Caminhe-se para a liberdade
através da liberdade
Neste mês de setembro, quase a terminar, recorda-se uma das figuras mais prestigiadas do pensamento político e cívico português: António Sérgio (n. em setembro de 1883 e m. em 1969). É, sem sombra de dúvida, um dos maiores pensadores portugueses de todos os tempos. Filósofo, pedagogo e historiador, afirmou-se na área do ensino, promoveu a reforma educativa no quadro da Primeira República, fundou o movimento Renascença Portuguesa, de apoio ao regime republicano, dirigiu a revista Seara Nova, e foi um dos principais ideólogos do cooperativismo em Portugal. Escreveu obras originais, com destaque para os oito volumes de Ensaios (1920-1958). Exilou-se em Paris aquando da subida ao poder de Oliveira Salazar e esteve preso várias vezes.

Nasceu em Damão (território da então Índia portuguesa, onde o pai era Governador). Começou por fazer carreira na Marinha, que deixou com a implantação da República, em 1910; foi ministro da Instrução Pública, numa breve passagem pelo poder, entre 1923 e 1924; a sua formação intelectual fez-se em grande parte no estrangeiro, mas também foi muito influenciada pela ação e pensamento de Alexandre Herculano, Oliveira Martins e Antero de Quental, "marcadamente voltada para a reforma das mentalidades, para a compreensão histórico-sociológica de Portugal".
No dizer do seu conceituado biógrafo Joaquim de Montezuma de Carvalho: «A obra espiritual legada por António Sérgio pertence ao selecto número do que urge recordar permanentemente. Não pelo nome, que era o que menos lhe importava. Sim pelo sentido na formação do homem plural, consciente e volitivo, que era o que mais aspirava».
Um dos seus lemas era: «Caminhe-se para a liberdade através da liberdade!»
Em 1972, era eu jornalista do DN-Madeira, fui destacado para a inauguração de um aviário. Era o maior viveiro de aves até então na região e, por isso mesmo, lá estavam as mais altas individualidades públicas e privadas. A certa altura fui despertado para o facto dos pequenos frangos estarem sempre a comer ração, era um frenesim imparável, impressionante para um leigo na matéria. Perguntei a um médico veterinário, presente na cerimónia, o porquê das aves nunca pararem de comer? Vou lhe dizer... mas não escreva!: vê aquele fino fio por detrás dos frangos é o que faz estarem sempre a comer, emite um choque eléctrico que os impele para a frente. "Não lhe disse nada", observou.

Frangos injectados com água ficam maiores e depois de estarem algum tempo no congelador ficam mais pesados. O consumidor paga água por carne. Uma fraude com efeitos nocivos para a saúde.
O mesmo que dizer "não escreva". Obviamente que não escrevi, estavamos no regime da ditadura e da censura. Aqueles frangos eram obrigados a engordar à pressa e à força do choque eléctrico, intoxicados de ração. Passados 43 anos (1972-2015), recebo um mail sobre "frangos engordados com água". Incrível! Continuamos a consumir carne de animais irracionais(!) doentes, de crescimento rápido, sem tempo de vida natural, feitos loucos, a juntar às "vacas loucas" que andam por aí! Uma (ir)racionalidade chocante.
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Construtor de importantes pontes culturais
Historiador de renome, investigador dos Descobrimentos Portugueses, Jaime Cortesão (1884-1960), morreu há 55 anos. Pertenceu a uma geração de notáveis, onde pontificavam Leonardo Coimbra, Teixeira de Pascoaes, Raúl Proença, Francisco Vieira de Almeida, António Sérgio, entre outros grandes intelectuais.
Formado em Medicina, foi professor, deputado, soldado na Primeira Guerra Mundial (participou como capitão-médico), diretor da Biblioteca Nacional, resistente contra a ditadura militar (desde 1926), esteve preso em Peniche e no Aljube, foi sobretudo um «polarizador de doutrina», um «catalisador» de ideias, como o definiu Aquilino Ribeiro, mais «congraçador» do que «hostilizador dos homens», como o considerou José Rodrigues Miguéis.

O grupo da "Seara Nova": Jaime Cortesão, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Teixeira de Vasconcelos, Raul Proença e Câmara Reis.
Obrigado ao exílio, primeiro em França (saiu em 1940, devido à invasão daquele país pelo exército alemão), depois no Brasil, onde foi professor universitário, especializando-se na história dos descobrimentos portugueses e na formação do Brasil; em 1952, organizou a Exposição Histórica de São Paulo, para comemorar o 4.º centenário da fundação desta cidade. Regressou a Portugal em 1957.
Em terras de Vera Cruz construiu importantes pontes culturais, também com laços familiares, nomeadamente através do casamento da sua filha mais velha - Maria da Saudade Cortesão (poetisa e tradutora, falecida em 2010, aos 96 anos de idade) com o poeta e diplomata brasileiro Murilo Mendes.
"A independência dos povos causa muitas causas sem que se dê por aquirido um direito que a todos assiste", Pablo Perez, docente espanhol. A Catalunha perdeu a independência há 300 anos quando a Espanha entendeu anexá-la ao seu território. Na época, a força era mais forte por parte dos espanhóis e os catalães, apesar da legítima luta encetada, foram vencidos. Não é de agora que os catalães reivindicam pela sua autodeterminação, o desejo de voltarem a ter como sua pátria a Catalunha. Não é uma ideologia política, não é um capricho ou coisa de somenos importância. É um legítimo desejo. Não querem por via da luta armada, por meios bélicos, nem pela violência gratuita, querem por sentimentos históricos. Porquê não quer Espanha devolver a independência a um território que já foi um país, uma nação, uma pátria?. Porquê?
Barcelona é a capital da Catalunha (no mapa a vermelho).
Sem ilusões ou fábulas de encantar
Nada mais arriscado e perigoso do que fazer comparações entre épocas, entre tempos atuais e antigos. Quaisquer tentações neste campo têm um efeito contrário, causam erros e manipulações desonestas. Se as condições são outras, há que ver o contexto histórico, as diferenças próprias, para avaliar bem a realidade que se pretende conhecer. E o conhecimento sério percorre um único sentido, que é o de apontar para uma certa evolução, com mais ou menos dificuldades, mas sempre com outros contornos, procurando uma abordagem imparcial, justa e não conforme interesses particulares ou modas da ocasião, com o contributo de todos, sem ilusões ou fábulas de encantar. Para além disto, como revela o Eclesiastes (livro da Bíblia escrito no século III antes da era cristã):

"Tudo é vaidade. Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr. Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois". (...)

Sem mais comentários. Basta fazer um exercício de memória ou reparar nas coisas que se passam à nossa volta, por exemplo, neste tempo de campanha eleitoral, para termos uma noção mais correta e admissível quanto aos princípios básicos e intemporais que defendemos.
Já agora, lembramos, também, que neste mês de setembro, dia 30, é dia de São Jerónimo (342-420), o tradutor da Bíblia para o Latim, e que ficou conhecida como Vulgata, tornando assim a Sagrada Escritura mais acessível à linguagem popular.
O poder tecnológico pode produzir atrocidades
Neste domingo, 27 de setembro, assinala-se o 35.º Dia Mundial do Turismo com o tema: “Um bilhão de turistas, um bilhão de oportunidades”. Efeméride importante e sugestiva quando se proporcionam, cada vez mais, as melhores condições para se viajar um pouco por todo o lado. Atrevemo-nos a dizer que o mundo atual está em constante viagem, através dos que realmente partem ou por intermédio da presença de certas personalidades em lugares de referência, com mensagens para todos.
Assim, destaca-se por estes dias a viagem que o Papa Francisco está a realizar aos Estados Unidos da América (EUA), depois de Cuba, com pormenores históricos. A visita (de seis dias) do chefe do Estado do Vaticano e da Igreja Católica a estes dois países termina, hoje, após ter presidido ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia, uma cidade entre Nova York e Washington, na costa leste dos EUA.

Para a história ficaram também os memoráveis encontros com o presidente norte-americano Obama, o responsável máximo do Governo cubano, Raúl Castro, e o antigo dirigente Fidel Castro; bem como o seu discurso nas Nações Unidos (ONU), onde Francisco exprimiu o seu apreço por esta Organização que está a comemorar os 70 anos de existência, considerando-a “a resposta jurídica e política adequada para o momento histórico” que estamos a viver, uma “resposta imprescindível, dado que o poder tecnológico, nas mãos de ideologias nacionalistas ou falsamente universalistas, é capaz de produzir atrocidades tremendas”.
Por outro lado, apelou aos "organismos financeiros internacionais" que "devem velar pelo desenvolvimento sustentável dos países e não a submissão asfixiantes destes por sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência" (...). "Nenhum humano, indivíduo ou grupo pode-se considerar omnipotente e autorizado a passar por cima do direito dos outros", afirmou na ocasião o pontífice, tendo ainda condenado a “má gestão irresponsável da economia global”, que não pode ser guiada pela “ambição de riqueza e poder”, alertou.

Enquanto viajava pelos EUA, o Papa Francisco (que em dezembro fará 79 anos) fez saber que irá lançar um disco a 27 de novembro, em que recita mensagens sobre bases pop e rock, com o título “Wake up!” . Uma música em português, “Fazei o que Ele vos disser”, fecha o disco, que tem 11 faixas e foi produzido por Don Giulio Neroni, que já trabalhou em discos de orações lançados pelos papas João Paulo II e Bento XVI.
Neste disco, a voz de Francisco foi gravada durante uma saudação ao povo sul coreano, feita em inglês no ano passado. A dado momento, ele diz que “ninguém que dorme pode cantar, dançar ou regozijar-se”, e por isso pede que os fiéis acordem, citando o título da música. Parte do valor arrecadado com as vendas de “Wake up!” será para um fundo de ajuda a refugiados, de acordo com o Vaticano.
Aquilino Ribeiro
"Dos fracos não reza a história", diz o ditado, mas dos "grandes" também fala-se pouco, estão quase "esquecidos", porque o seu tempo "já era", justifica-se assim. Todavia, há "gigantes" que ultrapassam qualquer medida do tempo, vivem para além das modas temporais, estão sempre presentes no espaço das letras, das ideias e dos ideais, como alicerces da expressão mais genuína que se pretende conservar, para que a identidade de um povo e de um país possa sobreviver a todas as provocações. Estão neste caso, por exemplo, o padre António Vieira e Aquilino Ribeiro, cujo 130.º aniversário de nascimento se assinala neste mês de setembro. "Mestre Aquilino", um dos maiores escritores da literatura portuguesa, que viveu entre 1885 e 1963, é pouco lido e conhecido hoje em dia, as suas obras literárias são consideradas difíceis, mas merece ser lido ao lado dos seus contemporâneos, como Raul Brandão e Fernando Pessoa, entre outros.
Casa Museu e Biblioteca de Aquilino Ribeiro
Aquilino Ribeiro nasceu no Carregal da Tabosa, concelho de Sernancelhe, no ano da morte de Victor Hugo, ano em que foi fabricado o primeiro automóvel. Teve uma infância rústica e bucólica, primeiro no Carregal e depois em Soutosa (concelho de Moimenta da Beira); estudou no Seminário de Beja (1902-1904), Sorbonne, em Paris (1910-1914); foi professor liceal, conservador da Biblioteca Nacional e um dos fundadores da famosa revista Seara Nova. Foi o escritor que melhor desenhou com palavras a "região da Beira, as suas paisagens, as suas gentes, os seus modos de falar, lendas e costumes", entre muitos outros aspetos. Publicou em vida 69 livros distribuídos pela ficção, jornalismo, crónica, memórias, ensaio, estudos de etnologia e história, biografias, crítica literária, teatro, literatura infantil, e traduções.

Da sua extensa bibliografia destacam-se os livros: "A Casa Grande de Romarigães", "O Malhadinhas", "Um Escritor Confessa-se"... Esteve envolvido numa certa polémica aquando do regicídio (1908) e da implantação da República (1910); era genro de Bernardino Machado (1851-1944), Presidente da primeira República Portuguesa, em 1914; e pai do engenheiro Aquilino Ribeiro Machado (1930-2012), deputado e presidente da Câmara Municipal de Lisboa depois do "25 de Abril". Está sepultado no Panteão Nacional.
"A história que me interessa contar são sempre histórias de uma procura da completude humana, de uma integração, a alcançar através de provas práticas e morais ao mesmo tempo, para lá das alienações e dos esquartejamentos que são impostos ao homem contemporâneo", confessou Italo Calvino a propósito do seu livro "Um Eremita em Paris".

Autor de uma obra significativa, com preocupações humanistas, onde se destacam ainda: "Por Que Ler os Clássicos" ou "As Cidades Invisíveis", Ítalo Calvino (1923-1985) morreu faz agora 30 anos (de hemorragia cerebral, em Siena), nas vésperas de proferir uma série de conferências na Universidade de Harvad, nos EUA, de teor ético, e publicadas postumamente com o título Seis Conferências para o Novo Milénio.
Italo Calvino nasceu em Cuba, onde os pais, cientistas italianos, foram trabalhar. Mas cedo veio para Itália, ainda na infância, e aqui fez toda a sua formação pessoal, profissional e literária, tendo-se doutorado em Letras, na Universidade de Turim. Participou na II Guerra Mundial através da resistência ao fascismo, foi depois membro do Partido Comunista Italiano até 1956, altura em que abandonou a política partidária, desiludido com a invasão do exército soviético na Hungria, com o esmagamento dos direitos humanos e civis.
Considerado o "discípulo espiritual" do escritor argentino Jorge Luis Borges, Calvino foi consagrado como um dos grandes autores de seu tempo, com um pendor especial para rastrear e diagnosticar, através da narrativa de ficção, de relatos imaginários e de uma fina ironia, a sociedade e o mundo contemporâneos.
Quem se lembra, hoje, em dia, da sua produção intelectual, das suas ideias? Por vezes é preciso voltar ao passado para se entender melhor o presente, na medida em que outros já passaram por situações idênticas e deixaram como testamento o melhor do seu pensamento e experiência. “Quando tenho mais ideias do que os outros, dou-lhe essas ideias, se as aceitam; e isso é comandar", disse Italo Calvino.

Não é, não... uma música qualquer. É plena harmonia. Oiça!
Do Estado Novo à democracia
leituras pertinentes e intemporais
Faz, neste mês de setembro, 47 anos que Marcello Caetano (1906-1980) chegou à cadeira do poder em Portugal, substituindo então o "todo poderoso" Oliveira Salazar. Era tido como uma das personalidades mais competentes na sua área de doutrinador e de professor universitário, especialista em Direito Administrativo e político interventivo ao serviço da "ideologia fascista", traduzida entre nós pela "ditadura do Estado Novo". Preparou-se desde a juventude para assumir cargos de responsabilidade, foi Ministro várias vezes, e ficou na história como o "intermediário" principal da transição para a "era da democracia", sendo vítima dos seus próprios esforços e empenhamento que promoveu entre 1968 e 1974.
Sobre a "Revolução do 25 de Abril", Marcello Caetano considerou que: “Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma Nação que estava a caminho de se transformar numa Suiça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa”. Mais: “Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República"...

Trata-se de uma opinião datada e condicionada a um determinado tempo, é certo, mas não deixa de ser interessante para a sabedoria que encerra e que pode servir de lição para qualquer época. No livro "Depoimento" que escreveu já no exílio, após a "Revolução dos Cravos" (destituído pelos "novos senhores", foi para o Funchal no dia 26 de abril de 1974, onde ficou preso cerca de um mês na fortaleza do Palácio de São Lourenço, dali seguindo para o Brasil, onde veio a falecer), confessou que: "Pautei sempre a conduta na vida pública pelo amor a Portugal. Nas horas de atribulação da Pátria os sentimentos que por ela nutro permanecem inalteráveis. Inalterável, também, o veemente desejo de que sejam vencidas da melhor maneira as graves dificuldades do momento e se rasguem perspectivas felizes ao futuro do povo português".
Na opinião de um dos seus discípulos mais notáveis, em termos de capacidade intelectual e argúcia política, entre muitas outras qualidades, - Marcelo Rebelo de Sousa: Caetano "chegou tarde demais ao lugar (poder efetivo). "O momento natural" teria sido 1958, "antes da guerra em África, da evolução do projeto europeu e da mudança das ideias políticas".

A vastidão do antigo Mestre no campo da cultura (histórica, literária e jurídica), "a inteligência completa", o seu "forte sentido do dever" e a "curiosidade perante a mudança", são ainda motivo de elogio por parte do professor e atual comentador televisivo que se prepara para as eleições presidenciais de 2016. Confrontando as diferenças com Salazar e outras figuras cimeiras do Estado Novo, Marcelo Rebelo de Sousa definiu Caetano como "tipicamente urbano", "muito viajado", adepto da "liberdade económica" e de um "corporativismo de associação". Tinha "uma secreta simpatia pela Inglaterra" e admirava Churchill.
No próximo mês de outubro passam 35 anos sobre a sua morte, mas a marca da sua personalidade não se vai esbater tão cedo, dados os aspetos já citados e o estilo popular que evidenciou nas "Conversas em família", na rádio e na televisão (RTP).

A Rua do Carmo, no Chiado, em Lisboa, acolhe nesta quarta-feira uma "corrida" dos típicos "carros de cestos" usados como atração turística na freguesia do Monte, na Madeira. "Vai ser como uma coisa do outro mundo, os carros de cesto da Madeira a fazer descidas no continente", observa o presidente da Associação dos Carreiros do Monte, Norberto Gouveia. "Tenho a certeza de que muita gente vai ficar espantada. Acho que vai chamar muito a atenção das pessoas. E alguém vai explicar que é uma tradição da Madeira, onde os carros de cesto funcionam durante todo o ano", realçou.
A iniciativa é do Governo Regional, no âmbito da promoção do destino Madeira, mas os protagonistas são os carreiros, um grupo profissional composto por 150 homens que manobram diariamente cerca de 90 carros, transportando sobretudo turistas por uma sinuosa descida de dois quilómetros. Nesta demonstração, em Lisboa, vão estar dez carreiros e cinco "carros de cestos", dando a conhecer uma tradição que remonta ao século XIX, ao ano de 1850, por ideia de Russel Manness Gordon que então vivia no Monte, na Quinta Gordon, atualmente Quinta Jardins do Imperador, e que pretendia por este meio chegar rapidamente à cidade do Funchal, onde era comerciante de vinhos.

O "carro de cesto" foi considerado pelo canal televisivo norte-americano CNN um dos sete meios de transporte mais "fixes" do mundo. O transporte madeirense surge nesta lista em quatro lugar. Os outros transportes eleitos são: o Rideau Skateway, em Ottawa, no Canadá; o Roosevelt Island Tramway, em Nova Iorque; o Teleférico de La Paz, na Bolívia; o Central-Mid-Levels Escalator, em Hong Kong; o The Walberswick Ferry, de Sulfolk, no Reino Unido; e o CycloCable, na Noruega.
Por outro lado, destaca-se ainda no transporte madeirense o "carreiro" ou homem responsável pela condução, vestido com calças e camisa brancas, chapéu de palha, uma corda (utilizada para manobrar o carro) e um par de botas, modelo típico da Madeira, feito com solas de pneu, para "agarrar" bem a estrada empedrada, sempre a descer.

Cada "carro de cesto", feito de vimes e madeira, também conhecido por "carro do Monte", é normalmente controlado por dois homens e pode transportar duas ou três pessoas ao mesmo tempo. O início da carreira faz-se nos arredores da Igreja do Monte, dedicada a Nossa Senhora, um templo notável que acolhe também os restos mortais do último Imperador de Habsburgo, Carlos d' Áustria, que morreu na Madeira em Abril de 1922, na sequência do exílio a que foi obrigado, no contexto da I Grande Guerra. Apesar de viver pouco tempo na Madeira (entre Novembro de 1921 e Abril de 1922), com toda a família (a Imperatriz Zita e vários filhos) foi muito acarinhado pela população e com certeza também apreciou o meio de transporte tão popular na época - os "carros de cestos", que atualmente "transportam, em média, 12 mil passageiros por mês e 150 mil por ano". É só experimentar para ver, nesta quarta-feira, no Chiado...
Chegou o Outono, a estação mais tranquila e moderadora do ano. Segundo os especialistas, o equinócio de Outono ocorre, hoje, 23 de Setembro, pelas 09h20min. Esta estação prolonga-se por 89 dias, até ao próximo solstício que ocorre no dia 22 de dezembro, às 04h48min, com o início da estação de Inverno. ROINESXXI deseja um bom Outono para todos vós.
É considerado um dos mais prestigiados políticos e juristas portugueses, cujas atitudes e teorias já figuram como máximas pelos que vivem com objetivos reais e profundos: Adriano Moreira, o decano de muitos mundos entre nós, completou neste mês de setembro 93 anos de idade! Senhor de um vasto currículo e experimentada competência, é reconhecido ainda como um Mestre por gente de todas as idades e condições sociais.

A sua lucidez, o seu conhecimento sobre as mais variadas circunstâncias do país e do mundo colocam o Professor de Adriano Moreira no mais alto patamar da portugalidade atual. O seu tempo, marcado já por dois séculos, é um exemplo de quem sempre lutou por causas nobres, apesar de ter vivido em ditadura, antes do "25 de Abril" e, desde há 41 anos, em democracia.
Quantas lições de vida, quanta sabedoria continua a manifestar apesar da sua provecta idade!; reformado, mas não acomodado; investigador, mas nunca satisfeito com a pesquisa; "sénior" ou "senador" de muitos cargos, com direito a um lugar cativo; ao mesmo tempo, eternamente "jovem " em termos de aprendizagem contínua, sem enfado, sem menosprezo pelo essencial que se pode resumir em poucas palavras: desenvolver a interioridade, não querer ser o "dono da verdade", não julgar os outros segundo "preconceitos", deixar que o coração fale mais alto do que o "poder".

Adriano Moreira, ministro do Ultramar, de visita a Angola, em 1961.
Parafraseando Antoine de Saint-Exupéry (o autor do celebrado "Principezinho"): "buscar o sentido das coisas pelo que se cria"; ficar atento ao que nos é dado viver a cada momento pela "novidade" ou "oportunidade" que nos é dada graciosamente; por fim, contemplar o que é devido, mesmo se a aparência indicar o contrário: "Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral", escreveu Antoine de Saint-Exupéry...
Mas, voltando ainda ao tempo de Adriano Moreira, e muito resumidamente, lembramos que assumiu desde jovem "cargos públicos de relevo"; foi uma "figura destacada do Estado Novo no âmbito da política colonial"; como ministro do Ultramar, "fundou e dirigiu institutos de estudos africanos, presidiu à Sociedade de Geografia de Lisboa, entre outros cargos". Depois do 25 de Abril, "tornou-se uma das personalidades de referência do Centro Democrático Social (CDS) e parlamentar respeitado".

Escreveu várias obras, sobretudo de Ciência Política. "Retirou-se da vida política em 1995, recebendo homenagens de várias formações. Desde essa altura, Adriano Moreira continua a dedicar-se ao ensino, à investigação e a escrever sobre a conjuntura portuguesa, política, relações internacionais e direito..." E muito mais se pode esperar deste Senhor, uma referência para todos nós, mais velhos ou mais jovens... Afinal, fazer anos, é apenas cumprir uma etapa da vida, sem dramatismos, e devemos apostar sempre em fazer muitos anos! O Professor Adriano Moreira é disso testemunha.
Maria Elisa Domingues, a consagrada jornalista da RTP e mulher de cultura, profissional da comunicação que marcou uma geração e desempenhou altos cargos dirigentes em vários campos, apresentou, no Funchal, o seu mais recente livro - "Confissões de uma Mulher Madura, como enfrentar a idade sem medo" (publicado em Junho deste ano e que já vai na 3.ª edição). Um livro prático que «reflecte sobre a passagem do tempo e como este afecta as várias etapas da vida», disse na apresentação, realizada na Livraria Bertrand.

Usando o método jornalístico, Maria Elisa parte das suas «próprias experiências» e valoriza «a reflexão de milhares de mulheres com quem me cruzei ao longo de 40 anos de carreira»; ao mesmo tempo que regista a «opinião de especialistas» quanto à matéria abordada, catedráticos, psicólogos, psiquiatras, sociólogos, esteticistas, nutricionistas e outros de particular interesse, relacionados em geral «com o direito a envelhecer bem, com a saúde, a energia e novos desafios». E apesar do conteúdo destacar o mundo feminino, esta obra «é para ser lida por pessoas de todas as idades», em quaisquer situações da vida, ainda em actividade ou já na reforma. Ninguém fica excluído destas meditações e propostas relevantes, até para se compreender melhor o contexto social, económico e político em que estamos inseridos. A este propósito, a competente profissional da comunicação que escreveu centenas de crónicas e colaborou com dezenas de periódicos, denuncia, por exemplo, «o sistema na Europa que desperdiça os profissionais mais experientes» e promove o «assédio moral» para obrigar a saída dos mesmos.
Maria Elisa é uma voz a ouvir a todo o tempo, pela escrita, pelas entrevistas , conferências ou através dos seus próprios livros, como fez agora no Funchal. Senhora de um currículo notável, foi assessora de imprensa da primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo, desempenhou as funções de conselheira de imprensa na Embaixada de Portugal em Madrid, conselheira cultural da Embaixada de Portugal em Londres e foi também deputada na Assembleia da República.

Natural de Lisboa (nasceu em 1950), e antes de se lançar no mundo da comunicação social, Maria Elisa estudou dois anos de Medicina na respectiva Faculdade da Universidade de Lisboa, ao mesmo tempo que frequentava o Curso de Teatro do Conservatório Nacional. Entrou para a RTP em 1973; estudou jornalismo em França, como bolseira, numa das mais prestigiadas escolas, o Centre de Formation des Journalistes, em Paris, entre 1974 e 1976; e tem sido distinguida com diversos prémios.
O novo ano escolar arrancou por estes dias em todo o país, com as "novidades" e peripécias de sempre: menos alunos, professores sem colocação, manuais e sebentas em mudança constante... Em relação a outros tempos, pouca coisa se pode comparar. Nada como dantes, a vários níveis, a não ser a razão dos grandes pedagogos que importa lembrar. Neste caso, por exemplo, recordamos a personalidade de Jaime Moniz, nascido no Funchal em 1837, o celebrado autor da "Reforma Educativa do ensino liceal de 1894-1895", em Portugal.

Liceu Jaime Moniz, no Funchal
Jaime Moniz foi também político, professor e distinguiu-se ainda como orador parlamentar e como diretor do Curso Superior de Letras. Presidente do Conselho Superior de Instrução Pública desde a sua fundação, em 1884, até 1911. Várias vezes deputado, desempenhou também as funções de diretor geral da Câmara dos Deputados. Exerceu funções de ministro da Marinha e Ultramar (de 1871 a 1872). Membro da Academia Real das Ciências de Lisboa. Morreu em Lisboa em 1917.
Sobre a língua portuguesa, escreveu Jaime Moniz:
«Entre todas as disciplinas (do quadro dos estudos secundários) a língua materna foi a que primeiro entrou ao uso do aluno; a que ele começou a adquirir nos primeiros tempos da infância; a que lhe prestou grande serviço antes da escola e o continuará a prestar depois dela».

Instituto António Aurélio da Costa Ferreira, em Lisboa
Outro pedagogo de especial competência que interessa destacar nesta hora é António Aurélio da Costa Ferreira. Nasceu no Funchal em 1879. Em Coimbra, licenciou-se em Filosofia e formou-se em Medicina, tendo concluído este curso em 1905. Mas, foi como educador que se notabilizou, tendo desempenhado, a partir de 1911, o cargo de diretor da Casa Pia de Lisboa, pondo em prática os chamados princípios da “Escola Nova”. Assim, concedeu às crianças e adolescentes a liberdade para que eles pudessem escolher, de acordo com as suas capacidades, as artes e os ofícios. Promoveu, igualmente, as aulas de trabalhos manuais, música e desporto.
Pioneiro em muitas áreas da educação em Portugal, foi um dos introdutores do estudo e ensino das crianças com deficiência e do ensino científico dos surdos-mudos. Entendia, ainda, que o professor deveria visar o desenvolvimento de todas as capacidades do educando, sendo a escola o espaço que melhor contribuiria para apetrechar o aluno para o trabalho, a vida, a cidadania. Para tal, defendia que ao professor não bastava ensinar a ler, escrever e contar.

Aurélio da Costa Ferreira foi também deputado e ministro, mas ficou desiludido com a política ativa. “Fui ministro. Foi esta a maior honra que alcancei, o maior sacrifício que fiz e o maior desgosto que até hoje experimentei. Hoje, em face do que para aí vai, não me contento já com não voltar a ser ministro; não quero ser político”, terá confessado. Veio a suicidar-se em Lourenço Marques, em 1922, com apenas 43 anos de idade.
Situação de reforma
não significa paragem
O lema de uma "eterna juventude" não é palavra vã e o desafio para concretizá-la parece estar ao alcance de qualquer pessoa. A receita para tal depende apenas do modo de ser e de agir de cada um, da maneira como se encaram os problemas da vida, com "menos pessimismos, derrotismos" e outros "ismos" caracterizadores da falta de "auto-estima"; e mais "confiança em si próprio", com objectivos e metas passíveis de serem alcançados por via das "capacidades", do "trabalho" e "empenho" individuais".
Maria Elisa
É o que constatamos no convívio com duas personalidades marcantes da cultura madeirense, João Carlos Nunes Abreu e Manuela Aranha, que esta sexta-feira estiveram presentes na apresentação do livro de Maria Elisa - "Confissões de uma Mulher Madura", no Funchal.
Lembramos que João Carlos Abreu, que em Dezembro próximo fará 80 anos, destacou-se como Secretário Regional do Turismo e Cultura; além disso, foi jornalista (por exemplo, fez reportagens do Concílio Vaticano II para o Jornal da Madeira), é poeta, escritor e, neste momento, estuda música, tem lições semanais de piano. Para Maria Elisa, a vida de João Carlos Abreu pode sugerir dos títulos: «Confissões de um homem novo» e «Como aprender piano aos oitenta anos».
Da esquerda para a direita: João Egídio, Maria Elisa, João Carlos Abreu e Manuela Aranha
Já Manuela Aranha, actualmente com 84 anos de idade, foi durante anos directora regional dos Assuntos Culturais e continua a evidenciar uma grande "energia de vida". A situação de "reformada" não significa "paragem" ou "enfado", antes, uma "oportunidade" para "novas "experiências" , uma sequência natural de quem "gosta realmente de viver".
Manuela Aranha, que estudou Escultura e Artes Plásticas no Porto, é também conhecida pela sua "ousadia" e sadia "provocação": foi a primeira mulher, no Funchal, a andar de bicicleta e de mota, a usar calças, a andar de patins na via pública...

Desportista a cem por cento (praticou várias modalidades), chegou a fazer uma travessia a nado entre a zona do Lazareto e a Pontinha, entre muitas outras peripécias; ou seja, nada do que ajuda a viver melhor lhe é estranho e mesmo agora, viúva, a viver numa casa com ampla vista para o mar, enfrenta as situações com naturalidade e garante que "a juventude não tem idade".
"A 25.ª Hora" é o título de um livro famoso publicado nos rescaldos da II Guerra Mundial, em 1949, e da autoria do romeno C. Virgil Gheorghiu (1916-1992). Traduzida em dezenas de línguas, também em português, pela mão de Vitorino Nemésio, a obra é uma espécie de "documento humano" em que vários personagens relatam as atrocidades da guerra, os prisioneiros de todas as idades, os ambientes dos campos de concentração, a falta de liberdade e de civilização...; uma forte denúncia sobre os muros e as prisões que então se construíam na Europa central para os "humilhados e ofendidos", fossem eles judeus, romenos, húngaros, franceses ou americanos, todos envolvidos pelo manto do desprezo, das humilhações e da dor sem limites; todos tratados da mesma maneira, todos iguais, sem distinção entre bons e maus, culpados ou inocentes...
– «Não haverá homem livre à superfície do Globo», disse Traian.
– «Definharemos então, sem culpa, nas prisões?», perguntou o delegado.

O livro foi muito lido durante a "Guerra Fria" e ganhou uma fama inesperada em 1967 quando foi adaptado ao cinema por Carlo Ponti e teve a participação de Anthony Quinn entre outros protagonistas. E no entanto o seu enredo não deixa de surpreender os tempos atuais. Ou seja "A 25.ª Hora" é como um espelho onde se mostram a "maldade humana" e a "crueldade" contra a dignidade do ser. Mais, é uma daquelas obras que faz refletir, também na hora atual, quando milhares de refugiados e foragidos da guerra demandam as fronteiras da Europa civilizada e ficam "reféns" de uma importante decisão que, está prevista, será tomada pelos países da União Europeia em cimeira marcada para o próximo dia 23... Até lá, podem ficar à espera nas ruas, nos campos, nos caminhos, nas montanhas...
«A 25ª Hora... Não é sequer a última hora: é uma hora depois da última hora. O tempo preciso da sociedade ocidental. É a hora atual. Exatamente agora».
C. Virgil Gheorghiu tinha estudos superiores de Filosofia e de Teologia e tornou-se sacerdote ortodoxo nos anos sessenta do século passado, em Paris (onde morreu), na sequência do seu exílio voluntário.
Entre os anos de 1942 a 1943, ainda trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Roménia, mas deixou o seu país natal com a invasão das tropas soviéticas, em 1944. Foi preso no final da II Guerra Mundial pelas tropas americanas e optou pelo exílio em França, em 1948.
Vale a pena ler ou reler esta obra extraordinária que não defende princípios ideológicos, apenas alerta para os perigos da falta de liberdade ou a escravidão do ser humano por meios sofisticados...
A RUTIS (Rede das Universidades Seniores portuguesas), instituição de utilidade pública com 250 filiados, 38.400 alunos e 4.550 professores, põe ao alcance aos seus membros um arquivo histórico inédito. O WORLD OF DISCOVERIES, Museu Interativo e Parque Temático desloca-se às Universidades Seniores e organiza uma sessão sob o mote: “Os Descobrimentos em 50 minutos”, a apresentar por uma personagem da História Ibérica dos séculos XV e XVI.
A sessão é totalmente gratuita e pressupõe, apenas, que até ao final do ano letivo de 2015/2016 cada Universidade Sénior organize uma visita ao Museu Interativo e Parque Temático.
Endereço > http://rutises.wix.com/rutis#!projetos/c21kz
O Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), criado pelo Governo Regional da Madeira, em setembro de 1985, faz agora trinta anos de atividade permanente. Trata-se de uma instituição de investigação científica que tem por objetivo "coordenar a investigação e promover a divulgação da História das Ilhas Atlânticas".

O projeto surgiu por "empenho pessoal" do então Secretário Regional do Turismo e Cultura, o poeta João Carlos Abreu. Neste percurso de três décadas, o CEHA tem registado uma significativa atividade cultural, dada à relevância também dos seus dirigentes e dos apoios oficiais consignados.
Na memória destes anos ficam, para sempre, os nomes dos dirigentes: Alberto Vieira, que presidiu à Comissão instaladora do CEHA, entre 1986 e 1988; Luís de Albuquerque, coadjuvado por Joel Serrão, José Pereira da Costa e Alberto Vieira, de 1988 a 1992; Joel Serrão, de 1992 a 1997; José Pereira da Costa, de 1997 a 2006; e Alberto Vieira, entre 2008 e 2012. Grandes competências da investigação histórica no nosso país, merecedoras de todo o crédito.
As instalações do CEHA funcionam na rua das Mercês, Funchal, nos números 6 a 10, num edifício do século XVIII.

João Godim
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