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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2016
O tempo histórico passa mas as marcas que os protagonistas de cada tempo deixaram jamais se apagam, sejam boas ou menos boas; ficam para sempre, resistem às inovações, e elevam-se como monumentos, como testemunhos para as gerações vindouras.
Na lista dos resistentes com valor, apesar das circunstâncias em que foram chamados a governar, há quem mereça ser lembrado, mais não seja pelo saber e o conhecimento aprofundados, fruto de todo um trabalho feito a pulso, procurado e vivido com humanismo, a exemplo de tantos outros nos séculos precedentes, figura Marcello Caetano, jurista, professor universitário, "delfim do Estado Novo", último presidente do Governo, antes do 25 de Abril de 1974.


No seu pensamento político, considerava que não pode haver sociedade sem "autoridade"; e costumava dizer que "a liberdade não se recebe, conquista-se. Só que não é pelo verbalismo irresponsável nem pelo anarquismo revolucionário que os povos podem conquistar as liberdades de que precisam. Eu entendo que os cidadãos só conquistam a liberdade à maneira que vão assumindo responsabilidades", dizia o especialista em Direito Administrativo numa entrevista a António Alçada Baptista, publicada em livro em 1973, intitulada "Conversas com Marcello Caetano".
Um livro com muitas lições para o nosso tempo caracterizado por superficialidades e em que faltam estadistas de nível. Um livro que não deixa de ser actual ou ter muito de actualidade, digamos, intemporalidade. Sem melindres, sem parcialidades e sem ideologias. Uma leitura livre e isenta. Sem preconceitos.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=4BkFsINeL5U
Portugal tem cerca de 248 mil pensionistas com mais de 85 anos de idade. Os “velhos” (seniores) portugueses nunca foram tão jovens como agora, tão saudáveis e tão capazes. Nos países nórdicos (Noruega, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Suécia), os governos criaram múltiplas áreas de actividade que mantém os seniores activos, registando substanciais melhorias na saúde e bem-estar dos idosos.
Em Portugal pouco ou nada existe neste âmbito. Não está em causa a questão económica mas sim o estar activo, estar a fazer algo de útil, as mais-valias ocupacionais, sem esquecer o ócio.

Em finais de 2014, Portugal tinha mais de 3,59 milhões de pensionistas, um número que soma os quase três milhões de reformados no regime geral e os 613 mil da Caixa Geral de Aposentações.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=9kmwY1Z3YNY
Foi há 50 anos que faleceu o filósofo, pedagogo e professor universitário português Delfim Santos (n. Porto, em novembro de 1907, m. Cascais, em setembro de 1966). Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas (1931), na Universidade do Porto, onde teve como mestre Leonardo Coimbra e por companheiros José Marinho, Álvaro Ribeiro e Sant´Anna Dionísio, todos grandes referências da chamada "Filosofia portuguesa" no século XX.

Após a licenciatura, foi professor de liceu em Coimbra e em Lisboa. Mas a sua paixão pela Filosofia levou-o até muito mais longe. Como bolseiro da Junta de Investigação Nacional, Delfim Santos estudou em Viena, Berlim, Londres e Cambridge, importantes núcleos do saber filosófico na Europa, onde frequentou as aulas e os seminários de verdadeiros mestres como Nicolai Hartmann e Martin Heidegger.
Seguiu-se o doutoramento na Universidade de Coimbra, com uma tese intitulada "Conhecimento e Realidade", em 1940, ocupando nesse mesmo ano o lugar de leitor em Oxford.

Obteve ainda uma bolsa para se especializar em orientação vocacional e profissional, nos E.U.A. Tornou-se professor catedrático, em 1950; e à hora da sua morte (precoce, aos 58 anos de idade) era diretor do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que publicou as suas Obras Completas, divididas em três volumes: da Filosofia, do Homem e da Cultura.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=ZpA0l2WB86E
Terça-feira, 16 de Agosto de 2016
A boa harmonia de sons produz músicas que podem ter duração passageira como permanecer por tempo indeterminado. A música clássica terá despontado no século XVII e continua a ser protótipo para quem pretende interpretar a “melhor música de todos os tempos”.
Mas há muitas outras variantes musicais que o “tempo” não deixa ficar para trás. São sons e canções multiculturais, universais, inesquecíveis.
Recordamos, hoje, a mítica “La Bamba”, cujas raízes estão no folclore mexicano, em 1958, vindo a celebrizar-se, em 1960, através do filme “La Bamba”.
“La Vida, La Vida”, para os seniores, em especial.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=k5dkwQY-_tk
O Papa Francisco enviou uma “mensagem de solidariedade e bênção" para as vítimas dos incêndios que nos últimos dias assolaram a Madeira.
Papa Francisco com D. António Carrilho, Bispo do Funchal.
Numa carta assinada pelo secretário de Estado do Vaticano Pietro Parolin, e dirigida ao bispo do Funchal, o Santo Padre manifesta-se "consternado com a triste notícia dos terríveis incêndios na ilha da Madeira”; e pede que se “transmita às famílias das vítimas as suas condolências e a sua participação na dor de todos os enlutados, bem como a sua solidariedade e proximidade espiritual junto daqueles que perderam os seus lares”.
A missiva foi dada a conhecer por D. António Carrilho, bispo do Funchal, durante a festa litúrgica de Nossa Senhora do Monte, ontem realizada.
Milhares de pessoas, de todas as idades e de várias localidades da ilha, incluindo as principais entidades públicas, participaram nesta festa e na tradicional procissão de Nossa Senhora do Monte que, desde há séculos, percorre os arredores da igreja paroquial e o mítico Largo da Fonte.
Na homilia, D. António Carrilho disse que: “Não podemos deixar de lembrar os que morreram e manifestar a mais profunda solidariedade a quantos, de algum modo, sofreram momentos de grande angústia e aflição, em especial os que perderam as suas casas e todos os seus bens.
E se na nossa memória não passam as imagens dramáticas, que vivemos de perto ou entraram nas nossas casas, jamais esqueceremos também os gestos de solidariedade e a generosidade de tantos familiares, vizinhos e profissionais, o acolhimento e todo o apoio prestado por tantas instituições”.
Toda a comunidade diocesana, e população em geral, expressou a sua confiança nas capacidades do povo madeirense: “jamais esqueceremos, ainda, a capacidade de reagir, por parte de muitos, perante situações inesperadas e tão difíceis, com a força e a coragem de querer começar a olhar em frente e projetar o futuro”, sublinhou o bispo do Funchal perante a grande assembleia de fiéis, com milhares de velas e orações.
Video > https://www.youtube.com/watch?v=YFW2EaY-un4
Papa João Paulo II na Madeira, em Maio de 1991.
Segunda-feira, 15 de Agosto de 2016

O Padre a ser arrastado pela polícia para fora da igreja, diante dos fiéis em protesto. Um caso insólito.
Estamos no século XXI e a Europa em degradação. A França tem sido alvo de ataques terroristas que já mataram dezenas de cidadãos. Actos bárbaros repudiados por todos. Porém, condenar os pecadores e incorrer em pecados de semelhante (...) gravidade é ficar sob o farol da contestação.
Na passada semana, católicos foram expulsos à força da Igreja de Santa Rita em Paris. O espaço onde está o templo vai ser transformado em estacionamento para viaturas. Houve resistência dos fieis e estes foram retirados pelas forças policiais e militares.
As críticas são mais que muitas. "Incrível a crueldade com que os cristãos franceses são tratados e o amor que os islâmicos recebem, por isso tanta maldição sobre a França, esperamos que um dia volte para casa a filha primogênita da Igreja", observam os fiéis incrédulos.
A Câmara de Paris decidiu demolir a Igreja de Santa Rita com a justificação de haver outras igrejas católicas nas proximidades. Uma completa aberração.
Video > https://www.youtube.com/watch?v=kqWC-Cj7Zo8
Música > https://www.youtube.com/watch?v=2F4G5H_TTvU
Domingo, 14 de Agosto de 2016
A propósito dos trágicos acontecimentos dos últimos dias, no Funchal e noutras localidades da Madeira, torna-se oportuno e imperativo recordar uma personalidade que muito se debruçou sobre as questões ambientais e da natureza, como muito poucos.
Trata-se do engenheiro silvicultor Cecílio Gomes da Silva (1923-2005), natural do Funchal, colaborador nos jornais do seu tempo com frequentes artigos em que alertava para as situações que exigiam o respeito e a responsabilidade da parte de todos, governantes e população em geral, e a competência técnico-científica.
São exemplo disso a colaboração na revista Islenha e no antigo Jornal da Madeira, vindo a revelar-se profético o texto “Eu tive um sonho”, publicado em 1985, no Diário de Notícias do Funchal, sobre a iminência de enxurradas desastrosas para cidade.
No mesmo sentido, já tinha alertado para "O Problema dos Altos-Chãos da Madeira: floresta ou pastorícia?", através de um livro com o mesmo título, publicado, em 1996, pela Região Autónoma da Madeira.

O autor escreveu ainda sobre variada temática sócio-cultural, com destaque para “um importante trabalho, do ponto de vista etnográfico”, como demonstram as “Figuras, usos e costumes madeirenses”, publicados no antigo Jornal da Madeira.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=AslroZ7JT8w
O centenário "JORNAL DA MADEIRA", fundado em 27 de março de 1906, surge com um novo formato e renovados conteúdos. A sua matriz inicial sai reforçada como "instrumento da pastoral diocesana e em especial da pastoral da comunicação social".
Numa época de abundante informação-desinformação, muita notícia sem notícia, a publicação de um órgão de comunicação social com a transparência, ética e deontologia que o "JORNAL DA MADEIRA" centenariamente releva, é motivo para saudar esta "renovação" e manifestar saudações duradoras.
Endereço: www.diocesedofunchal.com
Video > https://www.youtube.com/watch?v=TUGXnxVIe_8
Sábado, 13 de Agosto de 2016
Se a felicidade é difícil de alcançar, a nível individual e coletivo, é porque se caminha lentamente para a sua conquista ou vamos muito devagar ao seu encontro.
Além disso, depende muito de como a buscamos, em termos positivos... E talvez aqui esteja o principal problema, pois, a tendência é mais para não acreditar do que confiar.
Neste sentido, faz bem recordar as palavras sábias de Bertrand Russell (1872-1970), um dos mais importantes matemáticos e filósofos do século XX, no seu livro:
A ÚLTIMA OPORTUNIDADE DO HOMEM


"O nosso mundo vive demasiado sob a tirania do medo e insistir em mostrar-lhe os perigos que o ameaçam só pode conduzi-lo à apatia da desesperança.
O contrário é que é preciso: Criar motivos racionais de esperança, razões positivas de viver. Precisamos mais de sentimentos afirmativos do que negativos.
Se os afirmativos tomarem toda a amplitude que justifiquem um exame estritamente objetivo da nossa situação, os negativos desagregar-se-ão, perdendo a sua razão de ser. Mas se insistirmos em demasia nos negativos, nunca sairemos do desespero".
Vídeo > https://www.youtube.com/watch?v=IJcqP9fGBSk
Música > https://www.youtube.com/watch?v=6SvxaNQ6d7M
Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016
Pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, Miguel Torga nasceu a 12 de agosto de 1907, em S. Martinho de Anta. Escritor e poeta, recolheu ao longo da vida experiências importantes para a notável produção literária que o coloca entre os principais autores da literatura portuguesa no século XX.
Esteve emigrado no Brasil, durante a adolescência, formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, cidade onde conviveu com a geração da Revista Presença, com José Régio, Branquinho da Fonseca e outros. Da sua obra literária destacam-se os dezasseis volumes do Diário: A Criação do Mundo, Bichos, e Novos Contos da Montanha.
Como escritor dramático, Miguel Torga publicou Terra Firme, Mar e O Paraíso. Recebeu o Prémio Camões em 1989 e o prémio Vida Literária (da Associação Portuguesa de Escritores) em 1992. Faleceu em 1995.

Alguns dos seus versos foram interpretados musicalmente, como o poema "Santo e Senha", cantado por Fr. Hermano da Câmara:
> Deixem/ passar quem vai na sua estrada./ Deixem passar/ Quem vai cheio de noite e de luar./ Deixem passar e não lhe digam nada/
Deixem, que vai apenas/ Beber água de sonho a qualquer fonte;/ Ou colher açucenas/ A um jardim que ele lá sabe, ali defronte./ Vem da terra de todos, onde mora/ E onde volta depois de amanhecer./Deixem-no pois passar, agora/ Que vai cheio de noite e solidão/Que vai ser uma estrela no chão".
Música > https://www.youtube.com/watch?v=_xMx7a0v7Xk
O jornalismo português está doente, sem norte e sem ética, sem formação e sem cultura do saber. A liberdade de registo de órgãos de comunicação social, sem primeiro assegurar a qualidade redactorial e jornalística, estará no princípio da morte lenta de jornais, revistas, rádios e televisões.
Diários outrora líder de leitores, de vendas e de receitas ("Diário de Notícias de Lisboa" e "A Bola"), entre outros, estão hoje pelas ruas da amargura. Um país com um jornalismo troglodita é um país mal informado, inculto e perdedor.
Para ver as barbaridades escritas sobre o incêndio que atingiu uma pequena parcela do centro histórico do Funchal, basta clicar no endereço abaixo:
> http://www.msn.com/pt-pt/noticias/sociedade/o-que-restou-do-centro-hist%C3%B3rico-do-funchal/ar-BBvwHUR?li=BBoPWjC&ocid=iehp

> "O Governo de Timor-Leste decidiu esta quarta-feira doar dois milhões de euros a Portugal para “reforço da resposta no terreno” para combater os incêndios que assolam o país. Já não é a primeira vez que o faz.
O Governo timorense vai doar dinheiro a Portugal para combater os incêndios. O Conselho de Ministros do Governo timorense reuniu-se de forma extraordinária esta quarta-feira em Díli e decidiu doar dois milhões de euros a Portugal.
A maior parcela deste apoio, de 1,25 milhões de euros, servirá para "apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios". Os restantes 750 mil euros "são para socorro directo às populações afectadas".
> http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/timor_doa_dois_milhoes_de_euros_a_portugal_para_ajudar_a_combater_incendios.html
NB: A televisão SIC adultera a informação ao dizer que os dois milhões de euros são para a Madeira. Uma notícia facciosa a roçar a mediocridade. Porquê? Como podem querer credibilidade?
Recebo e-mails de amigos e de leitores do ROINESXXI com mensagens assustadoras: João, leio nos jornais que "a Madeira está a arder”; “os madeirenses fogem para o mar para não morrerem queimados pelo fogo”; “A ilha tornou-se num inferno”; “turistas em aflição tentam sair da ilha”; etc. etc.
Citam os jornais. Por momentos fico a pensar que as notícias que temos inserido no blogue não têm sido clarividentes.
Vou à banca dos jornais. Quero confirmar o que dizem os amigos e leitores. Não quero acreditar. Títulos, escritos e comentários devastadores. “A ilha da Madeira está a arder”; “O centro do Funchal está deserto, não tem multidões de pessoas de outros dias”. “A ilha do Funchal às escuras”. Passaram dos limites!

A ilha da Madeira com 263 mil habitantes, tem uma área de 742 kms quadrados, 54 kms de comprimento e 23 kms de largura. A capacidade hoteleira é da ordem das 35 mil camas. O Funchal nunca teve multidões de pessoas nas ruas (como podia ter?) e no centro histórico da cidade apenas uma pequena parcela foi atingida pelo fogo.
Os incêndios devastaram, mataram, abateram casas e destruiram bens, mas a ilha não dexou de ter a sua identidade secular. É penoso perder o que tanto custou a construir. Porém, nada na vida é irreversível! Jornalismo não é especulação, é dar a notícia pela notícia.
NB: Ao Paulo Salvador e à Judite de Sousa, da TVI; não existe a "Ilha do Funchal", como terão, alguma vez, dito. A Ilha é a Madeira e o Funchal é a capital do Arquipélago.
Video > https://www.youtube.com/watch?v=GPAnm8iMW8o
Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016
A televisão norte-americana CNN International, presente em 212 países e posicionada entre as estações líderes mundiais de audiências, está a transmitir os incêndios na Ilha da Madeira. Click aqui:
http://edition.cnn.com/2016/08/10/europe/portugal-madeira-wildfires/
A 11 de agosto de 1578, lembra-se a morte do matemático Pedro Nunes, nome grande do Humanismo português e da investigação europeia, autor do "Tratado das Esferas" e do sistema de medição das frações angulares, que esteve na origem do sextante, entre outras teorias marcantes que ainda hoje são dignas de muito interesse por parte dos cientistas.
Professor da Universidade de Coimbra, Pedro Nunes (1502-1578) é considerado o maior matemático português de todos os tempos, tendo a sua obra contribuído grandemente para a dinâmica e o sucesso dos Descobrimentos.
Natural de Alcácer do Sal, era de ascendência judaica. Estudou Filosofia e Matemática na Universidade de Lisboa; e foi cosmógrafo-mor durante o reinado de D. João III. Da sua notoriedade pública e cientista influente nos meios da governação do seu tempo, bastam dois factos que revelam a sua extraordinária competência:
Em 1568, o rei D. Sebastião incumbe-o de estudar a reforma dos pesos e medidas do reino, que seria promulgada em 1575; e dois anos depois, em 1577, o Papa Gregório XIII convida-o para se pronunciar sobre a reforma do Calendário Juliano.
Video > https://www.youtube.com/watch?v=0kZj4g6jgz0
Diante de tantos fogos, Por toda a parte ocorridos,
Neste tempo de verão, Quem não se sente interpelado
E até desafiado, Como simples cidadão,
A atenuar o efeito, Maléfico e destrutivo,
Movido, interiormente, Pelo fogo do Espírito,
Que nos transforma em bombeiros Voluntários do amor,
Que tudo reconstrói, Recria, defende e salva,
Para enfraquecermos Ou impedirmos as chamas,
Que tudo devoram e queimam?!
Indiferença? Não.
Compromisso, sim,
No que depender de mim.
Tens água? Oferece-a, que o fogo apaga.
Apoia os nossos Bombeiros, Com tudo quanto puderes,
Pois, eles sãos os primeiros A defender teus haveres,
Tua vida, casa e bens, Animais, aves e plantas,
Terra semeada e povoada, A assegurar paz e pão,
Esperança recheada,
Na mesa de cada irmão.
Convidado a fazer festa, Para a partilha do pão,
Com todo o que por nós passa, Partindo e repartindo,
Com amor no coração, Porque o pão que nos foi dado,
É dom da divina graça, Para um mundo mais Irmão,
E não um mundo de fomes, Enquanto outros saboreiam
O pão, de barriga cheia.
Maria Lina da Silva, fmm
Lisboa, 09.08.2016
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

O mundo é de todos e todos têm de saber respeitar as leis ancestrais. Nada justifica cometer actos que vão destruir e matar bens e vidas. É um raciocínio absurdo absolver alguém que mata outro. Ver o país a arder porque energúmenos pegaram lume não é o mesmo que causalidade. A situação patrimonial e as perdas humanas são dolorosas demais.
Quem incendiou o país não é digno de continuar a viver neste nosso mundo. Pessoas mortas pelo fogo nas suas residências, como aconteceu, ontem, no Funchal, é uma tragédia inimaginável. Em pleno século XXI saber que há pessoas a morrer queimadas pelo fogo, faz-nos recuar à Inquisição (Idade Média), às fogueiras para queimar vivos os "cristão novos".
Em questão está a punição a aplicar ao pirómano, passível de pena capital. Só quem passa pela situação de morte, em situações fatais (viver ou morrer), estará em melhor condição para não tolerar actos piromaníacos.
Quantos incêndios já ocorreram em Portugal por via de mão criminosa? Quantas pessoas já morreram? Quantos bens se perderam? Quantas casas foram destruídas? Quantos milhões de euros perderam as pessoas e o país? Quantos incendiários foram presos e voltaram a incendiar? Quantos, quantos, quantos???
Ontem, no Funchal, junto a uma moradia onde morreram três pessoas carbonizadas, todos intimavam: : Pena capital para os pirómanos, seja na Madeira, em Portugal ou no Mundo.
Terça-feira, 9 de Agosto de 2016
Reza a história que a Ilha da Madeira esteve sete anos a arder devido à grande dificuldade em “desfazer tanto arvoredo”. Os navegadores portugueses que encontraram a ilha acharam por bem destruir a vegetação pelo uso do fogo.
A ilha esteve a arder entre 1419 e1426, consumindo grande parte da densa vegetação e árvores seculares de grande porte. Tal destruição foi justificada pela difícil acessibilidade ao interior da ilha.
Uma decisão que, durante séculos, alguns historiadores questionaram. Um património exterminado por um incêndio provocado por, ao que hoje se diz, mãos criminosas! Mas não... é que não havia outra solução!
Video > http://videos.sapo.pt/Nzy7NtIrgbUk6v74RnuM


Com rajadas de vento que chegam a atingir os 90 kms/hora e com temperaturas a rondar os 37 graus, o Funchal acordou esta manhã com um dos incêndios mais devastadores de que há memória. Casas consumidas pelas chamas, hospital com mais de 250 doentes evacuado, autocarro e armazéns ardidos,estradas encerradas e florestas a arder, é o cenário que se vive, nesta altura, nas zonas altas da capital madeirense e nalguns concelhos do interior (Ribeira Brava e Ponta do Sol, entre outros).
A Polícia Judiciária já deteve um suspeito de 24 anos de idade. Há dezenas de famílias desalojadas e que perderam tudo o que tinham nas suas residências. Os prejuízos são incalculáveis. Apesar dos titânicos esforços dos bombeiros, as chamas continuam a avançar. Um cenário cruel e devastadora.


Imagens do pavoroso incêndio no Funchal (Madeira).
Fotos "funchalnoticias"