi lançado há poucos dias no Museu de Arte Sacra do Funchal,  o ourives desta “cruz processional” é António de Holanda, e não Gil Vicente (o famoso dramaturgo português, 1465 - 1536) como até agora era suposto.

António de Holanda foi um importante pintor e mestre de iluminuras, que trabalhou em Portugal no início do século XVI. Não se conhecem o local e a data de seu nascimento, mas crê-se que tenha nascido nos Países Baixos entre 1480 e 1500, e falecido em 1571; foi pai do famoso pintor e humanista Francisco de Holanda (1517-1584), natural de Lisboa, “um dos mais relevantes expoentes da reflexão estética no renascimento português”, que aprendeu na oficina do seu progenitor, estudou em Roma e conviveu com  famosos artistas do seu tempo,  como Parmigianino, Giambologna e, principalmente, Miguel Ângelo.

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Outra revelação interessante feita pelo dr. Henrique Farrajota Seruca é que a feitura da Cruz Processional da Sé do Funchal muito se deveu à determinação da mãe de D. Manuel I, D. Brites ou Beatriz (1430 - 1506), duquesa de Viseu, que à época exerceu grande influência junto do monarca em vários domínios da governação, incluindo o desenvolvimento da ilha da Madeira que estava nas suas mãos dirigir.  

Casada com o rei D. Fernando (que era afilhado e herdeiro do infante D. Henrique – O Navegador, D. Brites (ou Beatriz) “teve um papel decisivo na consolidação da monarquia portuguesa no espaço ibérico, abrindo ainda caminho para a grande glória da nossa História que foi a expansão ultramarina.” Nunca foi rainha, mas deixou descendentes notáveis, como a rainha D. Leonor, a fundadora das Misericórdias, e D. Manuel I, que passou à História como o rei “Venturoso".

publicado por j.gouveia às 10:05

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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019

DIA MUNDIAL DO TURISMO

Nesta data, 27 de Setembro, celebra-se o 39.º Dia Mundial do Turismo. Uma  comemoração anual que tem como objectivo chamar a atenção para a importância do turismo em todo o mundo. Em 2019, o tema é "Turismo e emprego: um futuro melhor para todos". As comemorações oficiais do Dia Mundial de Turismo deste ano decorrem na Índia.

O tema deste ano pretende "analisar a capacidade única deste sector na criação de mais e melhor emprego e, assim, contribuir para a construção de um futuro melhor para milhões de pessoas em todo o mundo. Além de se focar no actual papel do turismo enquanto criador de emprego, também vai olhar para o futuro e explorar as oportunidades e os desafios que as mudanças no mercado de trabalho e no sector de tecnologia trarão."

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Segundo dados oficias, em Portugal, foram criados desde 2015, cerca de 117 mil novos postos de trabalho na indústria turística. "Só as Escolas do Turismo de Portugal formam mais de 1.500 alunos por ano, seja para o primeiro emprego seja para qualificação dos profissionais do sector. Estes alunos, de acordo com o Estudo de Inserção Profissional de 2018, têm uma taxa de empregabilidade de 94 por cento".

publicado por j.gouveia às 11:23

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Quinta-feira, 26 de Setembro de 2019

CLIMA, A IMPORTÂNCIA DAS ALTERAÇÕES

Os medos e os lobbys ideológicos

Perante os cenários de provável "catástrofe" e "desaparecimento" da espécie humana e de outras da face da terra, por "culpa", dizem os especialistas, da própria actividade humana em todo o Planeta; face aos alertas insistentes, conferências e estudos sobre o assunto que dão como meta um horizonte de pouco mais de 30 anos para evitar o "colapso total"..., é interessante também questionar sobre o que aconteceu no passado nesta matéria, se houve ou não "apocalipses" de tamanha grandeza como as "ameaças" que se apresentam hoje em dia sobre a humanidade...

Enfim, o mundo não nasceu hoje, e talvez o "mal" de tantos "medos" e "desorientação" acerca de como fazer esteja mais numa informação sem precedentes que de vez em quando pretende encaixar o tema numa "agenda" política e de "lobbys" ideológicos. A realidade é que estamos mais "frágeis" do que nunca, não podemos negar, devido a razões do próprio desenvolvimento que traz necessariamente benefícios e consequências, como o aumento da poluição, entre outros resultados negativos, mas isso não justifica tudo.

As "alterações climáticas" fazem também parte do equilíbrio da Natureza que, bem harmonizado com as acções humanas e o "respeito" mútuo, poderia garantir o tão desejado "paraíso".

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Segundo a UNESCO - "A Conferência das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura":  "As alterações do clima terrestre no passado encontram-se "gravadas nas rochas". Os elementos dessa história estão contidos na Natureza, através das acumulações de gelo e de poeiras, em sedimentos lacustres e oceânicos, nos sedimentos de campos dunares e de terraços fluviais, em fósseis de plantas e animais, no registo de antigas linhas de costa, no crescimento de corais, no anéis de troncos de árvores e de formações calcárias em grutas, assim como em registos escritos e arqueológicos de sociedades do passado".

"A história da raça humana e das suas culturas deve muito às variações do clima do passado. Os cientistas que estudam e investigam o dinâmico Sistema Terrestre têm noção da sua complexidade e dos seus constantes reajustes".
Acontece que, nos nossos dias, e "pela primeira vez, uma espécie, o Homo Sapiens, tornou-se o principal agente de transformação do Sistema Terra e dos padrões climáticos.

Estamos, igualmente, a observar e a entender melhor o modo como essas transformações ocorrem, as escalas relevantes para as regiões e sociedades onde vivemos. Para isso, é necessário perceber a diferença entre a variabilidade natural e a variabilidade devido à influência humana". Ou seja, é certo e sabido que: As "acções humanas alteraram a química atmosférica e a cobertura vegetal, causando uma preocupante degradação da Biodiversidade. Para além disso, têm sido produzidos milhares de novas substâncias químicas sintéticas, cujo efeito na biosfera não é totalmente conhecido." (...)

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Tudo muito certo, não é de agora que estas preocupações existem. Aliás, já no  livro do Génesis - inscrito na Bíblia do Antigo Testamento, texto escrito há mais de 25 séculos, pode-se ler-se como foi necessário criar a "Arca de Noé", perante o "dilúvio" que iria varrer tudo... O mesmo assunto do "dilúvio" figurava já noutros documentos literários dos povos do Médio Oriente, e não consta que a "humanidade" tenha desaparecido para sempre...

Hoje em dia, talvez o receio seja maior, dado a que há outros conhecimentos, como a "teoria do bing-bang" que fez aparecer o Planeta do nada, a partir duma "explosão" de elementos.., fenómeno que poderá repetir-se com outra "explosão", a partir da "bomba atómica", por exemplo... Enquanto isso não acontece, a Natureza vai fazendo o seu próprio caminho, incluindo as normais "alterações climáticas".

publicado por j.gouveia às 10:00

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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2019

ESCRITORA, LÍDIA JORGE

O romance "Estuário", da escritora portuguesa Lídia Jorge, está entre os 13 finalistas do espanhol Manuel Vilas. Publicado em maio de 2018 (pela D. Quixote), o mais recentePrémio Médicis 2019, ao lado de nomes como a norte-americana Joyce Carol Oates e o  romance de Lídia Jorge narra a "história de Edmundo Galeano, que esteve numa missão humanitária, da qual regressou para casa do pai, sem parte da mão direita. Consigo trouxe uma experiência para contar e uma recomendação a fazer por escrito, tendo a elaboração desse testemunho passado a ocupar completamente os seus dias."

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Lídia Jorge (natural de Loulé, Boliqueime, tem 73 anos) estreou-se com a publicação de “O Dia dos Prodígios”, em 1980, considerado um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado vários títulos nas áreas do romance, conto, ensaio e teatro. Em 1988, “A Costa dos Murmúrios” abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso.

O vencedor  do Prémio Médicis 2019 será anunciado no próximo dia 8 de Novembro.

publicado por j.gouveia às 08:09

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Terça-feira, 24 de Setembro de 2019

CLIMA, JOVEM DENUNCIA NAS NAÇÕES UNIDAS

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O sentido e a força das palavras não fazem milagres mas podem ajudar a construir um novo pensar o mundo. São tantos os discuros vazios, são tantas as palavras inúteis, são tantos os governantes a explorar o bem que de boa verdade aceitam os governados. Aqui estamos no século XXI e a exploração do homem pelo homem continua a ser uma dura realidade. Temos esperança numa nova juventude que abrace com toda a frontalidade as verdadeiras causas.

A jovem sueca Greta Thumdy, 16 anos de idade, foi às Nações Unidas (ONU) e denunciou as falsas promessas que os líderes mundiais andam há décadas a falsear. O Clima é muito mais que o frio e o calor, é a nossa respiração que nos mantem vivos e saudáveis. Oiçam com atenção o que disse Greta, esta semana, na sede das Nações Unidas.

Video >  https://www.youtube.com/watch?v=mbnRv81s_9Q

publicado por j.gouveia às 11:45

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LITERATURA RESGATA ESQUECIDOS DA DITADURA

Morreu há poucos dias, em Budapeste, o escritor húngaro Gyorgy Konrad, aos 86 anos de idade. Na fosse a sua emblemática obra de ficção, a sua identidade de cidadão e a sua voz de oposição durante o domínio de Moscovo no Bloco de Leste ficariam sepultadas no "vale dos esquecidos" e seriam ignoradas pela maioria que clama mais respeito e a liberdade democática.

Sobrevivente do Holocausto, durante a ocupação nazi da Hungria, na II Guerra Mundial, combatente pela democracia durante os anos de domínio comunista, controlado por Moscovo, opositor do Governo de direita de Viktor Orban, no poder desde 2010, Konrad foi um dos escritores húngaros mais traduzidos e premiados internacionalmente.

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Konrad foi autor de importantes obras de ficção e de ensaios de referência, que até ao momento ainda não foram publicados em Portugal. Durante os anos de domínio soviético, os seus livros estiveram proibidos na Hungria. Foi membro da oposição democrática e várias vezes preso pelas autoridades da ditadura.

A partir de 1989, durante a transição para a democracia, com a "Perestroika" e a abertura de fronteiras a Ocidente, foi um dos promotores da aliança para a democracia, sendo considerado, como escreve a agência espanhola Efe, um dos intelectuais mais influentes dos primeiros anos de liberdade.
Entre 1997 e 2003, Konrad dirigiu a Academia das Artes de Berlim, depois de já ter presidido o Pen Club Internacional (1990-1993), promovendo a aproximação de instituições culturais de Leste e do Ocidente, após a queda do Muro de Berlim.

Foi distinguido com a Medalha Goethe e o Prémio Carlos Magno, na Alemanha, com o prémio Manès-Sperber, na Áustria, e o Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon, além de ter recebido os principais prémios no país de origem.

publicado por j.gouveia às 10:29

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Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019

HUMANISMO, A ÚLTIMA RESISTÊNCIA

 "Foi perdido o sentido da densidade e interdependência da vida humana. O humanismo é a última resistência de que dispomos", escreveu Edward W.Said (1935-2003), escritor, ensaísta, professor norte-americano de origem palestiniana. Esta afirmação  continua a ser premente face aos conflitos e cenários de guerra em quase todo o mundo, mas com especial atenção em certas partes do globo, como o Médio Oriente e o Continente asiático.

Há pretensões poderosas que relevam mais o aspecto bélico do que o apoio às pessoas e às populações em fuga, pelo que o "humanismo", como defendia Said, constitui também uma forte resistência, como se verificou recentemente, por exemplo, nas manifestações a favor do Planeta.

O futuro não se restringe apenas a planos ou estratégias ou decisões políticas de potências que se revezam no comando do mundo; passa, necessariamente, pela defesa da pessoa, numa situação em que cada um deve contribuir para o melhor da humanidade; e nesta prioridade regista-se cada vez mais, pelos menos nos países desenvolvidos, de uma maior consciencialização pelas causas e ideais a favor de todos; nisto se define e se justifica, por outro lado, o sentido do "voto eleitoral", com liberdade e esclarecimento sobre direitos e deveres.

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Continua válida a asserção de Said, há que recuperar a "interdependência da vida humana", porque ninguém existe sozinho ou é mais importante do que o outro.

publicado por j.gouveia às 09:43

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Domingo, 22 de Setembro de 2019

MEMÓRIA DE D. ANTÓNIO PRIOR DO CRATO

Nem todos os que devotaram a sua vida pelo desenvolvimento do País figuram na lista dos "heróis da Pátria". Por esquecimento ou atitude intencional dos vencedores em determinada época, muitos foram preteridos por não estarem em linha com a situação oficial ou outras.

Ainda assim, por obrigação da própria História, o seu nome sempre foi nomeado, ao menos aquando da sua morte, como aconteceu com D. António Prior do Crato, que morreu no exílio, em Paris, em Setembro de 1595, aos 64 anos. 

Também conhecido por "O Determinado", ou "O Lutador," empenhou-se totalmente na recuperação da independência de Portugal, face ao desaparecimento do rei D. Sebastião, em 1580. Era filho natural do Infante D. Luís e neto de D.Manuel I e, por isso, um dos candidatos ao trono português durante a crise sucessória de 1580.

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Segundo alguns historiadores, D. António Prior do Crato  chegou a ser aclamado rei de Portugal e terá reinado num curto período de tempo em 1580, após o que a sua autoridade ficou confinada a algumas ilhas dos Açores. No entanto, e no ensino escolar não consta da lista de reis de Portugal e em geral, a historiografia, quer em Portugal, quer a nível internacional caracteriza-o apenas como pretendente ao trono.

publicado por j.gouveia às 10:06

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Sábado, 21 de Setembro de 2019

A NECESSIDADE DE LER E PORQUÊ

"Como Ler e Porquê", assim se intitula um livro do famoso crítico literário norte-americano Harold Bloom (n. em Julho de 1930). A obra suscita muito interesse, numa altura em que se lê muito e de tudo, e nem sempre de boa qualidade. Mas, a leitura é fundamental, importante, para se adquirirem opiniões criativas, fundamentadas e fundamentais, consistentes, conviçções de nível que defendem o senso comum das manipulações mentais ou dos preconceitos que escravizam o ser humano.

Ler deve constituir um imperativo dos cidadãos que se prezem e que contribuem para o cumprimentos dos direitos individuais e colectivos, sem medos de quem quer que seja, ou ameaças espúrias, livre de presunções ou vaidades, apenas com o objectivo de saber mais para melhor conviver com todos, sem qualquer discriminação. Para formatar as consciências já basta a "escola", o "ensino programado", a "propaganda" de Partidos políticos, ideologias efémeras ou "dogmas" cegos: Nada como ser livre, na verdade. Para tal, é necessário ler  a todo o tempo, sentir-se apanhado pelos livros e os autores, de todos os tempos, como nos bem demonstra Harold Bloom.

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Neste livro, Bloom apresentam-nos  grandes escritores que precisam de ser "saboreados" e "apreciados" como: Ivan Turgenev, Samuel Johnson, Emerson, Tchekhov, Maupassant, Ernest Hemingway, Flannery O’Connor, Vladimir Nabovok, Jorge Luis Borges, Tommaso Landolfi, William Blake, Walt Whitman, Emily Bront, Dickens, Dostoiévski, Hery James, Proust, Oscar Wilde, Faulkner, Nathanael West, Toni Morrison, entre muitos outros outros. Com este mundo de escritores, pode-se  afirmar que a Literatura é um património de contos, poemas, romances, peças teatrais, ao alcance de todos; basta começar já a ler...
 

publicado por j.gouveia às 10:21

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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

NAVEGAÇÃO, GRANDES EPOPEIAS

À volta do mundo com Fernão de Magalhães

Há 500 anos, no dia 20 de Setembro de 1519, o navegador português Fernão de Magalhães partia de Espanha, na primeira "viagem de circum-navegação". Um feito memorável que ao longo dos séculos tem sido lembrado, com mais ou menos paixão e reconhecimento pelos valorosos navegadores que, parafraseando o poeta, "se vão da morte libertando".

Nada como o passar do tempo para se afirmar de grande importância para toda a humanidade uma empresa deste género. Mesmo que ainda subsistam algumas dúvidas ou falta de esclarecimento, nada poderá pôr em causa este feito tão celebrado tanto por portugueses, como pelos espanhóis, porque é sabido  "o tempo tudo clarifica e não há estado de espírito que se mantenha inalterado com o passar das horas", Thomas Mann (1875-1955), escritor alemão.

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Esta viagem de Fernão de Magalhães, realizada entre 1519 e 1522, fica ainda na História como pioneira da globalização e pretendeu também encontrar uma nova rota para o comércio de especiarias através do ocidente, sublinhou Alfredo Sánchez Monteseírin, o comissário espanhol que coordena o trabalho da comissão interministerial para as comemorações do V centenário.

Numa entrevista recente, este responsável atribuiu o mérito desse "feito" ao navegador português Fernão de Magalhães e ao marinheiro espanhol Juan Sebastian Elcano, embora cada um desempenhando um papel próprio para que a viagem se concretizasse. "Aqui houve um cúmulo de circunstâncias que contribuíram para a grandeza do feito.

Magalhães é um elemento principal, era quem tinha na cabeça a possibilidade - e não só o sonho e a vontade, mas também os dados científicos de um navegante bem formado - de que se poderia chegar às Molucas e ir buscar especiarias pelo lado contrário aquele por onde se ia normalmente", afirmou Alfredo Sánchez

Monteseírin. Por outro lado, houve também "outros interesses, sobretudo comerciais", da coroa espanhola "para que não fosse tão caro obter as especiarias pelos caminhos habituais, cheios de dificuldades e portagens, que encareciam tudo".

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Além disso, considerou Monteseírin, esta viagem de "circum-navegação" foi "uma súmula de erros que permitiu a Volta ao Mundo". "O primeiro (erro) é que o lugar por onde se tinha que passar, a América, não era o que eles pensavam, era outro, e a dimensão do Pacífico não era a que tinham calculado";  outro "erro" foi, para fugir das zonas portuguesas, fazer uma viagem monstruosa".

E os marinheiros que ficaram a cargo da expedição após a morte de Fernão de Magalhães (1480-1521), num conflito com uma tribo nas actuais Filipinas, "decidem seguir por outro lado, porque dizem "para trás não vou porque não quero voltar a passar" as privações, com doenças e fome, que causaram a morte a muitos na travessia do Pacífico.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=UWVfcllR0cM

publicado por j.gouveia às 11:59

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Quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES

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Um tributo a Amália Rodrigues, um espectáculo de "videomapping" sobre a história do fado e actuações de Ana Moura, Ricardo Ribeiro e Gisela João, entre outros, integram o festival "Santa Casa Alfama" previsto para os próximos dias  27 e 28 de Setembro, neste bairro lisboeta, com mais de 40 concertos em 12 palcos.
Do cartaz fazem ainda parte Ana Moura, que prepara um novo álbum, Ricardo Ribeiro, que apresentará o mais recente trabalho, “Respeitosa mente”, Sara Correia, Kátia Guerreiro e Marco Rodrigues.

No ano em que se assinalam duas décadas da morte de Amália Rodrigues, o festival presta-lhe um tributo com Diamantina, Gonçalo Salgueiro e Tânia Oleiro.
No terraço do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, haverá “fado ao pôr do sol” com nomes como Jorge Fernando, Mário Pacheco e Ângelo Freire, com este guitarrista a apresentar-se acompanhado da Banda de Música da Força Aérea.

Na fachada do Museu do Fado, será projectado um espectáculo de "videomapping", que contará a história do fado, do século XIX à actualidade, com a participação de Carlos do Carmo, Mariza, Camané e do guitarrista José Manuel Neto; muitos outros eventos relacionados com esta homenagem a Amália (1920-1999).

publicado por j.gouveia às 10:21

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019

IGREJA, CONCÍLIO VATICANO II

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A coroação do Papa João XXIII, em 0utubro de 1958, viria a ser um dos momentos marcantes da igreja católica. Foi o Papa que reuniu o Concílio Vaticano II e criou as bases para a renovação de reformas na igreja. O Concilio Vaticano II (1963 - 1965) reuniu, em Roma, cerca de 2.600 bispos de todo o mundo, sendo, ainda hoje, considerado um dos maiores eventos de sempre da igreja católica.

publicado por j.gouveia às 18:38

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MEMÓRIA DE MARIA MATOS

Grande intérprete do teatro português no século XX, Maria Matos (1890-1952), nasceu e morreu no mês de Setembro, tendo-se registado a data do seu nascimento a 29 e o da morte no dia 18, passam agora 67 anos da sua partida. Natural de Lisboa, Maria (da Conceição) Matos (Ferreira da Silva Mendonça de Carvalho) fez estudos superiores de piano, canto e Arte Dramática no Real Conservatório de Lisboa,  e fez exame final com a peça "Rosas de Todo Ano" escrita de propósito por Júlio Dantas.

O seu início profissional com actriz deu-se no Teatro Nacional D. Maria II, na peça "Judas", aos 21 anos de idade. Casou com o actor Francisco Mendonça de Carvalho, com quem fundou a empresa teatral Maria Matos – Mendonça de Carvalho, "companhia que obteve considerável prestígio", e de quem teve uma filha, a também actriz Maria Helena Matos (1911-2002); tem outra filha actriz de extraordinário talento, Glória de Matos (n. 1936).

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A partir de 1940, Maria Matos passou a dar aulas no Conservatório Nacional de Teatro, onde regeu as cadeiras de "Estética Teatral e de Arte de Dizer". A sua competência evidenciou-se sobretudo na "farsa" e na "comédia", géneros em que se consagrou.

No cinema, Maria Matos participou em vários filmes de sucesso como "O Costa do Castelo" e "A Menina da Rádio", em que contracenou com António Silva, "As Pupilas do Sr. Reitor" e "Varanda dos Rouxinóis". Escreveu as peças "A Tia Engrácia" , "Direitos de Coração" e "Escola de Mulheres"; publicou também "Dizeres de Amor e Saudade". Após a sua morte, o seu nome foi atribuído a um novo teatro de Lisboa, o Teatro Maria Matos e a ruas da capital.

publicado por j.gouveia às 15:41

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Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

ESCRITORES, GUERRA JUNQUEIRO E JOSÉ RÉGIO

Dois grandes vultos da literatura portuguesa dos últimos cem anos - Guerra Junqueiro e José Régio, fazem anos neste dia 17 de Setembro. Em 1850, nasceu Guerra Junqueiro, em Freixo de Espada a Cinta,  no seio de uma família de lavradores abastados, tradicionalista e clerical; destinado à vida eclesiástica, chegou a frequentar o curso de Teologia entre 1866 e 1868, mas formou-se em Direito na Universidade de Coimbra.

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Guerra Junqueiro desempenhou altos quadros na administração pública, foi político, deputado, jornalista, mas ficou mais conhecido como escritor e poeta. Pertenceu ao grupo da chamada "poesia popular" da sua época e foi o mais típico representante da “Escola Nova”.

Poeta panfletário, com a sua  a sua obra ajudou a criar o "ambiente revolucionário" que conduziu à implantação da República em 5 de Outubro 1910. Neste contexto, entre 1911 e 1914, representou Portugal como embaixador na Suíça. Faleceu em 1923, em Lisboa.

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No dia 17 de Setembro,  mas em 1901, nasceu  também José Régio (pseudónimo literário de José Maria dos Reis Pereira), em Vila do Conde. Escritor, poeta, dramaturgo, romancista e novelista, exerceu grande influência junto dos seus pares, em especial como editor  e director da revista "Presença", a partir de 1927.

Foi ainda professor do Liceu de Portalegre, onde desenvolveu paralelamente uma importante actividade de coleccionador de arte sacra e popular. Faleceu em 1969, em Vila do Conde.
--

Cântigo Negro

Vem por aqui”- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui”!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

… Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

,,, Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei para onde vou,
Não sei para onde vou
—Sei que não vou por aí!

> José Régio

publicado por j.gouveia às 08:18

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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019

OS OLHOS E OS ROSTOS DAS IMAGENS

O impacto da imagem

O “impacto da imagem” é tema das Jornadas de comunicação (26 e 27 de setembro, em Fátima). Este texto também é sobre imagens. Factos são factos, mas não são todo o sentido. Na história, a Igreja sempre construiu lugares de evangelização e lhe foi enxertando o sentido do anúncio do Evangelho. Explicar o como não é dar sentido ao quê e ao para quê. Só o homem dá sentido. E o Homem Logos do Pai dá sentido pleno ao homem.

Será que na Bulgária e Roménia os ícones (imagens) dos frescos medievais das igrejas ajudaram a manter a fé cristã apesar de cinco séculos de opressão muçulmana otomana? As duas mulheres guias mostraram muita erudição histórica e religiosa e também fluência e competência na língua portuguesa. Iniciaram na compreensão dos seus países e dos vestígios arqueológicos e da arte das igrejas visitadas sem esconder as suas convicções e sentido de fé cristã ortodoxa.

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Os frescos são exposições claras da fé cristã do Evangelho. Estes países de fé cristã ortodoxa, mantiveram a sua prática do Evangelho e da Bíblia. Os frescos estão centrados na divindade de Jesus Cristo, em Maria, sua mãe, ao lado ou com Ele ao colo; os apóstolos, alguns profetas e santos. Os visitantes como que são sondados por aqueles olhos icónicos de Jesus e Maria. Olhos abertos, luminosos, directos sobre os visitantes e peregrinos, olham, falam e interrogam os corações: entendem, vivem e praticam a fé em Jesus Cristo? São olhos de Bíblia falante, logos do sentido da vida humana, Logos de Deus, Uno e Trino: o Logos-Palavra de Cristo Homem-Deus.

Dizem, baixinho, todo o cortejo das verdades fundamentais da fé cristã. São olhos do sentido da vida humana: tu crês, vives o que crês, em Cristo e nas suas palavras do Evangelho? Assim falam os frescos nas capelas de S. Jorge, S. Nicolau, Santa Nedélia; nas classificadas de património mundial do Mosteiro de Rila, s. IX-XII, de Boiana, de autores desconhecidos, nas imagens da “Dormício” de Maria (a Assunção), de Jesus entre os doutores; e nas do mosteiro de Cozia, Roménia, na estrada para Sibiu.

Os ícones pedem contemplação para compreender o dizer claro dos olhos de Cristo ressuscitado, o Pantocrator, o Juiz, e, ao seu lado, os de Maria, dos apóstolos, S. Miguel e santos. Ciciam aos visitantes que a vida é bela se vivida a sério; é dom e responsabilidade livre. Os olhos de Maria exprimem doçura, amor exigente e misericordioso; os de S. Miguel vitória sobre o dragão. Os dos demónios, derrota e desespero infernal, ao levar os que não aceitam livremente a justiça e misericórdia do Pai.

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Aceitação a que ninguém os pode obrigar: amor só rima com liberdade. Esta pode dar em bênção ou tragédia infernal; como sucede nas relações entre pessoas.
Os ícones são páginas de leitura sem escrita. Todos podem entender estes claros anúncios evangélicos da fé. Mais claros que alguns textos eruditos de teologia para o povo. Eram outros tempos, sim; mas o ensino claro de Cristo também vale, hoje. A fé cristã e a fé religiosa sincera interrogam o homem desde a longínqua pré-história aos confins dos tempos cristãos.

As perguntas e respostas, em tempo de perseguição, não se conciliam com fingimentos. Nas perseguições estas imagens de sentido, certamente, animaram os cristãos à fidelidade a Cristo. Terão sido até hoje apoio de fé dos seus mais de 80 por cento dos fiéis de ortodoxia cristã. Ajudaram a fazer a diferença nestes países.
Durante séculos até ao século IX, a língua grega das celebrações litúrgicas não era acessível ao povo analfabeto, ao contrário, as imagens claras e sintéticas eram acessíveis.

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Perante os desafios das perseguições e escravização de cinco séculos dos muçulmanos otomanos, e mais tarde dos comunistas leninistas ateus, os ícones poderão ter facilitado mais encontros de fé que tantas catequeses de culturalismo vago, hodiernas, por essa Europa adiante, e também de tanta arte de sentido ambíguo. A perseguição começou a fazer-se sentir no século XIV no despontar da modernidade antropocêntrica.

Os vários levantamentos de Tornovo em 1598, 1688, e 1689 não conseguiram deter o seu domínio e opressão. Nem outras resistências apoiadas pelos austro-húngaros, nos séculos XVIII e XIX. Foi decisivo o apoio dos Russos, talvez por serem ortodoxos, para a independência da Bulgária, não apenas como principado dependente dos otomanos, mas esta só se realizou em 1903, dando origem à grandiosa basílica votiva Santo Alexandre Nevesky com imagens, mais uma vez, de grande sentido de fé.

A fé cristã ortodoxa pregada pelos frescos teve continuidade desde então até hoje. Será que arte pagã de uma Europa secularizada e inclinada à apostasia, vai ajudar?

> Aires Gameiro, Setembro de 2019

publicado por j.gouveia às 10:23

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Domingo, 15 de Setembro de 2019

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE (SNS)

Um Cravo de Abril

Há 40 anos, no dia 15 de Setembro de 1979, foi criado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), no âmbito do Ministério dos Assuntos Sociais, e através da Lei n.º 56/79.

Enquanto instrumento do Estado para assegurar o direito à protecção da saúde, nos termos da Constituição, garante acesso a todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica e social, bem como aos estrangeiros, em regime de reciprocidade, apátridas e refugiados políticos.

Foi uma das principais conquistas do "25 de Abril", apesar de, ao longo destes anos, ter sido alvo de várias peripécias, a favor e contra a sua existência, com grandes esforços para se manter actualizado. Mas, como dizia Martin Luther King (1929-1968): "Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização".

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Para António Arnaut (1936 - 2018), considerado o "pai" do SNS: "Os homens e as instituições andam sempre à procura do tempo perdido. Por mim, dói-me o tempo que fizeram perder ao SNS, mas quero agora olhar para o futuro com optimismo e confiança. Confio na força das ideias justas e generosas. Confio na Democracia e nas suas regras de funcionamento: o Presidente da República cumprirá e fará cumprir a Constituição.

Os deputados e os governantes saberão respeitar a vontade do Povo, única fonte da sua legitimidade. Se todos tiverem em vista o bem comum, a justiça e a coesão social, e, nesta lógica humanista, considerarem a saúde como um direito de todos e não um privilégio de quem a pode pagar, o SNS será um Cravo de Abril que nunca murchará."

publicado por j.gouveia às 10:04

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Sábado, 14 de Setembro de 2019

LEITURAS, NOVO LIVRO DE JOHN LE CARRÉ

A loucura do brexit 

"Agent Running in the Field" é o nome do novo livro do famoso romancista de espionagem John le Carré. O tema versa sobre a actualidade do Reino Unido, com ataques directos a Boris Johnson, considerado um "porco ignorante" por liderar a "loucura do Brexit". A obra deverá ser lançada em Outubro, a coincidir com a saída do país da União Europeia, prevista para o dia 31 desse mês. 

A notícia é avançada pelo jornal britânico The Guardian e a história passa-se em 2018, com o Reino Unido a ser governado por "um governo conservador minoritário de décima categoria", sendo Boris Johnson — actual primeiro-ministro britânico — "um ministro dos Negócios Estrangeiros porco ignorante".

O protagonista de "Agent Running in the Field", Nat, é um agente do MI5 (os serviços de inteligência britânicos) de 47 anos, que começa a duvidar das escolhas de carreira que fez e do estatuto de Inglaterra, um país "em queda livre", como "a mãe de todas as democracias".

Passando-se em 2018, a obra situa-se numa fase em que Johnson era o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e Nat não tem a certeza de querer servir um governo que se está a preparar para se divorciar da União Europeia.

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O escritor John Le Carré, de 87 anos de idade, assume-se como "um europeísta convicto" e foi um dos romancistas subscritores, em Maio passado, de uma manifesto a explicar as vantagens de Reino Unido permanecer na União Europeia.

publicado por j.gouveia às 10:10

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