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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Mérito para José Eduardo Franco

Nesta sexta-feira, 18 de setembro, pelas 15h30, no Claustro do Museu de São Roque em Lisboa, decorrerá a cerimónia de atribuição da Medalha de Mérito Cultural do Estado Português ao investigador José Eduardo Franco, em reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada às grandes causas da cultura e à investigação e divulgação da História, em Portugal e no estrangeiro.


José Eduardo Franco nasceu em 17 de fevereiro de 1969 na Ribeira Grande, concelho de Machico, Ilha da Madeira, onde conviveu desde muito cedo com a dureza das condições de vida do interior rural madeirense da época.
Formou-se em Teologia e Filosofia na Universidade Católica Portuguesa e fez Mestrados em Ciências da Educação e em História Moderna na Universidade de Lisboa. Doutorou-se em História e Civilizações na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) de Paris, e em Cultura na Universidade de Aveiro; fez a sua Agregação na Universidade de Lisboa em História da Cultura. Este percurso de formação interdisciplinar tem-lhe permitido interessar-se pela investigação e estudo de temas multímodos da Cultura Portuguesa e europeia na sua relação com o processo moderno de globalização.


Atualmente é professor-Coordenador com equiparação a Professor Catedrático da Universidade Aberta, onde dirige a CIDH – Cátedra FCT/Infante Dom Henrique de Estudos Insulares e da Globalização (Universidade Aberta/Polo do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de que é Diretor-Adjunto e coordenador do grupo de investigação Metamorfoses da Herança Cultural).
É autor, coordenador e co-coordenador de vários projetos de investigação nos domínios das Ciências Sociais e Humanas, entre os quais podem ser destacados o Dicionário Histórico das Ordens, a Obra Completa do Padre Manuel Antunes (14 volumes) e o projeto de levantamento da documentação portuguesa patente no Arquivo Secreto do Vaticano (3 volumes). Concluiu recentemente o projeto da edição da Obra Completa do Padre António Vieira em 30 volumes, em colaboração com Pedro Calafete, que constitui o maior feito da história editorial portuguesa, pela publicação no tempo recorde de dois anos de uma obra que vinha sendo tentada, sem sucesso, desde há 150 anos.


Tem em curso, sob a sua direção, entre outros projetos, a preparação do projeto "Aprender Madeira", no quadro do qual dirige o Dicionário Enciclopédico da Madeira (10 volumes); do "Dicionário dos Antis: A Cultura Portuguesa em Negativo"; do "Dicionário do Padre António Vieira", bem como da tradução da sua obra seleta para 17 línguas de circulação internacional; da "Obra Completa de Fernando Oliveira" (7 volumes); das "Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa" (30 volumes) e da "Obra Completa Pombalina e do Marquês de Pombal" (32 volumes).
No ensino superior, tem participado na docência de matérias relacionadas com a História da Cultura, Ciência das Religiões, Mitocrítica e Ciências da Educação em várias universidades portuguesas e como professor convidado e visitante de universidades estrangeiras; tem, ainda, orientado diversas teses e projetos de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento nas suas áreas de especialidade.
Conta com mais de duas centenas de artigos científicos publicados nas áreas da História, da Hermenêutica da Cultura, da Filosofia, da Educação e da História da Mulher; é ainda articulista assíduo da imprensa periódica.


Da sua bibliografia, com vários livros premiados e obras que foram consideradas obras do ano, além dos já referidos Dicionário das Ordens, Esplendor da Austeridade, 30 volumes da Obra Completa do Padre António Vieira e dos 14 volumes da Obra Completa do Padre Manuel Antunes, sublinhem-se títulos como O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX (2 vols., 2006-2007), Dança dos Demónios: Intolerância em Portugal (coord. com António Marujo, 2009), O Mito do Marquês de Pombal (com Annabela Rita, 2004), Metamorfoses de um Polvo: Religião e Política nos Regimentos da Inquisição Portuguesa – com Edição Integral dos Regimentos da Inquisição Portuguesa (com Paulo de Assunção, 2004), O Padre António Vieira e as Mulheres: Uma Visão Barroca do Universo Feminino (com Isabel Morán Cabanas, 2008), Jardins do Mundo: Discursos e Práticas (coord. com Ana Cristina da Costa Gomes, 2008), O Esplendor da Austeridade (2011) ou A Europa segundo Portugal: Ideias de Europa na Cultura Portuguesa, Século a Século (coord. com Pedro Calafate, 2012).


Destaca-se ainda a sua capacidade de conceção, promoção e coordenação de grandes congressos científicos, sendo de referir os seguintes eventos internacionais muito participados por investigadores e especialistas de várias países: "Jardins do Mundo", "Ideias de/para a Europa", "Ordens e Congregações Religiosas em Portugal, na Europa e no Mundo", "Europa das Nacionalidades", "Ordem da Imaculada Conceição – 500 Anos", "A Primeira Diocese Global: Diocese do Funchal – 500 Anos".
É ainda membro de várias instituições científicas nacionais e internacionais, algumas das quais ajudou a fundar, nomeadamente a OIR - Oganización Iberoamericana de Retórica, Internacional Society of Iberian-Slavonic Studies e da Societé d’Études Jesuítes ligada à École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Recentemente foi eleito Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História.

publicado por j.gouveia às 08:10

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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015

Quem não fugia desta cidade?

Porquê fogem os sírios do seu país? Pela guerra mortal, pela fome e pela desumanidade. Um povo em fuga que não sabe bem para onde mas que vê na Europa uma "casa" que os pode acolher em segurança. O ser ou não ser... eis a questão! A Europa (alguns países) está a ter um comportamento miserável ao criar barreiras e a amordaçar aqueles que apenas querem protecção. Tomar posições com base na expectável presença de terroristas, bombistas, agentes desestabilizadores ou outros entre as centenas de milhares de refugiados indefesos (idosos, mulheres e crianças) é ter vista curta e não ver a dimensão do drástico e amargo problema humano. Aqui ficam mais algumas imagens para que melhor se compreenda a fuga "sem rumo" do massacrado e ameaçado povo sírio. 

Quem não fugia desta cidade? 

> Damasco, capital da Síriasíria destruída.jpgsíria refugiados.jpg

publicado por j.gouveia às 18:56

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Cem anos de "A Metamorfose"

Há cem anos, em Praga (na República Checa), publicava-se uma novela literária/filosófica que tem dado muito que falar - "A Metamorfose", do escritor de origem judia Franz Kafka(1883-1924) e que narra o estranho caso de um caixeiro-viajante, de nome Gregor, que uma manhã acorda transformado num inseto (uma barata). O tema tem tudo a ver com o nascimento da chamada "literatura moderna", em que o absurdo, a alienação, a obsessão e a culpa ganham o protagonismo das personagens e provocam sentimentos de profunda estranheza. Kafka, educado na língua alemã, não ficou imune às influências predominantes no seu tempo, que já vinham desde os finais do século XIX, com Dostoievski e Friedrich Nietzsche, por exemplo, atingindo o auge com os dramas da I Grande Guerra.

 

Foram os escritores e os filósofos, mais do que os políticos profissionais, que então questionaram o "porquê, o como e o para onde" da existência humana face às tragédias sociais e aos dilemas existenciais. Neste aspeto, recorda-se também a obra notável do escritor austríaco Robert Musil (1880-1942) -"Um homem sem qualidades", que continua a ter flagrante atualidade, e que integra com Franz Kafka, Marcel Proust e James Joyce a lista dos grandes prosadores do século XX, pela resposta realista que deram nas suas obras às inquietações e provocações contemporâneas.

>"Precisamos de livros que nos afetem como um desastre, que nos angustiem profundamente, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, como ser banido para florestas distantes de todos, como um suicídio. Um livro tem de ser o machado para o mar congelado dentro de nós", assim terá escrito Franz Kafka numa espécie de desespero e de impotência perante os acontecimentos trágicos da vida, mas, ao mesmo tempo, pretendendo dar um abanão ou sacudir as consciências adormecidas da Europa da altura, alertando e de certo modo antecipando situações que se sucederam mais tarde com o nazismo e o estalinismo...
Voltando à "Metamorfose", há lições de vida que ainda hoje se podem tirar desta "alegoria" proposta por Kafka:
> as aparências não são o mais importante; apesar de se ter transformado numa barata, e por isso repudiado pela família e pela sociedade, Gregor descobre que se mantêm intactos os seus valores e essência;
> apesar de não ficar satisfeito com a mudança insólita, Gregor aprende a aceitar a "metamorfose" e a lidar com as novas situações que dela provêm;


> a "metamorfose" foi uma oportunidade para Gregor despedir-se dum emprego que odiava, apesar de querer continuar a ser profissional responsável, e passar a procurar o que mais felicidade lhe trazia para, deste modo, fazer também alguém feliz, apesar de todos os dissabores, contratempos, incompreensões...
Bem, mas não é assim tão fácil mudar!, dirão. Será? Em vez da "metamorfose", quantas "máscaras", quantos esconderijos existem à volta da personalidade, de conveniências e outros interesses? Como alguém dizia: "à medida que avançamos na vida, tornamo-nos naquilo que não somos..."

publicado por j.gouveia às 09:56

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

Isto é um gozo!

Cada cacetada cada catrapada e... zás lá vai mais uma. Passos Coelho e Paulo Portas dão por garantida a vitória nas eleições de 4 de outubro, dizem inclusive o que vão fazer nos próximos quatro anos no governo. É uma festarola. 2 milhões de pobres em Portugal? Isso são bitates da reação; 500 mil emigrados desde 2011. Deixá-los esganiçar. Isto é um gozo. Concordas? Claro! E viva a dramademocracia.portuguesa. Eles que riem...

Video (RTP-I)https://www.youtube.com/watch?v=CZMpF8qlz1M

publicado por j.gouveia às 18:59

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Turismo de oportunidades

Vaticano divulga mensagem ecológica

Celebra-se, a 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo, este ano com o tema “Mil milhões de turistas, mil milhões de oportunidades”, proposto pela Organização Mundial do Turismo. O Burkina Faso será o anfitrião oficial desta efeméride que acontece anualmente, desde 1980. Sendo um dos maiores setores económicos do mundo, a indústria turística  assume-se de importância vital para o desenvolvimento dos países, em termos de promoção da cultura, língua, costumes e tradições dos povos e populações.
Estatísticas oficiais apontam para um aumento, em todo o mundo, de milhões de turistas, apesar dos conflitos em certas zonas geográficas do globo. Portugal está entre os 20 maiores países que mais recebe turistas estrangeiros, com as respetivas receitas a constituírem um forte suporte para a economia.

 

Segundo dados da Organização Mundial do Turismo, a França lidera este setor, seguida dos Estados Unidos, Espanha, Alemanha, Itália ... e a China a ocupar também uma boa posição. Os chineses, aliás, também estão a viajar mais para a Europa. Só o ano passado (2014) o número de turistas chineses que visitaram Portugal cresceu 49,3%  e deixaram receitas da ordem de quase 20 milhões, mais do que em 2013. A subida surge na sequência de uma campanha de promoção do Turismo de Portugal naquele país.
A propósito da efeméride deste ano, o Vaticano divulgou uma mensagem em que acentua o que deve ser aproveitado pelos turistas para além do simples lazer e da viagem de férias e propõe uma “revolução” ecológica neste setor, como já revelou o Papa Francisco na recente encíclica Laudato si (Louvado sejas).

 

Eis algumas passagens desta mensagem: «O setor turístico pode ser uma oportunidade, melhor, um bilhão de oportunidades também para construir estradas de paz. O encontro, o intercâmbio e a compartilha favorecem a harmonia e a concórdia. Um bilhão de ocasiões para transformar a viagem em experiência existencial. Um bilhão de oportunidades para nos tornarmos artífices de um mundo melhor, conscientes da riqueza carregada na mala de cada viajante. Um bilhão de turistas, um bilhão de oportunidades para nos tornarmos “os instrumentos de Deus Pai para que o nosso planeta seja o que Ele sonhou ao criá-lo e corresponda ao seu projeto de paz, beleza e plenitude” (Laudato si, n. 53).

publicado por j.gouveia às 09:18

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Terça-feira, 15 de Setembro de 2015

Afinação desafinada

ceu

publicado por j.gouveia às 23:20

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As árvores morrem de pé

O tempo em que vivemos não é dos melhores, mas não deixa de ser caricato o facto de, depois de tanto progresso e desenvolvimento, haver ainda tanto temor, falta de confiança e certezas bem fundadas. No século passado registaram-se duas Guerras Mundiais e assistiu-se à multiplicação de conflitos locais, até hoje, num contexto que diríamos de perversão crescente. Recuando a séculos mais antigos, também podemos lembrar a Guerra dos Cem Anos, a Peste Negra, o Grande Cisma do Ocidente, entre outras situações marcantes para toda a humanidade.

Nunca faltaram soluções, pelos vistos, e o mundo não parou porque ficou mais frágil ou derrotado em certas circunstâncias. E assim vai continuar, para além de cada um de nós e do tempo limitado que nos é dado viver, sempre com razões e fundamentos que permanecem desde a origem de tudo, como explicou o sábio Tales de Mileto através do seguinte texto:

«Um sofista  aproximou-se de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém, o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.


1 - Qual é a coisa mais antiga?
 > Deus, porque sempre tem existido.
2 - Qual é a coisa mais formosa?
> O Universo, porque é obra de Deus.
3 - Qual é a maior de todas as coisas?
> O Espaço, porque contém todo o Criador.
4 - Qual é a coisa mais constante?
> A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais.
5 - Qual é a melhor de todas as coisas?
 > A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.
6 - Qual é a mais rápida de todas as coisas?
> O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.
7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?
> A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.
8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?
> Dar conselhos.

 

Nada está por descobrir... até as árvores sempre morreram de pé!

| Porém, quando chegou à nona pergunta, o Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que não foi entendida pelo seu interlocutor, e que, para a maioria das pessoas, terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:
9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?
> E o Sábio de Mileto replicou: conhecer-se a si mesmo.

publicado por j.gouveia às 13:30

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Discurso directo

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publicado por j.gouveia às 09:27

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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2015

O Rei vai nu

A expressão "o rei vai nu" é por demais conhecida e deriva de um conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), autor renomado da literatura para a infância e juventude. No entanto, esta afirmação tem sido também direcionada ao longo dos tempos para os cidadãos adultos em geral, quando em causa estão princípios éticos ou a necessidade de se denunciarem situações espúrias, falsidades, enganos e maldades...

A superpotência europeia está posta a nú ante o grave problema

A história resume-se no seguinte: «Era uma vez um rei que gastava todo o seu dinheiro em roupa. Um dia apresentaram-se diante dele dois impostores que se faziam passar por alfaiates. Diziam que não só conseguiam fazer trajes muito bonitos, com cores e padrões maravilhosos, como também eram capazes de dotá-los de uma qualidade extraordinária: ficavam invisíveis diante de qualquer pessoa que não fosse qualificada para o cargo que ocupava...» Até que um dia, num cortejo no meio da populaça, foi descoberto que "o rei estava nu", devido à sua pretensa "invisibilidade"..., e foi apontado como fraco, sem autoridade, alvo de chacota e risos incontroláveis... .

 A história repete-se, não haja dúvidas, com as adaptações inerentes às circunstâncias atuais e já no meio de tantos cortejos que intentam disfarçar decisões políticas ou medidas de última hora sobre acontecimentos que há muito se adivinhavam difíceis ou se previam insustentáveis. Tudo isto vem a propósito da atual vaga de refugiados na Europa. O que à primeira vista parecia normal quanto ao acolhimento de milhares de pessoas, e sua distribuição pelos vários países, com a solidariedade tradicional, está a tornar-se num pesadelo... Agora, já se erguem fronteiras e muros, fixam-se policiamentos e vigilância apertada para se evitar a entrada de terroristas e outros indesejáveis....

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Mas, já não era de prever estes receios e medos, por exemplo, com a onda de migrantes que chegaram antes à Grécia e outros tantos milhares que morreram no Mediterrâneo? Pois é, "o rei vai nu!" E resta defender pessoas aflitas, fugidas da guerra e conflitos que, com toda a urgência, têm que ser travados... Resta lembrar que esta tragédia humanitária é uma consequência, não a causa...

Como dizia William Shakespeare, através de Hamlet:

«Ser ou não ser, essa é a questão: será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna, ou tomar armas contra um mar de obstáculos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — dormir, nada mais; e dizer que pelo sono se findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — dormir; dormir, talvez sonhar — eis o problema: pois os sonhos que vierem nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida.»

Resta acrescentar que muito do que a Europa está viver agora é o resultado de decisões egoístas que provocam destruição em larga escala para se expandir um pretenso  "império" ou domínio em que as pessoas contam cada vez menos e são tidas como "descartáveis", como tem denunciado o Papa Francisco. Consta que o ditador líbio Muammar Gaddafi (1942-2011), antes de ser executado, terá pronunciado uma ameaça terrível: "a Líbia deixa de existir, mas não se vão livrar dos terroristas".

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E como se pode ignorar que é mais fácil para as grandes nações promover conflitos e guerras locais do que facilitar o desenvolvimento de outros povos? As estatísticas das Nações Unidas registam por exemplo que: "os conflitos armados aumentaram para 59,5 milhões o número de refugiados em todo o mundo no final de 2014.

Desde 2010, registou-se o início de pelo menos 15 conflitos armados: oito em África (da Líbia ao Mali, passando pela Somália, Nigéria e Sudão do Sul), três na Ásia e outros três no Médio Oriente (Síria, Iraque e Iémen) e um na Europa (Ucrânia). A Síria - que entre deslocados internos e para fora do país conta cerca de 11 milhões de pessoas desde o início da guerra - é hoje a maior fonte de refugiados no mundo. Quase dois terços dos migrantes para a Europa este ano são sírios"...

O êxodo de populações para a Europa já dura há vários anos. Em 2014, "houve um recorde de 219 mil travessias do Mediterrâneo". E só este ano estima-se a "chegada de mais de 300 mil pessoas" através do mesmo mar, com os riscos de naufrágio... Estes números fazem pensar e urge continuar a denunciar que "o rei vai nu".

publicado por j.gouveia às 18:11

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Poeta e revolucionário de mentalidades

Faz, amanhã, 15 de setembro, 250 anos sobre o nascimento de Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805), considerado por muitos estudiosos o maior poeta português do século XVIII e um digno sucessor de Camões. Ele próprio se comparou ao autor dos Lusíadas na popularidade, no génio e nos dramas da vida: «Camões, grande Camões, quão semelhante / Acho teu fado ao meu, quando os cotejo! / Igual causa nos fez, perdendo o Tejo, / Arrostar co'o sacrílego gigante» (...).


Natural de Setúbal, era filho de José Luís Soares de Barbosa, juiz de fora e depois advogado, e de D. Mariana Joaquina Xavier Lestof du Bocage, de ascendência francesa. Desde a infância passou por situações difíceis, desde a prisão do pai à morte prematura da mãe, até à sua própria perseguição e detenção por ordem da polícia de Pina Manique, no reinado de D. Maria I, por ser aventureiro, boémio, sedento de liberdade e poeta demasiado crítico, de elevados méritos satíricos.
Como Camões, também andou por terras do Oriente; em Lisboa aderiu ao movimento literário Nova Arcádia, com o pseudónimo de "Elmano Sadino", mas o seu estro era demasiado inconformista, inconveniente, uma espécie de herói ambíguo, sempre à procura do contraditório, que o impediu de assentar em definitivo em causas serenas, sendo a sua própria figura alvo de anedotas populares. O burlesco, o erótico e a sátira caracterizam as "rimas" deste poeta "pré-romântico" que marcou a literatura portuguesa e que ainda hoje é citado com oportunidade.


Uma curiosidade: José Vicente Barbosa du Bocage, cientista e político português, nascido no Funchal em 1823 e falecido em Lisboa em 1907, era primo em segundo grau do poeta Manuel Bocage. Investigou sobretudo na área da zoologia, tendo publicado extensa obra sobre mamíferos, aves e peixes. Foi ainda Ministro da Marinha e Ministro dos Negócios Estrangeiros.

publicado por j.gouveia às 08:10

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Domingo, 13 de Setembro de 2015

Frases célebes

publicado por j.gouveia às 10:04

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Sábado, 12 de Setembro de 2015

Portugal orgulha-se de ser Nação antiga

Reza a História que foi em 1297, a 12 de setembro, que se fez a assinatura do Tratado de Alcanizes, entre os reis D. Dinis de Portugal (1279-1325), e Fernando IV de Castela (1295-1312). Nessa data, os limites geográficos de Portugal foram fixados definitivamente. Das povoações incluídas naquele tratado Portugal só não detêm atualmente São Félix de Galegos, perdida em 1640, e Olivença, perdida em 1801. Através deste tratado também se estabeleceu uma aliança de casamento em que Fernando IV casaria com D. Constança, filha de D. Dinis, e D. Beatriz, irmã de Fernando IV, com D. Afonso, príncipe herdeiro de Portugal.


D.Dinis ficou conhecido como  "O Lavrador", pelo grande impulso que deu à agricultura e ampliação do pinhal de Leiria, muito importante para a construção das naus da época dos Descobrimentos. Foi ainda o "Rei-Poeta", devido à sua obra literária, autor de Cantigas de Amigo, de Amor e a Sátira, que muito contribuíram para a poesia trovadoresca. Era filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, casado com a rainha Santa Isabel (de Aragão) e neto de Afonso X, o Sábio. Foi o responsável pela criação da primeira Universidade portuguesa, em Lisboa, na zona do atual Largo do Carmo, depois transferida para Coimbra, em 1308. Governou durante 46 anos.

Na "Mensagem", Fernando Pessoa (1888-1935) exaltou D. Dinis com os seguintes versos:
«Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.»

E Afonso Lopes Vieira (1878-1946), no poema "Pinhal do Rei", também escreveu:
«Catedral verde e sussurrante, aonde
a luz se ameiga e se esconde
e onde ecoando a cantar
se alonga e se prolonga a longa voz do mar,
ditoso o Lavrador que a seu contento
por suas mãos semeou este jardim» (...).

publicado por j.gouveia às 10:36

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Ataques que chocaram o mundo

Mais de três mil pessoas morreram diretamente nos ataques suicidas contra as Torres Gémeas, em Nova Iorque, no dia 11 de setembro de 2001 (faz, hoje, 14 anos). Um colossal ataque terrorista contra os Estados Unidos da América (EUA), dirigido pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda. Na manhã daquele dia, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros: dois dos aviões colidiram intencionalmente as Torres do complexo empresarial World Trade Center, na cidade de Nova Iorque; o terceiro avião colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado da Pensilvânia, e o quarto numa zona mais rural.


Os atentados de 11 de setembro foram a segunda vez em que os EUA foram atacados no seu próprio território. Antes, em 1941, um ataque aéreo japonês à base de Pearl Harbor, no Havai, deixou cerca de 2.000 mortos e fez com que os EUA entrassem na II Guerra Mundial (1939-1945), lançando bombas atómicas (em setembro de 1945) em Hiroshima e Nagasaki.
Como em Pearl Harbor, a resposta dos EUA aos ataques às Torres Gémeas não se fez esperar e deu início a um combate sem tréguas ao terrorismo islâmico. Pouco menos de um mês após o "11 de Setembro", o presidente norte-americano Bush declarou guerra ao Afeganistão, onde o mentor dos ataques, Osama bin Laden, supostamente estaria se escondendo em cavernas.
Dois anos mais tarde, em 2003, os EUA e seus aliados invadiram o Iraque para derrubar o regime do ditador Saddam Hussein, acusado de abrigar terroristas e esconder armas de destruição em massa – o que nunca foi comprovado...


Voltando aos ataques de há 14 anos, em Nova Iorque, o World Trade Center era um complexo de sete edifícios, sendo as Torres Gémeas as duas construções mais famosas do conjunto e constituíam, à época, os dois prédios mais altos do mundo, superando o Empire State Building, também em Manhattan. Ambas tinham 110 andares e 413 metros de comprimento até o último piso. A Torre Norte -- ou WTC 1 -- abrigava uma antena de 110 metros, o que perfazia um total de 526 metros do solo até o topo. Os outros edifícios do complexo possuíam entre sete e 47 andares.
Muito se escreveu e teorizou sobre estes atentados que chocaram o mundo inteiro, inclusive alguns disseram que teria sido uma farsa e outros recordaram a propósito algumas curiosidades e coincidências:


- em 1987, o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, declarou a data de 11 de setembro como o Dia do Número de Emergência, a fim de chamar a atenção para o número 911, usado para situações urgentes;
- New York City tem 11 letras
- "O Pentágono" tem 11 letras
- o nome Ramsin Yuseb (terrorista que atentou contra as Torres Gémeas, em 1993, sem grandes consequências) tem 11 letras
- George W. Bush tem 11 letras...

Video > https://www.youtube.com/watch?v=jmCWQxvrZUQ

publicado por j.gouveia às 12:38

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

Medalha de mérito cultural

Mérito à paixão pelo conhecimento

José Eduardo Franco, historiador e professor universitário na área da cultura, promotor de grandes eventos a nível nacional, com a realização de congressos e a publicação de obras literárias sobre variada temática, será distinguido na próxima semana com a Medalha de Mérito Cultural pela Secretaria de Estado da Cultura. Uma distinção mais que merecida, já que desde há muito este madeirense (natural de Machico, 46 anos de idade) se tem notabilizado no seu trabalho de investigação e coordenação de diversos projetos editoriais, como a edição da Obras Completas do P. António Vieira, entre muitas outras iniciativas.

Numa entrevista dada ao Jornal da Madeira, em 2004, revelou que toda a sua ação tem por base uma profunda "curiosidade". «Sempre tive uma grande paixão pelo conhecimento, desde os bancos da escola, sempre gostei muito de ler e de entrar em contacto com a mundividência. A investigação que faço é, por outro lado, uma espécie de missão ao serviço da sociedade do nosso tempo, uma forma de contribuir para um mundo melhor, através do saber e do conhecimento».
Muito grato também à nossa terra, José Eduardo Franco coordenou, por exemplo, o congresso dos "500 anos da Diocese do Funchal" (setembro de 2014), que registou centenas de participantes e importantes conferencistas (nacionais e estrangeiros).

Espera-se que possa realizar também um grande evento relacionado com os "600 anos do achamento da Madeira", marcado para 2018-2019.

publicado por j.gouveia às 14:04

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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2015

Memória de Leon Tolstoi

Assinala-se, esta semana, o aniversário de nascimento do escritor russo Leon Tolstoi (1828-1910), autor de "Anna Karenina" e "Guerra e Paz". Considerado um dos principais autores da literatura realista de todos os tempos, Tolstoi teve origens familiares nobres, mas nunca virou as costas ao mundo social do seu tempo, dividido entre os grandes senhores, o operariado e os agricultores. Depois de alguns estudos formais e já inclinado para a escrita literária, serviu no exército como oficial e combateu na Guerra da Crimeia, entre russos e turcos. Dessa época ficaram "Os Relatos de Sebastopol".


A certa altura abandonou a carreira para se dedicar totalmente às letras, publicando então vários livros, e promovendo a alfabetização dos camponeses. Aos trinta e poucos anos começou a trabalhar na obra que o tornaria famoso - "Guerra e Paz". Segue-se "Anna Karenina, um dos melhores romances psicológicos da literatura moderna, entre muitos outros títulos.
A sua vida pessoal e a literária, entretanto, não tiveram a mesma sorte em termos de consagração e felicidade. Sofreu alguns dissabores e dramas familiares, para além de críticas desfavoráveis ao rumo que pretendia dar às instituições sociais e outras.

Profundamente anarquista e religioso, os últimos anos da sua vida foram marcados por reflexões sábias e aplicáveis a cada período e lugar da humanidade, como aquelas que fez questão de registar num livrinho - pequeno em páginas, mas grande no seu conteúdo, intitulado "A terra que um homem precisa"... Vale a pena continuar a ler Tolstoi.
Resta acrescentar ainda que Tolstoi foi contemporâneo de outros grandes escritores russos, como Dostoievski, Tchekov Pushkin e Turgueniev...

Video > https://www.youtube.com/watch?v=1oMzA6_sEac

publicado por j.gouveia às 12:31

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Terça-feira, 8 de Setembro de 2015

O outro estranho mundo!

Abandonar o seu país para escapar à guerra, à perseguição e à condenação, só no limite do desespero pode levar o ser humano a tomar uma decisão tão extrema. Mais ainda quando parte sem saber bem para onde nem o que o espera do outro lado do mar, noutros países. A caminhada é penosa, violenta, e o drama da morte está bem presente. Fugir da ameaça de morte para outras ameaças drásticas que bem podem acontecer. Muito se tem escrito sobre este flagelo dos refugiados sírios e de outros povos africanos e asiáticos para a Europa, porém, talvez, mas do que as palavras devem ser reveladas imagens que, em si, mostram a dura realidade. É o outro estranho mundo! Sem comentários e sem legendas:

refugiados 1.jpg

refugiados 3 criança.jpegrefugiados 4 mar.jpgrefugiados 2.jpg

 

 Video > https://www.youtube.com/watch?v=FE8N72m2Od8

publicado por j.gouveia às 08:39

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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2015

A primeira narrativa escrita em português

Notícias de Fiadores” é considerado o texto mais antigo escrito em português, data de 1175. Ainda que interpretativo à luz do vocabulário actual não deixa de ser muito diferente, visto a narrativa ser feita em galaico-português. O texto encontra-se nos arquivos da Torre do Tombo e foi encontrado, em 1999, por Ana Maria Martins, investigadora da Universidade de Lisboa.

publicado por j.gouveia às 09:04

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Domingo, 6 de Setembro de 2015

Pai de Passos Coelho: "o meu filho gasta tudo"

Flash

A edição de hoje da revista "FLASH" publica depoimentos do pai de Pedro Passos Coelho. Declarações que, pelo seu conteúdo, são pouco abonatórias para o primeiro-ministro. "O meu filho é um teso", diz o pai do chefe do governo português, "tudo o que ganha gasta". Qualificações que vindo de quem vem deixam sérias preocupações. Como sénior, aposentado, António Passos Coelho, médico, reclama o corte de pensões que o governo chefiado pelo filho (Pedro) fez aos reformados, uma reclamação que todos os seniores na mesma situação fazem com toda a legitimidade. Cortar nas pensões é retirar dinheiro a quem pagou durante todo o seu tempo de trabalho efectivo, com descontos obrigatórios, pelo que acaba por ser um "roubo".

publicado por j.gouveia às 19:18

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Porquê mentem os políticos?

O que vai ouvir de seguida pode ser chocante mas é a realidade que deve merecer a devida atenção, sem especulações. É a palavra pela palavra, a notícia pela notícia, tal qual o homem pensa e profere. Cada um tira as ilações que entender. Cada qual é livre de pensar e decidir, de votar ou não votar nas eleições que se seguem, bem como de acreditar ou não acreditar nos políticos e nos partidos. Apenas uma chamada de atenção: Porquê mentem os políticos? Porquê votem os eleitores em políticos mentirosos?

 

Video in >https://ovelhaperdida.wordpress.com/?

publicado por j.gouveia às 16:09

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Tradições populares - Vamos à festa!

Neste primeiro fim-de-semana de setembro, realiza-se um dos mais importantes arraiais na Madeira com a festa do Senhor Bom Jesus na freguesia de Ponta Delgada. Milhares de pessoas continuam a participar neste evento que tem a sua origem nos inícios do povoamento da ilha, através de um "sesmeiro" - latifundiário que recebeu terras para cultivo - e que ali promoveu a festa em honra do santo da sua devoção.


O acontecimento cativou desde logo peregrinos e romeiros de toda a Madeira, caminhando a pé durante vários dias, por veredas das serras e picos a orientar o percurso. Por este andar cansativo e cheio de dificuldades terão nascido alguns estilos de dança, despiques e versos de improvisos que mais tarde dariam também substância ao folclore popular.


O arraial de Ponta Delgada realiza-se de noite e de dia, com muitos os motivos de interesse, a tal ponto que figura já no calendário festivo anual, a par da festa de Nossa Senhora do Monte. Segue-se outro arraial não menos famoso (no próximo fim-de-semana), o do Loreto, para os lados da Calheta. E no mês de Outubro (dia 9) a festa do Senhor dos Milagres, em Machico. Eram outros tempos, mas a vontade em participar continua a ser grande, sinal de que as tradições populares ainda garantem uma certa identidade, a raiz de ser assim e não de outro modo, e que não se confunde com a moda descartável dos tempos atuais. Haja festa!

Freguesia da Ponta Delgada (Madeira)

publicado por j.gouveia às 11:04

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