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Sábado, 30 de Abril de 2016

A SAUDADE DE NAVIOS QUE CHEGAM E PARTEM

A baía do Funchal sempre foi muito procurada por barcos e viajantes, desde os mais diversos destinos... Mas, se outrora, as caravelas e os navios serviam essencialmente como um meio de transporte indispensável, hoje em dia, aparecem mais como espaço de conforto e de lazer em elegantes transatlânticos, através de cruzeiros inesquecíveis, que dão a volta ao mundo em poucos dias, mostrando o essencial da paisagem e das gentes..., ainda que em breves paragens.

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O Funchal, com a sua "Pontinha" e o seu "cais", continua a ser muito concorrido e apreciado, como prova o gigante "Royal Princess", este sábado (30 de abril) no porto do Funchal, rumando depois para Cádis. Construído em 2013, este navio ocupa a 12.ª posição no "top" dos maiores navios de cruzeiro do mundo.


 > Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
 Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
 Olho e contenta-me ver,
 Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
 Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
 Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
 Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
 Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
 Erguem-se velas, avançam rebocadores,
 Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
 Há uma vaga brisa. (...)
"Os paquetes que entram de manhã na barra
 Trazem aos meus olhos consigo
 O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
 Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
 Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.
 (...) Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!" (...)
(Álvaro de Campos/Fernando Pessoa, in Ode Marítima)

Video > https://www.youtube.com/watch?v=U61hy-qcGRg

publicado por j.gouveia às 17:40

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MOSTRA DE SABORES E FRUTOS TROPICAIS

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A Praça do Povo, no Funchal, acolhe neste fim-de-semana (de 29 de abril a 1 de maio) a "I Mostra de  sabores e Frutos Tropicais", à mistura com "automóveis clássicos", para regalo de residentes e turistas...

Na manhã deste sábado, gozando de bom clima e acompanhados por um sol intenso, muitos foram os que se abeiraram do evento organizado pela Casa do Povo de Santa Maria Maior.

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A iniciativa conta ainda com muita animação musical, destacando-se a atuação do artista André Sardet, amanhã, no encerramento, e como forma também de se comemorar o Dia do Trabalhador.

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Música > https://www.youtube.com/watch?v=Deg_uCiTEpA&list=PLrJ0-1OZa1cYWPO0_MDQcMNH4H4cETr1X

publicado por j.gouveia às 17:06

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DA LATADA AO LAGAR

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O percurso do vinho até chegar à mesa do consumidor evoluiu de tal modo que é quase inacreditável tamanha disparidade. O homem de barril às costas, com pobre indumentária remendada, tinha que percorrer longas distâncias entre os terrenos vinícolas da aldeia pobre e o Lagar, onde as uvas eram pisadas pelos pés descalços.

Os financiamentos comunitários, a fundo perdido, na ordem dos milhões de euros, vieram criar meios impulsionadores nas áreas da produção e da competitividade. A mecanização veio substituir o que dantes era manual. Aumentou-se o rendimento, perdeu-se nos postos de trabalho.

Na nossa aldeia, lá bem longe, as uvas continuam a ser apanhadas à mão e os hábitos e costumes permanecem há séculos. Da latada ao Lagar, o vinho é do melhor e com exportações para todo o mundo.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=rHVd44axMnU

publicado por j.gouveia às 07:35

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Sexta-feira, 29 de Abril de 2016

NA MAIOR ADEGA DE VINHOS DE PORTUGAL

Com uma produção anual de 42 milhões de litros de vinho, a Adega Cooperativa de São Mamede da Ventosa, fundada em 1956, é a maior do país. Todo o processo vinícola está configurado por padrões de avançada tecnologia. Dispõe de 385 cubas (em inox e em cimento) e todo o produto é fornecido pelos cerca de 590 vinicultores associados, todos da região oeste (distrito de Lisboa).

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Os vinhos branco, tinto e rosé da “Adega da Ventosa” têm muita procura no mercado externo, devido à qualidade-preço altamente competitivo. A cultura da vinha na região oeste tem raízes ancestrais que logo se confirma pelas extensas áreas de cultivo. Outras adegas de menor dimensão também estão sediadas nesta região predominantemente agrícola,  com vinhos premiados no mercado internacional.

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A tradição dos vinhos portugueses goza de prestígio secular. Portugal está entre os onze maiores produtores de vinho do mundo, com uma produção anual da ordem dos 685 milhões de litros, a que corresponde a cerca de 892 milhões de garrafas de vinho. No global, a exportação do vinho português é feita para cerca de 65 países com receitas superiores a 730 milhões de euros.

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Visitar a maior adega de Portugal é ver a importância que a vinicultura tem, desde tempos ancestrais, na nossa economia. Não surpreende que a região do Douro (Porto) tenha sido a primeira região vinícola demarcada do mundo.

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 Música > https://www.youtube.com/watch?v=biz4oAWAMDk

publicado por j.gouveia às 20:10

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PRÉMIO LITERÁRIO PARA TOLENTINO MENDONÇA

O escritor, poeta e sacerdote José Tolentino Mendonça foi distinguido com a 1.ª edição do "Grande Prémio de Literatura Associação Portuguesa de Escritores (APE)/Câmara de Loulé - Crónica e Dispersos Literários", no valor de 10 mil euros, pela seu livro "Que coisas são as nuvens", que reúne textos publicados no semanário "Expresso".
O júri, constituído por Casimiro de Brito, José Ribeiro Ferreira e José Cândido Oliveira Martins, decidiu atribuir o prémio por unanimidade, "dadas as qualidades múltiplas da obra: a notável abrangência temática e ideológica; a oportunidade e intemporalidade de uma reflexão sobre a cultura contemporânea”.


José Tolentino Mendonça nasceu em 1965, em Machico, Madeira, doutorou-se em Teologia Bíblica em Roma e é atualmente docente da cadeira de Teologia Bíblica na Universidade Católica Portuguesa (UCP) e vice-reitor da UCP.
A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no Dia do Município de Loulé, 5 de Maio, pelas 12 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=aVP6W9w-ehc

publicado por j.gouveia às 08:42

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RETRATOS DE PORTUGAL (II)

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Imagens de um Portugal com quase nove séculos de existência: Castelos, fortalezas, matadouros (de reses), chaminés, mar e mar!. Visível abandono de um património que foi pedra angular na fundação, na defesa e no sustento de uma nação. Feitos aparentemente olvidados... até que tudo se renove e volte ao princípio sob outras ordens de sobrevivência e salvação.

publicado por j.gouveia às 08:07

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

THOMÁS HALÍK NA CULTURGEST (LISBOA)

Direitos humanos e diálogo intercultural

Tomáš Halík, filósofo e sacerdote, conhecido pelo diálogo entre crentes e não crentes, vai estar em Portugal para o lançamento de um livro e três conferências. No dia 3 de Maio (terça-feira), às 11h00 e às 18h30, Tomáš Halík estará em Lisboa, na Culturgest, para a conferência “O Regresso de Deus”, com tradução simultânea para português, iniciativa que será acompanhada do lançamento do novo livro, "Quero que tu sejas - Podemos acreditar no Deus do amor?".

Estas iniciativas têm entrada livre e gratuita, embora a intervenção no grande auditório da Culturgest esteja sujeita a levantamento de senha, meia hora antes do início da sessão. As conferências serão proferidas em inglês, mas com tradução em simultâneo.

Tomáš Halík nasceu em Praga (atual República Checa), em 1948. Formado em Filosofia, Psicologia e Teologia, conheceu a prisão desde cedo por ser considerado "inimigo do regime" e defender as liberdades religiosas e culturais após a invasão do seu país pela  União Soviética.

Ao mesmo tempo, aconselhou líderes que combatiam pela libertação, como Václav Havel, primeiro presidente da República Checa, e o cardeal František Tomášek, que ajudaram a então Checoslováquia na transição para a democracia, após a “Revolução de Veludo” de 1989.

Em 1992, o papa Paulo II nomeou-o para o então Conselho Pontifício para o Diálogo com Não-crentes, que mais tarde viria a juntar-se ao Conselho Pontifício da Cultura e, em 2009, Bento XVI outorgou-lhe o título de monsenhor.

Entre os vários reconhecimentos públicos que recebeu, mais de uma dezena no seu país de origem e no estrangeiro, no domínio da literatura, direitos humanos e diálogo inter-religioso e intercultural, destaca-se o Prémio Templeton, atribuído, em 2014, pela Fundação John Templeton (EUA), no valor de 1,3 milhões de euros, um dos maiores a nível mundial atribuídos a pessoas que contribuem para afirmar a dimensão espiritual da vida.

Publicadas em 11 línguas, as obras de Halík estão também editadas em Portugal, pela Paulinas: "Paciência com Deus", melhor livro teológico europeu em 2009/10, "A noite do confessor", "O meu Deus é um Deus ferido" e "Quero que tu sejas".

NB: No dia 2 de Maio (segunda-feira), Tomás Halík, vai estar na Livraria Paulinas do Porto (Rua de Cedofeita, 355), pelas 15h00; e às 21h15 desse mesmo dia, em Braga, no Auditório Vita.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=ixtvph40Heg

publicado por j.gouveia às 07:56

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Quarta-feira, 27 de Abril de 2016

UM PAÍS DE GENERAIS

Na comunicação social e nas redes sociais (vulgo blogs, sites e demais) correm notícias que podem indignar o cidadão, não por serem verdadeiras, falsas ou especulativas, mas porque são dadas e repetidas sem contraditório, o que leva a supor serem autênticas. Assim sendo, Portugal é dos países do mundo com mais altas patentes de oficiais-generais.

Espanha - 28 generais; EUA - 31; França - 55; Brasil - 100; Alemanha - 189; Portugal - 253.  

“As Forças Armadas portuguesas têm, neste momento, um total de 253 generais, dos quais 124 encontram-se no activo ao serviço da Marinha, Exército e Força Aérea. Ao que o CM apurou, num efectivo total da ordem dos 40 mil militares, os 253 generais custam aos cofres do Estado cerca de 14 milhões de euros por ano”.

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Não é de agora que se noticia o número de efectivos e de altas patentes. Se existe é porque é necessário e apenas ao governo caberá esclarecer, o que nunca foi feito. Não é de agora que na administração pública há, nalgumas áreas, excesso de cargos de direcção e de chefias face ao número de funcionárfios. Tempos houve em que havia directores sem colaboradores em permanência.

O hipotético excesso na grelha pública começa pelas cúpulas, nos quadros governamentais, na assembleia da República, no número de deputados e outros mais suportados pelo orçamento de Estado. Somos um país de generais, em termos figurativos, com ou sem estrelas. A questão estará no binómio utilidade-produtividade. Como apurar?

publicado por j.gouveia às 07:54

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Terça-feira, 26 de Abril de 2016

CENTENÁRIO DE MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, / Um pouco mais de azul - eu era além. / Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...  Se ao menos eu permanecesse àquem... ". O autor destes versos, do poema "Quási", é Mário de Sá-Carneiro (1890-1916), poeta desparecido a 26 de abril, faz, hoje, um século, através de suicídio, num hotel de Paris...

Poeta modernista, partilhou com o amigo Fernando Pessoa as mais diversas ousadias e novidades da época em que viveu, no meio de turbulências e inquietações, num mundo minado pela guerra, mas com muitos ideais.

Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa, no seio de família abastada. Ficou órfão de mãe (morreu quanto o poeta tinha dois anos de idade) e, devido à vida do pai, sempre em viagens, foi educado pelos avós e uma ama na Quinta da Victória, em Camarate. Aos dez anos, estudante no Liceu do Carmo, começou a escrever poesia.

Entretanto, o pai levou-o a visitar Paris, a Suíça e a Itália. Em 1905 redigiu e imprimiu ´O Chinó´, "jornal satírico da vida escolar, que o pai o impediu de continuar, por considerar a publicação demasiado satírica". Matriculou-se na Faculdade de Direito de Coimbra, em 1911, mas não chegou a concluir o ano, optando por estudar Direito na Sorbonne, em Paris.

Na capital francesa dedicou-se sobretudo à vida de boémia dos cafés e espetáculos, onde conviveu com Santa-Rita Pintor, entre outros emigrantes portugueses de renome, como António Ponce de Leão. Em 1914, publicou "A Confissão de Lúcio" (novela) e "Dispersão" (poesia).

No ano seguinte, "durante uma passagem por Lisboa, começou, conjuntamente com os seus amigos, em especial Fernando Pessoa, a projetar a revista literária que se viria a publicar com o nome de Orpheu". De regresso a Lisboa, vindo de Paris, Mário de Sá-Carneiro passou a conviver com "outros literatos nos cafés, alguns dos quais membros do grupo ligado à revista Orpheu, cujo primeiro número, saído em Abril de 1915 e imediatamente esgotado, provocou enorme escândalo no meio cultural português".

Em Julho saiu o "Orpheu 2" e, pouco depois, Sá-Carneiro volta para a capital francesa de onde escreveu a Fernando Pessoa informando que seu o pai decidiu não subsidiar "o número 3 da revista". Agravaram-se, também nessa altura, as "crises sentimentais e financeiras" do poeta...

E a pior consequência traduziu-se em suicídio, a 26 de Abril de 1916, num hotel parisiense... Para além das obras referidas, foi autor da coletânea de contos Princípio (1912) e do volume póstumo "Indícios de Ouro2 (1937).

Video > https://www.youtube.com/watch?v=eAsuiRWTIOI

publicado por j.gouveia às 15:32

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PRESOS NO PALÁCIO

Os principais governantes depostos no 25 de Abril de 1974 foram enviados, no dia seguinte (faz hoje 42 anos), para o palácio de São Lourenço, no Funchal. Durante cerca de três semanas, uma edificação do século XVI, classificada monumento nacional desde 1943, foi prisão para Américo Thomaz (presidente da República), Marcelo Caetano (chefe do governo), Moreira Baptista e Silva Cunha (ministros).

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Marcelo Caetano e ministros presos(...) no Palácio, no centro do Funchal

No dia 23 de Maio, os ex-governantes deixaram a Madeira com destino ao Porto Santo, donde partiram rumo ao Brasil (Thomaz e Caetano) e à prisão da Trafaria (os dois ministros). Na altura houve contestação pelo facto dos depostos governantes serem prisioneiros no palácio e não nas prisões da ilha ou noutros estabelecimentos com guarda policial.

Para os mais politizados e contestatários a ida dos ex-governantes para a ilha provava aquilo que o governo da ditadura sempre considerou: a Madeira como uma “ilha prisão”. Américo Tomás regressou do Brasil, em 1978, vindo a falecer em 1987. Já Marcelo Caetano, falecido em 1980, nunca quis regressar a Portugal.

A prisão dos ex-ditadores no Palácio de São Lourenço, sem celas penitenciárias, nunca foi aceite pelos madeirenses e nunca os líderes da revolução de Abril e posteriores governantes da República deram plausível explicação. Uma decisão considerada ditatorial no alvorecer da democracia.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=S6ezkzqwYlg

publicado por j.gouveia às 08:18

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Segunda-feira, 25 de Abril de 2016

RECORDAR ABRIL, VIVER EM LIBERDADE

Assinala-se, neste dia 25 de abril, mais um "dia da liberdade"...

Um acontecimento que começou a ser festejado em 1974 e que continua como uma data referência, embora com muitas interpretações e pareceres, seja da parte de quem testemunhou e participou nos "tempos da revolução" ou indiretamente conheceu as suas virtudes e desenvolvimentos, êxitos e desaires.

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Numa breve memória, sabemos que o sinal para o eclodir do "movimento das Forças Armadas" foi dada, à meia-noite, através de uma música proibida pela censura, Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso. O governo da ditadura rendeu-se às evidências, com  Marcelo Caetano a ser exilado para o Brasil.

O povo saiu à rua e distribuiu cravos. Acabou a guerra colonial, extinguiu-se a polícia política (Pide), reconheceu-se o direito de opinião e de reunião, e constituíram-se os partidos políticos e sindicatos, com toda a liberdade de opção ideológica.

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A voz dos poetas resumiu como ninguém esse "dia grandioso", como podemos recordar no belíssimo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen >25 de Abril<: "Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo".

Também os versos de Manuel Alegre são eloquentes na justificação dessa data: "Foram dias, foram anos a esperar por um só dia. /  Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía / com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia / na esperança de um só dia".
Por sua vez, o cantor e autor Sérgio Godinho interpretou a urgência de se realizar um país necessitado de grandes mudanças:

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"Viemos com o peso do passado e da semente / esperar tantos anos torna tudo mais urgente / e a sede de uma espera só se ataca na torrente /  

Vivemos tantos anos a falar pela calada / só se pode querer tudo quanto não se teve nada / só se quer a vida cheia quem teve vida parada /

Só há liberdade a sério quando houver a paz / o pão / habitação / saúde / educação / só há liberdade a sério quando houver / liberdade de mudar e decidir / quando pertencer ao povo o que o povo produzir".

Música > https://www.youtube.com/watch?v=gaLWqy4e7ls

Video >  https://www.youtube.com/watch?v=Fnj6hDimbtU

publicado por j.gouveia às 08:20

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Domingo, 24 de Abril de 2016

RETRATOS DE PORTUGAL (I)

Trajes tradicionais portugueses (de cima para baixo): Alentejo, Madeira, Açores, Minho e Nazaré.

publicado por j.gouveia às 11:49

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Sábado, 23 de Abril de 2016

LIVROS E AUTORES IMORTAIS!

Ser ou não ser, essa é a questão

Assinala-se, hoje, 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, entre outras efemérides, das quais se destacam também: o nascimento de William Shakespeare, no ano de 1564, e a data da sua morte, em 1616; e a morte de Miguel de Cervantes, autor de "D. Quixote", em 1616. Centenários grandiosos, de autores imortais, que se tornaram famosos através de uma obra literária indicada para todos os tempos.

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Entretanto, conhecer Shakespeare em português, poeta e dramaturgo inglês que viveu há 400 anos, é agora mais fácil do que nunca, mercê de uma iniciativa do Teatro Nacional de São João, no Porto, através de um seminário orientado pela professora universitária e poetisa Ana Luísa Amaral.

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Assim acontece todos os meses, até junho próximo, aos sábados, através da “leitura atenta” ao longo de seis horas, como revelou a autora em recente entrevista: “Eu tentei cobrir, dentro da vasta obra de Shakespeare, diferentes peças que fossem representativas das tragédias e das comédias. Vamos começar com ‘O Mercador de Veneza’, que é uma grande comédia, e que é uma comédia problemática de Shakespeare, porque já tem elementos trágicos; continuamos com uma grande tragédia, que é o ‘Rei Lear’.

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Passamos para a comédia romântica, com ‘A Tempestade’, depois para uma tragédia histórica românica, que eu acho que era necessária, que é ‘Júlio César’, uma peça muitíssimo atual. Em penúltimo lugar, outra grande tragédia, ‘Macbeth’, que é profundamente política.

E para terminar, aquela que é considerada uma das grandes tragédias de Shakespeare, que é de amor, provavelmente a mais conhecida do grande público, que é ‘Romeu e Julieta’". A escolha não é simples. “Era possível que estas seis sessões fossem todas só sobre um soneto”, garante a autora. “Há outras grandes tragédias. Eu podia ter escolhido ‘Otelo’, eu podia ter escolhido ‘Hamlet’, e não, porque penso que as peças escolhidas, de uma forma ou de outra, dialogam muitíssimo com o nosso tempo”, sublinha.

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Ana Luísa Amaral já leu e ensinou muito Shakespeare. A professora associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto em Literatura e Cultura Inglesa e Americana, agora aposentada, já o traduziu, também.

Recentemente publicou “31 sonetos de Shakespeare” (Relógio d’Água) e continua a surpreender-se com o autor. “É que Shakespeare tem tudo. Encontra lá tudo. As mais básicas emoções humanas – o ódio, o amor, a paixão, o ciúme, a inveja, a ambição – tudo isto está brilhantemente trabalhado em Shakespeare, através do quê? Da linguagem”, revelou a autora que recentemente esteve no Funchal, como convidada do VI Festival Literário da Madeira.

"Ser ou não ser, essa é a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida." (William Shakespeare, in "Hamlet").

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Já Miguel de Cervantes defende que "a liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida".

> Ler é um bem precioso, para todos, em todas as idades.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=t894eGoymio

publicado por j.gouveia às 08:16

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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

MADEIRA NA VANGUARDA DA INOVAÇÃO

> A Região Autónoma da Madeira é hoje um exemplo de sucesso da política de coesão da União Europeia. A mais-valia de 30 anos de projeto europeu estão à vista de todos. 

Como Comissário europeu para a área a Investigação, Ciência e Inovação, tenho o privilégio de gerir a pasta que lida com o futuro. Com efeito, hoje em dia, a criação de emprego, o crescimento económico e a competitividade passam inevitavelmente por mais investimento em investigação, ciência e inovação.

 

Como região autónoma em Portugal e como região ultraperiférica na UE, estou certo que a Madeira tem o potencial para tornar-se aqui também num exemplo de regiões que mudam o paradigma da política regional, com um novo ímpeto para a inovação. "Carlos Moedas (sic)".

 

publicado por j.gouveia às 13:38

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FUTEBOL COM BOLAS DOCES

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Bolas à Benfica, Sporting e Porto, recheadas de creme e feitas de farinha, ovos e açúcar, estão a ganhar adeptos de todas as idades. O doce faz atenuar o amargo das derrotas e tem um sabor especial para os vencedores.

Como se pode ver pela imagem, os portistas são os que mais consomem (andam deprimidos), já benfiquistas e sportinguistas seguem a par e passo, tal como na classificação do campeonato (liga). O bolo maior virá depois, com as picantes amassaduras do trio: Vitória, Jesus e Peseiro.  Até lá... biba o futebol, com bolas doces. Sem fanatismos!

Música > https://www.youtube.com/watch?v=E4XOuDl8TsA

publicado por j.gouveia às 09:40

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PORTUGAL... MAIS PRÓXIMO!

É grande a diferença entre viver e visitar Trás-os-Montes. Para quem lá vai toda a natureza fascina, paisagens agrestes que impressionam, altas e maciças montanhas, rochedos moldados pelas correntes temporais, tudo a merecer cliques fotográficos ou filmagens a todas as dimensões.

Para quem lá nasceu e lá reside, a vida é apropriada a um tempo e espaço bem diferentes de quem vive no litoral ou nas principais cidades do país. Entre as imagens exterior e interior vai uma grande distância. Os contos de Miguel Torga falam-nos de tudo isto.

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A distância marca e faz, infelizmente, assimetrias nem sempre justificáveis. É por isso que é enorme a satisfação dos transmontanos pela abertura do túnel do Marão (o maior do país e um dos maiores túneis da península ibérica), permitindo que a "A4", entre Amarante e Vila Real, venha dar lugar, posteriormente, à primeira auto-estrada de Bragança.

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O túnel do Marão tem 6 kms e custou cerca de 88 milhões de euros. O projecto total da obra (túnel mais auto-estrada) é da ordem dos 270 milhões de euros. Uma das vias rodoviárias mais caras do país. Já estão fixadas as taxas de portagem: 1,95 euros para os veículos de classe 1, 3,40 euros para a classe 2, 4,40 para a classe 3 e 4,90 para a classe 4. A inauguração está prevista para breve.

tunel 2.jpg Video > https://www.youtube.com/watch?v=Ks8u3KywY24

publicado por j.gouveia às 08:27

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Quinta-feira, 21 de Abril de 2016

NO DIA EM QUE A RAINHA FAZ ANOS

A monarquia é a mais antiga instituição de governo no Reino Unido / Inglaterra, e continua a merecer popularidade. Pelo menos, é o que revelam as apreciações do 90.º aniversário natalício da rainha Elizabeth II (Isabel II), festejado hoje (21 de abril).

Ainda assim, em muitas partes do mundo, incluindo países influentes (como os EUA), ainda há quem não conheça ou tenha ouvido falar sequer da soberana mais idosa em funções, ou da monarquia em geral. Para além de que existem defensores e adversários do regime dito "aristocrático e elitista", mas sem as glórias de um passado distante.

Quanto à rainha Isabel II, não consta que, apesar da sua idade, deseje reformar-se ou aposentar-se... Trata-se de um cargo vitalício, símbolo de uma autoridade política e moral que importa respeitar como uma referência inigualável, embora o povo, ao invés, por exemplo, da época medieval, já não siga uma "obediência cega" ou uma "imposição" de determinadas "classes". 

O cargo de rainha de Inglaterra é "mais figurativo do que um cargo de importância política de facto", ainda que tenha a última palavra sobre "crises políticas e económicas", e a entrada ou não do país na guerra.

A história da monarquia inglesa tem mais de mil anos. O seu primeiro monarca considerado é Henrique I (1068-1135). Sobre a moderna monarquia inglesa sabe-se que o pai da rainha Elizabeth II, o rei George VI, foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido, entre 1936 e 1952 (ano da sua morte), tendo subido ao trono após o seu irmão Edward VIII, que se apaixonou por uma cidadã norte-americana divorciada, ter abdicado.

George VI casou-se com Lady Elizabeth Bowes-Lyon, em 1923, e teve duas filhas: a actual rainha Elizabeth II e a Princesa Margaret. A jovem Elizabeth foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe. No final da II Guerra Mundial, trabalhou no "Serviço Territorial Auxiliar". Casou-se com o príncipe Phillip Mountbatten, duque de Edimburgo, seu primo de terceiro grau. Ambos têm a famosa rainha Victoria como trisavó. Em 1948, o casal teve Charles, o primogénito de quatro filhos, que ainda esperar ser coroado rei.

A rainha Elizabeth II de Inglaterra visitou Portugal, pela primeira vez, em 1957 (cinco anos depois de ter sido coroada), entre 18 e 23 de fevereiro, e concentrou as atenções do país e também do estrangeiro.

O então presidente do Conselho, António Oliveira Salazar, "aproveitou a visita para aliviar a pressão internacional, especialmente nas Nações Unidas, onde a política colonial portuguesa era posta em causa cada vez com mais frequência. As ruas de Lisboa, e mais tarde as do Porto, engalanaram-se para receber a monarca e o marido".

A rainha visitou Portugal, pela segunda vez, em 1985, era presidente da República, Ramalho Eanes.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=g3AETvGpiLo

Música > https://www.youtube.com/watch?v=QwGNso-XJGI

publicado por j.gouveia às 14:09

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SEM RACISMO

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Harriet Tubman, escrava norte-americana, vai figurar na nota de 20 dólares, facto que acontece pela primeira vez na história dos EUA. Harriet nasceu em 1820 e notabilizou-se na luta contra a escravatura. É a primeira mulher "preta" na moeda americana. A notícia foi revelada, ontem, pelo departamento do tesouro.

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Eusébio da Silva Ferreira (1942 – 2014), futebolista que nasceu na antiga Lourenço Marques (então território português) que jogou pelo Benfica e pela selecção, é o único negro com estátua em Portugal. Em Moçambique, de onde é natural, não há nenhuma estátua com um "branco".

publicado por j.gouveia às 12:22

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SUGESTÕES DE LEITURA

"O amor em Lobito bay", é o título do novo livro de Lídia Jorge e reúne um conjunto de contos, com vários elementos em comum, publicado pela D. Quixote. "Todos os contos reunidos neste livro têm vários elementos em comum: a ação decorre num espaço longínquo, a narrativa desenvolve-se em torno de uma revelação demolidora, a memória funciona como uma catarse que o tempo se encarrega de prolongar, de modo a não poder ser esquecida", diz a editora.

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Em todos os contos "existe uma história de amor, no sentido mais amplo do termo, que entrecruza a experiência da confiança na vida, com o desconcerto do mundo". Ainda neste mês de abril, a D. Quixote publica também a "Gramática do Medo", uma história escrita a quatro mãos por Maria Manuel Viana e Patrícia Reis; e a reedição da "Vida de Ramon", de Luísa Costa Gomes, obra publicada pela primeira vez há 25 anos, agora revista pela autora.

Trata-se de um romance biográfico sobre Ramon Llull, intelectual maiorquino do século XIII, que morreu há 700 anos, depois de ter cruzado o Mediterrâneo, a África do Norte e a Ásia Menor, com "a sua indomável autonomia", "espalhando sonhos e ideais de outras épocas, passadas e futuras", segundo a editora. Llul foi pioneiro a escrever na sua língua, o catalão, para ser compreendido pelo homem vulgar.

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No seu tempo, foi apontado como "árabe cristão", "doutor inspirado" e "iluminado". Vários dos seus escritos foram retomados por outros intelectuais, como Condorcet, nomeadamente sobre o método eleitoral, e o alemão Gottfried Leibniz (1646-1716), que se baseou o seu cálculo, no sistema de conhecimento de Llull.

Outros livros interessantes: a "Trilogia da mão", de Mário Cláudio, que reúne os romances "Amadeo", "Guilhermina" e "Rosa". Com "Amadeo", inspirado no percurso do pintor Amadeo de Souza-Cardoso, nascido em Amarante, o escritor venceu, em 1984, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

O romance "Guilhermina" evoca a violoncelista Guilhermina Suggia, que viveu na primeira metade do século XX, entre Portugal, onde nasceu, e os palcos do mundo; e a artesã Rosa Ramalho, de Barcelos, é a protagonista de "Rosa", a artista que criou "um estranho país de reis e de bichos, de santos e de monstros".

Com a chancela das Publicações D. Quixote, é publicada "Prosa", com "o essencial da prosa de Mário de Sá-Carneiro" (1890-1916), autor destacado do movimento modernista, a par de Fernando Pessoa (1888-1935).

Neste volume reúnem-se "os contos de juventude", publicados na revista Azulejos, o primeiro livro de contos, "Princípio", e as narrativas maiores "A confissão de Lúcio" e "Céu em fogo", excluindo-se apenas alguns textos dispersos. O livro inclui uma cronologia biográfica de Mário de Sá-Carneiro, da autoria do poeta Fernando Pinto do Amaral. A novela "A confissão de Lúcio" foi considerada, pelo poeta José Régio, uma obra-prima.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=VJaNP_jzHRk

publicado por j.gouveia às 07:52

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Quarta-feira, 20 de Abril de 2016

EXPOSIÇÃO DE CAVAQUINHOS

O Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, acolhe por estes dias a exposição –  "70 Cavaquinhos / 70 Artistas", numa iniciativa da Associação Cultural Museu Cavaquinho. Estará patente ao público até o dia 30 de deste mês (Abril).

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Esta exposição passa por vários Municípios, na sua maioria relacionados com a prática do Cavaquinho, como são os casos do Funchal, Braga, Coimbra, Guimarães, Lisboa, Horta, Porto, Viana do Castelo, entre outros.
Desde a sua constituição que a Associação Museu do Cavaquinho tem obtido o apoio de artistas plásticos conceituados entre os quais Pedro Cabrita Reis, Júlio Pomar e Julião Sarmento.

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Assim nasceu a ideia de uma exposição itinerante, tendo sido convidados para o efeito 70 artistas, jovens criadores de vários pontos do País, propondo-se um "cavaquinho como suporte de intervenção plástica". É o que se pode ver e apreciar agora no Funchal, no Salão Nobre do Teatro Municipal.

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NB: Segundo o livro intitulado “5 olhares, sobre o património musical madeirense” instrumentos semelhantes ao cavaquinho são fabricados e “tocados” na Ilha desde o século XVI. O cavaquinho na Madeira e Porto Santo é mais conhecido por: Braguinha ou Machete. Há ainda o Rajão ou a Viola de arame. Uns e outros com modelação estética e características muito próprias.

No plano internacional, o Ukulele  tem origem no século XIX tendo como ancestrais o Braguinha ou Machete e o Rajão, instrumentos levados pelos emigrantes madeirenses para o Havai e que hoje é conhecido em toda a América central e do Sul, nomeadamente.  

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No idioma havaiano Ukulele quer dizer, dentre as interpretações possíveis, “pulga saltitante”, por causa do movimento das mãos de quem o toca. O Machete sempre fez parte da bagagem dos madeirenses emigrantes, com particular destaque para as comunidades no Brasil, Venezuela, África do Sul e Austrália.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=YigKTr-qqJM

Música > https://www.youtube.com/watch?v=AslroZ7JT8w

Video > https://www.youtube.com/watch?v=V1bFr2SWP1I&feature=related

publicado por j.gouveia às 09:01

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