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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

MEMÓRIA DE FERNANDO PESSOA

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Há 83 anos, no dia 30 de Novembro, Portugal "perdia" um dos seus maiores poetas de todos os tempos: Fernando Pessoa (1888-1935), despedia-se da vida aos 47 anos de idade.

Deixou uma obra ímpar, em prosa e poesia, inéditos numa arca famosa que ainda hoje são estudados por especialistas nacionais e estrangeiros, e deu nome a um Prémio de Literatura, como o grande Camões.

Fisicamente, viveu poucos anos; no entanto, a sua personalidade dividiu-se por heterónimos, todos extraordinários, numa espécie de procura intensa pela verdadeira identidade, como expressou em vários períodos da sua criação literária.F.Pessoa.jpg

NÃO SEI QUANTAS ALMAS TENHO
> Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
> Fernando Pessoap2.JPGp3.JPG

publicado por j.gouveia às 15:40

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A PROPÓSITO DE DATAS HISTÓRICAS

Há datas históricas que não podem ser esquecidas, como o 1.º de Dezembro de 1640, em que se assinala a proclamação da Restauração da Independência de Portugal e o início à Dinastia de Bragança, com D. João IV.

Portugueses ousados e decididos os daquela época, com importantes referências que ainda hoje merecem ser nomeadas, como a defesa do património territorial, além da Península Ibérica. Desde então, ao longo de séculos, desenvolveram-se outros interesses nacionais, mas não ficámos imunes a outras influências, não apenas do poder militar, mas de mentalidade.

Basta reler Alexandre Herculano (1810-77) que no seu tempo apontou para uma realidade que perdura, quando escreveu: "Na maioria das sociedades actuais falta aos homens públicos o valor não só para ousar o bem mas, até, para praticar francamente o mal. Deste facto psicológico, que assinala as épocas de profunda decadência moral, deriva a hipocrisia".

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O escritor, historiador investigador e político português do século XIX, não podia ser mais claro. Alexandre Herculano sabia do que falava; o seu ideário não era teoria, mas alicerçado no concreto, na acção permanente, partidário de um modelo liberal, promotor do ensino e das bibliotecas públicas, membros de importantes instituições culturais, fundador de jornais: “O País” e “O Português”, e dirigente de “O Panorama”, a mais importante revista literária da sua época.

Viveu exilado, primeiro em Inglaterra e depois em França, onde contactou com historiadores, romancistas e poetas estrangeiros que o ajudaram a afirmar a sua personalidade e a construir entre nós uma obra pioneira na historiografia, a "História de Portugal" em quatro volumes, entre outros títulos de referência.

Já agora, a propósito das datas históricas, importa também ler o seu romance histórico "O Bobo", publicado inicialmente na revista "Panorama" em 1843 e editado depois em volume, em 1878; trata-se da narração relativa ao ano de 1128, nas vésperas da batalha de S. Mamede que opôs o exército de D. Afonso Henriques ao da sua mãe D. Teresa.al.jpegal1.jpegAlex. Her..jpegVale Lobos1.JPG

publicado por j.gouveia às 11:23

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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2018

A DISTÂNCIA ENTRE O SER E O AGIR

Ninguém melhor do que António Vieira definiu com profundidade o ser humano em termos de competência, distinguiu  com propriedade o que separa o ser do agir, dando provas da sua própria experiência pessoal e alertando para o vazio dos discursos, desinformação, propaganda ou campanhas levianas.

As suas palavras a este respeito continuam a ser um aviso à navegação (embora tenham sido escritas no século XVII), em particular no nosso tempo, em que os ataques e os confrontos partidários, servem-se de tudo para iludir os mais incautos, através de promessas, agendas, planos, dando o dito por não dito, baseando nisso a sua importância, a sua capacidade para isto e para aquilo, mas sem assumir as consequências, como se bastasse apenas desejar, querer, mais do que fazer, mais do que a prática que prova na realidade quanto vale o ser humano.

António Vieira, sacerdote jesuíta e diplomata na corte de D. João IV, que viveu entre Portugal e o Brasil (nascido em Lisboa em 1608 e falecido em Salvador da Baía aos 89 anos de idade), deixou escrito o seguinte, sobre esta distinção fundamental entre o ser e do agir:

p.jpg> "Uma coisa é o semeador, outra o que semeia (...) o pregador e outra o que prega. O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é acção; e as acções são as que dão ser ao pregador (...) a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o Mundo. (...) Palavras sem obra são tiros sem bala (...) Para falar ao vento, bastam palavras".

publicado por j.gouveia às 10:02

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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2018

DIFERENÇAS, DEFICIÊNCIAS E CONVENIÊNCIAS

Os temas de pessoas com deficiências e diferenças: idade, pobreza, religião…, risco de estigma, estão aí (3 dez.) para promover e motivar o contentamento e auto-estima e prevenir insatisfações por serem “diferentes”. Equilibrar auto e hétero motivações de satisfação constitui um desafio no tempo dos likes do Facebook.

As diferenças associadas a deficiências e limitações trazem consequências, podem afetar a satisfação pessoal e tornar as pessoas menos felizes e infelizes. Podem levá-las a ocupações de valor ou a reforços de fakenews e mitomanias.

Quando as deficiências no equilíbrio psicológico estão ligadas a traços de personalidade as probabilidades de efeitos indesejáveis aumentam para os próprios e para os circunstantes; a corrupção pode dar sinal. Alguns efeitos e consequências negativas surgem correlacionadas com as deficiências e os traços de personalidade, outros com inclusão exclusiva com pares. Estes efeitos, não se generalizam a todas as pessoas com determinada deficiência. Generalizar, neste caso, não é científico.

Contudo, as desvantagens e comportamentos indesejáveis podem aumentar nos grupos exclusivos de pessoas com deficiência/diferença quando arrumadas em instituições e guetos com muitos pares.

d.jpgTambém é evidente que as diferenças não permitem que todos possam fazer tudo como os outros; que todos têm direito a tudo por igual, a fazer tudo o que é bom, passar por todas as experiências possíveis da vida, exercer toda e qualquer profissão, abraçar todas as vocações e missões boas na sociedade e na Igreja. Jesus Cristo diz-nos que um recebeu dez talentos, outro, cinco e o terceiro, um, para fazer o bem.

Alguns traços de personalidade, deficiências e limitações tornam algumas pessoas ainda mais frágeis e frustradas por deficiências e limitações quando isoladas da restante população e terem que viver só com outros limitados; tendem a manifestar mais desvantagens negativas para elas e para o seu grupo.

Segundo as leis das probabilidades, nos grupos em que duplicam e triplicam as percentagens de pessoas frágeis, na mesma proporção crescem as desvantagens para elas e para os que estão à sua volta.

d2.jpgOs guetos de pobreza, religião, etc. e os condomínios de luxo com pessoas frágeis tornam-se subculturas desvantajosas para as instituições e para as sociedades. E mais ainda,  se nelas houver desproporção de diferentes e corruptos…

O corpo grupal e social torna-se canceroso. Não será isto que está a acontecer com o fenómeno crescente da corrupção e das fragilidades, incluindo as de pedofilia?

Um sociólogo americano apresentou recentemente um estudo que mostra que sendo a proporção normal de homossexuais na sociedade cerca de 2%, concentrar até oito vezes dos primeiros num grupo, seminário ou diocese, os abusos de menores e outras desvantagens podem também aumentar proporcionalmente (cf.http://www.     ncregister.com/daily-news/priest-sociologist-examines-data-on-clergy-sex-abuse; 10.11.2018).

Voltando ao tema de contentamento e descontentamento em pessoas com limitações, deficiências e diferenças, podemos verificar que quanto mais se juntam no mesmo grupo pessoas dessas mais se acentuam as subculturas estigmatizadas e as desvantagens para os grupos e sociedades.

Este fenómeno verifica-se cada vez mais nas favelas de pobres, com mais vítimas e miséria; e nos grupos e instituições monográficas de deficientes, idosos, dependentes em cuidados continuados em que a segregação e concentração desproporcionada. Aumentam o estigma. A solidão niveladora gera descontentamento e desvantagens.

po.jpegQuando possível,os idosos acompanhados e assistidos a domicílio, os deficientes integrados nas comunidades, os assistidos nas unidades só no tempo indispensável e visitados por familiares ficariam beneficiados, eles e a sociedade. A todos convém oferecer condições de vida diária o mais possível semelhantes às da vida em sociedade.

A segregação e exclusão aumentam o estigma e as frustrações, estreitam o leque de relações e ocupações e reduzem a autoestima e autonomia dos utentes. Não encontro uma pessoa das minhas conhecidas que me queira acompanhar, lamentava-se uma pessoa em solidão. Inclusão realiza-se com mistura e convivência!

> Aires Gameiro, a propósito do "Dia do Deficiente", a celebrar no próximo dia 3 de Dezembro. > O texto segue o novo acordo ortográfico, por opção do autor.

publicado por j.gouveia às 11:51

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Terça-feira, 27 de Novembro de 2018

ÁFRICA - ARTESANATO DA GUINÉ E CABO VERDE

Contar Áfricas!”, o título da exposição  que está aberta ao público no Padrão dos Descobrimentos (Lisboa), até dia 21 de Abril de 2019. Um conjunto de estátuas, capulanas, cerâmica, quadros, instrumentos musicais, fotografias, instrumentos de caça e muitas outras peças da História africana.

O objectivo é “chamar a atenção sobre África”, um mundo “muito desconhecido e complexo” que tem formas de organização social e política, religiosa e simbólica, muito próprias, como, por exemplo, o peso das mulheres em determinadas culturas, a música, as línguas, ou até mesmo os reinos e os impérios que tinham, em alguns casos com moeda própria", diz António Camões Gouveia, coordenador da exposição.

af.jpgA primeira peça, originária de Cabo Verde, é acompanhada pela palavra “duração”, a segunda, originária da Guiné Bissau, chama-se “sabedoria” e, uma ao lado da outra, algumas tapeçarias, que começaram a ser feitas em Cabo Verde há muitos anos, e o fluxo de movimento de pessoas entre esses dois países.

Apresentam-se ainda caixas de marfim com motivos africanos gravados, tudo numa mostra que se divide por três núcleos cada um demarcado a uma cor – “Espaços e poderes” (vermelho), “Conquista e exploração” (amarelo), “Símbolos e cores” (azul) – mas apresentados em conjunto e em justaposição para mostrar a inter-relação entre as peças.

publicado por j.gouveia às 12:14

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2018

LISBOA EM ESTADO DE SITIO

A 26 de Novembro de 1975 (há 43 anos) Lisboa tornava-se na primeira região de Portugal a entrar em estado de sitio, uma medida destinada a proteger o Estado (País) de ameaças. Esta decisão surge após mais uma tentativa de fações militares, conotadas com o Partido Comunista, destinada a instaurar uma ditadura de esquerda.

O general Costa Gomes, então presidente da República, decreta o estado de sitio em Lisboa e ordena a prisão dos militares revoltosos. Esta decisão viria a gerar confrontos, alguns com extrema violência, causando a morte a três militares e feridos. O país entrava num beco sem saída. O patriotismo tornava-se num mito, a nação (povo) entalada e os poderes políticos e militares em contendas primárias. 

Na sequência do “contra golpe”, o governo ordenou a devolução da Rádio Renascença à igreja Católica e a retomada liberdade de expressão nos mass media. O estado de sitio só veio a ser levantado em Dezembro. 

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Lisboa, no dia 26 de Novembro de 1975. Uma imagem de guerra na capital portuguesa. E isto aconteceu, apenas, há 43 anos... 

A tentativa de golpe militar promovida por uma facção das forças armadas acabou por fracassar. Um golpe militar, no denominado verão quente de 1975, que esteve à beira de conseguir os seus intentos. Depois de 48 anos de ditadura política, derrubada a 25 de Abril de 1974, Portugal corria o risco de ser governado por uma ditadura militar.

publicado por j.gouveia às 10:23

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Domingo, 25 de Novembro de 2018

FERNANDO PESSOA... RESPEITO!

Fernando Pessoa (pintura).jpg

A enxurrada Fernando Pessoa chega a todo o lado. Um "forever" que pouco ou nada tem a ver com o autor da "Mensagem" nem confere validade a uma taberna ou tasca algures por Portugal. Porquê Pessoa e não outro escritor? Porque Pessoa passou a ser um produto de marketing, promovido às estrelas do consumismo, como se o notável escritor fosse um achado que se encaixa em toda a mentalidade culta e inculta. Fernando Pessoa merece outro tratamento. Respeitam-no!

publicado por j.gouveia às 13:32

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Sábado, 24 de Novembro de 2018

NA GULBENKIAN - EXPOSIÇÃO A EÇA DE QUEIROZ

Uma exposição comemorativa dos 130 anos de publicação do romance “Os Maias”, que mostra pela primeira vez peças do espólio pessoal de Eça de Queirós, vai estar patente ao público na Gulbenkian, em Lisboa, a partir do próximo dia 30.
“Os Maias” serão o eixo central da exposição “Tudo o que tenho no saco. Eça e Os Maias”, mas à sua volta irão apresentar-se outras obras do autor, como crónicas, contos e cartas.
Serão também mostradas fotografias, pinturas, caricaturas, gravura, música da época, excertos de filmes e objectos do espólio pessoal de Eça de Queirós (1845-1900, que até agora estavam guardados na Casa de Tormes (propriedade da Fundação Eça de Queiroz).

ec.jpgEntre as peças pessoais do escritor, destacam-se a secretária pessoal, o tinteiro em latão, a palmatória de iluminação, a estante giratória e a cabaia chinesa (vestuário de mangas largas usado na China), que lhe foi oferecida pelo Conde de Arnoso. A mostra conta ainda com obras de vários pintores portugueses, com quadros e peças alusivos ao autor de "A Cidade e as Serras".
O romance "Os Maias" foi publicado em 1888, cinco mil exemplares, tendo ainda como título "Episódios da Vida Romântica”. Na altura, foi mal recebido pela crítica e pelo público em geral, mas no século XX, já depois da morte do autor, foram reconhecidos como "a obra-prima de Eça de Queirós", e o romance considerado "um clássico da literatura portuguesa".
A exposição a inaugurar brevemente, abrange vários percursos do escritor, desde o nascimento (na Póvoa do Varzim, a 25 de Novembro de 1845), passando pela formação superior na Universidade de Coimbra, estadias em Lisboa, experiência jornalística em Évora, entre outros núcleos fundamentais da sua vida.
O título da exposição é retirado de uma carta que Eça de Queirós a Ramalho Ortigão, seu amigo, quando o romance “Os Maias” estava praticamente terminado, e na qual contava como decidira fazer “não só um ‘romance’, mas um romance em que pusesse tudo o que tenho no saco”.

ecc.jpgPegando no mote, 130 anos depois da publicação de "Os Maias", a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu mostrar “tudo o que Eça trazia no saco”, numa exposição que estará patente até 18 de Fevereiro de 2019, e que contará ainda com uma vasta programação paralela, que vai do cinema a conversas e a jantares queirosianos, entre outras iniciativas.

publicado por j.gouveia às 10:13

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2018

TEMPO E MEMÓRIA DE DOIS SÁBIOS

Em cada época da História, há figuras que ficam a marcar, para o futuro, o destino da humanidade, em vários campos do saber e da experiência prática. Os seus nomes continuam a ser nomeados muitos séculos depois e são homenageados pelos inúmeros leitores das obras intemporais que deixaram.

Alfonso_X.jpg

Por exemplo, o futuro rei de Castela, Afonso X, o Sábio, organizador da maior compilação poético-musical em galaico-português, "As Cantigas de Santa Maria", que nasceu a 23 de Novembro de  1221, em Toledo; e D. Francisco Manuel de Melo, escritor, historiador, militar, autor das "Obras Métricas", nascido no mesmo dia, mas do ano de 1608.

Duas personalidades inesquecíveis, sábias, que pelo engenho da Arte contribuíram de forma relevante para o engrandecimento da sua pátria, através de um património cultural único e perene.

No nosso tempo, mais dado à aceleração, à inovação efémera e às mudanças em catadupa, é recomendável "saborear" estes grandes autores e tirar proveito dos seus conselhos, para que conheçamos melhor a nossa própria identidade colectiva, nacional, e possamos continuar na caminhada segura ao lado das novas gerações.

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DIÁLOGO DA VIDA E O TEMPO

V, Quem chama dentro em mim? - T. O tempo ousado
V. Entraste sem licença? - T. Tenho-a há muito.
V. Que me queres? - T. Que me ouças. - V. Já te escuto.
T. Prometes de me crer? - V. Fala avisado.

T. Errada vás. - V. Também tu vás errado.
T. Essa é condição minha. - V. Esse é meu fruto.
T. És mulher descuidada. - V. És velho astuto.
T. Erro sem dano meu. - V. Assás tens dado.

T. Ai, vida como passas? - V. Perseguida.
T. De quem? - V. De ti. - T. O Tempo o gosto nega.
V. O tempo é ar. - T. A Vida é passatempo.

V. Tu já nem Tempo és. - T. Nem tu és já Vida.
V. Vai para louco. - T. Vai-te para cega.
- Vedes como se vão a Vida e o Tempo?

> D. Francisco Manuel de Melo, in "Obras Métricas"

publicado por j.gouveia às 09:25

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

ILHA DA MADEIRA: ESTE NOSSO PORTUGAL

O poder monárquico em Portugal vigorou desde a fundação do reino (1143) até a implantação da República (1910). A casta do poder absoluto era pertença dos reis e reizinhos; de tudo sabiam e sobre tudo decidiam. Portugal foi durante mais de oito séculos um país com elevada taxa de analfabetismo e baixa cultura.

Para uns Portugal era um país rico por via das conquistas dos territórios ultramarinos, para outros (a grande maioria), o país era na metrópole uma grande quinta de senhores feudais servidos por trabalhadores brancos pobres e incultos, sinónimo europeu de escravatura.

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Portugal sai da monarquia e entra na república com uma mão à frente e outra atrás. O poder absoluto estava a perder vassalagem que durante séculos aceitou sem contestar. Quando algo corria mal, os monarcas partiam para o exílio (Brasil, Inglaterra…) e deixavam o povo à sua sorte.

Quando as tropas de Napoleão invadiram o continente português, o rei pediu auxílio à Inglaterra. As tropas ingleses vieram defender Portugal mas a Inglaterra impôs condições. Uma das pretensões inglesas era o domínio administrativo da Ilha da Madeira, exigência que a monarquia portuguesa cedeu, sem condições. Ainda hoje está bem patente na Ilha a influência inglesa que penalizou em muito os madeirenses. Portugal salvou-se das intenções napoleónicas, a Madeira pagou caro o acordo alcançado.

publicado por j.gouveia às 11:58

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

LIVROS PARA PRENDAS DE NATAL

"De Guadalupe a Fátima com Maria e seus dizeres. Ensaios, peregrinações e narrativas", é o título do novo livro do Pe. Doutor Aires Gameiro, OH (Ordem Hospitaleira São João de Deus), com prefácio do Reitor do Santuário de Fátima Pe. Carlos Cabecinhas.

Será apresentado no próximo dia 11 de dezembro, às 17 horas, no Auditório de Espiritualidade de Nossa Senhora da Conceição, 85, Funchal, (junto à capela do Bom Jesus), em sessão cultural presidida por D. Teodoro de Faria, Bispo Emérito do Funchal, e aberta ao público em geral. A apresentação está a cargo do cónego Doutor Vítor Gomes, pároco da Sé.

Na mesma data e local será também apresentado  o livro de poesia do mesmo autor, intitulado "Dizer o infinito em ais de brilho e espanto, 2018-1944", com declamação de  alguns poemas de Natal inseridos neste livro.

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Aires Gameiro

A obra escrita do Pe. Aires Gameiro é por demais conhecida, com várias dezenas de livros publicados, e abrange um vasto leque de temas, resultado do seu trabalho de psicólogo, docente e apostólico na universidade, e em  seis dezenas de países do mundo, como conferencista convidado, pedagogo  em inúmeras comunidades e culturas, e das quais tudo anotava ou tirava apontamentos.

Falar e conviver com o P. Aires Gameiro é uma oportunidade única para uma aprendizagem existencial, uma lição prática para o dia-a-dia. Dá gosto ler os seus escritos em revistas, jornais ou livros, tem por base uma experiência diversificada de vida, um saber feito, e uma alta competência no tratamento de questões essenciais, que ajudam a compreender melhor a vocação de cada um, a caminhar na vida em variadíssimos contextos.

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Os seus livros reflectem bem uma personalidade simples, acessível, afável, comunicadora, dotada de um saber imenso, multi-cultural, e de uma privilegiada inteligência. Com ele, e com as suas obras escritas, aprendemos o ideal da modéstia, da persistência, do despojamento.

Apesar dos seus oitenta e nove anos de idade (feitos no passado mês de Agosto), o Pe. Aires Gameiro continua a escrever muito, a trabalhar, a dedicar grande atenção aos outros, numa partilha de experiências e de conhecimentos inerentes aos problemas cruciais de cunho politico-religiosos actuais.

Neste momento, se lhe perguntarmos o que está a fazer, o que tem entre mãos, a resposta já se adivinha… “Estou a preparar um novo livro”... E a prova de tudo isto está nos novos livros (em prosa e em poesia) que apresentará no dia 11 de Dezembro, no Funchal.

A receita das vendas, já anunciou, "serão a favor dos projectos da "Associação EntreLaços dos Familiares e Doentes da Casa de Saúde São João de Deus".

publicado por j.gouveia às 13:18

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

MEMÓRIA DE LEON TOLSTÓI

Leon Tolstói, escritor russo, autor de "Anna Karenina" e "Guerra e Paz", morreu há 108 anos, no dia 20 de Novembro de 1910, aos 82 anos de idade. Criador de uma obra literária monumental que ainda hoje é admirada, Tolstoi era de "origem ilustre da mais alta aristocracia russa". Muito cedo ficou órfão de pai e mãe, e foi educado por diversos preceptores.

Estudou Ciências Jurídicas e Línguas Orientais na Universidade, mas foi no mundo concreto, em ambientes de guerra e conflitos do seu tempo, participando como soldado ou observando com minuciosa atenção o que se passava à sua volta, que edificou a sua vida, até se tornar pacifista e defensor acérrimo dos direitos humanos.

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Leon Tolstói procurou retratar nos seus livros as "misérias humanas" e tinha como ideal amar o "homem comum" então cercado pela aparência e a falta de verdade, como acontece nos dias actuais.

"Aquilo que foi e que será, e até mesmo aquilo que é, não somos capazes de saber, mas quanto àquilo que devemos fazer, não apenas somos capazes de saber, como também o sabemos sempre, e somente isso nos é necessário." Leon Tolstói

publicado por j.gouveia às 10:15

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

VELHAS CUBAS, MELHOR QUALIDADE

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Portugal é um país vinícola e tem no seu território continental e regiões autónomas referências seculares como em nenhum outro país. Quem quiser conhecer a história do vinho em Portugal tem muito por onde escolher, entre livros, diários, revistas e até filmes. Tal como noutras áreas, a tecnologia também tem vindo a beneficiar o fabrico do vinho, desde a fermentação à decantação.

As novas cubas em nada se comparam com as velhas cubas. São nítidas as diferênças do cimento para o inox, sem ter influência na qualidade do produto. Ver as velhas (antigas) cubas leva-nos à evolução que os tempos registam. Velhas cubas que parecem corresponder à máxima "quanto mais velho melhor", sempre que se fala da melhor qualidade dos Vinhos da Madeira e do Porto.

Nas fotos (acima) as velhas cubas, com aspecto externo um tanto estranho (tipo bunker), já fermentaram milhões de litros de vinho e continuam no activo. Portugal regista, por ano, um volume financeiro em exportações, na ordem dos 780 milhões de euros- Receitas muito acima da média nacional noutros sectores. 

publicado por j.gouveia às 11:56

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Domingo, 18 de Novembro de 2018

MUSEUS E ARQUIVOS "MORTOS E VIVOS"

Os museus e os arquivos são vistos como sítios onde estão guardados tesouros do passado. Coisas que já lá vão. E para quê ir ao passado quando temos tanta coisa para ver no presente? Não há tempo, estamos num tempo de andamento rápido, inovação, renovação, novidade com pouca duração porque logo surge outro evento mais evoluído.

Os museus e arquivos guardam a “nossa história”, acontecimentos passados, factos que não devemos ignorar. Somos produtos do antes. Mas os museus e os arquivos também não devem instalar-se num espaço como se fossem figuras mortas, silêncios interrogatórios ante imagens que parecem-nos obrigar a “ver e não tocar”. Poderá haver museus e arquivos “mortos” e “vivos”, mas ao entrarmos num destes lugares o que mais nos diz são os “mortos” e não os “vivos”.

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Porquê não falar e não rir nos museus e arquivos (com exceções)? Entramos e logo ficamos com aquele semblante como quem entra numa igreja ou de visita a um cemitério. Silêncio quando não mesmo mutismo gelado. Os museus e os arquivos são para nós “locais de informação” e… é por isso que queríamos vê-los mais vivos e menos mortos! Mais interativos com quem os visita.mumu.JPG

publicado por j.gouveia às 14:10

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Sábado, 17 de Novembro de 2018

IMAGENS DE INVERNO

genval2.JPGgenval59.JPGgenval3.JPGFrio, chuva e neve são "imagens" características da estação Inverno. Porém, nem tudo é escuro, nuvens cinzentas, ventos fortes ou mar encapelado. O Inverno também revela-nos imagens únicas e até coloridas, pingos de água nas pontas dos ramos das árvores, patos em viagem e pelugens esbranquiçadas... será neve!? Inverno que tem no Natal e na passagem do ano velho para o ano novo os seus símbolos maiores.

publicado por j.gouveia às 12:38

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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

A FALTA DE LEITURA LEVA AO ESQUECIMENTO

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"Não ler é uma forma de esquecer", afirmou um dia José Saramago (1922-2010), Nobel de Literatura em 1998 e que faria hoje (16 de Novembro) 96 anos de idade. O escritor reconhecia, numa entrevista de 1993, que só viveria para sempre através da sua obra e dos seus leitores. A sua importância e eternidade dependiam disso. "Se eu não leio os Lusíadas, para que é que serve Camões", dizia.

Saramago é dos portugueses actualmente mais conhecidos em todo o mundo (o outro é Cristiano Ronaldo), e os livros que publicou até aos últimos dias de vida constituem uma "obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo."

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Para assinalar este aniversário natalício de José Saramago e também o 83.º aniversário da morte de Fernando Pessoa (30 de Novembro de 1935), decorre, a partir de hoje, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, a iniciativa intitulada "Dias de Desassossego". Pormenores do programa em /www.josesaramago.org/

publicado por j.gouveia às 17:40

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PALÁCIO-PRISÃO A MUSEU DE FOTOGRAFIA

camilo cela.jpg

Estas são as grades da cela onde esteve preso Camilo Castelo Branco, durante mais de um ano (1860/61). Foi nesta Cadeia da Relação do Porto, situada no campo dos Mártires da Pátria, que o escritor cumpriu a pena por eventual adultério, enquanto a sua companheira, Ana Plácido, cumpria prisão noutra cela do mesmo estabelecimento prisional.

Um edifício palaciano oitocentista transformado em prisão e que, desde 1997, o Ministério da Educação ali instalou o Centro (museu) Português de Fotografia. Camilo Castelo Branco (1825-1890) cumpriu uma pena que, mais tarde, o tribunal viria a considerar, tal como a sua companheira, de inocentes.

O Centro Português de Fotografia merece uma visita pelo espólio secular que possui, desde as mais antigas máquinas e ferramentas da história da fotografia à evolução registada ao longo dos anos.camilo chapa.jpg

publicado por j.gouveia às 12:09

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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

A COR DO PODER

"A Cor do Poder" é o tema da conferência que a historiadora Maria de Fátima Bonifácio profere esta quinta-feira (15 de Novembro), no Centro Cultural de Belém (Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1), entre as 18:00 e as 19:30, integrada no ciclo Pensamento e Literatura.

"O Poder não tem cor. Como aliás não tem cheiro, nem forma concreta definida e visível. E, no entanto, palpa-se, agarra-se, conquista-se e exerce-se.

A mira do Poder inebria, por vezes enlouquece: alheados da Pátria, do País, da Monarquia, o 1.º Duque de Saldanha João Carlos de Saldanha e Daun, e António Bernardo da Costa Cabral, conde de Tomar, engalfinharam-se, com motivações diferentes, num corpo a corpo sem regras nem tréguas para se assenhorearem dessa maviosa sereia. A peleja de vida ou de morte teve lugar entre 1849 e 1851."

mb.jpgFátima Bonifácio nasceu em Lisboa, em 1948. Estudou no Colégio Alemão de Lisboa e Porto. Durante três anos frequentou a Universidade de Genebra.

Em 1978, licenciou-se em História na Faculdade de Letras de Lisboa e em 1990 doutorou-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde também fez a agregação em 1998 e onde leccionou no Departamento de História de 1980 a 2006.

Em simultâneo com a carreira docente, fez a carreira de investigação no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde é actualmente investigadora-coordenadora.

É autora de obras de referência sobre personalidades e factos notáveis da História de Portugal, como: Memórias do Duque de Palmela, António Barreto, História e Ideologia, entre outros.

publicado por j.gouveia às 11:05

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TOMÁS HALÍK EM PORTUGAL

O teólogo, filósofo e ensaísta Tomáš Halík vai proferir uma conferência, dia 21 deste mês, no auditório do Colégio São João de Brito (Lisboa) sobre «Fazer que o mundo volte a pensar – Razão, esperança e fé numa era de populismo».
Na iniciativa que decorre às 18h30 naquela instituição da Companhia de Jesus (Jesuítas) será lançado também o novo livro do autor - «Diante de Ti, os meus caminhos».
Tomáš Halík é padre católico, nasceu em Praga, no ano de 1948. Licenciou-se em Ciências Sociais e Humanas, em 1972, na Universidade Charles, Praga. Pouco depois, de forma clandestina, iniciou a sua formação em Teologia, que veio a concluir em Roma, após a queda do muro de Berlim, em 1989.
Foi perseguido durante a ocupação comunista, como "inimigo do regime". Trabalhou como psicoterapeuta numa unidade de acompanhamento a toxicodependentes. Em 1978, sempre na clandestinidade, foi ordenado sacerdote e tornou-se um dos assessores mais próximos do cardeal Tomášek, figura emblemática da chamada "Igreja do Silêncio".t.jpg

Com o fim do Comunismo, foi nomeado conselheiro do presidente Václav Havel e, posteriormente, Secretário-Geral da Conferência Episcopal Checa.
Atualmente, ensina Sociologia e Filosofia da Religião na Universidade Charles, em Praga. Tem também exercido a docência, como professor convidado, em universidades tão prestigiadas como Oxford, Cambridge e Harvard. É membro da Academia Europeia da Ciência e da Arte e foi consultor do Conselho Pontifício para o Diálogo com os Não-Crentes. Os seus livros estão traduzidos em numerosas línguas. Foi distinguido com prémios nacionais e internacionais de literatura, e de diálogo intercultural e inter-religioso. Tem publicados vários livros em português: A Noite do Confessor, Paciência com Deus, O Abandono de Deus, entre outros títulos.

publicado por j.gouveia às 10:48

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

A MAIS VELHA PROFISSÃO DO MUNDO

O desemprego...

No seu "trabalho" incessante para sobreviver, o ser humano sempre teve de "lutar" e nunca saboreou o "descanso" eterno dos deuses. A um tempo provou o êxito e o fracasso; noutra altura experimentou a "indignação", foi vítima de injustiças, perseguido por causa do "vício" da "preguiça" ou "ociosidade".

O "trabalho" sempre foi a "palavra de ordem" a cumprir, custe o que custar, enquanto que o "descanso" ou "repouso" deveria ser mais comedido, quase dispensável... Mas, razão tinha Camões ao colocar na boca do "mordomo", uma das personagens da peça de teatro Auto de El-Rei Seleuco:
"Senhor, o descanso dizem lá que se há-de ter
enquanto o homem puder, porque os trabalhos, sem os chamarem, de seu se vêm
por seu pé, que seu nome é".

A par do "trabalho", existe o "desemprego"..., considerado "a mais velha profissão do mundo" e um "mal absoluto das sociedades contemporâneas".mão.JPGParece contraditório, mas quando se defende o "trabalho" como a prática mais indicada para a realização pessoal do ser humano, o contributo mais importante para a "integração social", eis que o "desemprego" surge, surgiu desde sempre, como um terrível adversário, associado às "crises", à "pobreza dos povos", e que consome as inteligências e todos os esforços possíveis...

O "desemprego"... "Mas, como foi então que este fenómeno antigo surgiu, atravessando os séculos, com peso na vida política, económica e social do mundo actual e ocidental"? Esta questão dá que pensar e pode ser melhor entendida através do livro "Uma História do Desemprego - da Antiguidade aos nossos dias", de Yves Zoberman.

Qual a razão deste dilema entre "trabalho" e "desemprego"... ? Como alguém escreveu também a este respeito, o ser humano dificilmente se libertará deste fardo que é "viver a trabalhar ou morrer a lutar"... Enfim, são as condições humanas da "sobrevivência".

ca.jpg

Todos por um posto de trabalho. Por estes dias, milhares de cidadãos das Honduras, Guatemala, El Salvador, Venezuela e de outros países da América Central estão em caminhada para os EUA onde esperam encontrar emprego. É o drama do desemprego a ditar situações drásticas e sem fim à vista. O México e os EUA já disseram que não recebem imigrantes à procura de emprego. Anteve-se um desfecho muito complexo.

publicado por j.gouveia às 10:56

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