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Sábado, 31 de Outubro de 2015

Literatura de seniores > poesia e política

A escrita é uma forma

de comunicar com os outros

João Carlos Abreu nasceu no Funchal em 1935 (fará 80 anos no próximo mês de Dezembro). Estávamos à beira do conflito mundial (1939-1945), prenúncio de vivências profundas e causa de muitas interrogações existencialistas. Na década em que o "Modernismo" na literatura portuguesa se afirmava cada vez mais, com a Revista "Presença" de José Régio, Carlos Queirós, Raúl Leal, Luís de Montalvor, Miguel Torga, Edmundo Bettencourt...

A década em que se despedia deste mundo Fernando Pessoa (1888-1935), o grande poeta dos heterónimos... E ainda outro grande poeta, Teixeira de Pascoaes, enveredava pela biografia, com os livros "São Paulo" e "São Jerónimo e a Trovoada".
A década em que a Madeira também foi cenário de protestos (a célebre Revolta de 1931, protagonizada essencialmente por militares exilados pelo novo regime do Estado Novo, como o general Sousa Dias). E em que o poeta João Carlos Abreu, atraído pela dimensão do mar, crescia a olhar «os navios brancos (...) que são caminhos enraizados de amizades paridas no ventre de todas as terras por onde ando», revela num dos seus escritos. E continua a viver do mar e das memórias, com a paixão dos amantes inseparáveis, e a escrever sempre, porque entende que «a escrita é uma forma de realização, um modo especial de transmitir o que vai na alma e de comunicar com os outros».


Comunicador nato e aberto ao mundo, João Carlos Abreu ostenta no seu percurso pessoal um currículo de alto valor: viveu em Londres, Roma (onde estudou jornalismo) e Bolzano (onde estudou Gestão de Empresas); fez ainda alguns cursos na área das relações públicas, em prestigiadas instituições norte-americanas; iniciou uma carreira jornalística aos 17 anos, com uma reportagem sobre a chegada de um navio cruzeiro à Madeira, e foi um dos poucos jornalistas portugueses no Concílio Vaticano II (1962-1965); trabalhou em vários hotéis, com o pelouro da dinamização turística e cultural, foi o principal responsável pela recuperação da Zona Velha da Cidade do Funchal, na década de 70, com a abertura de uma tertúlia na "Romana"; cidadão consciente dos direitos fundamentais.

Foi governante durante vários anos (nos executivos de Alberto João Jardim), como Secretário regional do Turismo e Cultura (1984-2007), sendo da sua autoria os cortejos carnavalescos, a Festa da Flor, o Festival do Atlântico e a Festa do Vinho, entre outros eventos; e criou o "Centro Cívico e Cultural - Memórias de João Carlos Nunes Abreu", na Calçada de Santa Clara, onde se expõe um vasto espólio de peças adquiridas ao longo das suas inúmeras viagens, que retratam a sensibilidade artística e intelectual do dador.

Quanto aos livros da sua autoria (em prosa e em verso), João Carlos Abreu não deixa de escrever, apesar da sua identidade sénior. E o mesmo se diga em relação ao prazer da leitura em geral. «São algo imprescindível. Nada supera o prazer de folhear um livro e de interiorizar o seu conteúdo. Nem mesmo a internet», disse um dia.

O ser poeta, é outra marca que está bem impressa na sua vida, desde que nasceu, por muitos mundos que tenha conhecido e apreciado, e isso deve-se ao mar... «O responsável pela minha veia poética. A memória da minha infância diz-me que foi este mar que me fez poeta», garante.

Alguns títulos de João Carlos Abreu a recordar: "Da Ilha e de Mim";  "Água no Mar"; "Ilha a Duas Vozes";  "Turismo das Culturas"; "Dos Deuses ao Turismo dos Nossos Dias"; "Dona Joana Rabo de Peixe"; "Barca sem Rumo"; "Poemas do Silêncio";  "Mete-me no teu Coração"...

Música > https://www.youtube.com/watch?v=FCvzboAf-KQ

NB: Cavaquinho que na Madeira é conhecido por Braguinha ou Machete.

publicado por j.gouveia às 11:05

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Anamorfoses

Em exibição na cinemapolítica, por mais onze dias.

publicado por j.gouveia às 15:01

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Literatura de seniores > Prémio para Teolinda Gersão

Sabedoria e vivência sénior

Teolinda Gersão, escritora e catedrática jubilada da Universitária Nova de Lisboa, vai receber, no próximo mês de Novembro, o Prémio Fernando Namora, instituído pela Estoril Sol, pelo seu romance “Passagens” (publicado em 2014 pela Sextante). Esta é a segunda vez que a escritora, actualmente com 75 anos, recebe este galardão, pois, em 2001 foi também distinguida pelo romance “Os teclados”.

Teolinda Gersão nasceu em Coimbra, mas estudou Línguas e Literaturas Germânicas, Românicas e Anglísticas, nas Universidades em Tubingen, Berlim e em Coimbra. Enquanto docente universitária leccionou Literatura Alemã e Literatura Comparada. Desde 1995 que se dedica exclusivamente à literatura, com assinalável sucesso.teolinda 1 foto.jpg

O júri desta 18.ª edição do Prémio Fernando Namora foi constituído por Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, entre outras entidades. Na acta, referindo-se ao romance "Passagens", o júri salientou "tratar-se de uma obra que foca temas de grande actualidade, com um número muito significativo de personagens, com uma economia de texto sóbria e ponderada, assumindo uma crítica social ligada à heterogeneidade das realidades familiares contemporâneas".

Teolinda Gersão "trata o tema das passagens não apenas de cada ser humano para com os outros, mas também na relação entre a vida e a morte - numa atmosfera poética, que muitas vezes surpreende o leitor", sublinhou o júri. "O ideal humano e social de cada personagem, designadamente, dos cuidadores e dos doentes, está fortemente ancorado na capacidade de compreender as diversas facetas da vida", acrescentou o júri.
Em síntese, trata-se de uma obra singular em que se revelam: "Os segredos das famílias. As mentiras, as histórias falsas, que dão origem a memórias falsas. Os grandes erros que alguém comete, e são pagos pelas gerações seguintes. Mesmo que se queira apagá-los, silenciá-los, estão lá. E voltam à superfície para serem pagos."
Teolinda 2 foto.jpg

A par da escrita criativa, Teolinda Gersão desenvolve também a crítica literária. E nos últimos trinta anos a sua obra de romancista tem sido bastante reconhecida:  recebeu duas vezes o prémio de ficção PEN Clube, atribuído ao seu livro de estreia, "O Silêncio", em 1981; e ao romance "O Cavalo de Sol", em 1989. Foi também galardoada com o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores em 1995 e, na Roménia, com o Prémio de Teatro Marele do Festival de Bucareste (adaptação da obra ao teatro) com o romance "A Casa da Cabeça de Cavalo".

Em 2003, o seu livro "Histórias de Ver e Andar" recebeu o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, da Associação Portuguesa de Escritores. À edição inglesa do seu livro "A Árvore das Palavras” foi atribuído o Prémio de Tradução 2012.
Estamos perante uma escritora de referência no actual quadro da literatura portuguesa, com uma grande vantagem para os leitores, pois, encontram na sua obra uma maturidade e uma sabedoria incalculáveis, fruto da sua formação intelectual e também da sua vivência sénior. Vale a  pena ler ou reler Teolinda Gersão.

publicado por j.gouveia às 11:36

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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2015

Literatura de seniores > Paulo Castilho

Exercício da escrita e da diplomacia

É um dos raros diplomatas que assume também o ofício da escrita com elevada mestria. Falamos de Paulo Castilho (n.1944) que, no conjunto da chamada literatura sénior, já granjeou a fama merecida, tanto da parte dos seus leitores, como dos críticos literários. Filho do também diplomata e ensaísta Guilherme de Castilho (1912-1987), muito dedicado à obra de Raul Brandão e António Nobre, bem como da escritora Marta de Lima, Paulo Castilho fez estudos primários e secundários na África do Sul, Hong Kong, Macau e Lisboa.

Licenciado em Direito e diplomata de carreira, ocupou postos em Washington e Londres, foi director-geral das Comunidades Europeias, embaixador de Portugal na Suécia, no Conselho da Europa e na Irlanda.

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A estreia como escritor deu-se com o livro “O Outro Lado do Espelho”, na década de 80, tendo então recebido o Prémio Literário Diário de Notícias. Em 1989, com o romance “Fora de Horas” revelou-se como uma das vozes mais singulares da ficção portuguesa na actualidade, o que foi reconhecido pelos mais importantes prémios literários - Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, Prémio do PEN Club Português, Prémio Eça de Queirós (também escritor diplomata de grande competência intelectual, viveu entre 1845 - 1900) e Prémio Fernando Namora (1919-1989).

Outros títulos de Paulo Castilho: “ Público, Letra e Música”, “O Sonho Português, Sinais Exteriores”... Tudo, romances e novelas, num estilo acessível, quase coloquial, com preferência por assuntos e personagens que interessam a toda a gente e que denunciam situações muito concretas, reais, passadas no nosso meio e ambiente, a confirmar o acompanhamento e a atenção permanente do autor em relação ao acontece especialmente no mundo português.

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Paulo Castilho "usa a técnica da alternância de pontos de vista na observação desapaixonada mas exacta do comportamento humano – por exemplo, a capacidade para retratar o universo feminino - e da realidade quotidiana, com recurso à frase curta" é uma das suas qualidades estilísticas.
Na opinião de Seixas da Costa (n. 1948, também diplomata e docente univwersitário): "Há hoje muito poucos diplomatas que se dedicam à escrita de ficção. Além dele (Paulo Castilho), apenas Marcello Mathias e Luís Filipe Castro Mendes publicam obras com alguma regularidade. Mas todos, sem exceção, com elevada qualidade, como a crítica sempre reconhece. O que é, "corporativamente", uma constatação muito agradável."

publicado por j.gouveia às 09:02

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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015

Jornalismo sem censura, onde?

Liberdade, liberdade de escrita não há 

Os direitos, liberdades e garantias não são banalidades. Direito exige demonstração, liberdade tem limites e garantia não abdica da seriedade. Nem a comunicação social pode dizer o que bem entende nem os cidadãos sujeitos a notícias que põem em causa os seus direitos, sejam generais, oficiais ou praças. O cidadão José Sócrates, ex-primeiro ministro de Portugal, recorreu para os tribunais com o objectivo de pôr cobro a notícias sobre a sua pessoa. O tribunal deu-lhe razão. Nenhum cidadão, independentemente da sua condição civil, pode ser tratado como bem entendem alguns mass media. A liberdade tem limites e o choradinho nervoso ao trazer à memória a censura=exame prévio revela ignorância ou canalhice. Não há comparação alguma.

 

A grande maioria dos jornalistas actuais não sabe como era ser jornalista no anterior regime, do lápis azul e da famigerada censura. Nós tivemos essa experiência e sabemos muito bem as diferenças, que presentemente não são assim tão grandes como alguns dizem. Liberdade, liberdade de escrita não há.

O jornalista assalariado de uma empresa de comunicação social tem de seguir a orientação editorial determinada pela entidade patronal. Manda o patrão e neste mandar estão os limites e objectivos. Não tenhamos ilusões. Nunca houve tanta auto-censura como agora. Nem tudo cabe na notícia. Jornalismo sem censura, onde?

publicado por j.gouveia às 18:03

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Frases célebres

Música > https://www.youtube.com/watch?v=NygQ7TVXB9U

publicado por j.gouveia às 16:59

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Literatura de seniores > Lídia Jorge

Os escritores são seres de liberdade

e de libertação dos outros

Nome incontornável da actual literatura, Lídia Jorge é considerada como uma das mais ilustres referências da ficção portuguesa, na esteira de Agustina Bessa-Luís. Como romancista tem-se revelado prodigiosa quanto a temas que exprimem a tradição oral, quadros alegóricos e mitos sociais que relatam pertinentes realidades do nosso país.

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Entre as suas obras principais destacam-se: O Dia dos Prodígios (1979), O Cais das Merendas (1982); A Costa dos Murmúrios (1988), livro sobre a experiência da guerra colonial em África, adaptado ao cinema; O Vale da Paixão (1998); O Vento Assobiando nas Gruas (2002), no qual a autora aborda a relação entre uma mulher e um homem africano perante uma sociedade de contrastes, distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, em 2003. Os mais recentes títulos são: Os Memoráveis (2014), sobre a Revolução de 1974, e O Organista (2014),"uma prodigiosa fábula sobre a criação do Universo e a relação dos homens com Deus".

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Os temas abordados por Lídia Jorge correspondem a muitas das suas vivências passados em vários lugares. Nascida em Boliqueime, Algarve (18 Junho de 1946), formou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa e foi professora do ensino secundário em Angola e Moçambique, antes de se fixar em Lisboa.
Está traduzida em diversas línguas e, em 2013, foi considerada uma das “10 grandes vozes da literatura estrangeira” pela revista francesa Magazine Littéraire, juntamente com a britânica Zadie Smith, do norte-americano Richard Powers, do Nobel chinês Mo Yan, da canadiana e também Nobel, Alice Munro, do Nobel turco Orhan Pamuk, da norte-americana Laura Kasischke, do espanhol Enrique Vila-Matas, do norte-americano John Irving e do islandês Arnaldur Indridason.

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A escritora já recebeu, entre outros, o Prémio Dom Dinis, o Prémio PEN Clube, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia... Em Novembro, de 2014, foi distinguida, por unanimidade, com o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura atribuído pelo Ministério da Cultura de Espanha e pela Secretaria de Estado da Cultura de Portugal, e, já este ano, recebeu o Prémio Vergílio Ferreira atribuído pela Universidade de Évora.
Para Lídia Jorge: «A escrita é redentora. A escrita faz com que o autor, independentemente do reconhecimento, tenha uma história de vida magnífica. (...) A literatura dir-se-ia um permanente treino da alteridade. Os escritores são seres de liberdade e de libertação dos outros

Música > https://www.youtube.com/watch?v=CdRiB07Jkq8

publicado por j.gouveia às 12:21

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Terça-feira, 27 de Outubro de 2015

Memória de Virgílio Teixeira

Um dos maiores galãs do cinema 

Se fosse vivo, Virgílio Teixeira, um dos mais conceituados atores do cinema português e internacional, teria celebrado esta semana (dia 26 de outubro), 98 anos de idade. Faleceu há dez anos, a 5 de dezembro.
Virgílio Teixeira nasceu, em 1917, no Funchal, onde se tornou muito conhecido pelas proezas desportivas, nomeadamente ténis, natação e futebol. Fascinado pelo cinema, a partir do momento em que Jorge Brum do Canto filmou a «Canção da Terra» no Porto Santo e na Madeira, viajou para a Lisboa para tentar a sua sorte. Começou como simples figurante no filme «O Costa do Castelo» (1942); assumiu o primeiro papel no filme «Ave de Arribação» (1943), tornando-se rapidamente um dos maiores galãs dos anos 40 e 50 em Portugal.


Entre os seus papéis mais conhecidos desse tempo, destacam-se: «Fado, História de Uma Cantadeira» (1947), de Perdigão Queiroga ao lado de Amália Rodrigues, «José do Telhado» (1945) e «A Volta de José do Telhado» (1949), «Um Homem às Direitas» (1944) e «Ladrão Precisa-se!...» (1946), de Jorge Brum do Canto, «Ribatejo» (1949), de Henrique Campos, e «Nazaré» (1952), de Manuel Guimarães.

Na mesma época, participou em muitos filmes rodados em Espanha, onde foi também reconhecida e acarinhada a sua popularidade. Aliás, foi em Espanha que estabeleceu os primeiros contatos com Hollywood, através das super-produções, na década de 50. Foi assim que Virgílio Teixeira participou em filmes como «Alexandre, o Grande» (1956), de Robert Rossen, ou «El Cid» (1960), de Anthony Mann.


A partir de então, dividiu a sua carreira entre os EUA e a Europa, tornando-se no ator português mais internacional, com notáveis participações como: «A 7ª Viagem de Sinbad» (1958), de Nathan Juran, «Salomão e a Raínha de Sabá» (1959), de King Vidor, «A Queda do Império Romano» (1963), de Anthony Mann, «Dr. Jivago» (1965), de David Lean, e «O Regresso dos Sete Magníficos» (1966), de Burt Kennedy.
No cinema e realização portugueses, releva-se também a participação de Virgílio Teixeira no: «O Crime de Simão Bolandas» (1978), de Brum do Canto, «Os Batoteiros» (1982), de Barbet Schroeder, e, principalmente, «A Mulher do Próximo» (1988), de José Fonseca e Costa, com Carmen Dolores, e «Um Homem às Direitas», de 1944.
Na televisão, o seu papel mais memorável foi, segundo os críticos, o do engenheiro António Fontes, na telenovela «Chuva na Areia» (1984).

Video > https://www.youtube.com/watch?v=b8YNba-v0Pc

publicado por j.gouveia às 15:21

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015

Literatura de seniores

Os grandes pensadores

e escritores da idade d'ouro

O saudoso professor Agostinho da Silva (1906-1994) costumava dizer que «o homem não nasceu para trabalhar, mas para criar». E que a vida humana se deve reger por três "S": «Sustento, Saber e Saúde». Com base nesta asserção de um sábio, podemos acrescentar que tudo o mais se deve subordinar a esta profunda realidade, porque viver deve dar gozo, felicidade e capacidade para se ultrapassarem as rotinas necessárias à sobrevivência natural. A "criação" é a meta para a qual devemos apontar todos os esforços e interesses essenciais. Assim diziam também os sábios da antiga Grécia, que optaram pela "Filosofia" (amor pelo saber) e viveram com grande admiração (contemplação) a grandeza do universo.
Nos nossos dias, no  mesmo interesse pelo verdadeiro saber e sentido de vida defendidos pelo professor Agostinho da Silva podem-se incluir, na nossa opinião, os grandes escritores e pensadores, como podemos testemunhar através de autores sexagenários que, por exemplo, estão entre nós e são particularmente estimados por muitos leitores.


Falamos hoje de João de Melo, um dos nomes mais aclamados da literatura portuguesa contemporânea,  natural de São Miguel, Açores (n.1949). Ficcionista, poeta e investigador literário, é formado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, foi professor do ensino secundário e superior por largo tempo, mas a sua experiência da guerra colonial, em Angola, entre 1971 e 1974, tornou-se marcante no testemunho da  escrita dos seus  livros, bem como a sua condição de ilhéu.

Por exemplo, os títulos: Histórias da Resistência (1975),  A Memória  de Ver Matar e Morrer (1977) ou Gente Feliz com Lágrimas (1988), tornaram-no bem conhecido do grande público, com reconhecido prestígio entre os seus pares, obtendo merecidos prémios. Aliás,  o romance Gente Feliz com Lágrimas foi distinguido com cinco prémios literários, entre os quais o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, e adaptado para uma série televisiva ( RTP).

A leitura não tem idade
A obra, que “marcou várias gerações de leitores”, segundo as Publicações D. Quixote, conta a história “de uma família que se desfaz e refaz pelas paragens onde a levam os bons e mais augúrios, uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas”.
Por ocasião do 25.º aniversário da primeira edição daquele  romance  João de Melo afirmou: "As palavras são, para nós, escritores, a chave do mundo que trazemos oculto dentro de nós, que é fruto daquilo que sabemos, que fazemos e dos sítios onde estivemos". Autor de mais de vinte títulos, entre ensaio, antologias, poesia, romance e conto, João de Melo está traduzido em vários países europeus e no continente americano. O seu mais recente romance, “Lugar caído no crepúsculo”, uma história sobre a vida para além da morte, foi publicado em Novembro de 2014.


Além da escrita e da docência,  João de Melo exerceu também  o cargo de conselheiro cultural da embaixada de Portugal em Madrid entre 2001 e 2010, tendo criado nessa oportunidade  "A Montra  Portuguesa", um grande evento além fronteiras.
Sobre o momento atual da cultura, caracterizado pela "crise", afirmou em entrevista à agência Lusa (2014) que, apesar de tudo: "Há depois um movimento de insubordinação de criadores que persistem  e que afirmam toda a sua capacidade de movimentação e de criação. Os momentos  de crise também costumam ser bastante profícuos. A nossa cultura está bastante  viva embora não abunde em termos de espetáculo público",
Em relação ao discurso de  guerra presente na sua escrita, reconheceu que  "é absolutamente central", como também o da ditadura: "Eu vim ao mundo num momento  crucial desta realidade portuguesa".
João de Melo explicou ainda que  a génese da sua literatura é universal. Embora nascido nos Açores, considera que  "não há lugar, pode haver tempo, não há pequeno nem grande, ilhas ou continentes, porque o que interessa é a condição humana,  que é igual nos Açores, no continente, na Europa, na Ásia e na América".


Resta acrescentar que esta convição de João de Melo está em consonância com o percurso cheio de coragem  que desde jovem empreendeu, com uma vocação humanista, ao deixar aos 11 anos de idade a sua ilha natal para prosseguir os estudos no continente, como aluno interno do Seminário dos Dominicanos, onde ficou entre 1960 e 1967. Aos 18 anos abandona o seminário e passa a viver em Lisboa, onde  prosseguiu os estudos, ao mesmo tempo que  trabalhava e colaborava na imprensa escrita, com contatos próximos de importantes escritores, como Ferreira de Castro.

Video > https://www.youtube.com/watch?v=cySf9XHInpY

publicado por j.gouveia às 19:45

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Humor futurista

Miguel Albuquerque, presidente da autarquia do Funchal, algures na floresta laurissilva da Madeira, património da humanidade. Parece, mas não é. Imagem com humor futurista, com a devida vénia de <http://designtaxi.com/>. O avanço da civilização também faz-se com retrocessos.

Video (5') > https://www.youtube.com/watch?v=3BHijQmbfVs

publicado por j.gouveia às 08:57

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Domingo, 25 de Outubro de 2015

Memória de Marcello Caetano

Fácil é ser governante, difícil é governar

Voltamos, hoje, a lembrar a memória de Marcello Caetano (1906-1980), na passagem do 35.º aniversário da sua morte. Credenciado jurista e presidente do Governo português entre 1968 a 25 de abril de 1974, Marcello Caetano morreu a 26 de outubro, no Brasil, onde estava exilado... Longe de saudosismos doentios, lembramos a figura de estadista e de intelectual que esteve na transição de um regime autoritário para a democracia parlamentar. 

É fácil fazer "tábua rasa" do passado, mas quando se conhecem os contextos históricos que, na caminhada do tempo, se sucedem inevitavelmente uns aos outros, é legítimo não deixar cair no esquecimento o que faz parte da chamada identidade nacional, com tudo o que isso implique de bom e de mau em termos de poder e autoridade política. Diz-nos a história que é fácil ser governante, difícil é governar.
No livro "Marcello Caetano - Um Destino", de Luís Manuel Teles de Menezes Leitão (professor catedrático - Ciências Jurídicas - na Faculdade de Direito de Lisboa, e especialista em assuntos Fiscais), lê-se que: «O consulado de Marcello Caetano é infelizmente desvalorizado na história do século xx, sendo apresentado quase como um parêntese entre o regime salazarista e o regime democrático que se seguiu à Revolução de 25 de Abril de 1974. Tal constitui uma perspetiva extremamente injusta, pois esquece a extraordinária obra do governo de Marcello Caetano, especialmente nos planos económico, social e laboral".

Na verdade, "Marcello Caetano deve ser considerado como o verdadeiro fundador do Estado social em Portugal, que o regime democrático depois veio a desenvolver e cuja sustentabilidade é hoje tão questionada. Precisamente por isso, quando, passados 40 anos após a Revolução de 25 de Abril, se assiste ao desmantelamento progressivo do Estado social, convém que a História preste alguma atenção à vida do homem que o iniciou no nosso país.»

Esta mesma realidade é tema de um importante ensaio da autoria do professor Luís Reis Torgal (da Universidade de Coimbra, especialista em História Contemporânea, sobretudo do Estado Novo), intitulado "Marcello Caetano, marcelismo e "Estado social": uma interpretação. «Fala-se muitas vezes de “Primavera marcelista” e de “liberalização bloqueada” para caracterizar o regime de Marcello Caetano (1968-1974). Por sua vez, o sucessor de Salazar insistia na ideia de que se tratava de uma “Renovação na continuidade” e preferiu utilizar o conceito de “Estado Social” para caracterizar o Estado Corporativo, cuja denominação também manteve, considerando que deveria ser aperfeiçoado. Este conceito de “Estado Social”, se é assim entendido por Marcello, não deixa de ser, embora apenas formalmente e com outro sentido, o mesmo conceito hoje tão usado no debate político, considerando-o, alguns, essencialmente uma conquista da democracia, que, todavia, se está a perder.

No tempo de Marcello Caetano, o seu regime foi criticado à direita e à esquerda, considerando-o a primeira uma traição ao salazarismo e, sobretudo, à sua concepção de Estado uno e, a segunda, um Estado Novo sem Salazar e… com Marcello Caetano. "Afinal o que foi o Marcelismo ou o período marcelista e quem foi Marcello Caetano? Este ensaio, retomando outros trabalhos realizados — num tempo em que os estudos sobre o estadista parecem ser mais frequentes na historiografia portuguesa, muito mais interessada por Salazar — pretende, de uma forma assumida e fundamentada, responder a esta questão.»
Goste-se ou não desta personalidade, sem paixões ou fanatismos, é preciso reconhecer que a sua vida e obra ficam na História do nosso país e servem de lição para se compreender a realidade de hoje. Boas leituras.

Video (8´) > https://www.youtube.com/watch?v=DRuCYLcah6M

publicado por j.gouveia às 15:53

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Foto do dia

Fluxo de imigrantes e refugiados continua a ter a Europa como destino. Um drama sem precedentes na história da humanidade do velho continente. Fala-se em mais de meio milhão de cidadãos em caminhada sem destino certo. As cimeiras, decisões e conversações políticas e governamentais nunca dão a pronta resposta às gritantes necessidades. A vida sem idade, sem lar, sem mantimentos, a resistência tem limites e o ponto final é a morte. Uma "foto do dia" com apelo confrangedor expresso nos rostos e nos olhares perdidos algures na Euroa do século XXI. (help-me > ajude-me)

publicado por j.gouveia às 09:21

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Sábado, 24 de Outubro de 2015

Dia das Nações Unidas

Alcançar a paz e a segurança no mundo
Passam hoje (dia 24 de outubro) 70 anos sobre a entrada em vigor da Carta das Nações Unidas (ONU). Num dos seus princípios lê-se: "Nós os Povos das Nações Unidas, decididos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra...a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem... resolvemos conjugar os nossos esforços para a consecução desses objetivos".
A evolução destes propósitos está à vista de todos, com mais ou menos realizações, mas na certeza de que não se podem abdicar ou deixar de proclamar tais normas em benefício de toda a humanidade.

De acordo com a própria Organização (ONU), os inícios da ONU reportam-se ao ano de 1899 e à cidade de Haia (Holanda), quando então se realizou uma a Conferência Internacional da Paz. Mais tarde, em 1919, com objetivos semelhantes, foi criada a Liga das Nações, no Tratado de Versalhes (França); considerada a precursora da ONU, tinha como missão “promover a cooperação internacional e alcançar a paz e a segurança”. Os seus membros fundadores foram: a Grã-Bretanha, França, Japão, sendo que depois entraram a Alemanha e URSS.
 
Os Estados Unidos da América (EUA) foram um dos idealizadores do projeto, mas não se tornaram membro efetivo. Apesar de tudo, a Liga das Nações encerrou as suas atividades por não conseguir evitar a II Guerra Mundial (1939-1945), conflito que suscitaria outras tomadas de posição e declarações sobre os direitos fundamentais dos povos, bem como a negociações entre as principais potências mundiais para a criação de uma nova entidade para o reforço da paz.
Assim aconteceu ainda durante a Guerra (entre 1941 e 1942), com Franklin Roosevelt (EUA) e Winston Churchill (1º ministro da Grã-Bretanha) a serem os principais signatários, primeiro da Carta do Atlântico, e depois da “Declaração das Nações Unidas".
Em 70 anos de Nações Unidas, já houve um português a presidir à Assembleia Geral da ONU, Diogo Freitas do Amaral (o único até agora), cargo que ocupou entre 1995 e 1996. Político e professor de Direito, desempenhou vários cargos de governação no nosso país, como fundador do Partido CDS/PP e ministro dos Negócios Estrangeiros, entre outros. Em recente entrevista, declarou-se honrado com a sua eleição há 20 anos e afirmou que: "Grandes problemas mundiais que se foram resolvendo, como o desarmamento, como o fim dos impérios coloniais europeus, como o fim do apartheid, etc, todos esses problemas foram resolvidos por aplicação das resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas."
publicado por j.gouveia às 09:27

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015

Patranha!

Cavaco Silva, na razão dos seus poderes, lançou o mais duro e miserável golpe na democracia. Como Presidente da República mandou para o lixo cerca de dois milhões de portugueses que votaram nos partidos da esquerda e indigitou para governar uma coligação (PSD-CDS), sabendo de antemão que esta não tem maioria para governar. Cavaco Silva deixou cair a máscara da protecção dada ao governo liderado por Passos Coelho que, em condição de imparcialidade, não teria durado quatro anos. Que os dez mil euros/mês da sua reforma (como disse) sejam suficientes para uma velhice feliz e esqueça o tal epiteto de "palhaço" que, em Maio de 2013, o escritor Miguel Sousa Tavares o brindou. Um adeus de alívio depois de tanta patranha. Vá, vá!

Comunicação (video 10') http://www.cmjornal.xl.pt/multimedia/detalhe/veja_o_discurso_de_cavaco_silva_ao_pais.html

publicado por j.gouveia às 17:59

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Carlos Queiroz, escritor

O poeta das coisas simples

Recorda-se neste mês de Outubro (dia 27), o aniversário da morte de Carlos Queiroz (1907-1949), o poeta das coisas simples, sentimentos ingénuos, sinceros e autênticos, sobrinho de Ofélia Queiroz (colega de trabalho de Fernando Pessoa, num escritório da baixa lisboeta, e por quem o poeta dos heterónimos teve uma paixão efémera).

Profundo conhecedor da lírica portuguesa e influenciado pelo "simbolismo" francês, Carlos Queiroz deixou uma obra poética de indiscutível modernidade, com poucos títulos e publicações devido à sua breve vida (morreu aos 42 anos de idade), apesar de tudo um tempo suficiente para se afirmar com autoridade, e merecedor de toda a atenção.

Quem não se lembra do poema "Menino, queres ser meu mestre? / - Contigo tinha tanto que aprender! A ser casto, sem querer; / A ser bom, sem o saber; A ser alegre, sem ter / Motivos para o ser» (...)
E aqueles outros versos cantados por Carlos do Carmo, com o título "Canção Grata"...

Por tudo o que me deste:
> Inquietação, cuidado,
 (Um pouco de ternura? É certo, mas tão pouco!)
 Noites de insónia, pelas ruas, como um louco...

> Obrigado, obrigado!

 Por aquela tão doce e tão breve ilusão.
 (Embora nunca mais, depois que a vi desfeita,
 Eu volte a ser quem fui), sem ironia:

> Aceita a minha gratidão!


 Que bem me faz, agora, o mal que me fizeste!
> Mais forte, mais sereno, e livre, e descuidado...
 Sem ironia: — Obrigado, obrigado
 Por tudo o que me deste!

Música > https://www.youtube.com/watch?v=Wzkz9IABhPk

publicado por j.gouveia às 08:01

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Portugal está mais pobre

Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicoindicam que Portugal está mais pobre, após quatro anos de dura austeridade. Entre 2011 e 2014, o índice de pobreza aumentou de 8.3 para 10.6 e os pobres estão mais pobres – a taxa de intensidade da pobreza passou de 24.1 para 30.3; estamos perto dos 2 000 000 de pobres – quase 20% da população vive com menos de 5 000€/ano; o rendimento médio caiu cerca de 8.5%; no âmbito da OCDE, Portugal é dos piores países no apoio a crianças e idosos. (Ipsis verbis).

Músicahttps://www.youtube.com/watch?v=AVWT8eOW3ec

publicado por j.gouveia às 07:52

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

Memória de Emmanuel Levinas

Ver sempre mais fundo e mais longe

Entre os filósofos do século XX que mais se destacaram na defesa da ética e da dignidade do outro está Emmanuel Levinas (1906-1995), passam agora (a 25 de dezembro) 20 anos sobre a sua morte. A sua experiência pessoal, a sua formação intelectual e o seu labor filosófico, num tempo marcado por guerras e sofrimento, provam ainda hoje que o ser humano tem capacidades para se transcender ou alcançar altos níveis de realização. Seguir as propostas deste ilustre pensador é captar o essencial a que aspiramos sempre que a desilusão e o descrédito parecem rodear e intoxicar os nossos propósitos de agir em conformidade com a causa pública, por exemplo.

 

Por vezes, há a sensação que nada nem ninguém merece a nossa confiança, o nosso voto, porque se descobrem promessas vãs, tudo fica num impasse, com consequências nefastas para a coletividade. Pode-se dizer: "sempre foi assim, nada de ingenuidades!", mas quando se tem por base uma "ética" e um "respeito" pelo "outro", esta afirmação exige que não nos conformemos com a situação. É o que nos ensinam os filósofos, como Emmanuel Levinas, verdadeiros gigantes que nos fazem ver sempre mais fundo e mais longe. Por isso as suas razões não passam de moda e são lições eternas.

Emmanuel Levinas, que adotou a França para se exprimir filosoficamente e onde viveu a maior parte da sua vida, nasceu na Ucrânia, no  seio de uma família judia. Cedo se familiarizou com os grandes clássicos russos, pois o seu pai era livreiro. Ainda na sua terra natal assistiu, à revolução bolchevique de Outubro, em 1917, com todos os tormentos que se conhecem. Na década de 20 mudou-se definitivamente para a Europa, onde desenvolveu estudos superiores com os principais mestres da altura, por exemplo, foi aluno de Edmund Husserl e de Martin Heidegger.

No início da II Guerra Mundial (1939), foi capturado e feito prisioneiro pelos alemães, durante cinco anos. A sua família foi também dizimada... Neste contexto, confrontou-se com os dramas humanos e "ódio do homem contra o outro homem" promovido pela ideologia nazi. No cativeiro, escreveu grande parte de sua obra "De l’Existence à l’Existant". Depois da guerra, dedicou-se ao ensino e a redigir os fundamentos do seu pensamento, sendo de destacar outro importante título - "Totalité et Infini".

Nas suas próprias palavras e memória histórica, jamais se poderá esquecer ou passar ao lado do “século que, em trinta anos, conheceu duas guerras mundiais, os totalitarismos de direita e de esquerda, nazismo e estalinismo, Hiroshima, os gulags, os genocídios de Auschwitz e do Cambodja. Século (XX) que finda na obsessão do retorno de tudo o que estes nomes bárbaros significam. Sofrimento e mal impostos de maneira deliberada, mas que nenhuma razão limitava na exasperação da razão tornada política e desligada de toda a ética.

Música > https://www.youtube.com/watch?v=Ps6EtkLCLro

publicado por j.gouveia às 07:40

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2015

O discurso proibido

Fez dois anos que faleceu Hugo Chávez, presidente da Venezuela, país onde vivem cerca de meio milhão de emigrantes portugueses, na sua maioria madeirenses. Cháves morreu aos 58 anos, "assassinado". A sua frontalidade, ante tudo e todos, causou revoltas e fez levantar consciências. O video que se segue (abaixo), está titulado de "O Discurso Proibido"... por causa de quê?

Video (22')https://www.youtube.com/watch?v=au_5oCd-8lo

Música > https://www.youtube.com/watch?v=YigKTr-qqJM

publicado por j.gouveia às 09:28

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Galardão italiano para Tolentino Mendonça

O que é a mística?

O poeta, sacerdote e docente universitário José Tolentino Mendonça foi galardoado com o Prémio literário "Res Magnae 2015", uma distinção italiana atribuída no campo da ensaística, com a obra "A Mística do Instante" (editada pelas Paulinas em 2014). Natural da Madeira (n. em 1965, em Machico), Tolentino Mendonça é Doutorado em Teologia Bíblica e atual vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, onde é também docente na Faculdade de Teologia. Entre vários outros desempenhos, é ainda consultor do Conselho Pontifício para a Cultura do Vaticano.

Poeta e ensaísta de méritos consagrados, desde há algum tempo, com obras traduzidas no estrangeiro e interpretações críticas muito favoráveis, Tolentino Mendonça propõe-se nesta obra - "A Mística do Instante" - despertar o leitor para a vivência espiritual dentro dos próprios instantes da vida quotidiana, considerando-se o espiritual tão familiar a todos, no espaço e tempo de cada um, e não apenas uma mera realidade de alguns, a partir de situações quase inatingíveis.

Num breve resumo disponibilizado pela editora, ficamos a saber por este livro as razões de conforto e de sabor que caracterizam a vivência de Deus em qualquer tempo da humanidade. Assim: "O teólogo Karl Rahner assinou uma famosa interjeição que dizia: “o cristão do futuro ou será um místico ou nada será!”. Mas temos de entender-nos sobre o que é a mística. Uma interpretação muito disseminada encara-a como uma prática elitista que consiste num desligar-se do mundo para reentrar no espaço interior.

A narrativa bíblica, porém, afasta-se propositadamente das versões espiritualistas. Ela defende uma compreensão unitária da vida, não deixando dúvidas sobre o necessário envolvimento dos sentidos corporais na expressão crente. Os sentidos do nosso corpo abrem-nos à presença de Deus no instante do mundo. Eles são grandes entradas e saídas da nossa humanidade e da nossa fé.
A mística do instante reenvia-nos para o interior de uma existência autêntica, ensinando-nos a ser realmente presentes: a ver, a ouvir, a tocar, a saborear, a inebriar-nos com o perfume sempre novo do instante
, revela.

Video (5') > https://www.youtube.com/watch?v=r8R1iQl_wHg

Música > https://www.youtube.com/watch?v=CdRiB07Jkq8

publicado por j.gouveia às 07:23

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Terça-feira, 20 de Outubro de 2015

Coerência e honestidade

carac

In "ovelhaperdida.wordpress.com"

publicado por j.gouveia às 08:21

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