Faleceu, esta noite, em Lisboa, o Prof. Moniz Pereira. Tinha 95 anos e deixa páginas douradas no ecletismo desportivo, em particular no atletismo. Foi um treinador de campeões nacionais, europeus, mundiais e olímpicos, nesta última competição o destaque vai para Carlos Lopes, o primeiro português a ganhar a maratona.
Moniz Pereira, antes de professor de “professores de educação física”, foi atleta federado em várias modalidades, como futebol, andebol, basquetebol, ténis de mesa, hóquei em patins, voleibol e atletismo. Um atleta na cabeceira do desporto português. Chegou ao fim da meta, na vida terrena.
Um sénior que também escreveu inúmeras letras para canções, muitas das quais imortalizadas por nomes consagrados da canção nacional. À família enlutada roinesxxi (blog sénior), endereça sentidas condolências.
Paz à sua alma.
Quem pensa que a natureza reside apenas naquilo que conhecemos está a limitar o muito mais que o universo guarda. Numa mina de sal, em Carcóvia (Polónia), com mais de 300 metros de profundidade, há um impressionante lugar de fé visitado por mais de um milhão de pessoas/ano. Cick no endereço (video) abaixo e venha conhecer a capela mais profunda do mundo.
Video > http://www.cancaonova.pt/mina-de-sal-a-fe-escondida-no-subterraneo/
Assim é considera a capela construída junto a uma alta rocha de basalto, na Travessa das Capuchinhas, Funchal (Madeira). No seu interior há um pequeno altar de madeira simples, alguns frescos (pinturas) e um painel de azulejos com as iniciais PNAM - Pai Nosso, Avé Maria.
A capela mais pequena do mundo foi edificada em 1781 por Roque de Araújo, natural de Viana do Castelo, e é dedicada às almas do Purgatório. Actualmente é propriedade da Misericórdia do Funchal, instituição fundada a 27 de julho de 1508.
Próximo desta capela fica o convento de Santa Clara, mandado construir pelo segundo capitão - donatário da Madeira, João Gonçalves da Câmara, nos finais do século XVI, para recolher as filhas da nobreza local.
As obras ficaram concluídas em 1497, data em que foi também recebida a primeira comunidade de freiras clarissas.
O "espelho", objeto banal do nosso contentamento e indispensável na montra das nossas aparências, "fascínio" a que ninguém resiste, tem muito de histórias, lendas e contradições. Ao princípio era a frase, tirada do conto "Branca de Neve", dos irmãos Grimm:
“Espelho, espelho meu, existe no mundo alguém mais bela do que eu?”; depois tornou-se num símbolo de "luxo" da burguesia, da aristocracia..., e de "pecado", como ofensa à verdadeira beleza e imagem de Deus; até se resumir num olhar de "ilusões", "orgulhos" e "vaidades", que mostram superficialmente "o que somos" e o desejo que "queremos ser", conforme as situações de cada momento.
Como dizia alguém, o espelho "é um refúgio, um abrigo", que tanto poder elevar a nossa auto-estima, como rebaixar os nossos sentimentos, tudo depende da maneira como é usado.
Por um lado, vemos no espelho o que queremos que os outros vejam de nós; e, por outro, estabelecemos com o espelho um conjunto de cumplicidades, um depósito invulgar de emoções a que se pode recorrer de vez em quando, qual Narciso a contemplar eternamente a sua imagem...
O mesmo talvez se possa dizer, hoje em dia, do que acontece com as fotos e os vídeos..., sempre imagens especulativas que gostamos de ver, observar, elogiar.
Sempre assim foi, o que, em termos mais profundos, pode traduzir uma procura, uma busca pelo verdadeiro "ser", pela consciência de si mesmo; mas porque não vivemos o tempo suficiente, queremos antecipar essa identidade única que diz respeito a cada um e fixar tudo numa auto-representação, auto-retrato ou autobiografia.
Entre o "eu" e o espelho, estabelecem-se "reflexos" e "semelhanças" de encantar, que tanto podem resultar em bem ou em mal, depende dos "modelos" ou "estruturas" mentais com que acolhemos a imagem refletida, das alegrias, dos receios ou desafios como encaramos o que vimos.
A este respeito, há um conto coreano do século XVIII que relata o seguinte: um pobre camponês, para satisfazer o "único sonho" da mulher, que era ter um "espelho de bronze", fez tudo o que podia e não podia para o conseguir comprar, sem prever que esse objeto seria causa de muita discórdia...
Mal chega a casa, a mulher não se reconhece na figura que via no espelho e começa a insinuar que o marido tinha uma amante... O marido pega no espelho e vê ali um homem que também não conhece, mas entende que seja o amante da mulher.
Resultado, só discussões, brigas, gritos, insultos...; até que os dois foram pedir ajuda à máxima autoridade lá da terra que, frente ao espelho, também confundiu a sua própria imagem com a de um funcionário vestido de uniforme à maneira... Seria o seu sucessor no cargo... será que tinha sido destituído e não sabia?!
Conclusão, do simples e inocente "espelho" pode-se esperar tudo: nele podemos construir a imagem que queremos e desejamos, mas, nele também podemos assistir à nossa própria destruição.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=9AQ3Fcb3sjk&feature=related
POKEMON GO está na moda, está na vossa casa, está onde você estiver. Você está a ser vigiado sem saber. Não há grátis. Tudo tem um preço. Câmaras de vigilância nas ruas, nas cidades e em muitos lugares públicos, alegadamente por questões de segurança, há muito estão instaladas. A privacidade deixou de existir.
Agora, com o POKEMON GO é bem pior. Ao fazer a ligação (ao conectar-se), esteja onde estiver, fica automaticamente visível e identificado o local, onde, quem, o meio, tudo à sua volta... o perigo à vista. O que começa por ser um jogo, uma brincadeira, pode tornar-se num pesadelo.
Leia com atenção o conteúdo do endereço abaixo:
Click aqui > http://resistir.info/eua/pokemon.html
Humor sarcástico exponencial sem beliscar mas a morder as orelhas de dois grandes vultos da história. Churchill e Einstein são dois monstros de talento reconhecidos pela sua inteligência ao serviço do saber e da humanidade. Nem um nem outro ficam ofendidos pela subtileza da abordagem.
Churchill sempre apreciou um bom vinho (em especial o da casta "malvasia" da ilha da Madeira) e Einstein (amigo do cônsul Aristides de Sousa Mendes, o português que salvou milhares de judeus da morte) dedicou toda a sua vida à investigação.
Cartas inéditas prenhes de ironia com pólens de nobreza.
All this is culture!
Video (Churchill) > https://www.youtube.com/watch?v=wotqej-_ua8
Video (Einstein) > https://www.youtube.com/watch?v=skCgwRGHWeY
O Aeroporto da Madeira passou a chamar-se, a partir do dia 23 deste mês, Aeroporto Cristiano Ronaldo. A decisão foi do governo da região, tendo em consideração o estatuto que o madeirense tem de melhor futebolista português de todos os tempos (segundo a Federação Portuguesa de Futebol), e ter sido eleito (pela FIFA e UEFA), por diversas vezes, o melhor do mundo.
Desde a sua inauguração, em 8 de Julho de 1964, a identificada infra-estrutura já teve três nomes: Aeroporto de Santa Catarina, Aeroporto do Funchal e Aeroporto da Madeira. O design terá a nomenclatura: AEROPORTO INTERNACIONAL CRISTIANO RONALDO / MADEIRA, a exemplo do Aeroporto Sá Carneiro / Porto, Aeroporto Humberto Delgado / Lisboa e Aeroporto João Paulo II /Açores.


Dotado de modernas infra-estruturas, o Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo dispõe de uma pista com 2.781 metros, apta para receber aviões de grande porte (Airbus 340 ou Boeing 747) e uma plataforma de estacionamento para vários aviões em simultâneo.
No ano passado, o movimento de passageiros no principal aeroporto da Região Autónoma da Madeira ascendeu a cerca de 2,5 milhões, registando um recorde de turistas provenientes de várias partes do mundo.
Cristiano Ronaldo (CR7), 31 anos, natural do Funchal, é o melhor futebolista do mundo da actualidade.

O museu CR7, na capital madeirense, inugurado em 15 de dezembro de 2013, é dos mais visitados do país, com significativa presença de turistas estrangeiros.
A Quetzal editores vai publicar, a partir de setembro próximo, uma nova tradução da Bíblia, a cargo de Frederico Lourenço, tradutor reconhecido das línguas clássicas, ensaísta e poeta.
Esta "nova Bíblia" terá 80 livros (em vez de 73), em seis volumes, e será a primeira do género a ser lançada em Portugal e “a mais completa jamais publicada em português”, assegura o editor.
Em setembro sai o primeiro dos seis volumes, dois dedicados ao Novo Testamento, 4 para o Antigo. O último volume está previsto para sair em 2019.
(Frederico Lourenço)
A edição da Quetzal foi apresentada por Francisco José Viegas, esta quarta-feira, na Cinemateca em Lisboa, e tem por base a Bíblia Grega, também conhecida por Bíblia dos Setenta, escrita entre os séculos I e o VII depois de Cristo.
Sobre o trabalho de tradução, o editor garante ainda que é o resultado de “uma enorme coragem do Frederico Lourenço, que transformou um sopro num relâmpago”.
A preocupação com a linguagem, que será visível nas centenas de notas de rodapé que esta edição incluirá, permitiu criar uma edição que, na opinião de Viegas, é também “duplamente literária”.
“É literária porque respeita o grego — não foi feita para se encontrar nela uma revelação. É literal porque é um texto que é belo no grego e que agora é belo no português”.
Os seis volumes da nova tradução serão publicados “mais ou menos” de seis em seis meses, numa ordem diferente do convencional, que pretende ajudar os leitores a compreenderem melhor a Bíblia.
Frederico Lourenço é docente nas faculdades de Letras da Universidade de Lisboa e de Coimbra, publicou vários ensaios sobre a cultura helénica, traduziu os poemas épicos "Odisseia" e "Ilíada", ambos atribuídos a Homero (928 e 898 antes de Cristo).
No ano passado, publicou "O livro aberto: Leituras da Bíblia", em que afirma no prefácio: "Independente, porém, de uma questão de fé, a Bíblia pode ser lida como o mais fascinante livro alguma vez escrito".
Orléans, património mundial da UNESCO, é uma cidade jardim. É das urbes mais asseadas da Europa, com sujidade praticamente ausente em todo o espaço citadino. Aqui vivem cerca de 115 mil habitantes, o clima oscila entre inverno rigoroso e calor tropical. Ontem, pelas 14 horas, os termómetros registavam 40,3 graus centígrados, motivo para poucas pessoas nas ruas.
Situada no Vale de Loire, Orleáns é das cidades francesas com um dos melhores índices de “qualidade de vida”. Anos antes da era de Cristo já por aqui andavam romanos e outros povos cujos vestígios são visíveis no seu património, com mais de dois mil anos. A célebre Joan d’Arc (1412-1431, morreu aos 19 anos de idade), temível guerreira e arguta combatente, nasceu nesta cidade e aqui tem um museu com o seu nome e todo o seu espólio.
A frase - "há mar e mar, há ir e voltar", tão amplamente conhecida dos banhistas portugueses e não só, tem a assinatura de uma grande poeta contemporâneo: Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões (1924-1986), falecido há 30 anos, no mês de agosto.
Foi um importante membro do Movimento Surrealista Português. Descendia de famílias irlandesas. Autodidata, trabalhou como profissional de publicidade e escreveu poemas que ficaram imortalizados na voz e na interpretação de fadistas como Amália Rodrigues e Mariza:
Música (Gaivota) > https://www.youtube.com/watch?v=bhagDjqN_ww
Video (declamação) > https://www.youtube.com/watch?v=Atjs5NJ7Ibo
Foi há 60 anos, no dia 26 de julho de 1956, que o Egito nacionalizou o Canal do Suez, com Nasser na chefia do Estado. Reino Unido, França e EUA ameaçaram de imediato cortar os investimentos financeiros.
O Canal, com 193 km de comprimento, localizado no Egito, entre o Mediterrâneo e o mar Vermelho, foi inaugurado em 1869 com várias "cabeças coroadas", como Francisco José. Construído durante dez anos pelos franceses, teve à frente do projeto Ferdinand de Lesseps, muito apoiado por Napoleão III.
Na cerimónia inaugural participou também o escritor Eça de Queiroz, então com 24 anos de idade, acompanhado pelo seu futuro cunhado, o conde de Resende; sobre o acontecimento fez várias reportagens publicadas, em 1870, no DN de Lisboa, com alguma ironia e toque boa disposição.
Tudo isto está relatado no livro "O Egipto, Notas de Viagem", em que Eça dá-nos uma descrição pormenorizada da cultura egípcia da época, e para a qual, como grande observador e futuro diplomata, estava muito atento e interessado.
Entretanto, no ano passado (agosto de 2015), foi inaugurado oficialmente o novo Canal do Suez, de 72 km, que permite a navegação em dois sentidos de barcos de grande porte, o que equivale actualmente a sete por cento do comércio mundial através da navegação marítima.

Não há nada como os factos da História a lembrar o que rapidamente se esquece, mas dificilmente se evita... Os registos históricos não mentem, sobretudo quando a situação implica revolta ou se traduz num grande acontecimento.
É o que se pode recordar, por exemplo, do ano de 1856, no mês de agosto, data de início da chamada "Revolta das Subsistências em Portugal".
Por causa do mau ano agrícola (no outono de 1855 houve grandes chuvadas e cheias), o povo não esteve para meias medidas, exigindo maior ajuda da parte dos governantes com várias manifestações em Lisboa, tumultos e assaltos a lojas, sendo então autorizadas importações de géneros alimentícios.
Ainda nesse ano de 1856, mas em outubro, dá-se a viagem inaugural de comboio entre Lisboa e o Carregado, de 37 quilómetros.
Este primeiro comboio ostentava o nome de D. Luís e era uma importante promessa de desenvolvimento para o Portugal de Oitocentos, garantindo rápidas ligações de pessoas e mercadorias.
Fontes Pereira de Melo, como Ministro das Obras Públicas, foi o grande comandante da modernização das vias rodoviárias e do arranque do caminho de ferro no nosso País.
A rede ferroviária expandiu-se depressa nos anos seguintes e, em 1861, o comboio chega à fronteira com Espanha, em Badajoz, e no ano seguinte faz-se a ligação entre Lisboa e o Porto.
No entanto, só mais de meio século depois, em 1916, a ligação ferroviária nacional ficaria praticamente concluída e a consciência popular despontou para as verdadeiras realidades, através dos frequentes contatos e troca de experiências.
Como diz o ditado, "venham mais que nós podemos com o fardo".
Hoje, a mobilidade diversificou-se extraordinariamente e com abundantes meios de transporte à escolha de cada um.
Já agora, como leitura de férias, sugerimos as "Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett, uma delícia!
(Mural In Convento do Varatojo)
A arte denominada Muralismo (pinturas murais) começou na primeira década do século XX, no México. O primeiro passo foi dado por um grupo de intelectuais contestatários da revolução mexicana em marcha.
A pressão totalitária exercida pela governação sobre a política, o social, as áreas económica-financeira, fez surgir forte contestação do povo mexicano.
As pinturas nos muros eram usadas como denúncias que abalaram e impediram o governo de ir mais além. Muralismo com mensagem objectiva.
Maria João Pires, uma das maiores pianistas portuguesas da actualidade e intérprete notável das músicas de Chopin, nasceu em Lisboa a 23 de julho de 1944.
Apreendeu a tocar piano muito pequenina e deu o seu primeiro recital aos 5 anos de idade. Aos 7 anos, já tocava músicas de Mozart. Recebeu o Prémio Juventude Musical Português aos 9 anos. Estudou no Conservatório de Lisboa (entre os anos de 1953 e 1960) e, mais tarde, na Alemanha.
Ficou conhecida internacionalmente, em 1970, depois de ter ganho o Concurso Internacional do Bicentenário de Beethoven, promovido pela União Europeia de Radiodifusão. Tocou em grandes orquestras internacionais, na Europa, Canadá, Japão, Israel, Estados Unidos...
Nunca deixou de sonhar com um grande projecto para o seu país de origem, como prova o Centro de Belgais (em Castelo Branco), que fundou e dirigiu, destinado a impulsionar o estudo de artes em Portugal. No entanto, devido a alguma incompreensão da parte das entidades portuguesas e à falta de apoios, mudou-se para o Brasil, em 2006.
O fado é uma das expressões mais significativas da língua portuguesa, devido aos autores das letras, compositores e, sobretudo, dos seus intérpretes. Neste último caso, a fadista Amália Rodrigues está no lugar cimeiro ou no patamar das principais celebridades. É uma referência neste campo para todas as gerações, apesar de já não se encontrar entre nós...
Se fosse viva, faria hoje (23 de julho) 96 anos. Amália viveu entre 1920 e 1999, tendo deixado marcas para todos os tempos. Filha de um músico da província que tentara a sua sorte em Lisboa, nasceu na freguesia lisboeta da Pena e, desde criança, revelou dotes artístico, apesar de exibir uma certa timidez.
Começou a cantar para os vizinhos, que lhe pediam, mas no meio de um ambiente pobre teve que aprender uma profissão, tendo então escolhido o ofício de bordadeira, ao mesmo tempo que vendia fruta no Cais da Rocha, entre outras múltiplas tarefas.
Participou em marchas populares de bairro, sempre com distinção, e estreou-se profissionalmente, em 1939, no Retiro da Severa, a casa de fados mais famosa da altura. A partir dai, nunca mais parou... e o seu nome começou a aparecer em todos os cartazes da fama, entre nós e no estrangeiro, nos mais famosos palcos do mundo.

Fez também cinema e teatro de revista. Cantou os grandes poetas da língua portuguesa (Camões, Bocage), além dos poetas contemporâneos que escreveram para ela, como David Mourão-Ferreira; e ousou interpretar versos de cariz político; por exemplo, o seu fado de Peniche foi proibido por ser considerado um hino aos que se encontravam presos em Peniche; Amália escolheu também um poema de Pedro Homem de Mello, "Povo que Lavas no Rio", que ganhou igualmente uma dimensão política.
Com a chegada da democracia, em 1974, foram-lhe prestadas grandes homenagens. Foi agraciada com o Grau de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique pelo então presidente da República, Mário Soares.
Em 1989, em França, depois da Ordem das Artes e das Letras, recebeu das mãos do presidente Mitterrand a Légion d'Honneur, entre muitas outras distinções que lhe foram também outorgadas pela imensa popularidade que gozava entre os inúmeros fãs.
Em 1997, a Valentim de Carvalho editou o seu último álbum com gravações inéditas, realizadas entre 1965 e 1975. Amália publicou ainda em vida um livro de poemas. A "diva do fado", como ficou conhecida, despediu-se de todos nós a 6 de Outubro de 1999, pouco depois de regressar da sua casa de férias no Alentejo.

No seu funeral, centenas de milhares de lisboetas desceram à rua para lhe prestar uma última homenagem. Sepultada no Cemitério dos Prazeres, o seu corpo foi, posteriormente, trasladado para o Panteão Nacional, em Lisboa, onde repousam as personalidades consideradas expoentes máximos da nossa nacionalidade.
Como sublinham os especialistas na matéria: "Amália Rodrigues representou Portugal em todo o mundo, divulgou a cultura portuguesa, a língua portuguesa e o fado."

Amanhã, sábado, 23 de julho, passam 40 anos sobre a tomada de posse do I Governo Constitucional (de 1976 a 1978), então liderado por Mário Soares.
Com um elenco de notáveis, com provas já dadas noutros corredores do poder, como Henrique Medina Carreira (ao tempo com 44 anos de idade); António Barreto, que ficou conhecido pela "Lei Barreto" relativa à "Reforma Agrária" e que tinha trabalhado para a ONU em setores ligados à agricultura; Almeida Santos e Rui Vilar, entre outros.
Figura de relevo neste Governo também era Henrique de Barros (1904-2000), como Ministro de Estado, e que desde jovem se destacou na luta contra o regime ditatorial do Estado Novo.
Para assinalar esta data histórica e em homenagem a estes "pioneiros" da democracia constitucional, num tempo em que ainda existia o "Conselho da Revolução" - órgão político e legislativo, que representava o Movimento das Forças Armadas - decorre, amanhã, uma cerimónia patrocinada pelo primeiro-ministro, para a qual foram convidados todos os antigos primeiros-ministros e presidentes da República.
Video > http://www.rtp.pt/arquivo/index.php?article=2249&tm=33&visual=4

João Godim
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