As sessões de campanha protagonizadas pelos dois candidatos à presidência dos Estados Unidos da América (Trump e Hillary) são vexames para o mundo civilizado. Baixa linguagem, falta de nível, atitudes medianas, em nada compatível com o alto cargo de chefe-de-estado da maior (…) nação do mundo. E será uma destas figurinhas que vai “comandar” os EUA e, por via deste potentado, influenciar o mundo em várias áreas.
Um péssimo exemplo a dar razão aos críticos que consideram que o poder americano está na guerra e não na paz. Hillary Clinton (69 anos) e Donald Trump (70 anos) deslustram o que de mais distinto e honroso há na política. Dois candidatos sem elevação, antes alinhados pela baixeza lamacenta do terceiro mundo. Sem dó nem piedade!
Péssimos actores. As imagens que correm mundo deixam ver quanta hipocrisia existe nos dois candidatos à presidência dos EUA. Sem mais comentários.
A autonomia política e administrativa da Região Autónoma da Madeira, inscrita na Constituição da República Portuguesa de 1976, proporcionou o aparecimento de várias publicações, jornais diários e semanários, em defesa dos direitos dos cidadãos, em geral indo ao encontro dos interesses dos leitores, fosse temática política, religiosa ou desportiva.
A informação abundava, embora alguns títulos durassem apenas meses ou pouco mais de um ano. Mas a criatividade era grande e o entusiasmo também por parte de uma geração que começava a trilhar os caminhos da liberdade, sem censura prévia, e com vontade de participar na construção de uma nova terra.
Havia muito por fazer e a comunicação social nessa altura gozava de mais apoios publicitários e a maior parte dos colaboradores escrevia por "carolice".
Os tempos eram outros e tudo isto pode ser recordado na exposição "Jornais da Autonomia - 40 anos/40 jornais (1976-2016)" que por estes dias está patente ao público na Assembleia Legislativa da Madeira, numa iniciativa do Museu de Imprensa da Madeira.
Mal nascemos começamos a envelhecer e não sabemos até quando vamos viver. Tudo porque a idade não tem idade, tal como o tempo não tem tempo. Na vida, tudo é relativo. Dagny Carlsson, cidadã sueca, 104 anos de idade, tem resposta: “Não estou minimamente interessada na morte. Também não faz sentido nenhum ter medo da morte, já que ela é inevitável”.
Os mais optimistas dizem que a terceira idade é de oiro “as pessoas ficam velhas quando param de ter curiosidade sobre as coisas”, diz Dagny. "Sou incrivelmente velha, mas não me sinto velha. Quero ser tratada como qualquer pessoa. Não como um fóssil. Com certeza, há muitas pessoas como eu”.
Todos os momentos da vida são para serem vividos e está em cada um o modo como quer viver. Para Dagny Carlsson, “o maior desafio do ser humano é superar seu próprio medo". Rejeita paternalismos porque entende que “os idosos não são tão estúpidos como muitas pessoas na sociedade pensam”.
Centenária nas alturas. Saltar de paraquedas exige muita auto-confiança e coragem, fomos"feitos" para andar na terra e não no ar! Esta sénior, para festejar os seus 100 anos, quis andar no espaço e ficou feliz com a experiência. Um aniversário muito especial.
Temos um líder mundial português, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres. Pelo seu perfil de qualidades humanas à altura da sua missão bem merece ser ajudado nas tarefas colossais para ir consertando este mundo e conseguir um concerto mais afinado e harmonioso, considera o sénior Aires Gameiro, de 87 anos de idade, doutorado em psicologia, membro da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, antigo professor universitário e autor de vasta bibliografia.
Como reflexão, reproduzimos um pequeno texto deste autor sobre alguns problemas que o novo Secretário-Geral das Nações Unidas é chamado a resolver ou a reduzir:
> O chamado Ocidente tem mantido um paradigma de polarização para as relações político religiosas. Há dois mil anos as políticas, tensões, conflitos e guerras polarizam-se no cristianismo. Alguns exemplos.
O império romano considerava o cristianismo, alternativa indesejável para as suas posições político religiosas. Tudo resultou em muitos milhares de mártires.
Com Constantino ensaia-se novo paradigma, favorável ao cristianismo, mas bastante equívoco. Cristianismo, sim, desde que seja submisso e se adapte aos poderes imperiais. Império e Igreja polarizam-se e imitam-se para ter vantagens, um mais que o outro.
As invasões dos bárbaros obrigam a ceder mais e faz emergir um novo paradigma: decaem os poderes imperiais, Igreja sofre pressões “bárbaras”, e ocupa mais espaço e torna-se árbitro da política europeia. Este paradigma do poder religioso predomina na Idade Média, face aos poderes fragmentados e submissos do feudalismo.
A Reforma religiosa e política e a Contra Reforma católica iniciam nova polarização com inquisições dos dois lados. As políticas da Revolução Francesa e suas cópias são agora novo polo imperial de “religião” laicísta, extremista, frente à Igreja católica e as suas instituições.
Esta polarização prolongou-se pelos séculos XX-XXI, e foi copiada pelas ideologias políticas ateias do comunismo, do nazismo e do último figurino, o Isis terrorista. agora?

A polarização é confusa, misturada, cruzada de secularismos extremista, e de “guerreiros” ideológicos falso religiosos de polo oposto com armas pelo meio. O desafio é crucial; faltam linhas claras entre guerras políticas, terrorismos e religiões.
Os desafios vão continuar até se conseguir um novo paradigma de relações politico religiosas que ultrapasse vários paradoxos: respeitar as diferenças religiosas e conseguir consensos sem cair no multiculturismo de extremismos de terrorismos “religiosos” e políticos.
Vai ser difícil para políticos e para “religiosos”. Mas importa dar passos em consensos e critérios sobre o bem e o mal, o que é melhor e pior para todos, o bem comum. Que educação, liberdades e diferenças dos cidadãos defender?

Insistir na defesa do multiculturalismo, das diferenças culturais, sem conseguir consensos religiosos e políticos virão os extremismos fracturantes e violentos. É preciso defender a liberdade religiosa e política, mas como evitar os individualismos extremistas?
Os diálogos sucessivos precisam de algum consenso e acordo limitativos de algumas liberdades abertas à violência, às guerras e terrorismos. Estes consensos precisam de “algo” que una a colaboração nas questões e problemas ameaçadores.
Parece que os chefes religiosos e políticos irão dar passos neste sentido: aceitando objectivos comuns de colaboração e paz. Será mais fácil líderes morais de consensos. Não é fácil.

Os milhões de mortos nos países comunistas e no nazismo não tiveram líderes à altura; nem nas descolonizações injustas e violentas em que se justificaram tantas brutalidades injustificáveis. E agora?
Talvez ainda sejam as religiões que pelo número dos seus membros, moderação, sabedoria e alguns líderes que podem dar passos de diálogo e consensos, por exemplo do que se entende quando se diz Deus, como o Papa Francisco repete. O desafio na política é maior.
Faltam líderes e um governo global, democrático, legítimo, com vontade e meios para fazerem parar os diversos tipos de terrorismo, físico e ideológico, que ferem a dignidade das pessoas. E que evitem usar “soluções” que são problemas. Na ONU faltam líderes. Fazemos votos que António Guterres na sua nova missão faça a diferença que falta.
A missão dos líderes coaduna-se mal com a aceitação do multiculturalismo absoluto. É desejável resolver os problemas respeitando as diferenças sem esmagar os extremistas, mas também sem dar mão livre a terrorismos de violência religiosa e de genocídios.

E os homens querem ou são capazes?
Embora o Ocidente esteja confuso e um pouco desnorteado, não lhe resta outra alternativa que tentar encontrar um novo paradigma para estas misturas explosivas que afectam a política e as religiões.
Ainda bem que são milhões os que evitam que tudo piore ainda mais e que muito bem se vá semeando e crescendo por todo o mundo.
Outubro de 2016
Aires Gameiro
Foi há seis mil anos que se fabricou pão pela primeira vez... o alimento mais consumido no mundo. (Na foto: feira do pão na Bélgica).
ORIENTE - OCIDENTE... NADA DE NOVO!
A batalha de Lepanto (ao largo da Grécia), o maior confronto naval de que há memória no Mar Mediterrâneo, deu-se a 7 de outubro de 1571. O objetivo era impedir a expansão do Império Otomano que ameaçava os territórios cristãos, em particular as possessões da República de Veneza no Mediterrâneo oriental.
Face às investidas turcas, Veneza preparou-se para a batalha com uma frota de mais de 100 navios, a que se juntaram outros 40, com o apoio do Papa, de Génova e de outros pequenos estados e mais 36 navios dos reinos espanhóis de Filipe II, e milhares de homens.
Um dos combatentes cristãos era Miguel de Cervantes, o famoso autor espanhol do romance “Dom Quixote de La Mancha”. Os muçulmanos perderam este conflito naval que foi decisivo para o fim do domínio islâmico no Mediterrâneo.
Por aqui se vê como os grandes impérios sempre colidiram pelo domínio territorial do mundo e dos povos... Na actualidade, estes confrontos continuam, por meios bélicos, ideias dogmáticas e outros instrumentos de manipulação da opinião pública em geral.
Em suma: Oriente - Ocidente... nada de novo.
PRESTIGIO DE PORTUGAL NO MUNDO
A notícia corre mundo e com a melhor das apreciações quanto ao futuro da Organização das Nações Unidas (ONU) sob a liderança do português António Guterres. Personalidade competente e reconhecida pelos seus pares, a sua eleição, esta semana, foi unanimemente aplaudida pelos principais poderes dos países influentes e com forte visibilidade política, diga-se, "potências".
Um português que, nos últimos dez anos, já tinha dado provas como Alto Comissário do ACNUR - Agência das Nações Unidas para os Refugiados, e antes disso, fora Primeiro-Ministro, entre outros cargos.

Tem perfil de líder, consideram os que com ele conviveram desde muito cedo, ainda como estudante qualificado e membro de organizações católicas para acudir aos mais necessitados.
Enquanto estudante universitário, em vez de fazer oposição ao regime de Salazar, como tantos outros, António Guterres envolveu-se e abraçou a ação social dinamizada pela Juventude Universitária Católica.
Participou nos encontros e reuniões do famoso Grupo da Luz (Seminário da Luz dos Franciscanos, em Lisboa), onde participavam também outros protagonistas de relevo, como Marcelo Rebelo de Sousa, Carlos Santos Ferreira e o padre Vítor Melícias.
O seu nome e as novas funções que a partir de agora vai assumir a nível internacional, enchem de orgulho o nosso País e, principalmente, causam admiração pelo lugar que Portugal ocupa no concerto das Nações ao mais alto nível, apesar de geográfica e territorialmente ser pequenino, mas com um passado histórico de prestígio que "deu novos mundos ao mundo", no dizer dos poetas.

Resta acrescentar que o novo Secretário-Geral da ONU, apesar das suas convicções pessoais, políticas ou religiosas, é um "homem de consensos", um "construtor de pontes", como o Papa Francisco e outras personalidades discretas, mas não secretas ou escondidas atrás de lóbis.
António Guterres, sem exageros, passa a ser um dos melhores portugueses do mundo actual, como no futebol é Cristiano Ronaldo e outros em vários campos.
Faz oito anos que faleceu o escritor Dinis Machado (1930-2008). Nasceu em Lisboa, no Bairro Alto e, na década de 60, organizou os primeiros ciclos de cinema da Casa da Imprensa, tornou-se crítico de cinema e dedicou-se também à banda desenhada. Foi jornalista desportivo no Record, no Norte Desportivo, no Diário Ilustrado e no Diário de Lisboa.
Como escritor, fez de tudo um pouco, do poema à entrevista, e escreveu três livros policiais, com o pseudónimo Dennis McShade. O seu maior êxito foi o romance "O Que Diz Molero", editado em 1977, que vendeu mais de 100 mil exemplares e foi traduzido para vários idiomas.
"Uma parte dos (nossos) problemas são pessoais, com adaptações obrigatórias. O indivíduo da nossa época tem qualquer coisa de lugar perdido. É a transformação, a globalização, a novidade permanente e a confusão excessiva", escreveu Dinis Machado.
“E o espírito voltará a Deus” é o tema geral do projecto que está a acontecer aos fins-de-semana no Mosteiro da Batalha, “um monumento que foi convento até 1834, lugar de peregrinação e também de estudos teológicos e que ainda é lugar de culto e oração, e, também, naturalmente, um espaço que faz apelo a uma reflexão sobre a Fé e a Palavra que a sustenta”, explica Joaquim Ruivo, director do monumento.
Neste contexto, foi pedido a cinco personalidades que escolhessem e comentassem textos da espiritualidade cristã e a outros tantos actores, encenadores e grupos de teatro da região que os levassem a cena.
As primeiras apresentações decorreram nos finais de setembro, com “As Obras de Misericórdia”, do Evangelho de São Mateus, texto escolhido e comentado por D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, e encenado por João Lázaro e o Te-Ato; e o “Hino ao Amor”, da 1.ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, escolhido e comentado pelo teólogo e biblista frei Joaquim Carreira das Neves, com encenação de Pedro Oliveira e o grupo Nariz.
Neste mês de outubro, sempre às 21h00, nas Capelas Imperfeitas:
- Dia 8, o actor Tobias Monteiro e a Kind of Black Box apresentam “O Apocalipse”, de S. João, texto escolhido e comentado por Joaquim Ruivo, diretor do Mosteiro;
- Dia 15, Frédéric Cruz e o grupo Leirena Teatro apresentam o “As Bem-Aventuranças”, de S. Lucas e S. Mateus, texto escolhido e comentado por António Marujo, investigador e jornalista;
- Dia 22 de outubro, o conceituado actor Luís Miguel Cintra apresenta o “Eclesiastes”, versão de Damião de Góis, escolhido por si e sugerido pelo padre e poeta Tolentino de Mendonça.
Foi a 5 de outubro de 1910 que se instaurou, a partir de Lisboa, o regime republicano em Portugal, na sequência de várias insurreições militares e do assassinato, em 1908, do Rei D. Carlos e do Príncipe Filipe.
Nesta mesma data, acaba a Monarquia, a família parte para o exílio (em Inglaterra) e o País passa a ter um governo provisório, presidido por Teófilo Braga, até às eleições que se realizariam em 1911.
Governo provisório:
Presidência -Teófilo Braga. Interior - António José de Almeida. Justiça - Afonso Costa. Fazenda - Basílio Teles. Guerra - Correia Barreto. Marinha - Azevedo Gomes. Estrangeiros - Bernardino Machado. Obras Públicas - Luís Gomes.
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Num breve balanço ao mês de outubro de 1910, lembramos alguns factos e medidas políticas que, em plena efervescência republicana, ficaram apara a História:
- Dia 6, a República foi proclamada no Porto;
- Dia 8, são promulgados os primeiros decretos que visam a expulsão dos Jesuítas e o encerramento dos conventos masculinos e femininos;
- Dia 9, os presos pertencentes a associações secretas são libertados, nomeadamente os membros da Carbonária, a organização bombista republicana;
- Dia10, na primeira semana de governo republicano, as prisões de Lisboa enchem-se com centenas de padres e freiras, devido às perseguições religiosas, tendo sido assassinados dois padres lazaristas; também há perseguições políticas e o encerramento de alguns jornais.
Bandeira da Monarquia - Bandeira da República
- Dia 12, é criada a Guarda Nacional Republicana, novo nome dada às Guardas Municipais de Lisboa e Porto, com o objectivo de retirar ao exército a tarefa de defesa do regime e de manutenção da ordem pública;
- Dia 17, na Universidade de Coimbra, a Sala dos Capelos é destruída e os retratos dos reis D. Carlos e D. Manuel baleados, no decurso de uma manifestação contra os professores monárquicos;
- Dia 18, é abolido o ensino da doutrina cristã, assim como o juramento religioso em cerimónias oficiais. Também são extintos os títulos nobiliárquicos;
- Dia19, Manuel de Arriaga é nomeado reitor da Universidade de Coimbra;
- Dia 20, o Núncio Apostólico (representante do Papa) abandona Lisboa;
- Dia 21, o bispo de Beja é suspenso das suas actividades apostólicas, devido ao abandono da sede episcopal, o que tinha acontecido por ter sido ameaçado de morte;
- Dia 22, o Brasil e a Argentina são os primeiros países a reconhecer oficialmente a República Portuguesa. Neste mesmo dia, o ensino da doutrina cristã é proibida no ensino primário;
- Dia 23, acaba a obrigatoriedade do uso de capa e batina nas escolas e academias do ensino superior;
- Dia 26, os “dias santificados” são abolidos, excepto o Domingo, passando a ser considerados dias de trabalho.
A proclamação da República Portuguesa, há 106 anos, fez-se nas varandas da Câmara Municipal de Lisboa, na manhã do dia 5 de Outubro de 1910. Foi o resultado de um longo processo, iniciado na segunda metade do século XIX.
Hino da República > https://www.youtube.com/watch?v=m9vt29LvGt8
Hino da Monarquia > https://www.youtube.com/watch?v=NS_x4k07mv0
Imagens impressionantes são estas do interior da igreja de São Domingos, em Lisboa. Destruído o convento de origem medieval, pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755, apenas restou a capela-mor do templo. Como se não bastasse, em 1959, um incêndio arrasou o que tinha sido recuperado.
O interior da igreja de S. Domingos mais parece um pardieiro intimidatório e ao mesmo tempo fascinante. A reconstrução da igreja, decorada com talha dourada, pinturas e mármores, parece conter uma metafórica dimensão sobrenatural. É a igreja da pedra queimada!
Na praça frente à igreja (Largo de S. Domingos) foi executada a maior matança de judeus de que há memória, em Portugal. Acto de extrema violência ocorrido a 19 de Abril de 1506, em nome da Santa Inquisição. No centro da praça está um memorial com a Estrela de David, inaugurado a 19 de Abril de 2008 (502 anos após o massacre).
Fotos: ROINESXXI
Música > https://www.youtube.com/watch?v=2oyhlad64-s&feature=related
Neste dia 4 de Outubro, entre os muitos aniversários que se assinalam em todo o mundo, ROINESXXI dá destaque ao aniversário natalício da Irmã Gabriela, nascida em 1930, na Madeira. Faz hoje 86 anos.
Era muito jovem quando ingressou na Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, instituto fundado por Mary Wilson, na diocese madeirense, em 1884.
Irmã Gabriela (2.ª a contar da direita). Foto: Gorete Ferreira.
Em 2009, a Irmã Gabriela (seu nome de baptismo: Maria Ferreira de Freitas) celebrou 60 anos de “Votos Perpétuos”, cuja cerimónia decorreu no colégio de Santa Teresinha e foi presidida por D. António Carrilho, bispo do Funchal.
Membro de uma família profundamente cristã, a irmã Gabriela tem desempenhado várias funções na hierarquia do instituto a que pertence. Uma caminhada religiosa, em profundo alto grau, identificada com a obra social e apostólica da fundadora da Congregação.
Madre Mary Jean Wilson, filha de pais ingleses, nasceu na Índia a 3 de Outubro de 1840 e faleceu, no Convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos (Madeira), a 18 de Outubro de 1916. A Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias está presente na Europa, África, América e na Ásia, com um total superior a 380 membros (irmãs).
Parabéns roinesianos à irmã Gabriela. Um tempo de vida e um modo de viver verdadeiramente ímpares.
NB: Nesta data (4 de Outubro) assinala-se o Dia de São Francisco de Assis.
Video (Mary Wilson) > https://www.youtube.com/watch?v=O_NdlLZ85J4
Video (Sé do Funchal) > https://www.youtube.com/watch?v=j3jA7ySmL48
Video (Madeira antiga) > https://www.youtube.com/watch?v=sc93pyWMD-0
A Academia Sueca começa hoje, dia 3 de outubro, a divulgar o nome dos vencedores dos Prémios Nobel deste ano, relativos a várias áreas da ciência e da cultura.

Nesta segunda-feira será anunciado oficialmente o Nobel da Medicina, seguido da Química (dia 4), Física (5), o Nobel da Paz (7), Economia (10) e o Nobel de Literatura no dia 13 de outubro.
Quanto a este último, é difícil fazer qualquer prognóstico... O japonês Haruki Murakami é o favorito dos leitores, mas outros nomes muito citados são os do poeta sírio Adonis e do romancista queniano Ngugi wa Thiong'o, assim como os americanos Don DeLillo, Philip Roth e Joyce Carol Oates.
Outras previsões incluem o britânico Salman Rushdie (que esteve a semana passada em Portugal, no festival literário de Óbidos), o albanês Ismail Kadaré e o israelita David Grossman, assim como o checo, naturalizado francês, Milan Kundera e o dramaturgo norueguês Jon Fosse.
O ano passado, recorde-se, a jornalista e escritora bielorrussa Svetlana Alexievitch foi a premiada e, em 2014, o Nobel foi para o francês Patrick Modiano.

Em 1998, o Nobel da Literatura foi atribuído ao português José Saramago (1922-2010).
Sob o tema “Com Eles Usei Misericórdia”, começou ontem e terminou hoje, em Fátima, a 44.ª Peregrinação Franciscana.

Em destaque, os 800 Anos da chegada dos Franciscanos a Portugal assim como os centenários das Aparições do Anjo e a morte da irmã Mary Wilson, fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, com sede no Funchal.

Como tem sido noticiado, estão a ser assinalados em todo o mundo o Jubileu da Misericórdia e os 800 Anos do Perdão de Assis.
Os dois hotéis “Pestana CR7” estão a bater recordes de ocupação. Nos dois primeiros meses de funcionamento as reservas estiveram a 100%, tanto no Funchal como em Lisboa, e já há lista de espera. Ingleses e espanhóis são os turistas em maior número, mas também outros europeus, americanos e asiáticos.
No “Pestana CR7” – Lisboa, o preço médio por hóspede é da ordem dos 250 euros/noite. A suite entre os 1.400 e 1.600 euros. A qualidade é de “luxo” em todos os serviços. As previsões estão largamente a superar os resultados positivos.
Em Lisboa, o hotel está situado na Rua da Prata, a poucos metros da Praça do Comércio. No Funchal, na Avenida Sá Carneiro, paredes-meias com o Museu “Cristiano Ronaldo”.
O hotel “Pestana CR7”, em Lisboa, abriu a 2 de Agosto, mas só hoje foi oficialmente inaugurado. A abertura da primeira unidade hoteleira do grupo “Pestana CR7”, no Funchal, foi a 22 de Julho de 2016.
Dois empreendimentos hoteleiros de sucesso. Não fosse a parceria empresarial constituída pelo maior hoteleiro português (Dionísio Pestana) e pelo melhor futebolista do mundo (Cristiano Ronaldo), ambos madeirenses.
Novas unidades hoteleiras com a marca “Pestana CR7” vão abrir em Madrid (Espanha), Manchester (Inglaterra) e Nova Iorque (EUA). São os novos ventos de glória para "CR7", o português mais conhecido no mundo.
A música não tem idade, não tem dono, nem tem ouvintes no singular. “Quando nasce é para todos!” A década 60/70, do século XX, foi das mais prodigiosas da música, quer em intérpretes e compositores, quer em produção e projecção à escala mundial.
Um tic-som apenas nos Beatles, a banda inglesa formada em Liverpool que, em dez anos, exibiu um tal talento que fez vibrar o mundo e influenciar gerações e mentalidades. Uma banda rock inapagável.
De tempos em tempos surgem novas vozes a cantar melodias imortais dos Beatles. Chegou, agora, a vez, da dupla Alicia Keys & John Legend interpretar a estrondosa composição “Let it be” (deixe estar).
Como refere o amigo AJ Siracusa... IMPERDÍVEL.
The Bealtes > https://www.youtube.com/watch?v=3RxufdRs5ro
Alicia Keys & John Legend > https://www.youtube.com/watch?v=ioHDOVKTcsg
Filósofa alemã, de origem judia, Hannah Arendt (1906-1975), referência do pensamento contemporâneo, autora de "As Origens do Totalitarismo", nasceu há 110 anos, no mês de outubro.
Voz incómoda e testemunha directa dos horrores da II Guerra Mundial, escreveu obras de cariz político e foi defensora dos Direitos até à exaustão, contrariando poderes e criticando as crises programadas da dita "sociedade moderna", em que abundam as palavras como "justiça, responsabilidade, razão, glória", mas falta concretizar esses conceitos e "valores fundamentais".
Numa das sua obras mais divulgadas, "A condição Humana" (publicada em 1958), Hannah Arendt identificou problemas que ainda hoje são muito actuais, como a "diminuição da acção humana e da liberdade política; a relação paradoxal entre o aumento do poder humano através da pesquisa tecnológica e a capacidade cada vez menor de controlar as suas consequências, o declínio da esfera privada".
Hannah Arendt nasceu em Hannover (Alemanha), estudou na Universidades de Marburgo e Friburgo, e doutorou-se em Filosofia na Universidade de Heidelberg, onde foi aluna de Karl Jaspers. Em 1933, mudou-se para França e, em 1941, foi para os EUA, tornando-se mais tarde cidadã norte-americana.
Foi professora convidada de várias Universidades; conferencista em várias partes do mundo; e repórter da revista “The New Yorker” quando relatou o julgamento, em Jerusalém, de Adolf Eichmmann, um alto responsável pelos crimes de guerra nazis e a chamada "solução final". Foi preso pelos serviços secretos israelitas, na Argentina, em 1960, mas que para Hannah Arendt não passava de um "funcionário zeloso" que cumpriu e não questionou as ordens recebidas.
Este julgamento deu matéria para o livro “Eichmann em Jerusalém” que provocou duras críticas da comunidade judaica, e também uma grande polémica, porque a autora também deu exemplos de judeus e instituições judaicas que se submeteram aos nazis ou cumpriram as suas directivas sem questionar.
São lições da História que não se podem menosprezar, sobretudo num tempo como o nosso em que, como dizia Hannah Arendt, a "banalidade do mal" é tida como "normal" e frequente.

João Godim
FREELANCER
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