A sede nacional do Bloco de Esquerda (BE), em Lisboa, está instalada num palacete do século XIX, inaugurado em Setembro de 1876. Está a completar 140 anos.
Na prática, de palacianismo a sede do BE tem pouco ou nada, todos os espaços são “oficinas” de trabalho, incluindo estúdios de rádio e televisão.
O palacete começou por ser ocupado pela LCI (Liga Comunista Internacionalista), em 1975, passando, em 1979, para a posse do PSR (Partido Socialista Revolucionário) e deste partido para o BE (Bloco de Esquerda).
A ocupação cedo passou à legalização por via de contrato de arrendamento e, em 2008, o edifício, de três andares, foi adquirido pelo BE, pelo montante de 600 mil euros, cujo valor patrimonial é, em termos de global avaliação, muito mais elevado.
O Dia Mundial da Música que se assinala, amanhã (1 de Outubro), foi proposto e celebrado pela primeira vez, em 1975, pelo grande violinista e maestro norte-americano Yehudi Menuhin (1916-1999), na altura Presidente do Conselho Internacional da Música.
Desde essa data promovem-se iniciativas destinadas a fomentar o gosto pela música e o prazer de ouvir e conhecer grandes clássicos, compositores, intérpretes e maestros, incluindo os instrumentos musicais mais famosos.

Em Portugal, o Museu Nacional da Música, em Lisboa, vai celebrar este Dia com um concerto integrado no ciclo de instrumentos históricos “Um Músico, Um Mecenas”, com Marco Pereira e Joana David a interpretarem Beethoven e Brahms no Violoncelo Stradivarius Chevillard - Rei de Portugal (1725) e no piano Bechstein (1925). A entrada é livre.
O violoncelo Stradivarius Chevillard-Rei de Portugal está classificado como "Tesouro Nacional", faz parte do
(Violino Stradivarius Chevillard-Rei de Portugal)
espólio do Museu Nacional da Música, pertenceu ao Rei Dom Luís I (1838-1889) e é o único instrumento de arco em Portugal com a assinatura do famoso construtor italiano Antonio Stradivari (1644-1737).
(Museu Nacional da Música)
Construído em 1725, quando Stradivari tinha 81 anos, foi conhecido inicialmente por Violoncelo Chevillard, por ter pertencido ao famoso violoncelista belga Pierre Chevillard (1811-1877), sendo depois propriedade de um membro da família de luthiers franceses Vuillaume que o vendeu ao Rei Dom Luís, em 1878, por 20 mil francos.
(Rei D. Luís I)
É conhecido o interesse que o Rei Dom Luís tinha pela música. Como compositor, deixou-nos algumas obras musicais: "uma Barcarola, uma Missa (a parte de violoncelo), cinco valsas e uma Avé Maria, que o próprio Rossini elogiou. Parte do seu acervo instrumental encontra-se, hoje, no Museu Nacional da Música.
Inaugurado em 1907, o primeiro cinema de Lisboa (e de Portugal) tomou o nome de “Animatógrafo do Rossio”. Toda a sua construção está na linha da arte nova muito em voga nos cinemas parisienses. Os azulejos laterais serviam de cartazes e a projecção das imagens em movimento transmitiam a magia do cinema que, na época, era fenomenal.
Símbolo do poder, da justiça e da autoridade, o pelourinho era erguido num lugar público onde eram punidos e expostos os criminosos. Quem hoje percorre o país de norte a sul e regiões autónomas pode ver este “símbolo” em muitas cidades e vilas.
O Pelourinho da cidade do Funchal é dos mais antigos de Portugal. Foi instalado há 530 anos, em 1486, por decisão de D. Manuel I, então duque de Viseu e Mestre da Ordem de Cristo, e ocupou um pequeno largo (depois conhecido como Largo do Pelourinho) situado entre a foz das ribeiras de João Gomes e Santa Luzia.
Era aí que também se localizava o centro da cidade, porque nele se estabeleceram a primeira Alfândega do Funchal e as primeiras feitorias comerciais, e se fazia a ligação privilegiada com a Rua Direita, nome tradicionalmente dado à principal rua das cidades medievais portuguesas.
Entretanto, o Pelourinho funchalense foi apeado em 1835, por deliberação camarária, "visto ser hum emblema dos tempos feudaes, e não estar em harmonia com os costumes actuaes, mandando-se guardar as pedras que se tirarem".
Recentemente o pelourinho da capital madeirense voltou a ser instalado, no mesmo local e com o mesmo traço original, a curta distância da antiga Fortaleza de São Filipe.
O rei D. Carlos I, filho de Luís I e de Maria Pia de Sabóia, nasceu, no Palácio Nacional da Ajuda (Lisboa), a 28 de Setembro de 1836. Faz, hoje, 180 anos.
Era visto como o mais diplomata da monarquia portuguesa. A 1 de Fevereiro de 1908 (tinha 44 anos), D. Carlos foi assassinado na praça do comércio. Com a sua morte a monarquia entra em colapso e a república chega ao poder. O regime republicano vigora em Portugal desde 5 de Outubro de 1910.
O rei D. Carlos com a rainha D. Amélia, no famoso "carro de cesto" que faz a íngreme descida entre o Monte e o Funchal.(1902).
Quando chegámos à Guiné, em março de 1970, uma das nossas primeiras curiosidades foi a de saber se havia no território animais selvagens, como leões, chimpanzés, leopardos, antílopes, hipopótamos, crocodilos e outras espécies. Um idoso indígena, sábio “chefe de tabanca”, foi peremptório: “Eu nunca vi, mas pode ser que haja. Eu andei muitos anos no mato”.
Estávamos em África, numa Guiné densamente povoada de floresta (savana e estepe), com rios e suas ramificações, bolanhas e terrenos alagadiços. Habitais e climas eventualmente propícios a tais espécies.
Na Guiné permanecemos cerca de dois anos, em missão militar e traiçoeiro ambiente de guerra. Percorremos vastas áreas, selva adentro, muitas vezes em condições extremas, e o máximo que vimos foram répteis, macacos e pouco mais. Nem vestígios de tais animais vimos.
Passaram 46 anos e eis que, de repente, somos despertados para uma notícia intitulada “Leões da Guiné-Bissau em maior número”. Não pode ser!? É a nossa primeira reacção. A notícia fala de elefantes, leões, crocodilos, hipopótamos, búfalos, chimpanzés, onças, tigres, hienas, gazelas, répteis, babuínos…! Na Guiné-Bissau!?
Porquê havia de mentir o velho-sábio “chefe de tabanca”? Porquê durante dois anos, a viver no “mato” e a percorrer centenas e centenas de quilómetros na densa selva, nunca vimos um leão, hipopótamo e outros animais selvagens citados na notícia?
Crocodilos, leões, hipopótamos... o "chefe de tabanca" mentiu?
Será marketing turístico? Parques naturais de vida selvagem? Promover a Guiné como destino turístico para ver leões e outras espécies, no seu habitat… não será vender gato por lebre? Viver no mundo do fantástico!
NB: "Chefe de tabanca" é o ancião reconhecido como o que mais sabe sobre a vida da comunidade. Homem experiente e sábio.
A NASA divulgou, esta madrugada, fotos da terra obtidas pelos astronautas, a partir de uma estação espacial. Imagens nunca vistas, com tanta nitidez. A terra nocturna vista do espaço.
DEZOITO MILHÕES DE TURISTAS EM PORTUGAL
Assinala-se, hoje, 27 de Setembro, o "Dia Mundial do Turismo", uma efeméride destinada a destacar a importância do turismo, nos seus aspectos cultural, económico, político e social, através de várias iniciativas. O exponencial crescimento do turismo é visto, no horizonte do séc.XXI, como a maior indústria do mundo.
O tema deste ano é: "Turismo para todos – promover a acessibilidade universal”. A Tailândia foi o país escolhido para acolher oficialmente o Dia Mundial do Turismo em 2016. O Qatar será o país acolhedor em 2017.
Em Portugal, este Dia Mundial do Turismo celebra-se com uma cimeira, em Lisboa, promovida pela Confederação do Turismo Português. Trata-se da III Cimeira sobre o sector e "pretende proporcionar um debate sério e construtivo sobre temas relevantes para o futuro do sector".
Mesmo em condições adversas, o turismo em Portugal tem mantido um ciclo de crescimento notável, gerando emprego e riqueza. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Primeiro-Ministro, António Costa, entre outras individualidades vão estar no debate que se realiza no Museu do Oriente.
Portugal recebe, por ano, cerca de 18 milhões de turistas (quase o dobro da população residente no país), a que corresponde uma receita superior a 12 mil milhões de euros.
Sala das Bicas onde, às quintas-feiras, o presidente reúne-se com o primeiro-ministro.
Um dos ex-libris da cidade de Lisboa é o Palácio de Belém, símbolo do poder em Portugal, construído em 1559. Monumento nacional desde 2007, o palácio passou a residência oficial, em 1886, mas nem todos os monarcas aqui viveram.
A partir de 1912, dois anos após a queda da monarquia (5 de Outubro de 1910), a presidência da República passou a ocupar o palácio mas, tal como aconteceu na monarquia, nem todos os presidentes quiseram viver neste edifício do século XVI, como acontece agora com Marcelo Rebelo de Sousa.
Passam hoje, 26 de setembro, 88 anos sobre a assinatura do Pacto da Sociedade das Nações, por vinte e três países, documento que considera a guerra ilegal e que tem como objetivo a resolução pacífica dos conflitos.

Documento importante, credível, mas que, na realidade, os seus princípios, o seu conteúdo e finalidade são constantemente desmentidos, apesar dos esforços a favor da paz.
Basta ver o que se está a passar na Síria, antes no Iraque, na Bósnia..., para só lembrar os conflitos mais recentes, "promovidos" pelas chamadas "grandes potências".
A história da "Sociedade das Nações", também conhecida por "Liga das Nações" é longa e não foi por acaso que nasceu logo após a I Grande Guerra (1914-1918), teve a necessidade de se reforçar com um Pacto (em 1928), mas sucumbiu ao mesmo tempo da II Guerra Mundial (em 1946), dando lugar à Organização das Nações Unidas (ONU).

Os líderes das maiores potências bélicas mundiais: Putin (Rússia) e Obama (EUA). Dois países assaz activos em todas as guerras. Porquê?
Como disse o nosso Nobel da Literatura (de 1998), José Saramago (1922-2010): "É mais fácil mobilizar os homens para a guerra que para a paz.
Ao longo da história, a Humanidade sempre foi levada a considerar a guerra como o meio mais eficaz de resolução de conflitos, e sempre os que governaram se serviram dos breves intervalos de paz para a preparação das guerras futuras.
Mas foi sempre em nome da paz que todas as guerras foram declaradas."
Uma grande sénior, assim se pode considerar a Professor Maria Helena da Rocha Pereira que, há poucos dias, neste mês de setembro, completou 91 anos de idade (nasceu no Porto, em 1925). Foi a primeira mulher catedrática da Universidade de Coimbra.
Professora na Faculdade de Letras, naquela universidade, é tida como a maior autoridade portuguesa em Estudos Clássicos, sendo um dos nomes mais importantes na investigação em Estudos Literários-Línguas e Literaturas Clássicas, Cultura e Literatura Gregas.
Retirada das lides docentes, continua, no entanto, a ser modelo para os mais novos e interessados na aprendizagem do verdadeiro saber e conhecimento, desde as suas mais profundas raízes.
Nas suas próprias palavras, "o estudo do Grego e do Latim, essas línguas cuja estrutura é tão propícia ao desenvolvimento do raciocínio e de cujo vocabulário brota quase toda a linguagem científica e técnica de que nos servimos – quer vinda directamente da Antiguidade, quer assente em neologismos a partir daquele constituídos”.
Continua a ser "necessário nos nossos dias", apesar de um certo menosprezo ou abandono da parte dos currículos académicos pelas "Humanidades".
Em resposta a uma questão colocada numa entrevista pela revista Ler (em 2010) sobre: "Que é que perdemos com a queda do uso e do ensino do Latim?, afirmou:
"Em primeiro lugar, perdemos o ensino do Português. Em segundo, perdemos um caminho aberto para as outras línguas românicas. Acima de tudo, perdemos um treino da inteligência.
O Latim ocupa, no domínio das ciências humanas, um lugar paralelo ao da matemática no das ciências exactas. Parecendo que não, há muitas semelhanças entre o tipo de exercício mental a que ambos obrigam."
A Sé de Lisboa, com três naves, foi conquistada aos mouros em 1147. É o único edifício românico da capital portuguesa e antes de ser catedral(católica) foi mesquita(muçulmana).
O escritor japonês Shusaku Endo morreu em setembro de 1996, aos 73 anos de idade, mas a sua obra mantém flagrante actualidade, pelos temas que aborda e as reflexões que proporciona sobre a essência e o essencial do viver humano.
Um dos seus livros marcantes, considerado mesmo a sua "obra-prima", intitula-se "Silêncio". Narra a história do padre Sebastião Rodrigues que, em 1640, viajou para Japão, disposto a ajudar os cristãos japoneses, então vítimas da perseguição, e a descobrir a verdade sobre o que aconteceu ao seu antigo mentor, o padre Ferreira (ambos jesuítas portugueses), que, segundo os relatos da altura, teria rejeitado o "martírio" e abandonado a fé cristã.
Nagasaki, berço do cristianismo no Japão. A bomba atómica caiu precisamente em cima do bairro católico da cidade.
Face à dura "opressão" contra os fiéis da Igreja, o próprio padre Rodrigues também se viu obrigado a fazer uma escolha impossível: "abandonar o seu rebanho ou o seu Deus".
O que até então teria sido pacífico, através do grande missionário do Oriente - São Francisco Xavier, era agora motivo de muita "crueldade" pois, as autoridades locais japonesas do século XVII estavam mais interessadas no "comércio" e nos "negócios" do que nas "conversões" religiosas, obrigando assim à prática de uma "fé clandestina".
Este "drama" histórico, foi também adaptado ao cinema pelo realizador Martin Scorsese, a partir precisamente do livro de Shusaku Endo - "Silence", estando a estreia do filme marcada para o próximo dia 22 de dezembro, na Austrália. Ambos, autor e realizador, propõem uma análise profunda sobre as raízes da fé religiosa, as suas exigências e dogmas.
Shusaku Endo (1923-1996), foi considerado um dos melhores escritores do século XX, comparado ao inglês Graham Greene (1904-1991) e ao russo Dostoiévski (1821-1881). Natural de Tóquio, ele próprio foi baptizado aos 12 anos, numa altura em que os cristãos representavam menos de 1 por cento da população japonesa.
Os primeiros portugueses chegaram ao Japão em 1543, entre eles sacerdotes. Na imagem, a nova igreja católica em Nagasaki.
Formou-se em Literatura Francesa, pela Universidade de Keio, e estudou em Lyon como Bolseiro do Governo japonês. Além de "Silêncio", escreveu outros livros representativos: "O Samurai" e "Rio Profundo", este último traduzido para português pelo padre franciscano, da Ordem dos Frades Menores, José David Antunes, que no início deste mês de setembro completou um século de vida (n. em Leiria a 5 de setembro de 1916).
Shusaku Endo foi galardoado com os mais importantes prémios literários do seu país e várias vezes nomeado para o Prémio Nobel de Literatura.
A trilogia "Educação, Leitura e Cultura" é princípio e fim de tudo quanto somos na vida. Sem uma sólida educação não é possível interpretar os sinais que nos são permanentemente dados, seja a que nível for, seu âmbito e quadro social. Sem leitura (jornais, livros, revistas) ficamos à margem do conhecimento local e universal, pessoal e colectivo. Sem cultura é como viver numa casa vazia ainda que cheia de riqueza material.
Os dois "tak's" seguintes foram obtidos de uma entrevista a Arturo Pérez-Reverte, jornalista e escritor espanhol. Repórter do mundo em paz e em guerra, sempre com a palavra realista identificada com o que viu e viveu.
PS: Não se entenda nem se confunda "Educação, Leitura e Cultura" por habilitações académicas. (Magro Ortega)
Esta Phytolacca dioica (ombú) tem mais de 300 anos e vamos encontrá-la na zona do bairro de Alfama, em Lisboa. Por detrás da secular árvore ficava a antiga prisão do Limoeiro onde estiveram presos Luís de Camões e Barbosa do Bocage, entre outras figuras famosas. Foi neste mesmo local (num antigo edifício, construído em 1367) que D. João I matou o Conde de Andeiro, amante de D. Leonor Teles.
Nas instalações da antiga prisão funciona, hoje, o Centro de Estudos Judiciários.
A estação do Outono é propícia a interiorizações, a vivências profundas, a exemplo do que acontece com a natureza que se despede de acessórios e se distancia da dispersão.
Uma época em que os poetas e os pensadores mais se confessam e partilham pensamentos sábios, a partir de meditações serenas que as estações precedentes mais dificilmente permitiam.
Para Dalai Lama (monge budista e actual líder temporal e espiritual do povo tibetano): "Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente."
Na opinião de Albert Camus (1913-1960, jornalista, dramaturgo, romancista e filósofo argelino, Nobel da Literatura em 1957): "Outono é outra Primavera, cada folha uma flor."
E num poema de Miguel Torga (1907-1995), publicado no Diário X, em 1966, Outono é: "Tarde pintada / Por não sei que pintor. / Nunca vi tanta cor / Tão colorida! / Se é de morte ou de vida, / Não é comigo. / Eu, simplesmente, digo / Que há fantasia / Neste dia, / Que o mundo me parece / Vestido por ciganas adivinhas, / E que gosto de o ver, e me apetece / Ter folhas, como as vinhas."
O Porto do Funchal continua famoso pelo acolhimento que dispensa aos principais navios, importantes barcos e paquetes, que por aqui passam, em escala de cruzeiro.
Neste primeiro dia de Outono, é um encanto ver-se a paisagem marítima com o "Queen Elizabeth " e o "Eclipse", por exemplo, e com os arredores cheios de passageiros e outros que, pela manhã, bem cedo, percorrem a antiga Avenida do Mar, hoje ocupada pelas "Praça do Povo" e "Praça do Mar"...
Parafraseando o título de um livro - "A ilha está cheia de vozes", podemos dizer que o porto e a baía do Funchal estão cheios de barcos, quase todos os dias, e cativam os olhares e os comentários de milhares de estrangeiros e residentes.
Esta manhã, ainda o sol não raiava no horizonte e já o Porto do Funchal enchia-se de navios de cruzeiro, com cerca de 18 mil turistas em trânsito. Bem cedo já a capital madeirense era uma cidade cosmopolita, multicultural e internacional. Por ano, em média, a Madeira recebe mais de meio milhão de turistas em viagens de cruzeiro.
(ÓBIDOS, vila com o maior número de livrarias em Portugal)
Por muito que tenhamos à disposição recursos tecnológicos imparáveis e nunca vistos, o livro impresso, acomodado às mãos e aos olhos de leitores devotos, é e será sempre indispensável para a compreensão do mundo e dos ambientes que habitamos.
Por exemplo, para fazer consultas através da Internet, torna-se necessário estar preparado e saber o que se procura, e isso consegue-se pela leitura de livros ou obras literárias, científicas, técnicas e outras, de acordo com os interesses e objectivos pretendidos.
Esta "cooperação" é incentivada por diversos autores, nomeadamente os que escrevem sobre histórias reais e conhecem bem o objecto de que falam. É o que prova Arturo Pérez-Reverte (n. 1951), actualmente o escritor espanhol mais lido em todo o mundo, com livros centrados em temas como a aventura, a guerra, os conflitos, amizade e a morte.
Repórter de guerra durante muitos anos, Pérez-Reverte publica livros com notoriedade desde 1993, muitos dos quais traduzidos em cerca de 40 idiomas. A sua mais recente obra, traduzida também em português e intitula-se "Homens Bons" e assenta na convicção de que "é possível mudar o mundo através dos livros e do conhecimento".
Entre a ficção e a realidade, o autor retrata uma época marcante, a Europa do século XVIII, no contexto do Iluminismo e Enciclopedismo.
Relata as peripécias de dois académicos, membros da Real Academia Espanhola, que tentam levar para Espanha uma "obra proibida", os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. Uma "tarefa delicada", repleta de "heróis e vilãos, intrigas e incertezas", baseada em "acontecimentos e personagens reais".
Arturo Pérez-Reverte conduz-nos até a um tempo importante da nossa História, quando a "ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida", e dá-nos a conhecer os "heróis que quiseram mudar o mundo com os livros".
Sim! Chegou o Outono espelhado na paisagem com tons coloridos únicos e ternurentos. As incontáveis cores, a intermitência no espaço suave, o vagabundear por lugares da nossa juventude inesquecível. É o vento que passa e não se vê mas que se sente, com o sol na sua trajectória a dar brilho às árvores e às folhas acastanhadas... tranquilamente.
O OUTONO regressou, Viva o OUTONO.
Video > https://www.youtube.com/watch?v=O9FI-h9a3D8
NB: A estação de Outono começou, hoje, 22 de setembro e termina a 21 de dezembro (início do inverno).
"O fiel amigo" tem nomes curiosos conforme a vontade do dono, a raça, a função que exerce, a aparência, a companhia, a tarefa que desempenha...
Enfim, de acordo com as influências das épocas em que vivem, procurando imitar uma "estrela", um "famoso", ou porque são treinados para obedecerem da forma mais simples às ordens recebidas... Assim, há o "Zulu", o "Pateta", o “Capitão”, o "Cuca", o "Flecha", o "Tobias", o "Napoleão", o "Tim-Tim", a "Lili", a "Gioconda" , a "Isis" ou a "Sissi", etcétera, etcétera.
Nomes que entraram na linguagem e popularidade dos nossos dias e que se tornaram interessantes para quem é titular dos seus direitos ou simplesmente tem vizinhança com o animal, sejam eles mais ou menos simpáticos ou agressivos.
Seja como for, faz algum sentido a frase de Blaise Pascal: "Quanto mais conheço os homens mais gosto de cães".

João Godim
FREELANCER
Mil Canções
dos últimos 30 anos
>REPORTAGENS