Justiça implacável, justiça tolerante
Finais dos anos 50, princípios dos anos 60, do século passado, não havia semana que os jornais não publicassem a cara de ladrões nos calabouços da polícia. Cara chapada de frente. Era como uma primeira sentença pública marcada para toda a vida. Nunca soube o destino à posterior desses ladrões. As mulheres também eram bafejadas mas com o cabelo rapado. Era o poder absoluto a funcionar, sem contemplações, em prisões assustadoras, doentias, sem luz e em cimento frio. Chegámos a visitar uma dessas prisões portuguesas do quinto mundo.
Estávamos sob leis agressivas, juízes implacáveis, polícias intoleráveis, uma PIDE demolidora e um sem número de informadores (bufos) a denunciar o por vezes inexistente. O respeito pela polícia e pela justiça traduzia-se em medo, para não dizer terror. O que hoje se vê é uma deslavada autoridade que chega a ser vítima dos criminosos. Aqui outrossim a diferença acentuada entre o poder judicial da ditadura e da democracia.
Polícias agredidos são mais que muitos. Cadeias, não todas, com parque, ginásio, televisão e biblioteca, celas melhoradas, refeições com ementa alternativa, são “hotéis” quando comparadas com as prisões de há 50 e mais anos. A benesse é tanta qua há “criminosos” a pedir para serem presos no estabelecimento da sua preferência. Os políticos levam vantagem. Um dia teremos mais respostas sobre as tendências da justiça e do privilégio prisional. Uma coisa é certa, quanto melhor a acomodação mais presidiários há nas prisões, ao contrário do antigamente.
PSD em bolandas
Não de forma claramente explícita, mas o PSD é o único partido em contramão em relação à greve dos motoristas de matérias perigosas. O líder social- democrata, Rui Rio, diz que esta greve mais não é que um circo montado pelo governo (PS) para tirar dividendos eleitorais. Estranha postura de quem tem responsabilidades acrescidas não só por ser o maior partido na oposição como foi o PSD quem ganhou as últimas eleições legislativas (2015), sem maioria e sem coligação para que pudesse governar.
Das dezenas de greves a que já assistimos desde 1974 até agora, esta greve dos motoristas é porventura a que mais conseguiu unir os portugueses contra a sua realização. Nunca tantos estiveram contra uma greve, tantos de todas as classes sociais, com carro e sem carro. O que leva o PSD a apoiar esta greve, ante a posição de Rui Rio (que não tem a concordância da maioria do partido), deixa transparecer contrariedade isolada e perdedora. Um PSD em bolandas.
Democraticamente, não é aceitável a realização de uma greve apenas a pensar em nós, apenas a bem de nós, apenas em nosso abono, contra tudo e contra todos, aparentemente egoísta. Há que dar ordens às coisas, atender os prós e contras, sem vaidades nem extremismos, em diálogo claro e transparente, e não com pedras na mão e expressões de vitórias onde não existem. A posição do líder PSD é lastimável, talvez esteja a assumir antecipadamente a derrota pessoal e do partido, nas próximas eleições legislativas de 6 de outubro.
Um escritor cidadão do mundo
Um dos maiores escritores de língua portuguesa, a quem só faltou o Nobel, Jorge Amado, nasceu há 107 anos, no dia 10 de Agosto de 1912. Natural de Salvador da Bahia (Brasil), o autor de "Gabriela Cravo e Canela", "Dona Flor e seus Dois Maridos" e "Capitães da Areia", entre outros títulos famosos, teve reconhecimento a nível mundial e foi também distinguido com o "Prémio Camões", em 1994.
No Verão de 2012, no âmbito do centenário do nascimento de Jorge Amado, a Biblioteca Nacional inaugurou em Lisboa uma exposição sobre o impacto da sua obra em Portugal. E no próximo dia 27 (deste mês de Agosto) será lançada entre nós uma biografia monumental, pela editora Dom Quixote, da autoria da jornalista e historiadora Joselia Aguiar, que dirige a Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo, em que se traça o caminho de “um homem que, saído da Bahia, se tornou cidadão do mundo, amigo de personalidades como Sartre e Saramago, traduzido para dezenas de idiomas”.
Depois de “Capitães da Areia”, em 1937, e da dezena e meia de livros escritos deste a estreia, em 1931, com “O País do Carnaval”, a publicação de “Gabriela, Cravo e Canela”, em 1958, entrou na lista dos mais vendidos do jornal norte-americano The New York Times, ao mesmo tempo que se transformava em obra de "culto militante", na antiga União Soviética.

As obras de Jorge Amado foram proibidas em Portugal, durante o Estado Novo, até à década de 60. Mais tarde, com o "25 de Abril" de 1974, a “Gabriela”, que deu origem a uma telenovela, a primeira exibida em Portugal em 1977, através da RTP, catapultou o escritor para uma popularidade sem limites entre nós.
Jorge Amado (1912-2001) esteve em Portugal várias vezes e foi muito próximo de Ferreira de Castro (1898-1974); escreveu mais de 40 livros, uma "obra de incalculável valor"

A intromissão que esta capa de revista revela pode motivar reacções de discordância ou até de protestos e de impropérios exaltantes. Deus e a Bíblia não têm aceitação provocadora, mesmo que figurativas ou humorísticas. Outros sentimentos mais altos se elevam. Há quem veja nisto uma falta de respeito, um abuso de liberdade de imprensa, mas em Paris, capital da cultura e da letra viva, literária e jornalística, nada parece ofender. É ver o humor pelo humor e nada mais. Sem ofensa.
Ilustre português do séc.XIII
Neste mês de Agosto, dia 15, assinala-se o aniversário natalício de Santo António de Lisboa. Homem universal, um dos portugueses mais conhecidos em todo o mundo, a sua vida e obra têm sido objecto de muito estudo e reflexão.
Mais recentemente, o escritor e ensaísta António Mega Ferreira lançouu m livro intitulado “Santo António, de Lisboa e Pádua”, onde ajuda a “percorrer os caminhos do santo na sua época, sentindo a paisagem, o calor e o frio, os cheiros e os sons, transpondo-os para os dias de hoje”, passando pela “eterna disputa entre Lisboa e Pádua”, e ainda Coimbra, Toulouse ou Rimini, cidade onde também o ilustre português do século XIII “deixou a sua marca”.
Nesta obra, que conta ainda com a colaboração do fotógrafo Marc Gulbenkian, o autor retrata a vida de Santo António (1195-1231) desde que nasceu até à morte, já depois de passar por Coimbra e seguir para Itália, dentro do culto franciscano em que se inseriu até ao fim da vida, e no qual pregou sempre, com destaque para "os sermões, onde desenvolve uma simbologia muito pessoal, sobretudo sobre os animais, a que dá significados simbólicos, alguns inseridos na tradição da própria Igreja, mas outros completamente inovadores”, considera o escritor.
"É um homem sensível à beleza das formas, e isso é humaníssimo. A sua afectividade, que põe nas relações com as pessoas, estava aliada ao enorme carisma pessoal que tinha, aos dotes oratórios que possuía. É isso que leva a essa espécie de quase adoração”, diz Mega Ferreira.
Restos mortais de Santo António na "sua" Basilica, em Pádua
Em Pádua, "il santo" que conviveu com São Francisco de Assis, esteve pouco tempo, mas a Quaresma de 1231, com 40 dias consecutivos de pregação, “provavelmente custou-lhe a vida". E granjeou-lhe a popularidade que viria a levar à canonização, 11 meses depois da morte, ocorrida a 13 de Junho de 1231, aos 36 anos de idade.
O maior humorista português
Há dez anos, no dia 8 de Agosto de 2009, morreu Raul Solnado, um dos nomes consagrados da revista portuguesa, actor de comédias e telenovelas. Muito cedo, Solnado tornou-se primeira figura no palco do Parque Mayer, em Lisboa, ao lado de António Silva, Humberto Madeira e Vasco Santana; foi ainda colega de outros actores inesquecíveis como José Viana, Varela Silva e Jacinto Ramos. "A guerra de 1914/1918" ou "É do inimigo?" foram algumas das peças que tornaram Raul Solnado numa personalidade ímpar da cena teatral.
Fez também muito cinema e televisão, onde se destacou, por exemplo, no célebre programa "ZIP-ZIP" da RTP (nos finais dos anos 60 do século XX), ao lado do Fialho Gouveia e Carlos Cruz. Lisboeta de gema, nasceu no bairro da Madragoa e representou também no Brasil e em África.
Considerado o "maior humorista português", a biografia completa de Solnado está registada no livro intitulado "A VIda Não Se Perdeu", da autoria da escritora Leonor Xavier, sua companheira dos últimos tempos.
"Conhecer a vida dentro e fora dos palcos, as amizades e as paixões, os amigos que partiram, os segredos guardados para lá das cortinas e das câmaras - Raul Solnado - A Vida Não Se Perdeu - revela-nos a história ímpar de um homem que amou uma cidade, uma arte e que vivendo sob o signo do êxito ensinou um país a rir…e não se esqueçam: «Façam o favor de ser felizes!».

A 8 de Agosto de 1709, Portugal viveu um dos momentos mais espectaculares da sua História quando Bartolomeu de Gusmão (1685-1724) apresentou a D. João V, em Lisboa, o projecto da máquina voadora, com um protótipo que largou na sala dos embaixadores da Casa da Índia, no Terreiro do Paço e que ficou conhecido como "passarola".
Para a época, foi como a "chegada à lua" e deu provas do grande espírito científico português, desenvolvido em especial a partir da altura dos Descobrimentos. Bartolomeu de Gusmão e o seu feito ficaram registados na obra consagrada de José Saramago - "Memorial do Convento", em que o escritor ficciona personagens históricas, como este "padre voador" que nasceu no Brasil (cidade de Santos), estudou em Coimbra e tornou-se jesuíta.
"O enorme balão, possivelmente levando dentro o seu inventor, foi lançado da Praça de Armas do Castelo de S. Jorge, em Lisboa e voou cerca de 1 Km, vindo a poisar no Terreiro do Paço", rezam as crónicas desse tempo.
Uma greve grosseira
Uma boa época para avaliar a rotatividade temporal da vida humana, em Portugal, é comprovativamente a do verão. Os meses de Julho, Agosto e Setembro mudam o roteiro dos portugueses, não só pela subida da temperatura, do sol e das praias (a maioria dos portugueses não sabe nadar), mas porque cheira a férias, turismo cá dentro e lá fora, há mais luz solar, dias mais longos, vestuário mais leve e tudo mais descontraído. Verão em Portugal opera uma mudança muito mais do que podemos pensar.
Verão é ver o campo com mais gente da cidade e a cidade com mais gente do campo. É ver os nossos emigrantes a matar saudades da terra. No Verão é ver o país parcialmente parado: tribunais, administração pública, escolas, universidades, fábricas, comércio, e muitas outras áreas. Até na política, os partidos reduzidos a reuniões internas ou em comícios festivos para animar a malta.
No meio de toda esta alegria, surgem uns parolos, a modos de chiques-espertos, que acham-se com o direito de estragar o tradicional verão português- Uns sindicatos que resolvem marcar greves para Agosto, o mês por excelência das férias, num total desrespeito pelos outros. Não têm o mínimo apoio dos portugueses (e dos estrangeiros), causam revolta e põem-se numa posição socialmente castigadora. São cerca de 600 camionistas a interferir e a estragar as férias de dez milhões de portugueses.
O sindicato dos motoristas de matérias perigosas ou são lunáticos ou não têm o mínimo pudor pelo mal que uma greve, sem “combustível”, causa. Ninguém de bom senso aceita chegar às férias, mais a mais em Agosto, sem ter gasolina e gasóleo. Se a Constituição permite, os mais de dez milhões de portugueses são contra esta greve. E acima da Constituição estão os 99,9 por cento dos portugueses lesados. Façam da greve uma arma política, ou com outros envolvimentos, mas sem causar graves problemas a todos nós. Uma greve estupidamente grosseira.
Primeira bomba atômica
O século XX é considerado o mais mortífero da História da humanidade: duas grandes guerras centradas na Europa, mas com repercussões nefastas em todo o mundo, a realização de um "holocausto" sem precedentes, a existência de regimes ditatoriais e democracias asfixiadas, as primeiras detonações da "bomba atómica" que lançaram, até hoje, a ameaça de uma guerra nuclear no planeta...
Assim aconteceu a 6 de Agosto de 1945, no final da II Guerra Mundial, com o bombardeiro norte-americano "Enola Gay" a lançar a primeira bomba atómica no centro da cidade japonesa de Hiroshima.
Tudo mudou, de mal para pior, dizem uns; era inevitável, opinam outros, mas a realidade é dura e muitas das consequências negativas irão prolongar-se séculos fora, pese, embora, o progresso tecnológico e o desenvolvimento material adquirido.
Para muitos, nada mais haverá do que lamentos e nostalgia, lembranças amargas, saudades de um tempo distante a condizer mais com um certo bucolismo, como nos fazia crer Miguel Torga, no seu Diário de 1941, em forma de poema:
Bucólica
> A vida é feita de nadas;
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;
De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;
De poeira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma Mãe que faz a trança à filha.
> Miguel Torga (1907-1995)



Os pavões são das aves mais ritualistas que existem na terra. Todos os seus movimentos obedecem a um suposto ritmo exibicionista, a modos de superioridade sedutora. A sua plumagem exibe um leque colorido como em nenhuma outra espécie e pode atingir dois metros de comprimento. Os pavões são originários da Índia e estão associados a muitos mitos.
Para a deusa Hera representava a vaidade, um símbolo solar e divino. Para os chineses o pavão é visto como uma ave para destruir os inimigos. Muitas são as crenças advindas do pavão, quer em África como na Ásia e noutros continentes. Em Portugal vamos encontrá-los em amplos espaços verdes de quintas apalaçadas e nalguns jardins geológicos. Vê-los com a plumagem totalmente aberta, como nas fotos, carece de alguma paciência e sorte! Uma semi aventura ...



Como identificar cabalmente as tonalidades das cores que a natureza nos apresenta? Há sempre pontinhas de um saber não completo, pontas (in)comuns, ditadas por ordens que o nosso pequeno mundo desconhece. São muitas mais que as sete cores do arco-íris e em todas as estações (Primavera, Verão, Outono e Inverno) as cores da natureza são diferentes e ilimitadas.
Nas três imagens (acima), começamos por ver um pôr-do-sol, todo poderoso (!), a luminosidade por detrás das árvores e a imponência da velha olaria. A cor dá-lhes grandeza e fascinação.
Queda e morte de um ditador
No dia 3 de Agosto de 1968 (faz hoje 51 anos), o então Presidente do Conselho (e "dono disto tudo"), António de Oliveira Salazar caiu de uma cadeira, no Forte de Santo António do Estoril; o mesmo é dizer, caiu do poder porque o agravamento do seu estado de saúde acusará a existência de um hematoma cerebral...
Foi o princípio do fim, mas a censura oficial tentou esconder a realidade e foi doseado as noticias de forma conveniente; tudo muito envolto em mistério, até mesmo a natureza da cadeira que atirou o ditador para o chão, numa queda fatal... E sobre isto há muitas versões.
O jornalista Fernando Dacosta, no seu livro "Máscaras de Salazar" refere que, dois dias após o acidente, a governanta (a famosa Dona Maria que acompanhou Salazar durante décadas), "furiosa", partiu a cadeira e atirou-a ao mar...; até há quem afirme que o ex-Presidente do Conselho não caiu de nenhuma cadeira..., enfim, as dúvidas persistem.
O certo é que nunca mais voltou a ser o mesmo, atendendo a que já estava com 79 anos de idade e o regime agonizava aos poucos, devido em grande parte à desgastante "guerra colonial"... Morreria dois anos depois da queda, em Julho de 1970, e o regime ditatorial apenas lhe sobreviveria quatro anos, não resistindo à "revolução do 25 de Abril de 1974".
Canções mensageiras da revolução
Faz, hoje, 2 de agosto, 90 anos, que nasceu, em Aveiro, Zeca Afonso (1929 – 1987). Autor, compositor, músico, cantor, expoente máximo da música de intervenção no período áureo da revolução contra a ditadura que deu lugar à democracia. As músicas de Zeca Afonso são “vozes de um povo sofrido, vozes de denúncia, vozes de inquietude. Vozes da revolução de Abril”.
Esta tarde, um grupo e cidadãos fará entrega no Ministério da Cultura uma petição que reúne mais de onze mil assinaturas com o propósito de ver a obra de Zeca Afonso classificada como de valor nacional perpétuo. Zeca começou a gravar em 1950, era estudante da Universidade de Coimbra.
Deixou-nos uma vasta obra musical, álbuns que todos entoam, nomeadamente “Grândola Vila Morena”, “Venham Mais Cinco”, “Cantares de Andarilho” , “Cantigas de Maio”, como também fados de Coimbra. Recordar o cantor-músico Zeca Afonso é saudar a liberdade e a chegada em alegria da democracia.
Eles sabem como pôr fim aos incêndios!
Anda o governo atarefadíssimo no combate aos incêndios, a gastar milhões de euros sem os resultados esperados, quando os partidos políticos na oposição (PSD, CDS/PP e BE, nomeadamente) afirmam publicamente que as falhas são devido à falta de planos eficazes. O mesmo que dizer que com a Oposição no governo Portugal não teria incêndios.
“O governo falhou no plano de combate aos incêndios”, critica a oposição. Falhou (…), hectares de florestas ardidas, casas destruídas, terrenos agrícolas desfeitos, perdas de vidas… ano após ano. Um quadro negro. Mas não podemos ficar apenas pelas críticas ao governo, que são fáceis de fazer.
Pede-se aos críticos, à oposição ao governo, que digam ao país o plano que têm para inverter a grave situação. Se fossem governo como é que faziam? Venham a público revelar os planos que têm para combater os terríveis incêndios? Digam lá o que sabem? Sejam autênticos. Pegar lume é fácil, apagar o incêndio já se viu que é tarefa ingrata e muito difícil.
Com toda a certeza que os políticos e os líderes de opinião estariam a dar um valiosíssimo contributo ao país se revelassem a fórmula para combater os incêndios, em vez de passarem o tempo atrás de faúlhas e centelhas que dão força às labaredas demolidoras. Garantidamente que os partidos políticos na oposição ganhariam muitos mais votos se mostrassem aos portugueses como se apagam
os incêndios.
Criticar por criticar é não se responsabilizar por nada, pouco mais que ver à distância o que carece de resposta urgente ao que está por perto. São posturas mágicas de malvadez. Oposição e críticos deste quilate não interessam ao país. Passem bem… ao longe.

João Godim
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