No essencial, todos repetimos, dizemos, decidimos, planeamos, o que outrora outros já disseram, se bem que em contextos diferentes, mas sempre com uma linha a apontar caminhos há muito começados...
É o que dá para ver nas declarações politicamente correctas dos notáveis da nossa sociedade, exibidas até à exaustão, numa tal "feira de vaidades", como se fossem os originais e os mais importantes, descartando tudo o resto, como se tivessem nascido de uma geração espontânea, sem nada deverem a ninguém!
Isto faz lembrar a famosa frase atribuída ao poeta Fernando Pessoa (1888-1935) - “Navegar é preciso; viver não é preciso", com mil e uma interpretações, conforme as realidades e conveniências de cada época ou momentos de cada um.
A frase é mundialmente conhecida, mas não pertence ao autor da Mensagem, nem aos Lusíadas de Luís Camões, como também se pretende fazer crer, apesar de ter sido divulgada ao longo dos séculos pelos poetas, com destaque para o italiano Petrarca que a retirou da obra "Vida de Pompeu", escrita pelo romano Plutarco (106-48 AC).
Pompeu foi um grande general romano que, para animar os seus subordinados, então obrigados a viagens marítimas fortemente condicionadas pelo medo do desconhecido, a par das fortes tempestades, se recusavam a navegar durante a guerra... E daí a célebre frase, em latim: "Navigare necesse; vivere non est necesse" - uma afirmação com mais de dois mil anos!
O próprio Fernando Pessoa a reconheceu e adoptou-a para o trabalho criativo no seguinte poema:
> Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: “Navegar é preciso; viver não é preciso". / Quero para mim o espírito desta frase, / transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário; / o que é necessário é criar (...)".

Também através da música esta frase marcou lugar no nosso tempo, com o disco "Os Argonautas" de Caetano Veloso (em 1969), e mais tarde interpretado por cantoras como Elis Regina, Maria Betânia e Ângela Maria.
Dizem os entendidos que se trata de "um fado, em homenagem à cultura portuguesa, ao mar e à mítica viagem dos Argonautas comandados por Jasão (em metáfora aos navegadores portugueses)", há 500 anos, e de quem somos herdeiros, agora por outros mares da política, do desporto...
Já agora, talvez seja necessário que a seleção portuguesa de futebol se deixe de "vaidades", hoje, perante a Polónia, e navegue sem medos, pois, parafraseando aquela frase centenária - "ganhar é preciso, dar espectáculo não é preciso". Antes ganhar a jogar mal do que perder a jogar bem!
As festas de verão nas aldeias portuguesas são as mais genuínas e as mais antigas de que há memória. Da música ao cantar, da bebida ao cozido, da dança ao ritmo, tudo volta ao passado sob a luz do presente.
Os emigrantes retornam, em férias, nos meses de julho, agosto e setembro, para a festa que lhes fala grosso modo da sua juventude. As festanças nas aldeias portuguesas contém seculares pergaminhos sociais e religiosos inolvidáveis.
Tudo apostos, a festa vai começar!
Procissão > https://www.youtube.com/watch?v=fD9W5oMm3Pw
As férias, em geral, sugerem mais tempo disponível para ler livros e, em termos de descanso e descontração, para nos deleitarmos com boas e oportunas leituras. Neste contexto, sugerimos duas obras com um interesse especial, publicadas no passado mês de Maio, com referências ao nosso país, relatos bem acessíveis, e que têm como título:
"Aventuras e Aventureiros da Expansão Portuguesa. Navegadores, Degredados, Espiões, Rinocerontes...", de Sérgio Luís de Carvalho, especialista em História Medieval; e "Portugueses do Brasil & Brasileiros de Portugal", da escritora e jornalista Leonor Xavier. São dois livros muito úteis para a compreensão de outros tempos e tempos actuais, e que cativam pelo seu conteúdo, desde a primeira à última página.
Neste breve apontamento, dizemos algo mais sobre o livro de Leonor Xavier, licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e que viveu no Brasil entre 1975 e 1987. Trata-se de um livro de entrevistas com várias personalidades da cultura e da sociedade luso-brasileira, entre eles, os escritores Carlos Drummond de Andrade e Jorge Amado, o saudoso Professor Agostinho da Silva, a atriz Fernanda Montenegro, os músicos Caetano Veloso e Sérgio Godinho, o pintor Júlio Pomar...
Leonor Xavier reconhece que ainda há muito por descobrir entre os dois povos irmãos e “era importante descobrir aquilo que as pessoas brasileiras, conhecidas e reconhecidas, tinham a dizer sobre as suas relações com Portugal e os portugueses”, não tanto no espaço público, mas mais em privado, não tanto em discursos oficiais, mas mais na realidade.
“Nas tradições, na gastronomia, nos hábitos, a cultura portuguesa tem muitas coisas no Brasil”, realça Leonor Xavier, que, na obra, refere, por exemplo, a relação do escritor Carlos Drummond de Andrade com a cultura portuguesa e relata o que lhe contou a atriz Fernanda Montenegro sobre como os bastidores do teatro brasileiro estavam nas mãos de artesãos portugueses e os actores tentavam a pronúncia do português de Coimbra.

O livro recorda também o que “pouca gente” sabe: que a atriz e produtora cultural Ruth Escobar, o empresário Valentim dos Santos Diniz, que fundou o Pão de Açúcar, ou o “consagradíssimo” designer Joaquim Tenreiro são, afinal, portugueses.
“Há muito desconhecimento”, observa a jornalista/escritora. “Este foi o trabalho da minha vida, e continua sendo”, assume Leonor Xavier, conhecida no Brasil como “garimpeira de gente. Por procurar as pessoas e as suas histórias de vida, "como se estivesse no garimpo a encontrar pepitas de ouro na terra da serra, na areia do rio", escreve a autora na introdução.
Jean-Claude Juncker (à direita na imagem), presidente da Comissão Europeia, protagonizou, ontem, uma cena que demonstra bem quanta hipocrisia existe no seio da dita família europeia. Depois de ter criticado os eleitores do Reino Unido por terem votado a favor da saída da União Europeia, Juncker dirigiu-se ao eurodeputado inglês Nigel Farage e questionou-o com a dura frase: “O que está aqui a fazer?”.
Foi um momento de alta tensão, ameaçador, com Juncker a deixar cair a máscara do sorriso fingido e rosto maquilhado. Ninguém se atreveu a contrariar o sr.presidente da CE, excepto Marine Le Pen, por razões óbvias, porque também quer um referendo em França.
Juncker quis mostrar uma autoridade que não tem, nem o facto de ser presidente da Comissão Europeia lhe concede o direito de ofender os eurodeputados. A sua intervenção acusatória e ameaçadora fez com que perdesse a razão. O riso que cultiva e os beijinhos que dá assentam bem na hipocrisia junckeriana (... falsos como judas).
NB: Por aqui se vê, sem legendar, parte do porquê a União Europeia estar a fracassar. Líderes???
> Imagens obtidas nos noticiários das televisões, a partir das 20 horas de ontem. Tal e qual.
A 31.ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna vai realizar-se entre os próximos dias 5 e 21 de agosto, no Rio de Janeiro (Brasil). Trata-se do maior evento desportivo a nível mundial e simboliza a verdadeira confraternização entre atletas de vários países.
Além do convívio e da aposta em derrubar recordes, neste acontecimento há também o interesse em testar as mais recentes inovações, em particular no campo das tecnologias.
É o que se prevê nestes Jogos "Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016", com uma "revolução tecnológica" a acontecer nos bastidores para assinalar os pormenores das competições e melhorar o acesso visual dos espectadores. Entre as novidades estão "contadores subaquáticos, alvos eletrónicos, sistemas de GPS em canoas e até realidade virtual".
Os Jogos Olímpicos nasceram na Grécia Antiga, como uma homenagem a Zeus, pai de Hércules. Segundo a mitologia, a competição começou quando Hércules chegou à Ilha de Creta, onde construiu um Estádio para a prática de corrida.
Com os gregos, os jogos (com cerca de 300 edições) tinham um carácter nobre e competitivo, e os vencedores eram equiparados aos deuses. No tempo dos Romanos, as Olimpíadas transformaram-se em fortes "duelos", a ponto do Imperador Teodósio II proibir a sua realização.
Muitos séculos depois, nos finais do século XIX, o Barão de Coubertin (Pierre de Fredi, francês) decidiu recriar a competição; para tal, instituiu em junho de 1894 o Comité Olímpico Internacional; em 1896 ficou definido que a competição mundial aconteceria de quatro em quatro anos, numa nação diferente (só foram interrompidos durante a I e a II Guerras Mundiais).
A primeira realização dos Jogos da Era Moderna foi em Atenas, no ano de 1896, entre 6 a 15 de abril, com delegações de 14 países, 241 atletas e nove modalidades. O objetivo do Barão de Coubertin era promover o ideal olímpico de "harmonia, igualdade e desenvolvimento" através do desporto, sem preconceitos ou discriminação religiosa, política, social ou racial.
Actualmente, os Jogos Olímpicos reúnem delegações de mais de 200 países; a última edição foi em Londres, em 2012.
Salazar terá sido dos governantes mais medrosos que Portugal teve, no século XX, cujo mandato levou os portugueses para a pobreza, analfabetismo, submissão e ansiedade.
Porém, outros governantes não menos medricas amedrontaram e causaram grandes transtornos ao país, como Cavaco Silva, José Sócrates e mais recentemente Passos Coelho.
A democracia deu liberdade aos portugueses, outrossim criou governantes acanhados e medrosos. Os discursos da insegurança causam depressão.
António Costa (primeiro-ministro) e Marcelo Rebelo de Sousa (presidente da República) estão a dar aos portugueses a esperança e o sorriso que há muito não se via. Nada se consegue sob o medo mas muito é possível alcançar com o optimismo.
“Vivemos do futuro, não do passado”, observa o prof. António Coimbra de Matos, em entrevista ao jornal Público: www.publico.pt/sociedade/noticia/-1723592 . “Somos um país de medrosos”.
Que se pode esperar de um pais com governantes pusilânimes, tímidos e com falta de confiança?
Por estes dias, e parafraseando William Shakespeare, "sair ou não sair, eis a questão" - talvez se possa dizer relativamente aos resultados do referendo do Reino Unido sobre a União Europeia..., referendo que poderá ter, hipoteticamente, uma segunda volta, conforme petição que está a ser preparada...
Como um grande país europeu que é, o Reino Unido dá lições de democracia ao mundo e não teme as tempestades, pois, o seu povo há séculos que habita uma ilha fustigada por ventos e marés de várias direções.
Daí que os "choques ou terramotos" que a recente escolha popular tenha provocado talvez possam ser benéficos, a médio e longo prazos, para todos os outros povos da União Europeia, com particulares chamadas de atenção às políticas dos seus actuais responsáveis governamentais.
"Não há mal que sempre dure", diz o ditado; e nada de novo acontece no "reino de sua majestade".
Como dizia também o grande estadista britânico Winston Churchill (1874-1965) sobre as Nações Unidas, cuja Carta foi assinada em junho de 1945, em São Francisco, nos EUA, por representantes de 50 países: "A Organização das Nações Unidas não foi constituída para nos conceder o céu, mas para nos livrar do inferno".
Os exageros nascem e florescem sempre que algo de inesperado acontece. Bastou o Reino Unido confirmar a saída da União Europeia para que se desse início a uma metafórica jangada em mar encapelado e em vias de naufrágio fatal.
O mais arrepiante é que tais projecções são feitas por altos responsáveis políticos, governantes e comentadores considerados iluminados sobre estas e outras matérias. Como dizem na minha terra. "vão mas é cavar", ou seja, deixem-se de mexeriquices e vão trabalhar.
NB: Chamar união à União Europeia é uma ofensa para milhões de cidadãos europeus.
A RTP1 cometeu um erro de palmatória e, ao que veio a público, não quis admitir a gaffe, o que torna o erro ainda mais grave. À pergunta "Deve o Reino Unido permanecer membro da União Europeia ou deixar a União Europeia?", a RTP1 colocou duas opções de resposta iguais: "Permanecer" e "Ficar". Errar é humano, não admitir o erro é burrice!
Foi no dia 24 de junho de 1128 que se fundou a "nacionalidade portuguesa", quando D. Afonso Henriques venceu as forças de D. Teresa na Batalha de S. Mamede (em Guimarães).
Os motivos que levaram a este confronto histórico prendem-se com as pretensões e crescente influência dos "condes galegos no governo do condado Portucalense". A revolta contra esta situação foi protagonizada pelos principais "infanções de Entre Douro e Minho", que escolheram para líder D. Afonso Henriques (filho de D. Henrique, já falecido naquela época, e de D. Teresa).

Entre os principais "barões portucalenses" que participaram naquela Batalha destacam-se também Soeiro Mendes de Sousa, "O Grosso", Gonçalo Mendes de Sousa, Egas Moniz de Ribadouro, "O Aio", e Gonçalo Mendes da Maia, "O Lidador". Séculos mais tarde, o escritor e historiador Alexandre Herculano (1810 – 1877), recriou a morte deste herói na obra “A Morte do Lidador”.
Além de Herculano, outros especialistas em História Medieval, como o historiador José Mattoso, consideram a Batalha de S. Mamede como uma verdadeira "revolução", por "ter envolvido, num movimento coletivo, a maioria dos senhores do norte de Portugal e se ter verificado uma crise política que foi resolvida graças à agregação das forças de uma considerável quantidade de intervenientes".
“DEUS E MEU DIREITO" é o lema do Reino Unido (RU), união de países constituída em 1707. Com uma população acima dos 63 milhões, o referendo de ontem veio confirmar que 51,7 % dos britânicos votaram a favor da saída do RU da União Europeia. Uma vitória do voto em liberdade. "A UE perde o Reino Unido" título que releva teses contraditórias sobre a união comunitária europeia.
Quem melhor que os ingleses para dizer o que é melhor para o seu país? A adesão do Reino Unido à UE data de 1 de Janeiro de 1973. Dentro de dois anos, a Grâ-Bretanha estará definitivamente fora da UE, estar a projectar cenários é chover no molhado. A única verdade nua e crua é que a saída da RU é uma pesada derrota para a UE.
Hino da Inglaterra > https://www.youtube.com/watch?v=79vTlTzzPBM
Unidos marcámos três golos à Hungria, somámos três pontos em três empates, nos três jogos da primeira fase do Euro/2016, em França. Um alegre pecúlio para o Portugal dos futebóis e para todos aqueles que vão a todas as festas sem serem convidados. Sábado há mais tormenta, com Portugal a defrontar a Croácia, no tudo ou nada. Uno e trino passámos à fase seguinte.

Foi aleluiático ver o presidente Marcelo, no final do jogo de Lyon, a cumprimentar os jogadores, em descompressão, pela vitória (empate 3-3). Fez-nos lembrar Merkel, no mundial do Brasil, na cabine, com os jogadores em cuecas, em gotas de transpiração e bafos de cansaço, a festejar o título mundial de futebol que a Alemanha acabava de conquistar.
São nestes momentos que vejo a força que o futebol tem. São gestos que servem para pôr à prova os sentimentos e estímulos do poder. Merkel fez questão de ser fotografada, na cabine, com os jogadores em cuecas e a foto, que correu mundo, foi muito elogiada pelos alemães e não só. Marcelo não pediu foto nas cabines e compreende-se, afinal nada está ganho.
Em jeito de crónica diremos que, nos três jogos efectuados, a nossa selecção não mostrou estofo para ganhar o Euro. Só os fariseus dão favoritismo a Portugal, têm outros interesses e fazem do futebol um trampolim para vender mais jornais e subir as audiências.

Para quem anda há largos anos no futebol sabe que Portugal não é favorito como nunca foi e por isso mesmo nunca ganhou um título a nível de selecções principais. Seria um feito histórico se tal acontecesse. Sim, não, reticências!
Uma coisa parece irrefutável: O bafo do futebol atrai os líderes políticos de todas as cores e ideologias. Vamos lá saber porquê?
Celebra-se, neste mês de junho (dia 29), o 116.º aniversário natalício do escritor e aviador francês Antoine de Saint-Éxupery, autor de "O Principezinho", "Cidadela" e "Voo Nocturno".
A sua morte, aos 44 anos de idade, num acidente de aviação (sobre o Mar Mediterrâneo) ainda hoje permanece um mistério, mas aumentou a devoção mítica à volta da sua própria vida e dos vários livros que legou aos contemporâneos e gerações futuras.
A sua personalidade e escrita continuam a ser um desafio permanente à condição humana. "O Homem distingue-se dos homens. Nada se diz de essencial acerca da catedral se apenas falarmos das pedras. Nada se diz de essencial a respeito do Homem se procurarmos defini-lo pelas qualidades humanas", escreveu.
Antoine de Saint Exupéry ficou particularmente conhecido com o livro “O Pequeno Príncipe”, publicado em 1943, um dos mais famosos best-sellers do pós-guerra, que vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo e foi traduzido em 180 línguas.

O autor nasceu na cidade de Lyon (França), descendente de famílias nobres. Estudou nos melhores colégios, mas a sua paixão de sempre foi a aviação. Ajudou a implantar as rotas de correio aéreo em África, América do Sul e Atlântico Sul. Durante a II Guerra Mundial trabalhou na Força Aérea dos Estados Unidos e fez voos de reconhecimento para os aliados.
Das Caravelas aos Cruzeiros vai uma distância de oito séculos. Qual das embarcações a mais importante? Com as Caravelas os portugueses descobriram novos mundos, com os gigantes navios não há descobertas mas singularidades turísticas que povoam as "novas mentes" da humanidade. Progresso... ou retrocesso!? Caravelas e Cruzeiros escreve-se com "C".
Benoîte Groult, uma das mais notáveis escritoras francesas do século XX, faleceu, ontem, aos 96 anos. “Ela morreu durante o sono como queria, sem sofrer”, referiu sua filha, Blandine de Caunes.
Benoîte Groult nasceu em Paris, a 31 de janeiro de 1920. Foi jornalista e professora. Alguns dos seus livros estão traduzidos em português: “Os Vasos do Coração” (1988), “Um Toque na Estrela” (2006) e “Minha Fuga” (2008).
O seu grande êxito literário foi com “Ansi soit-elle", livro que se tornou um ‘bestseller’, com mais de um milhão de exemplares vendidos e traduzido em várias línguas.
Água furtada ou sótão predominam na Lisboa de edifícios antigos, mas também no Alentejo (como na foto) e noutras regiões do país. São pequenos terraços no cimo dos edifícios bafejados pela luz natural e com uma panorâmica assaz ampla.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=BPzlh9BhRiE
(NB: Música do conjunto TABU de Kitchener, Ontario, Canada. Composto por filhos de emigrantes açorianos, o grupo editou este CD intitulado “Coisas d’outrora” cujo sucesso ultrapassou a comunidade na diáspora portuguesa. Jovens da segunda geração de emigrantes que Portugal praticamente desconhece).
Neste primeiro dia de Verão (começa às 23 horas, deste dia 20 de junho), a história da aviação fica marcada por uma viagem em "avião solar", o "Impulse 2", proveniente dos EUA e que pretende bater o recorde à volta do mundo, sem consumo de combustível.
O avião descolou, esta manhã, do aeroporto JFK, em Nova Iorque, dando início à primeira etapa numa tentativa de ligar os vários continentes através de energias renováveis.
O piloto suíço Bertrand Piccard está aos comandos do voo que deve prolongar-se durante 90 horas até aterrar no aeroporto de Sevilha, em Espanha.
As asas do "Solar Impulse 2" são mais amplas do que as de um Boeing 747 e estão equipadas com 17.000 células solares para carregar as baterias. Segundo a organização, o piloto vai estar em permanência ao comando do aparelho, estando previstos apenas curtos períodos de descanso.
O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa está a dar uma nova imagem e um novo estilo à chefia do Estado. Aquele pedestal altíssimo da presidência da República, senhor absoluto dos destinos de Portugal, acima de todos os patrícios e auto-detentor de um saber inacessível aos demais, são "chapas" que o Prof. Marcelo está a desmontar em todos os momentos da sua vida de cidadão e de presidente.
Um homem igual a todos os homens. Ontem, dia de sol, o presidente foi à praia de Cascais como muitos outros portugueses. Mergulhou no mar, nadou longas braçadas, apanhou sol na areia, falou com outros veraneantes, deu uma lição de convivência digna de um grande e humilde humano.
Praia de Cascais, na tarde de ontem, com muitos banhistas, entre os quais Marcelo Rebelo de Sousa.
Todos sabem que o jogo de futebol é de 11 contra 11, que as leis do jogo são iguais para todos, que um jogo tem a duração de 90 minutos e que em campo, ante tudo e todos, todos os jogadores são iguais. Estas são as regras centenárias em vigor. Tudo o mais é cifrão.
De entre as centenas de futebolistas que integram as selecções no Euro/2016, os jogadores portugueses estão entre os mais bem pagos, usufruindo salários muito acima dos mais altos salários pagos em Portugal e no mundo. São portugueses ricos, milionários, pagos a peso de ouro por clubes estrangeiros. Uma emigração de super luxo.

Os futebolistas portugueses, regra geral, nascem no seio de famílias pobres e, de um momento para outro, passam a ter uma vida de novo-riquismo, com tudo a seus pés. O jogador milionário é um empregado de clubes e empresários milionários com objectivos bem definidos: Alcançar títulos para serem revertidos em mais-valias financeiras para os clubes.
Quando jogam pelas selecções, os jogadores portugueses parecem “anões”. Os adversários parecem em maior número, correm mais, lutam mais e são mais práticos e objectivos. Empatar com a Islândia e com a Áustria, equivale a derrota, por muitos argumentos de falta de sorte, azar e quejandos. A Alemanha, Espanha e Itália, entre outras selecções, jogam no seu máximo rendimento individual e colectivo, e nestes países jogam os melhores do mundo.

Se os jogadores portugueses jogassem na selecção como jogam nos seus clubes Portugal era campeão. Uma displicência que vem de longe e que tem custos caros para o país. A selecção de Espanha é um bom exemplo do querer dos seus jogadores. São factos… nada de novo na selecção nacional!

João Godim
FREELANCER
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