Micaela Abreu, 15 anos de idade, foi a grande estrela do Coliseu, na noite ontem, no programa da RTP “Got Talent”. A jovem madeirense interpretou “Think of Me”, do Fantasma da Ópera, a tal nível que o júri lhe atribuiu o “botão dourado”. Uma actuação brilhante que lhe deu acesso directo às semi-finais do programa.
Com uma voz vibrante, Micaela silenciou, por momentos, o Coliseu de Lisboa. A jovem integra o coro juvenil e o projecto Ninfas do Atlântico da Direcção de Serviços de Educação Artística e Multimédia (DSEAM) da Madeira.
Os lusitanos não sabem governar, nem deixem que os outros os governem. (Júlio César, imperador romano, séc. 1 a.C.)

> O mais conhecido dos lusitanos foi Viriato, natural de Viseu, líder que combateu e derrotou as tropas romanas. A origem dos lusitanos é atribuída a povos ibéricos pré-romanos que terão criado a província romana da lusitana (ver mapa), em territórios hoje pertencentes a Portugal e a Espanha.
Video (A Alma e a Gente, programa do prof. Hermano Saraiva, na RTP) > https://www.youtube.com/watch?v=RBi5n4gKJOk
Do leitor Paulo Antunes recebemos esta "tableta" ultrajante escrita em português. "Uma língua de trapos" considera o leitor. Injuriante, no mínimo:
Autópsia (e não OutoPçia. Exame médico de um cadáver para determinar a causa da morte).
Recordar que: > O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado internacional firmado com o objectivo de criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa. Foi assinado por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe... (é o que se lê no tratado).
A quem pedir responsabilidades?
Um património de séculos não se inventa
A sabedoria popular, por mais e maiores que sejam as possibilidades de informação, hoje em dia, continua em alta e menosprezá-la seria prejudicial para todos, cultos ou mais ou menos letrados, porque o essencial não se inventa, é um património de séculos, com bases em tradições, costumes e profunda experiência.
A sabedoria popular é mais prática do que teórica, ainda que se acrescentem "alguns pontos ao conto"; e é capaz de resumir numa frase, num provérbio ou ditado, o que é importante para dada situação que exija uma definição clara. A propósito deste assunto, é útil ler e consultar o livro "Puxar a brasa à nossa sardinha", escrito pela jornalista Andreia Vale, em que a autora recolhe expressões, frases feitas, mas com muita história na linguagem portuguesa.
Num tempo em que a língua dos media, com a cultura do espetáculo, pretende influenciar o discurso quotidiano, nada melhor do que conhecer a origem de algumas expressões que estão sempre "à mão de semear"; saber quem as disse pela primeira vez e porque começaram a ser utilizadas; e como é que as mesmas sobreviveram até aos nossos dias.
São vários capítulos saborosos que cativam o leitor de uma forma simples, mas sábia, e "sem ficar de mãos a abanar". Já agora, "a origem desta expressão pode estar relacionada com os imigrantes que chegavam ao Brasil no século XIX. Vindos da Europa, era costume as populações rurais trazerem ferramentas, por exemplo para o cultivo da terra.
Uma ferramenta representava uma profissão, uma habilidade, e na verdade demonstrava disposição para o trabalho. O contrário, chegar de mãos vazias, de mãos a abanar, era sinal de preguiça e pouca ou nenhuma vontade para trabalhar". Boas leituras.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=V1bFr2SWP1I&feature=related
A população portuguesa (residente no Continente, Madeira e Açores) é da ordem dos 10.46 milhões e cerca de 20 % da população tem mais de 65 anos. Portugal é o quarto país da União Europeia com maior percentagem de seniores (idosos), logo a seguir a países como Itália e Grécia.
Desde os anos 60, o número de pessoas com mais de 65 anos aumentou de cerca de 700 mil para mais de dois milhões. Na década de 70, por cada sénior com mais de 65 anos, existiam duas crianças com menos de 10. No presente, as estatísticas mostram exatamente o oposto — por cada criança com menos de 10 anos, existem cerca de dois seniores.
O aumento do número de seniores significa também que os portugueses vivem mais tempo. Nos anos 60, a esperança média de vida para as mulheres era de 66 anos e para os homens 60. Agora, aos 65 anos, as mulheres podem esperar viver mais vinte anos e os homens mais dezassete, com o aumento da esperança média de vida para 80 anos.
No mundo, a população também está a envelhecer e a viver mais anos. Na maioria dos países, a percentagem do número de pessoas com idade sénior está a aumentar rapidamente, a par de uma diminuição no número de nascimentos. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o número de crianças continuará a descer até ao final do século. Estima-se que, até 2050, o número de pessoas com mais de 60 anos triplique de 400 milhões para mais de dois mil milhões.
Covilhã, distrito da Guarda, surgiu, esta manhã, com esta imagem. Muita neve, sol, frio, sem chuva, e uma temperatura de 2 graus. São flagrantes do inverno, a estação mais fria do ano.
Um título com uma trilogia temática à portuguesa. República, Desporto e Imprensa: a que propósito vem o desporto aqui citado? Imprensa com república tem conotações directas, embora nem sempre imparciais, já o desporto, em especial entre 1910-1926, aqui não faz sentido? Para mais o futebol com jogadores equipados a rigor! É mais uma daquelas investigações e publicações para ficar nas prateleiras. São livros sem leitura, meras empáfias.
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Barbosa, classifica como "uma afronta aos crentes" o uso de uma imagem de Jesus Cristo numa campanha do Bloco de Esquerda em defesa da adopção por casais homossexuais.
De acordo com o "Público", o BE vai colocar nas ruas um cartaz com a imagem de Jesus Cristo no qual se lê "Jesus também tinha dois pais" e que pretende assinalar a data de 10 de Fevereiro de 2016, dia em que o Parlamento confirmou as leis vetadas no final de Janeiro pelo Presidente da República, Cavaco Silva, sobre a adopção por casais homossexuais e as alterações à lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.
Manuel Marbosa, porta-voz da CEP, diz que o cartaz "afronta os crentes que seguem Jesus Cristo e os que são da Igreja, naturalmente".
"Deve haver respeito pela liberdade de expressão. Sabemos que esse respeito deve ser sempre um respeito mútuo. A liberdade implica sempre relação e co-responsabilidade e, este respeito mútuo, não sei se estará presente no anúncio deste cartaz", sublinha o Pe. Manuel Barbosa, para quem o cartaz do BE é "uma analogia sem sentido".

"É de lamentar que não se tenha em atenção as convicções de quem segue Jesus Cristo, mesmo que este cartaz já tenha sido feito noutros países. É uma cópia de muito mau gosto", sustenta.
O responsável pela comunicação da CEP disse ainda esperar que o cartaz "não seja motivo para desviar a atenção em relação aos problemas da vida das pessoas". O porta-voz dos bispos disse ainda que o cartaz "vale o que vale", realçando que "há coisas mais importantes".
Seniores de uma sabedoria eterna
Joaquim Rosa (1926-2016), ator português dos mais conceituados, faleceu esta semana, quase a completar 90 anos de idade.
Era natural de Évora e a sua carreira foi especialmente dedicada ao teatro. Fez também cinema e televisão. Um dos seus papéis cinematográficos mais emblemáticos foi o Padre Alves de Manhã Submersa (1980), realizado por Lauro António.
No teatro, entrou ainda em vários espectáculos encenados por Filipe La Féria, como "My Fair Lady" ou "A Casa do Lago". E antes do "25 de Abril" fez parte do grupo de atores famosos que protagonizaram os folhetins do teatro radiofónico, na então Emissora Nacional, ao lado de Rui de Carvalho, do saudoso Paulo Renato e tantos outros que marcaram uma geração de ouvintes.
Dono de uma voz inconfundível, senhor de uma postura delicada, graciosa, educada, Joaquim Rosa vivia há alguns anos na Casa do Artista e, como sénior, era o testemunho vivo de uma sabedoria eterna.
O teatro radiofónico era uma verdadeira escola para muita gente, pois, dava a conhecer grandes clássicos da literatura e consagrados artistas e intérpretes. Tudo isto pode ser recordado e melhor conhecido no livro de Eduardo Street - "O teatro invisível. História do teatro radiofónico". A primeira transmissão coube à peça de Júlio Dantas, "A Ceia dos Cardeais". Samuel Dinis seria um dos intérpretes, marcando o começo de uma carreira muito ligada ao teatro na rádio. Já em 1936 seria transmitida a primeira peça escrita para a rádio: Bodas de Lia, de Pedroso Rodrigues.
Em 1938, surgia Virgínia Vitorino (1898-1967) (do grupo de Fernanda Castro, que era mulher de António Ferro, presidente do Secretariado de Propaganda Nacional e da Emissora Nacional, a partir de finais da década de 1930). Membro do Conselho Permanente de Programas, Virgínia Vitorino foi fundamental para a transmissão regular de teatro radiofónico (como autora e intérprete sob o nome de Maria João do Vale).
Outra figura importante no arranque do teatro radiofónico seria Maria Madalena Patacho (1903-1993), autora de programas como Meia hora de recreio para crianças. Alice Ogando (1900-1981) e Odete Saint-Maurice (1918-1993) seriam duas das principais figuras na organização de programas de teatro radiofónico, havendo mesmo uma competição entre as duas para conseguirem séries mais longas de episódios. Outras ainda seriam Ema Paul e Judite Navarro (1918-1987).
Ao longo de 70 anos de teatro radiofónico, e num total de 237 folhetins, Alice Ogando foi a campeã da adaptação de romances a folhetins (28), seguindo-se Odete Saint Maurice (24), Judite Navarro (18), Ema Paul e Botelho da Silva (17) e Álvaro Martins Lopes (13). Dos autores representados, Camilo Castelo Branco vem à frente (11 títulos), acompanhando-o Alexandre Dumas (8), Walter Scott e Charles Dickens (6 cada um) e Júlio Dinis (5).
No mapa das figuras pioneiras, destaque ainda para Olavo d'Eça Leal (1908-1976), poeta, dramaturgo, locutor e escritor de teatro, que criou a personagem Octávio Mendes (Mendes), que o acompanhou em trinta anos de diálogos. E Jorge Alves (1914-1976), que começara no Rádio Clube Português e fora para os Estados Unidos aprender a técnica de montagem - ou sonorização ou realização radiofónica.
Com Jorge Alves nasceram os primeiros folhetins e os indicativos de cada programa, que alertavam os ouvintes para a sua transmissão. Assim como Álvaro Benamor (1908-1976), o responsável pelo programa Teatro das Comédias, que se prolongaria de 1952 a 1974.
Neste livro de Eduardo Street são evocadas outras vedetas - as vozes da rádio, de que se destaca a primeira locutora da Emissora Nacional, Maria de Resende, a qual ainda escreveu versos e contos para crianças e era muito popular entre os portugueses residentes no estrangeiro.

A Emissora Nacional (actual RDP) foi inaugurada a 1 de Agosto de 1935.
Mas há muitas outras vozes lembradas no livro, tais como Manuel Lereno (1914-1976, Carmen Dolores (n. 1924), Rui de Carvalho (n. 1927), Eunice Muñoz (n.1928) ou Canto e Castro (1930-2005).
Video (...) > https://www.youtube.com/watch?v=CCTGhD_d6wE
Eusébio Ferreira da Silva (1942-2014) é o único preto a ter estátua em Portugal. Coisa pouca, dizem alguns, para um país que durante séculos governou grandes territórios africanos. Eusébio foi um futebolista que nasceu na antiga cidade de Lourenço Marques (hoje, Maputo, Moçambique), jogou pelo Benfica e por outros clubes, bem como pela selecção portuguesa. A estátua simboliza a homenagem feita pelo Sport Lisboa e Benfica. Outros grandes futebolistas pretos e brancos jogaram pelo Benfica e não tiveram honras de estátua.
Na antiga África portuguesa (Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique) não há nenhuma estátua de um branco e as que havia foram derrubadas e destruídas pelos pretos logo que foi alcançada a independência por esses territórios (a partir de 1974…). E foram muitos os brancos que muito fizeram pelos Palops (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).
Não há aqui juízos de valores discriminatórios. Um ser humano é sempre um ser humano, seja branco, preto ou de outra cor de pele. As atitudes preconceituosas contra alguém são sempre condenáveis. A xenofobia e o racismo são questões étnicas e culturais.
Eusébio com Pelé
Há xenofobia como há xenofilia, ambas as posições são aceites. O preto Eusébio dos anos 60/70 do século XX, na órbita do futebol mundial, passou para o branco Cristiano Ronaldo, a partir da primeira década e anos seguintes do século XXI. A equidade não tem cor.
Na próxima segunda-feira, 29 de Fevereiro, a TSF comemora 28 anos da sua fundação. Em foco nesta efeméride vai estar uma Conferência sobre os mass media, a decorrer na Escola Superior de Comunicação Social (Campus de Benfica). Um tema que promete trazer à ribalta o aqui e agora da CS em Portugal, muito questionada nos últimos tempos. Um painel sénior a merecer atenções:

NOTA DE BOAS VINDAS
15h00
Victor Ribeiro, CEO GMG
INTERVENÇÃO DE ABERTURA
15h10
António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal
DEMOCRACIA DE PLURALISMO – O ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
15h30
Daniel Proença de Carvalho, Chairman do GMG; Carlos Magno, Presidente da ERC; Pacheco Pereira, Comentador e historiador; Paulo Baldaia, Director TSF
COFFEE BREAK
16h15
O CASO DO EL ESPANOL
16h30 - Pedro J. Ramirez, Key Note Speaker
MODELOS DE NEGÓCIO E SUSTENTABILIDADE DOS MEDIA
17h10 - Mário Vaz, CEO da Vodafone; Luís Mergulhão, CEO Grupo OMD; José Carlos Lourenço, COO do GMG; David Dinis, futuro Director da TSF
HOMENAGEM A EMÍDIO RANGEL
17h50
ENCERRAMENTO
18h30
João Soares, Ministro da Cultura
TSF em directo > http://www.tsf.pt/emdirecto.aspx
Os rinocerontes podem pesar 2.300 quilos. O seu tempo de vida oscila entre os 35 e 50 anos e têm, em média, cerca de 2 metros de altura. Apesar da grande corpulência estes mamíferos conseguem atingir a velocidade de 50 quilómetros/hora. Na imagem, o homem parece um anão quando junto ao rinoceronte.
O Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (ISU) e a Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) realizam o Seminário Internacional ‘Spread for Change – Partilha de Boas Práticas em Gestão de Programas de Voluntariado’, amanhã, 26 de fevereiro, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian. Este Seminário encerra o projeto Join4Change, cofinanciado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants).

Viver com sabedoria
As questões essenciais sobre o mundo e a vida colocam-se a todo o tempo, não têm idade, e por mais voltas que se queira dar ao assunto, iremos sempre parar ao início de tudo, ao "mistério", que ainda não foi completamente desvendado. Assim aconteceu ao longo dos séculos e até hoje a resposta definitiva ainda não foi dada, apesar dos desenvolvimentos materiais e progressos tecnológicos e mesmo com a ajuda dos filósofos ou cientistas da alma humana.
Às questões: "Quem somos?, donde vimos? e para onde vamos?, atribuídas aos filósofos gregos (Aristóteles, Platão e outros), o famoso filósofo alemão Kant (1724-1804) acrescentou: "O que posso saber?, o que devo fazer?, o que me é permitido esperar?, o que é o homem?"

Nesta sequência, e mais perto da nossa mentalidade atual, destaca-se Pedro Laín Entralgo (1908-2001), um dos mais destacados pensadores espanhóis do século XX, nasceu em Urrea de Gaén (Teruel), no dia 15 de fevereiro, no seio de uma família de médicos (avó e pai). Doutor em Medicina e licenciado em Ciências Químicas, foi Professor Catedrático de História da Medicina e Reitor da Universidade de Madrid; filósofo, historiador, dramaturgo, senhor de uma cultura vastíssima e de uma reflexão profunda, é considerado por muitos um herdeiro da "sabedoria renascentista".
Viveu a pensar e a investigar sobre a identidade humana, nas suas bases "corpo e alma", convocando os grandes do passado que também se debruçaram sobre estes temas e acompanhado os caminhos da ciência do nosso tempo. O seu labor intelectual foi distinguido várias vezes, como foi o caso do "Prémio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades", em 1989.

Sobre o imenso universo em que estamos envolvidos e condicionados por mais dúvidas do que certezas, por exemplo, Pedro Laín Entralgo escreveu o seguinte: "Um grão de poeira mínimo, tal é o que sou, tal é o meu corpo, quando o olho como parte do universo a que pertence. Mas no secreto interior da minha pequenez, sou também a minha admiração e o meu espanto, como Pascal, como Kant, como Unamuno, ainda que a meu modo, alguém capaz de se confrontar intelectualmente com a imensa realidade material que o envolve e condiciona. A que conclusão - ou a que perplexidade - me conduzirá um tal confronto?".
Enfim, a vida é uma constante interrogação, não há respostas já prontas, e viver com sabedoria é o mais que podemos aspirar, como bem ensinou Pedro Laín Entralgo, falecido há 15 anos, mas cuja obra escrita é um guia indispensável para seguirmos as questões existenciais com maior confiança.
Zhang Han, um jovem chinês sem braços, fez, ontem, o exame de acesso à Universidade de Arte e Design de Shandong. Teve que amputar os braços após um grave acidente mas nunca deixou de estudar e de pintar, sempre com o desejo de ingressar no ensino superior. Sem braços pinta com os pés e com tal perfeição que contagia quem está em seu redor…
Video (outros exemplos) > https://www.youtube.com/watch?v=Gc4HGQHgeFE
David Mourão-Ferreira, nome grande das letras portuguesas, nasceu em Lisboa, a 24 de fevereiro de 1927, e morreu nesta mesma cidade, em 1996. Escritor, ensaísta, crítico literário e poeta, licenciou-se em Filologia Românica na Universidade Clássica de Lisboa/Faculdade de Letras, onde foi aluno de Hernâni Cidade e Jacinto do Prado Coelho, e mais tarde também professor catedrático.

Foi secretário de Estado da Cultura, por duas vezes, entre 1976-78 e 1978-79; diretor do diário "A Capital"; responsável pelo Boletim Cultural do Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1984 e 1996; diretor da revista Colóquio/Letras; presidente da Associação Portuguesa de Escritores (1984-86) e vice-Presidente da Association Internationale des Critiques Littéraires.

Desde jovem participou em muitas iniciativas e novidades culturais do seu tempo, em parceria com outros poetas, nomeadamente António Manuel Couto Viana e Luís de Macedo, nas revistas "Távola Redonda" e "Graal". Apresentou vários programas de cultura, na rádio e na televisão.
A sua vasta obra foi distinguido com diversos prémios; e muitos dos seus poemas ou versos mais conhecidos foram cantados por fadistas, como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Dulce Fontes, entre outros.
Video de uma vida > https://www.youtube.com/watch?v=v4-tcoQp_TY
Esta é uma daquelas histórias que parece terem sido inventadas.
Nos anos 90, no parque de Yellowstone (nos EUA), os lobos já estavam praticamente extintos. Os cientistas resolveram então reintroduzir esses animais no parque. Como toda a gente sabe, os lobos são predadores e, por isso, muitos acreditavam que aquilo poderia ser prejudicial ao ambiente que já se encontrava em desequilíbrio.

Para surpresa dos cientistas, não foi o que ocorreu. Não só isso, mas outras coisas inesperadas e incríveis começaram a acontecer. E mais uma vez o homem se curvou diante da soberania da mãe natureza.
Espectacular!
Clicar aqui > https://www.youtube.com/watch?v=nW5ztScNCYk
Ponta do Sol, freguesia e município na zona oeste da Madeira, é uma terra com muita identidade histórica que, ainda hoje, está patente em algumas ruas da pequena vila. O seu povoamento iniciou-se em 1425, através dos portugueses vindos do Minho, das Beiras e do Algarve.
A riqueza dos seus solos foi bem aproveitada para a agricultura, em particular para a produção da cana-de-açúcar (considerada o ouro branco), de tal modo que em dezembro de 1501, por alvará do rei D. Manuel I, esta povoação foi elevada à categoria de vila e concelho municipal. A sua igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora da Luz, foi construída em finais do século XV e acolhe um acervo artístico, ao nível das capelas laterais e do teto, de grande valor.
O espaço urbano da vila da Ponta do Sol está também ocupado por casas com muita história, o mesmo se diga em relação a becos, ruelas e varandas, e, mais recentemente, pelo Centro Cultural John dos Passos, um imóvel situado na antiga casa onde nasceram (no século XIX) os avós deste escritor norte-americano, que emigraram para os EUA.

John dos Passos (1896-1970) não esqueceu as suas origens e na década de sessenta do século XX visitou a terra dos seus antepassados. É autor de 42 obras de referência da literatura americana e um dos membros da chamada "Lost Generation", uma geração de autores que residia em Paris durante a I Guerra Mundial (1914-1918) e a Grande Depressão (1929). Desta geração fizeram também parte os escritores E.Cummings e Ernest Hemingway, entre outros.

A vila da Ponta de Sol foi ainda berço do terceiro jornal que se publicou fora da cidade do Funchal; intitulava-se "Brado do Oeste" e saiu entre 1909 e 1918; tinha como diretor e redator principal o padre João Vieira Caetano (1883-1967), então pároco da vila da Ponta do Sol.
Ainda na Ponta do Sol encontra-se um edifício para sessões de cinema, construído em 1933. Era conhecido também como o clube, pois, nele reunia-se a aristocracia local para bailes, convívios, jogos e, claro, ver filmes.

Abdul Rashid Khan, cantor indiano, faleceu, na passada semana, aos 108 anos de idade (1908-2016). Nasceu no seio de uma família de músicos e desde cedo revelou apetências para o canto como para a arte musical. Foi outrossim compositor, escritor prolífico, poeta e conferencista de elevada craveira intelectual.
Abdul foi um guru da música indiana, citado como um dos expoentes máximos. No dia anterior à sua morte, tocou uma das suas composições mais famosas. Um adeus terreno para o mais velho músico sénior que deixa indeléveis recordações.

João Godim
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