
Foi a 31 de Maio de 1874 (faz hoje 145 anos) que se estreou, na Igreja de São Marcos de Milão, a "Misa de Requiem", de Verdi, em homenagem ao escritor Manzoni. Um êxito sem precedentes, a mais bela música sacra de que há memória.
Muitas análises e considerações se fazem à volta do mundo da política, dos negócios, dos poderes públicos e outros semelhantes; são às catadupas, em todo o lado, a exigirem mais responsabilidades e respostas adequadas a situações urgentes dos cidadãos. Mas, na hora da verdade, fica-se aquém da necessária solução para os problemas emergentes e gera-se um clima de ódio e de raiva, conflitos e inimizades, quando a cooperação devia ser o ponto de partida para o melhor dos mundos.
O diagnóstico está feito, desde há séculos, mas ainda não se aproveitaram as verdadeiras lições das causas. É o que se pode saber do estudo feito pelo investigador indiano Pankaj Mishra, no seu livro "Tempo de Raiva - Uma História do Presente". Um autêntico retrato da nossa realidade actual, e de outros tempos parecidos, que põe a nu os poderes (feitos fortalezas) discricionarios, desrespeitadores, em confronto com a miséria da maioria e a usurpação dos direitos humanos...

Uma leitura importante que nos abre os olhos para cenários inacreditáveis e impróprios do século XXI, ou talvez não.

O queijo verde é recomendado aos seniores (idosos) e aos vegetarianos. A notícia, em síntese, revela: > Conhecer e saborear diferentes confeções gastronómicas dá-nos a possibilidade de sentir as reações do nosso organismo. Se tolera bem ou mal. O queijo verde distingue-se de todos os outros, talvez por ser produzido com leite de vaca pasteurizado, majaricão, alho, sal e sem glúten”. Não se conhece a sua comercialização em Portugal, sendo a Holanda, França e países escandinavos os maiores produtores.
Portugal está em jogo à grande e à milionária. Os gurus do jogo sabem como ganhar milhões fora do alcance da justiça, nem precisam de entrar em campo nem dar a cara. Mesmo quando são acusados de corrupção contratam “supers defesas” habituados a lidar com a lei como quem joga com uma bola de trapos. Os advogados também entram na jogada, tocam para todos os lados e, seja qual for o desfecho, sabem que os milhões estão garantidos.

Quem falou em corrupção? Vinte mil milhões de euros mal parados? Num pequeno país como Portugal não é possível encontrar o paradeiro do mal parado? Então não sabem quem deu nem quem recebeu e onde foi parar os milhões que saíram da CGD? Estão a gozar connosco? O governador do banco público esconde a lista dos devedores, refugia-se na lei (qual lei?) para não fornecer os nomes dos beneficiados com milhões que davam para construir dezenas de novos hospitais, novas escolas, melhores indústrias, melhores reformas, melhores salários e melhores habitações, em suma, um melhor Portugal.
Realmente não é preciso mais nada para se saber o porquê dos eleitores portugueses não votarem. Sem justiça não há democracia e neste nosso país é muito mais difícil acreditar do que não acreditar. Custa a acreditar que sejam fornecidas, por dia, cerca de 400 mil refeições aos pobres, em todo o país, ao mesmo tempo que há milhões de euros gastos à balda. Enfim, com tanta corrupção que podemos esperar da democracia? Certamente que não são estes os valores da liberdade e da igualdade.
Não há volta a dar, costuma-se dizer, quando as coisas não correm bem ou estão de tal modo enredadas que só resta um certo conformismo ou "deixa andar"... Resta ainda um eventual consolo de que nada existe que não se venha a saber mais tarde, o tempo é o melhor remédio e a há sempre os “culpados” da história, de preferência os outros...
Só que os mestres, isto é, aqueles que verdadeiramente ensinam, têm uma explicação mais consentânea com o ser humano livre, responsável, consciente dos seus deveres, direitos e obrigações.

É o caso de Francisco Sanches, o grande filósofo, médico e matemático português do século XVII que no seu famoso livro “Que Nada Se Sabe”, escreveu, entre outras considerações que permanecem actuais: "A vida é breve, e é muito, ou antes, é infinito o que temos a aprender, ou melhor ainda, aquilo que é objecto da ciência, ou de que a ciência depende. (...) Nada sabemos. (...)
Devemos distinguir, porém, a apreensão da recepção. O cão também recebe a imagem do homem, e da pedra, e de muitas outras coisas, mas não conhece. E até os nossos olhos recebem, e não conhecem; e muitas vezes a própria alma recebe, e não conhece, como sucede quando admite coisas falsas, ou quando se apresentam obscuras a um entendimento tardo".
Conhecer é diferente de especular, corromper ou fazer de conta... Ver é mais do que olhar, perceber ou aceitar passivamente.
José Moças, editor discográfico e diretor da Tradisom, decidiu publicar em edição limitada, numerada e não reeditável, este livro-disco de grande formato. O livro, da autoria de Adelino Gomes, o primeiro jornalista que entrevistou Zeca Afonso quando este regressou de Moçambique em 1967, contextualiza os dois concertos inéditos e ao vivo de que se supunha não haver registo.

4 Junho 2019 – terça, 18h30 - Auditório do Museu do Aljube (Lisboa)
O golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, levado a cabo por militares, está na génese da implementação do sistema que viria a sustentar uma governação fascista em Portugal. Infelizmente os primeiros tempos da República, implementada a 5 de Outubro de 1910, fazendo cair a secular monarquia, enfrentaram contratempos não esperados.
O 28 de Maio de 1926 apeou uns e fez subir outros ao poder, como se, por si só, a mudança de pessoas fosse a solução para a estabilidade no país. Os militares triunfaram no derrube do governo mas cedo revelaram insuficiências para estarem à frente da governação. Um tanto à imagem do 25 de Abril de 1974.
A solução foi tentar encontrar na sociedade civil quem fosse capaz de “endireitar o descalabro” administrativo e das finanças. Foi, nesta altura, que surge o nome de António Oliveira Salazar, professor na Universidade de Coimbra. O general Vicente de Freitas, natural da Madeira, ex-ministro e ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi indigitado para convidar Salazar a vir para o governo. O professor não aceitou ao primeiro convite, quis primeiro tomar o pulso da situação antes de decidir.
A instabilidade no país crescia e o descontentamento aumentava. Salazar veio, viu e não gostou, pouco tempo depois regressou a Coimbra. Põe condições para assumir a pasta das finanças, impõe directrizes e define objectivos que foram aceites pelos militares responsáveis pelo golpe de estado. A ditadura começa com Salazar na presidência do conselho de ministros, uma longa governação em regime ditatorial que vigorou até 24 de Abril de 1974.
> Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreso ao ver que os outros acreditam nele. (Charles de Gaulle).
ELEITOS 21 EURODEPUTADOS
PS - 9; PSD - 6; BE - 2; CDU - 2; PAN - 1; CDS - 1
A SIC foi das primeiras televisões a dar os resultados das eleições europeias/2019. Ainda que sujeita a pontuais alterações, a vitória do PS é inquestionável, obtendo uma percentagem da ordem dos 10 por cento em relação do PSD, segundo partido mais votado. A abstenção terá oscilado pelos 66 a 70 por cento, sujeito a rectificação.
Grosso modo, tais resultados vieram ao encontro das previsões, com relevância para o elevado absentismo cuja causa é atribuida à fraca campanha eleitoral que pouco centrou o discurso sobre a Europa para centrar o ataque inusitado ao partido do governo. A União Europeia continua a ser para a grande maioria dos portugueses uma "associação" que concede milhões de euros destinados ao desenvolvimento de Portugal e pouco mais. A culpa é dos partidos e dos políticos. Depois queixam-se da fraca votação.
Votar, sim; Votar, não. Votar, sempre; Votar decide. Votar, votar, votar. Não votar é dar aos outros o comando das nossas ideias e opiniões, é pemitir que mandem em nós como se fossemos bonecos articulados por fantoches que se aproveitam da política sem olhar a meios, como se o povo (eleitores) vivesse na escuridão da vida.
Amanhã, 26 de maio, é dia de ELEIÇÕES EUROPEIAS, a escolha de quem vai representar Portugal no Parlamento Europeu nos próximos cinco anos. A campanha eleitoral que ontem terminou bem podemos dizer que foi imoral, vergonhosa, a roçar a mais baixa mediocridade, A política no seu pior estado cultural. Perderam-se tempos de antena a deambular para a escaramuça política e pouco se falou da Europa que precisamos conhecer melhor.
Votar para limpar a doença partidária, os políticos que tanto criticamos e com sobejas razões. Nem tanto pelos 15 mil euros limpos que o eurodeputado ganha por mês (um escândalo para todos os portugueses, desde o presidente da República ao comum dos assalariados) mas sobretudo pela inabilidade dos seus actos. VOTAR É MUITO MAIS QUE UM DEVER, É ASSUMIR E MOSTRAR A NOSSA OPINIÃO. A abstenção é dar aos outros o que a nós pertence! VOTAR, PARA BEM DE TODOS NÓS.
A vida dos seres humanos
Realizou-se a semana de defesa da vida humana (12-19 maio) e parece que, em tempo de cultura e morte, bem preciso é defender a vida dos seres humanos contra os lobos devoradores e os que vão fazendo descarte das pessoas consideradas vidas sem utilidade.
No dia 21 de maio 2019, Vincent Lambert está no hospital universitário de Reims, tetraplégico de um acidente. Não toma medicamentos, nem precisa; precisa, sim, de ser alimentado, hidratado por sonda e receber cuidados para se manter com vida, sem ficar com escaras. Abre os olhos, respira normalmente, sem máquinas. E querem tirar-lhe a alimentação para o deixar morrer.
Têm-se multiplicado as correntes e contendas éticas, desligadas dos dez mandamentos, do Evangelho e da fé em Deus criador e Senhor da vida com o pretexto, (mesmo de alguns católicos) de que convém aplicar as filosofias e éticas sem religião, sem Bíblia, sem cristianismo, por terem mais confiança nelas e poderem ser aceites por todos, como não acontece com a ética cristã católica.
Entretanto, proliferaram as escolas e correntes de ética sem Deus, mas o nível ético continua a descer até à desumanidade, apontando-se a contradição de a Bélgica e a Holanda, onde desceu mais, serem, supostamente, países modelos de ética. Porquê? Por neles se poder “matar” doentes, adultos e crianças com mais facilidade; e deitá-los fora como lixo. Noutros países ainda se respeita um pouco mais o direito à vida, o direito humano número um, mas esses são considerados países atrasados.
Com efeito, alguns defensores destas éticas à deriva decidiram que Vincent Lambert devia morrer porque a sua vida não é útil e já não merece ser alimentado. Ia-lhe ser retirada alimentação no dia 21 de maio. Não interessava a obrigação de cuidar da sua vida do governo francês, o qual se comprometeu a defendê-la em 18.02.2010 ao assinar as diretivas do Comité de Defesa das Pessoas Deficientes (CDPH) da ONU, como lembra a carta ao presidente da república (18.05.2019) dos advogados dos pais de Vincent Lambert. É triste que o Conselho de Estado francês concordasse com a morte de Vincent.
Entretanto, o ex-campeão da Formula 1, Michael Schumacher, apesar de ser um caso semelhante continua rodeado de cuidados. E ainda bem, não lhe foi aplicada a moda de o considerar um ser humano como «robot funcional», como disse D. Michel Aupetit, arcebispo de Paris, médico, na sua declaração de defesa da vida de Vincent Lambert em que reprovou que se possam deitar fora as pessoas quando já não tem utilidade.
Vincent foi salvo in extremis por sentença do Tribunal de Apelo de Paris que obrigou, na tarde do dia 21, a não interromper a sua alimentação e hidratação. estes descartes. As pessoas que as defendem com boa intenção merecem o respeito, não o merecem, contudo, as suas teorias éticas de poder tirar a vida às pessoas a quem nem sequer se estão a aplicar tratamentos excessivos ou encarniçados, como no caso do Vincent que não estava a receber medicação.
O que os pais pediam para ele é que o deixassem viver e que o deixassem transferir para uma das sete instituições dispostas a continuar a dar-lhe alimentação e líquidos.
Tantas teorias também esquecem que o Cristianismo forma um todo mais ético que qualquer outra corrente ou ideologia. Associado à fé em Jesus Cristo, Filho de Deus, existe a «Sua» Comunidade Cristã, a Igreja, formada de todos os que O aceitam, e aceitam, como Ele, defender os pobres, doentes, crianças e deficientes como Ele defendeu.
E mais. Vivem com eles. Uma comunidade que não siga Jesus também nesta ajuda e comunhão de vida e, em vez disso, abandone os pobres e doentes e escandalize as crianças, não se pode dizer cristã.
> Aires Gameiro, Funchal, Maio de 2019
A primeira cápsula de café produzida a partir de materiais biodegradáveis, feita de cana-de-açúcar, mandioca e milho, acaba de ser apresentada pela “Delta Q”, empresa portuguesa sediada em Campo Maior. O inovador produto, único no mundo, estará no mercado comercial a partir de junho. A nova embalagem é totalmente reciclável. São alternativas ao famigerado plástico que está a causar sérios problemas ao meio ambiente, em todo o mundo.
Uma homenagem a um grande pensador do nosso tempo - Professor Eduardo Lourenço, realizou-se, hoje, em Lisboa, por ocasião do seu 96.º aniversário natalício. Trata-se de uma estátua em bronze, inaugurada nos jardins da sede da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), com 210 centímetros de altura e cerca de 800 quilos.
Natural de São Pedro de Rio Seco, concelho de Almeida, distrito da Guarda (nasceu a 23 de Maio de 1923), Eduardo Lourenço frequentou o Curso de Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde concluiu a licenciatura com uma dissertação intitulada "O Sentido da Dialética no Idealismo Absoluto".
Foi professor assistente da mesma Universidade, até 1953, e publicou nesse tempo (em 1949), o seu primeiro livro, “Heterodoxia I”. Cedo partiu para França, onde ainda reside, desenvolvendo uma imensa obra, a todos os títulos notável.
Nos últimos anos, o Professor Eduardo Lourenço foi distinguido com vários Prémios, com destaque para o Prémio Camões (1996), o Prémio Pessoa (2011), o grau de Oficial da Ordem de Mérito (1996) e de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, ambos pelo Governo francês (2000), o Prémio Vergílio Ferreira da Universidade de Évora (2001) e a Medalha de Ouro da Cidade de Coimbra (2001), entre outros.
Uma outra forma de homenagear o Professor Eduardo Lourenço é ler a sua diversificada obra, incontornável, em vários volumes, e da qual sugerimos, por exemplo, a leitura do livro "A Europa Desencantada" (edição Gradiva, 2001).
Maio é um mês muito significativo para a História de Portugal. Recordemos alguns factos:
- A começar, temos o dia 23 de Maio de 1179, em que o Papa Alexandre III reconhece a soberania de D. Afonso Henriques, com a bula "Manifestis Probatus".
- Ainda neste dia 23, mas no ano de 1536, foi estabelecida em Portugal a Inquisição, um tribunal eclesiástico e político implacável que perseguiu e condenou à morte muitos considerados hereges e conspiradores.
- Em Maio de 1386, foi assinado estabelecido um acordo de cooperação entre Portugal e Inglaterra, o mais antigo do género ainda em vigor.
- No dia 20 de Maio de 1498, Vasco da Gama chega a Calecut, abrindo oficialmente o caminho marítimo para a Índia.
- A 28 de Maio de 1926, dá-se em Portugal um Golpe Militar que acabou com a I República (implantada em 1910 com o derrube da monarquia) e instaurou uma ditadura de quase 50 anos, até à Revolução do 25 de Abril de 1974.
- Em Maio de 1917, registam-se as chamadas “aparições” de Fátima, em que três crianças – Francisco, Jacinta Marto e Lúcia – da aldeia de Aljustrel, afirmam ter visto “Nossa Senhora” num local conhecido como Cova da Iria.

O líder do Partido Brexit, Nigel Farage, foi agredido com gelados de banana, no dia de ontem, em plena campanha eleitoral para as Europeias. Nigel é acusado de estar ao lado da direita e da extrema-direita, sendo alvo de duras críticas pelo eleitorado inglês.
Um acto deplorável, mais grave ainda quando ocorre num Reino Unido visto com de uma superior tolerância democrática e de seculares liberdades. Acto que nos leva a recordar Eça de Queitós: >Um país vive pela sua superioridade moral, pela sua elevada ciência, pelo seu amor à justiça, pela fecundidade do seu trabalho, pela sua literatura, pelos seus movimentos no mundo político”.

A poucos dias das eleições para o Parlamento da União Europeia (UE), não faltam críticas, desapontamentos, sobre a importância deste acto eleitoral que convoca cerca de 500 milhões de cidadãos através dos actuais 28 Estados-membros da UE.
Apesar das campanhas partidárias no terreno, falta ainda uma informação adequada sobre o papel das instituições europeias, mormente as competências do próprio Parlamento Europeu - para o qual serão eleitos 751 deputados no próximo dia 26 - e em relação ao órgão que detém mais poder decisório dentro da UE - no caso, a Comissão Europeia.
Acresce que, por outro lado, estas eleições, realizadas de cinco em cinco anos, mais se assemelham a eleições nacionais do que europeias, dado o confronto entre as respectivas candidaturas e ideologias.
No essencial, interessa conhecer o funcionamento da UE, a importância da União da Europa face ao mundo global dos nossos dias, a sua governabilidade, os seus poderes e objectivos democráticos em geral.
Neste sentido, propomos a leitura de um livro, há pouco editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, com o título "Eleições na União Europeia" e da autoria do professor e investigador Nuno Sampaio, doutorado em Ciência Política e Relações Internacionais, e actualmente assessor para os assuntos políticos da Casa Civil do Presidente da República; são apenas 109 páginas e custa menos de cinco euros.
Uma ficção baseada em factos reais sobre a violência e o terror no feminino no Estado Novo. A história de duas mulheres. Uma resistente antifascista vítima de tortura, Laura. A outra, a algoz Leninha, inspirada na chefe de brigada Madalena Oliveira, uma das mais sinistras figuras da PIDE.
28 maio 2019 – terça, 18h30
Museu do Aljube Resistência e Liberdade.
Rua de Augusto Rosa, 42, Lisboa

Depois da gargalhada ignomínia de Joe Berardo (milionário), aparece agora o deputado Duarte Pacheco (PSD) a fazer alarde dos seus músculos, não congénitos. Uma figura física altaneira que não revela na bancada parlamentar nem na política. Berardo fez-se milionário no estrangeiro e trouxe para Portugal fortuna colossal, Pacheco tenta no ginásio os músculos que nunca teve como político "profissional".
Lá dizem: o deputado fanfarrão, bully for you. Neste cantinho Portugal, com mais de 800 anos, está sempre a acontecer factos de novas descobertas. Está na massa do sangue, é ancestral, ou chegamos a novos mundos ou em nós há um tarzan na floresta parlamentar da República. É o novo gozo nacional, peitoral em capa de revista, pronto para entrar no guinness world records.
Berardo ri, Pacheco sorri. Que ninguém se meta nem com um nem com outro. Não devem nada, não têm dívidas. São produtos naturalmente naturais, genuínos fabricados, alardes de um ser que um dia o mundo há de descobrir o porquê e os porquês de tanta vaidade saloiice.
Todos os anos, a 18 de Maio, celebra-se o Dia Internacional dos Museus para chamar a atenção do património edificado, material, de que a humanidade é detentora desde há séculos, herdeira de várias gerações e acontecimentos culturais. Criada em 1977 pelo Conselho Internacional de Museus, esta efeméride tem ainda como objetivo "promover, junto da sociedade, uma reflexão sobre o papel dos Museus no seu desenvolvimento"; e, este ano, apresenta como tema: "Os Museus como plataformas culturais - Museus e cidadania".
Para assinalar este Dia internacional promovem-se muitas visitas, programas e realizações relevantes, de forma graciosa, um pouco por toda a parte. A escolha da agenda prevista para esta data é difícil, mas importa estar atento às celebrações, nem que seja através dos noticiários ou ligações via "redes sociais".
A par desta oportunidade, interessa também olhar à volta do que nos rodeia em termos do património natural, qual Museu em ponto grande e único em toda a sua biodiversidade; e tudo isto numa altura em que aumentam os alertas sobre a destruição dos ambientes necessários à própria sobrevivência humana, como prova um "relatório alarmante" das Nações Unidas (ONU) sobre os "danos na natureza e a ameaça de extinção que paira sobre milhares de espécies".
Este tema, por outro lado, esteve em análise num recente encontro realizado no Vaticano, organizado pela Academia Pontifícia das Ciências, intitulado "Ciências e acções para a protecção das espécies – Novas Arcas de Noé para o Século XXI". No final, os especialistas dividiram-se entre "a esperança e o pessimismo".
"Precisamos de um argumento sólido para convencer as pessoas da importância da biodiversidade", reconheceu, por exemplo, o professor Peter Raven, docente de botânica da Universidade de Saint Louis, Missouri, Estados Unidos.
Por seu lado, o professor Vanderlei Bagnato, membro da Academia Pontifícia das Ciências, explicou que "estamos a viver uma Arca de Noé moderna”. É um “novo dilúvio”, não de água, mas de desgraças ambientais que levam a uma "catástrofe de espécies animais e vegetais irrecuperáveis” com consequências directas para o homem.
Segundo a narração bíblica, "Noé recebeu a incumbência de salvar a humanidade devido à catástrofe e hoje temos o mesmo problema. A nossa catástrofe é a grande desordem causada pelos malefícios tanto a espécies animais, quanto vegetais. Noé percebeu que para sobreviver deveria salvar as espécies e, para a espécie humana se salvar, procura-se salvar também toda a biodiversidade ao seu redor", salientou.
De acordo com o relatório da ONU, 75 por cento do meio ambiente terrestre “foi severamente prejudicado” pelas actividades humanas, desde desflorestação, agricultura intensiva, pesca excessiva ou urbanização desenfreada, havendo 66 por cento do ambiente marinho que também foi afectado.
Como resultado desta situação, "cerca de um milhão de espécies animais e vegetais, entre as perto de oito milhões que se estima existirem no planeta Terra", estão ameaçadas de extinção, “muitas delas nas próximas décadas”.

João Godim
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