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Sábado, 30 de Junho de 2018

ALEMANHA - AUSWAHL ENTSCHULDIGT SICH

Um jogo de futebol tem três desfechos possíveis: vitória, empate ou derrota. Ganhar é óbvio mas qualquer que seja o resultado a ética desportiva ocupa sempre o palco da distinção. A selecção da Alemanha, no Mundial da Russia, perdeu. Todavia, para os alemães não passou de um jogo... apenas a festa ficou adiada. O pedido de desculpa dos jogadores e dos treinadores revela a educação de quem sabe estar no desporto. Um exemplo para o mundo.

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Deutschland verliert mit Diplomatie. Spieler und Trainer entschuldigen sich für ihr Versagen. Eine Niederlage verschleiert nicht die vielen Siege, die bereits erreicht wurden, und andere Siege werden folgen. Lang lebe Deutschland.

Ao contrário do que se vê em Portugal e noutros países (em particular nos países latinos americanos), o futebol na Alemanha é um espectáculo participado por todos, sem fanatismos. Os estádios enchem de famílias e os jogos momentos para reunir e conviver com amigos. A selecção está acima de qualquer discussão de rodapé.

publicado por j.gouveia às 17:51

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MEMÓRIA DE VITORINO MAGALHÃES GODINHO

O passado glorioso dos portugueses

Neste mês Junho (que hoje termina) assinala-se o centenário do nascimento de Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011). Autoridade máxima na história dos Descobrimentos, contemporâneo e protagonista das mais avançadas e pioneiras obras literárias sobre a História, em geral, em sintonia com a chamada Escola dos Annales, em França, país onde viveu a maior parte da sua vida académica.

Foi viver para França porque Portugal o expulsou do ensino durante muito tempo, por razões políticas… Em França, recebeu as mais relevantes distinções e foi Professor catedrático, tendo terminado o seu currículo docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa, já depois do "25 de Abril".

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Grande personalidade, cidadão activo na luta pela liberdade cívica e pela mudança de mentalidades, defendeu com elevada competência o passado glorioso dos portugueses, na época em que o mundo se descobria e aumentava por força das caravelas destemidas e marinheiros sábios e corajosos. Se fosse possível comparar a actualidade com esse passado, diríamos que hoje "somos pigmeus aos ombros de gigantes".

E no momento em que se discute, ou ainda se tem dúvidas, se os portugueses "descobriram" ou "acharam" outras terras  e territórios, se deve ou não haver um "Museu das Descobertas", etc., apetece ler, sem mais demoras, o Professor Vitorino Magalhães Godinho; não precisamos de mais explicações e não nos perdemos em opiniões carentes de profundo estudo.

Também a propósito dos "600 anos da Madeira e do Porto Santo", há quem ponha em causa que não houve "descoberta", que era tudo já conhecido e que, afinal, os portugueses chegaram muito tempo depois e, por acaso, encontraram umas ilhas…, ou seja, merecem pouco mérito e até é de "bom- tom" não pronunciar a palavra "descoberta".

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Como explica o Professor e competente historiador Vitorino Magalhães Godinho, na sua obra "A Expansão Quatrocentista Portuguesa", de facto: "Era o arquipélago da Madeira conhecido já no século XIV, mas a ninguém ocorrera povoá-lo. Então, e sobretudo desde que, em 1402, Béthencourt ocupara algumas (ilhas) das Canárias sob a autoridade da coroa de Castela, (o arquipélago madeirense) servia a castelhanos e portugueses de escala no regresso das ilhas Canárias, para aguada e caça.

Todavia, só entre 1419 e 1426 nele (arquipélago da Madeira), se estabeleceram os primeiros colonos. O povoamento, empreenderam-no dois escudeiros nobres da casa do Infante D. Henrique e um fidalgo de origem italiana - Palastrelli - da casa do Infante D. João. Como não pertenciam à nobreza favorecida, pretendiam constituir pequenos senhorios laboriosos, mas de rendimento assegurado dada a "bondade da terra". (…)

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"João Gonçalves (Zarco) era neto do vedor da fazenda João Afonso e, por isso, Jaime Cortesão aventou que esse estadista, a quem se devia já a tomada de Ceuta (1415), incentivou essa colonização. Os primeiros esforços dirigiram-se para Porto Santo, fracassando provavelmente por causa das querelas entre os três capitães (Zarco, Tristão Teixeira e Bartolomeu Perestrelo).

Só Perestrelo voltará a instalar-se nesta ilha" (Porto Santo), com a sua actividade económica centrada na "criação de gado" e na "exploração de uma cor tintorial, o “sangue-de-dragão". Zarco e Teixeira fixaram-se na Madeira e, nos anos de 1425 e 1426, "o Estado organiza juridicamente a ocupação do solo e a colonização".

Conclusão: Urge ler e aprofundar estes temas das "Descobertas" ou "Descobrimentos" portugueses com quem, na verdade, sabe do ofício de Historiador, como foi (e continua a ser) o Professor Vitorino Magalhães Godinho, que agora recordamos nos 100 anos do seu nascimento.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=edlGhoYjHv4

publicado por j.gouveia às 08:46

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2018

VIAGENS EM LIBERDADE

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 Alemanha do séc.XXI. Frankfurt. 10 horas da manhã. Numa das ruas mais movimentadas da cidade um político faz campanha contra a governação de Merkel, em certos momentos é aplaudido, segue só, sem parar, até chegar à praça principal onde sobe para cima de um muro e dá vivas à "Grande Alemanha de outrora, agora submissa à UE". Nem nazismo, nem democracia do enfraquecimento alemão.

Nem de perto nem de longe se vislumbra cobertura jornalÍstica  Nem jornais, nem rádios, nem televisões. Isto quando estamos a ver e a ouvir um político conhecido dos alemães, democrata com anos de intervenção parlamentar. O político dá a cara, fala com as pessoas, dá a conhecer os princípios que defende, explica, pormenoriza. Já viram algum político português nas ruas a ouvir e a falar com os eleitores?  A maioria dos políticos portugueses não conhece os eleitores nem mostra interesse em conhecer.

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Viemos a saber que a comunicação social alemã tem uma agenda muito diferente da imprensa portuguesa. Em Portugal o noticiário político, sindical e "casos do dia" ocupam o grande espaço informativo. Na Alemanha, o noticiário "puxa" pelas notícias de interesse nacional. Nivela por cima. Dá a informação que fornece a cultura do conhecimento global. As notícias menores, partidárias, sectoriais, sindicais e locais, são dadas à sua dimensão.

Ou seja: Como a política tem muito a ver com a cultura de um povo; Como importante é saber a importância do voto e do saber em quem votar. Inquérito recente mostrava que mais de 76 % dos portugueses não conhece os deputados na Assembleia da República e mais de 48 % não sabe o nome da maioria dos  governantes. E "eles" foram eleitos por nós, falam por nós e governam este nosso país com mais de 800 anos de história.

publicado por j.gouveia às 09:54

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2018

NOVO CARDEAL PORTUGUÊS

Portugal já teve mais de 40 cardeais

O Papa Francisco preside, nesta quinta-feira, ao quinto consistório do seu pontificado, para a criação de novos cardeais. No elenco dos escolhidos e nomeados por Francisco, destaca-se o português D. António Marto, actual bispo do Leiria-Fátima, e muito próximo das directrizes pastorais do responsável máximo pela Igreja Católica nos nossos dias.

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D. António Marto é, também, o primeiro cardeal de uma diocese de Portugal continental e ilhas, com exceção do Patriarcado de Lisboa, desde D. Américo Ferreira dos Santos Silva, bispo do Porto (consistório de 1879); neste período, houve outros cardeais portugueses que serviam dioceses fora do atual território português ou desempenhavam cargos na Cúria Romana.

Os futuros cardeais escolhidos pelo Papa Francisco chegam do Japão, Índia (ao serviço da Igreja no Paquistão), Iraque, Espanha, Itália, Polónia, Portugal, Peru e Madagáscar.

D. António Marto é o quinto cardeal português do século XXI e o segundo a ser designado no actual pontificado. Portugal já teve mais de 40 cardeais ao longo da sua história, incluindo o madeirense D. Teodósio Clemente de Gouveia: natural da freguesia de São Jorge (1889), foi Bispo titular de Leuce e Prelado de Moçambique (1936), e em 1941, Arcebispo de Lourenço Marques. Foi elevado a Cardeal, por Pio XII, no Consistório de 18 de Fevereiro de 1946.

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Cardeal Teodósio Clemente de Gouveia

Quanto a D. António (Augusto dos Santos) Marto, nasceu a 5 de Maio de 1947, em Tronco, concelho de Chaves; frequentou os Seminários de Vila Real e do Porto, sendo ordenado padre em Roma, no ano de 1971, como presbítero da Diocese de Vila Real; estudou Teologia Sistemática na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (de 1970 a 1977), onde fez o doutoramento, com a tese: “Esperança cristã e futuro do homem. Doutrina escatológica do Concílio Vaticano II”.

Desde 1977 até 2000, D. António Crato trabalhou na formação de candidatos ao sacerdócio no Seminário Maior do Porto, como formador e prefeito de estudos. A partir de 1977, exerceu também actividade docente em diversos âmbitos. Foi professor de diversas áreas da teologia no Instituto de Ciências Humanas e Teológicas (Porto), no Centro de Cultura Católica (Porto), na Faculdade de Teologia e na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (Porto).

publicado por j.gouveia às 09:16

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Quarta-feira, 27 de Junho de 2018

VILA VIÇOSA DO REI D.CARLOS

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Palácio de Vila Viçosa onde a família real passava férias. Um marco na história monárquica e poética de Portugal. Aqui nasceu Florbela Espanca, poetisa maior da cultura portuguesa. Daqui partiu o Rei D.Carlos que, poucas horas depois, foi assassinado na Praça do Comércio, em Lisboa, a 1 de Fevereiro de 1908 (há 118 anos).

Vila Viçosa, aldeia típica alentejana, com as casas pintadas de branco, parques verdejantes e jardins floridos, um sentimento que se memoriza a partir do castelo e do seu sumptuoso palácio (Casa de Bragança). Vila do Rei D. Carlos, como fazem questão de lembrar os calipolenses. Aqui se fez e aqui se perpetua a história de Portugal.

publicado por j.gouveia às 15:41

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Terça-feira, 26 de Junho de 2018

PORTUGUÊS LIDERA A MAIS ANTIGA BIBLIOTECA DO MUNDO

O Papa Francisco acaba de nomear o padre José Tolentino Mendonça para o Arquivo e Biblioteca da Santa Sé,  elevando-o ainda à dignidade de arcebispo; a tomada de posse do cargo está marcada para 1 de Setembro.

Teólogo, poeta e, actualmente, a exercer funções de vice-reitor na Universidade Católica Portuguesa, Tolentino Mendonça aceitou esta nova missão como um serviço à Igreja através da Cultura:  “A Cultura faz-nos viajar à raiz arquitetural da pessoa, àquilo que constitui o núcleo fundante da sua aventura existencial, mas também nos permite interrogar e iluminar o seu horizonte de sentido”.

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D. José Tolentino Mendonça sublinha que a sua missão como “Arquivista e Bibliotecário da Santa Igreja Romana” se insere numa tradição papal de “conservar num arquivo próprio a memória dos mártires e a gesta dos pastores, bem como os livros que asseguravam a atividade litúrgica e as necessidades administrativas da comunidade eclesial”.

O novo arcebispo sublinha que desde o século VIII existem notícias da existência de uma biblioteca, enriquecida ao longo dos tempos com “monumentais e preciosos espólios”, que colocam a atual Biblioteca Apostólica Vaticana entre “as mais fascinantes instituições culturais do mundo”.

Confirma-se, em plenitude, que "o arquivo e a biblioteca são assim lugares referenciais da memória específica do cristianismo, mas também da cultura universal; são espaços de ciência e de construção de pensamento, procurados por investigadores de todo o mundo que ali encontram o rastro da história e a capacidade que esta tem de iluminar o presente; são grandes repositórios daquela beleza capaz de ferir de infinito o coração humano”.

Para o colaborador do Papa, a Cultura é uma das “fronteiras proféticas” para o catolicismo de todos os tempos e, “de um modo talvez ainda mais incisivo, para o catolicismo contemporâneo”.

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Sublinha que “a cultura documenta o que somos, é verdade. Mas espelha e potencia as grandes buscas interiores, o contacto com as grandes perguntas, a vizinhança das razões maiores que funcionam como patamares do caminho a que a nossa humanidade vai chegando, a proximidade daquele vastíssimo e inconsútil silêncio que, porventura ainda melhor do que a palavra, exprime em nós o mistério do Ser”, acrescenta.

José Tolentino Mendonça, natural da Madeira, nasceu em Machico, em Dezembro de 1965, tem sido alvo de elevada consideração nos meios eclesiásticos e sociais, em particular no campo da cultura.

Tolentino Mendonça sucede no cargo de arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica o arcebispo Jean-Louis Bruguès, e a sua ordenação como Bispo deverá ocorrer em breve, em Lisboa.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=oSzo6GLf_NQ

publicado por j.gouveia às 14:52

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MUSEU DO ALJUBE - CICLO DE CONVERSAS

O Museu do Aljube acolhe o coletivo «rama em flor» nos dias 27, 28 e 29 de junho (quarta, quinta e sexta-feira), no âmbito de um festival onde as «Conversas» sobre a exclusão adquirem uma densidade própria no feminino.

> Aos finais de tarde.

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(Museu do Aljube - Rua de Augusto Rosa, 42 - Lisboa)

publicado por j.gouveia às 10:23

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Segunda-feira, 25 de Junho de 2018

O PODER (BRUTAL) DA TELEVISÃO

Sem publicidade não há Comunicação Social

Se olharmos para a comunicação social e estivermos atentos à televisão vamos rapidamente concluir que é a televisão quem tem o poder da informação. Tem o primeiro poder, tem as maiores audiências, impõe conteúdos, dá rumo às notícias, determina princípios e fins, promove e desconsidera, ao ponto de conduzir a opinião das pessoas para o objectivo pretendido. Bem ou mal. A televisão tornou-se numa máquina promocional demolidora e perigosa que a todos aliena, em Portugal e no mundo.

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Ronald Trump, presidente dos EUA, comprou uma guerra quando disse que “os americanos não devem ir atrás das notícias dadas pela televisão”. O canal CNN lançou de imediato um ataque sem precedentes, cuja reacção veio a ter um efeito contrário com a CNN a perder milhões de receitas publicitárias. A televisão, com os meios técnicos de que dispõe, facilmente elabora, produz, fabrica a informação (como bem entende) com o foco no retorno financeiro.

A principal fonte de receitas da televisão provém da publicidade, dos spots televisivos, o que, desde logo, condiciona a liberdade desejada. Não há uma televisão livre, independente, tal como não há jornais, revistas e rádios. Um recente caso do que acabamos de escrever passou-se no nosso país. Durante semanas a televisão massacrou a situação no Sporting Clube de Portugal, o poder económico e financeiro impôs a agenda e a televisão teve que ceder, sob pena de perder milhões de euros em receitas publicitárias. O objectivo foi conseguido.

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Situações semelhantes acontecem diariamente na política, na banca, nos principais sectores da economia. O poder económico (principal investidor em publicidade) impõe e a televisão tem que seguir o azimute traçado. Em Portugal, sem publicidade não há comunicação social.

Só a cultura pesquisada e fundamentada pode dar informação isenta às pessoas. Deixar-se levar pela televisão é deixar-se alienar de uma forma brutal, com excepções. A manipulação das notícias é alimento grosseiro que os altos responsáveis permitem intencionalmente. Manda quem tem "poder financeiro".

publicado por j.gouveia às 12:05

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Domingo, 24 de Junho de 2018

PREGAR NO DESERTO

A data de 24 de Junho (DIA DE SÃO JOÃO) leva-nos até às origens de um aforismo que não passou de moda - "pregar no deserto". Esta máxima é conhecida desde há mais de dois mil anos e está relacionada com João Baptista, o chamado percursor, que anunciou a presença do Messias - Jesus - no meio do seu povo.

João, primo de Jesus, vivia no deserto, alimentava-se de mel e de insectos e a sua pregação era acutilante, mas pouco acolhida pelos seus contemporâneos. O máximo que conseguiu foi "pregar no deserto" e, segundo os evangelhos, baptizar Jesus no rio Jordão.

A cena quase que se repete, por outros meios e palavras, no nosso tempo. "Pregar no deserto" é algo frequente perante interesses, comportamentos e objectivos que se pretendem manter, de acordo com conveniências mais ou menos explícitas e/ou manipuladas por poderes ocultos.

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Daí que a sentença "pregar no deserto" seja compreendida ainda hoje, mas pouco eficaz; a não ser que funcione como um apelo para o interior de cada um, a descobrir-se e a comprometer-se, um voltar-se para o conhecimento de si próprio, sem esquecer os demais, a converter-se, antes de converter alguém, porque os caminhos pessoais e as estradas do mundo estão cheios de obstáculos, como tão bem relata Vinicius de Moraes no poema;

Velha História:

Depois de atravessar muitos caminhos
Um homem chegou a uma estrada clara e extensa
 Cheia de calma e luz.
 O homem caminhou pela estrada afora
 Ouvindo a voz dos pássaros
 e recebendo a luz forte do sol
 Com o peito cheio de cantos
 e a boca farta de risos.
 O homem caminhou dias e dias pela estrada longa
 Que se perdia na planície uniforme.
 Caminhou dias e dias…
Os únicos pássaros voaram
 Só o sol ficava
 O sol forte que lhe queimava a fronte pálida.
 Depois de muito tempo ele se lembrou de procurar uma fonte
 Mas o sol tinha secado todas as fontes.
 Ele perscrutou o horizonte
 E viu que a estrada ia além,
 muito além de todas as coisas.
 Ele perscrutou o céu
 E não viu nenhuma nuvem.

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E o homem se lembrou dos outros caminhos.
 Eram difíceis, mas a água cantava em todas as fontes
 Eram íngremes, mas as flores embalsamavam o ar puro
 Os pés sangravam na pedra, mas a árvore amiga velava o sono.
 Lá havia tempestade e havia bonança
 Havia sombra e havia luz.

O homem olhou por um momento a estrada clara
 e deserta.
 Olhou longamente para dentro de si.

Música> https://www.youtube.com/watch?v=lUj7p5S_FZk

publicado por j.gouveia às 18:02

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EUROPA DAS PEQUENAS CIDADES

l1.jpgl2.jpgl3.jpgAs grandes cidades e capitais europeias são as mais visitadas. É a importância do lugar a ditar a opção. Uns dias em Berlim, Viena, Budapeste, Roma, Amesterdão, Paris, Londres ou noutras metrópoles nunca dão para ver o que há na realidade. Ninguém conhece uma grande cidade em poucos dias mas já é possível conhecer, em igual espaço de tempo, uma pequena cidade europeia, muitas guardadoras de histórias que mudaram o velho continente.

As mini-cidades alemães são miniaturas sócio-culturais e económicas de tudo o que há nas grandes cidades. Viver numa pequena cidade alemã é ter todo o conforto como viver numa grande cidade, quer em ligações ferroviárias e rodoviárias, bem como nas áreas do ensino, comércio, cinema,  banca, cultura, de tudo existe nestes pequenos lugares. As assimetrias sociais não são vistas (porque não existem!) e as comunidades funcionam em sintonia.

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Estar aqui, numa outra Europa, é como estar no centro de tudo. São viagens com imagens e com palavras que nos fazem ver o mundo com outros olhares.  

publicado por j.gouveia às 09:12

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Sábado, 23 de Junho de 2018

EÇA DE QUEIRÓS E "OS MAIAS"

O romance "Os Maias" - obra marcante do vasto currículo literário do romancista (José Maria) Eça de Queirós (1845-1900), foi publicado há 130 anos (em 1888). Tem como tema principal "a vida de uma família portuguesa em finais do século XIX", mas "ultrapassa a mera saga familiar e critica a sociedade provinciana do seu tempo".

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No contexto social e burguês da época destacam-se "três gerações da família Maia", com episódios críticos e provocantes que pretendiam despertar as consciências, abalar costumes hipócritas e aproximar o País dos ideais europeus.

Considerado a "obra prima" de Eça de Queirós, o romance foi escrito ao longo de oito anos, no tempo em que o autor era  diplomata e conhecia muitas realidades diferentes das de Portugal.

Contemporâneo de uma importante geração de escritores da segunda metade do século XIX português, como Antero de Quental, Oliveira Martins, Batalha Reis, Fialho de Almeida, Almeida Garret, Ramalho Ortigão…, Eça de Queirós, antes das andanças pelo mundo, exerceu também a advocacia e o jornalismo, em Évora e em Lisboa.

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(Da esquerda para a direita): Eça de Queirós, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro.

Após a sua morte - aos 54 anos de idade - foram publicados vários dos seus livros que ainda hoje são de leitura obrigatória, como A Cidade e as Serras, Prosas Bárbaras,  A Capital, O Conde de Abranhos, Cartas da Inglaterra, Notas Contemporâneas, O Egito…, entre outros títulos.

Eça de Queirós é também considerado "um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária."

> Hoje que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução. Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."
(Eça de Queirós, enquanto redactor do Distrito de Évora).

NB: Nasceu na Póvoa de Varzim, a 25 de novembro de 1845 e faleceu a 16 de agosto de 1900, em Neuilly-sur Seine (próximo de Paris - França). 

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Fundação Eça de Queirós: Quinta de Tormes de Baião - Santa Cruz do Douro, concelho de Baião. A 82 kms da cidade do Porto. 

Video > https://www.youtube.com/watch?v=VstMtw4LDYs

publicado por j.gouveia às 09:35

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PATRIMÓNIO LINGUÍSTICO

A muito doce língua portuguesa! As sua vogais possuem toda a gama musical, não a gama dos instrumentos, mas a gama natural e humana, que é frequentemente prodigiosa. (Valéry Larbauda, jornalista/escritor).

publicado por j.gouveia às 09:24

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Sexta-feira, 22 de Junho de 2018

À PROCURA DE "OUTRAS TERRAS"

Na próxima 4ª feira, dia 27 de Junho, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra  "Outras Terras! Mais vida no Universo?" por Nuno Cardoso Santos,  astrofísico, Investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, professor da Universidade do Porto, que tem participado na identificação diversos exoplanetas.
Resumo da palestra:

> A descoberta nos últimos anos de centenas de planetas, de outros mundos no Universo, mostrou-nos que os sistemas planetários são comuns. A procura de outras Terras tornou-se num dos temas mais quentes da astrofísica moderna, motivando o desenvolvimento de novos instrumentos e missões espaciais.

A detecção de novos planetas cada vez mais parecidos com a nossa Terra abre enormes prespetivas de um dia podermos responder de forma positiva à pergunta "haverá vida noutros locais do Universo?". Nesta palestra vamos abordar o tema da procura de planetas em torno de outras estrelas, os chamados planetas extra-solares.

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Os princípios físicos mais usados pelos astrofísicos para detetar estes objetos serão descritos de forma simples. Vamos perceber como é que os astrofísicos "brincam" com a luz que nos chega das estrelas para detectar e caracterizar planetas distantes. Alguns exemplos dos resultados das pesquisas mais recentes serão igualmente mostrados.

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O futuro deste excitante tema científico bem como a participação de Portugal nesta conquista, que em muito se assemelha à epopeia das descobertas nos séculos XV e XVI: será que iremos também encontrar outra habitantes numa outra "praia" da nossa Galáxia?".

publicado por j.gouveia às 11:58

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VIAGENS COM IMAGENS

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Viagens com imagens e com palavras. Quer as imagens como as palavras fornecem leituras que preenchem o nosso conhecimento. Mais racional são as palavras, implicam um imaginário sobre o que não se vê mas que se pensa existir. Já as imagens mostram o que há e como há, ainda que nem sempre o que se vê é o que na realidade existe.

Para tirar todas as dúvidas, nada melhor do que ir, ver, escrever e fotografar. Em alternativa, ler a máxima informação disponível, ver o maior leque de imagens e, se possível, criar uma rede de contactos credíveis. O saber exige muito trabalho. A África que conhecemos dá-nos muitas imagens semelhantes às que aqui se publicam. São realidades.

publicado por j.gouveia às 11:35

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Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

CENTENÁRIO DO PADRE MANUEL ANTUNES

Assinalam-se, este ano (2018), os 100 anos do nascimento do P. Manuel Antunes (1918-1985), sacerdote jesuíta, escritor, professor universitário, "pedagogo da democracia", diretor da conceituada Revista Brotéria, entre outros cargos de referência para a cultura portuguesa.

O "padre Manuel Antunes foi um mestre excepcional que marcou para toda a vida milhares de estudantes que, ao longo de mais de um quarto de século, passaram pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sua memória continua viva e a iluminar o caminho de quantos o conheceram, ouviram e leram", considera o professor José Eduardo Franco.

"Há hoje um grande consenso em torno da importância e do significado do magistério pedagógico e intelectual de Manuel Antunes, considerado um dos mais notáveis pensadores do século XX português", diz o historiador.

"Senhor de uma escrita límpida e acutilante, deixou-nos sínteses críticas que se tornaram referência em domínios como a cultura clássica, a filosofia, a teologia, a história da cultura, a educação, a crítica literária, para a fazer a “radiografia” do homem e das sociedades hodiernas, da análise política e das relações internacionais.

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Os seus textos, escritos desde os anos 40 do século passado até à sua morte, em 1985, ainda hoje podem ser lidos e meditados com proveito, sendo inspiradores para compreender o nosso mundo e atender aos desafios futuros", acrescenta o académico que integra as comemorações do centenário, nomeadamente a preparação de um congresso previsto para o próximo mês de Novembro.

publicado por j.gouveia às 16:53

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VERÃO CHUVOSO E SOALHEIRO

Chuva, granizo e trovoada no primeiro dia de verão em Portugal. As temperaturas são de verão mas o estado do tempo é de inverno. Nada de estranho se atendermos às alterações atmosféricas nas últimas décadas no nosso país, na Europa e no mundo.

Começa, hoje, 21 de Junho, mais uma estação de verão atípica quanto ao sol, céu azul e mar calmo, já quanto aos termómetros a registarem médias entre os 21 e 30 graus é o habitual para o início da estação mais quente do ano.

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Os maiores transtornos (e prejuízos) vão para a agricultura e a fruticultura, próprias desta altura do ano, que acabam por ser afectadas. Já quanto aos veraneantes, as férias continuam, apenas a indumentária é alterada. Não há guarda-sol mas há guarda-chuva e a caminhada vai sendo feita.

Bom verão é o que se deseja, faça sol ou faça chuva. Talvez a melhor opção seja fazer férias culturais em vez dos destinos de praia. Comece por visitar (ou conheça melhor) o património cultural da sua cidade, depois o seu país. A Europa vem depois... porque pede-nos mais tempo de presença para melhor conhecermos a sua diversidade e riqueza cultural. 

publicado por j.gouveia às 08:58

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

CONVERSAS NO MUSEU DE ARTE SACRA

O Museu de Arte Sacra do Funchal(MASF) promove, entre 21 de Junho e 26 de Julho, um ciclo de conversas com especialistas sobre  "Pintura: Museus, Arquivo e Memória"

A emblemática coleção de arte flamenga do Museu de Arte Sacra do Funchal é um testemunho vivo das encomendas artísticas realizadas durante a época áurea do açúcar na Madeira, entre os séculos XV e XVI.

Neste contexto, e a partir da exposição “A Fábrica de Açúcar de Filipa Venâncio. Testemunhos de uma Indústria”, se propõe "uma reflexão alargada em torno da pintura contemporânea, pondo em destaque os cruzamentos entre o campo da memória e a dinâmica dos arquivos na interseção com a museologia, contando, para o efeito, com a participação de oradores que procedem de diversas áreas disciplinares."

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A primeira conferência é já amanhã (quinta-feira), às 18 horas, e a entrada é gratuita, sujeita a inscrição.

publicado por j.gouveia às 11:07

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VISITAS AO MUSEU DO ALJUBE

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(Rua de Augusto Rosa, 42 - Lisboa) 

O Museu do Aljube convida-vos para um sábado diferente no Museu: às 15horas, prosseguem as visitas guiadas à exposição permanente e à exposição temporária «José Dias Coelho – Artista Militante Revolucionário».

No mesmo dia (Sábado, 23 de junho), pelas 17 horas, a Associação de Afrodescendentes promove uma conversa sobre a «história que contamos», a propósito das narrativas que partilhamos, dos lugares de memória que cultivamos e das políticas de memória que promovemos.

publicado por j.gouveia às 10:52

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Terça-feira, 19 de Junho de 2018

A PROPÓSITO DE COLONIALISMOS E REFUGIADOS

De vez em quando, ou quase sempre, a Europa é perturbada por uma "vaga de refugiados"..., diríamos cidadãos apátridas que fogem da guerra e da miséria, em demanda de um futuro mais feliz, a que todos os seres humanos têm direito, mas que são despojados da sua dignidade, por força de fronteiras entre os países, ideologias políticas, contendas devastadoras, e tudo o resto que a História já registou no passado.

À Europa, é frequente, chegam milhares de refugiados que poderiam ser ajudados no seu próprio espaço territorial, através de programas e decisões aprovados pelas instâncias europeias e internacionais mas pouco postos em prática por quem de direito.

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> Refugiados na Europa

Já se conhecem os porquês e o como destas histórias que saltam à vista de toda a gente e provocam solidariedade, revolta ou repulsa da parte de países que dizem estar fartos de serem sempre os mesmos a ajudar…

Ao mesmo tempo, permanece a pergunta: a quem interessam estas situações, o que é necessário para obviar o incómodo e resolver tais problemas? A resposta mais comum é que urge evitar a "invasão de párias" e/ou "terroristas", deixar ao longe os que pouco contribuem para o bem-estar material dos que já cá estão, a menos que sejam "colonizados"...

É uma triste realidade. De facto o "colonialismo" não acabou. Só que, em vez do "colonialismo territorial", assiste-se agora ao "colonialismo das mentes". E não colhe a ideia de se remeter o "colonialismo" para outras épocas, a pretexto de certos países não terem moral para falar do assunto que hoje em dia tanta polémica está a gerar no velho Continente.

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> Retornados (refugiados) em Portugal

Como dizia o Professor Eduardo Lourenço, há pouco tempo, a propósito da controvérsia à volta de um possível “Museu das Descobertas” em Lisboa: “Não sei por que é que, neste momento, parece haver uma necessidade de crucificar este velho país em função de uma intenção louvável, mas que ainda não redime aqueles que querem realmente a redenção, aqueles que foram objeto de uma pressão forte como o do nosso domínio enquanto colonizadores, de uma certa época”, afirmou.

“Já não podemos reparar nada, que essas coisas não têm reparação, mas podia ser (o movimento que está contra o Museu) um gesto que se justificasse por uma espécie de maldade particular e única que nos afastasse da consideração de país civilizado, de um continente civilizado chamado Europa, mas não”. Na opinião do filósofo e ensaísta, as “crueldades” de Portugal não podem ser queimadas “na mesma fogueira” de outros, para salvar o país "a posteriori" daquilo que já não se pode emendar, acrescentou.

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publicado por j.gouveia às 10:51

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2018

SPORTING VÍTIMA DO TERRORISMO TELEVISIVO

Vamos pelo discurso directo: Terrorismo é, entre outras definições, qualquer acto violento dirigido contra pessoas, governo ou país, “destinado a impor determinados objectivos”. Sistema de terror para “tomar o poder”.

Ora bem, a estratégia criada para derrubar o poder tem muitas vias e regra geral tem por detrás apoios maquiavélicos. É preciso matar, mata-se, ou esfola-se. A eliminação tem de ser feita para que o caminho fique livre para aqueles que querem chegar ou voltar ao poder.

Pegar no monte emaranhado de notícias sobre o Sporting Clube de Portugal, em particular nas últimas semanas, a imagem que fica é que o histórico clube, com mais de 100 anos, é um covil de malfeitores e um barril de pólvora. Todos os dias rebentam petardos, novos ataques, emboscadas e armadilhas, avanços e recuos, tudo em nome do poder. O poder de quem foi eleito por cerca de 90 % dos sócios, o poder de quem quer chegar ao poder.

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Quem lidera este podre ataque terrorista é, supostamente, os jornais e as televisões. Todos os dias, há várias semanas, a imprensa e a tv ocupam páginas e páginas, horas e horas, sobre a "nação" sportinguista. Ao ponto de nas televisões serem criados programas específicos para debater, rebater, esmiuçar, fuzilar, esgravatar ao tutano a vida de um clube que merece respeito por tudo quanto representa para um Portugal social e desportivo.

Pelos vistos, o Sporting veio salvar a programação das televisões, levantar audiências, bem como capitalizar os jornais em dificuldades financeiras. O principal “inimigo” do Sporting, nas últimas semanas, tem sido a Comunicação Social. Claro que, ardilosamente, alimentada por situações absurdas criadas de dentro para fora e de fora para dentro do clube. O poder cego de quem está no poder e de quem quer chegar ao poder está na origem da desassombrada linguagem terrorista.

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Com tantas ilustres cabeças, não houve ninguém que tivesse a iniciativa de promover uma reunião entre as partes discordantes, a bem do Sporting. Os notáveis disparam das trincheiras e os que estão no terreno vão ripostando como podem. Numa guerra como esta, de metafórico terrorismo, ninguém sai a ganhar e o grande perdedor é o Sporting Clube de Portugal.

O futuro dirá...

 

publicado por j.gouveia às 15:06

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