O madeirense Cristiano Ronaldo foi, hoje, eleito o melhor futebolista do mundo, distinção que alcança pela segunda vez. Aos 28 anos, o jogador é considerado o mais bem pago do mundo, cujos proventos anuais ascendem a cerca de 50 milhões de euros. É o português mais premiado e o mais conhecido internacionalmente. Um fenómeno à escala planetária. No dia 5, morreu o Rei Eusébio; Hoje, dia 13, nasceu um novo Rei. Caso para dizer: Rei morto, Rei posto.
Eusébio foi útil ao Estado Novo, governo dito fascista, como está a ser útil ao Estado Democrático, governo dito do povo. A única diferença é que no antes Eusébio ganhava fama nos relvados, no agora caíram catadupas de elogios quando já nada pode fazer. A verdade é que o adeus ao ídolo do futebol fez passar despercebida a chegada do OE para 2014 que inflige uma mortífera derrota a milhões de portugueses. O governo PSD/CDS aproveitou-se, e bem, justiça lhe seja feita, da morte de Eusébio, apoiado por aqueles discursos e cenas pungentes na Assembleia da República, no voto para o Panteão e nas infindáveis ovações ao homem que aos 18 anos veio de Lourenço Marques para Lisboa. A comoção dos governantes e políticos foi demais. Um aproveitamento nada ético vindo de quem acusava Salazar de usar os três efes (FFF – Futebol, Fado e Fátima) para alienar o povo.
Só que os três efes, gerados durante a ditadura, afinal são expoentes máximos das nossas raízes culturais e religiosas de Portugal no Mundo. Em 47 anos no poder, Salazar deixou-nos uns efes com a mais alta galhardia internacional; Em 40 anos de democracia, que siglas temos com idêntica ou aproximada dimensão mundial? Parafraseando Blaise Pascal “Aproveitar-se dos feitos dos ídolos vivos para fins políticos é ruim, pior ainda é aproveitar-se dos ídolos mortes para alhear os cidadãos do que se está a passar”. O governo da ditadura terá eventualmente se aproveitado do prestígio mundial de Eusébio como se aproveitou o governo PSD/CDS, após a morte do ídolo. Nem é casualidade o facto de, no próximo dia 20, o presidente Cavaco Silva condecorar Cristiano Ronaldo, outro símbolo do futebol mundial. Nota evidente que se a ditadura aproveitou-se dos três efes, a democracia põe-se de joelhos ante o defunto Eusébio.
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Os três efes (FFF) > Fátima (Religião), Fado (Amália) e Futebol (Eusébio)

Espionagem, sigilo profissional, segredo de estado, escutas telefónicas, vigilância privada, invasão de propriedade, câmaras de filmagem, alarmes e muitos outros meios de observação/controlo estão há muito disseminados por todo o mundo. Nada está fora do alcance da depravação ocular/auscultação. Quando as notícias dizem que os EUA estão a vigiar o mundo, o que devemos traduzir é que o mundo vigia o mundo. Deixou de haver limites e esta “máfia vigilante” deixou de ter controlo. Nada mais vulnerável que o telefone, particularmente o telemóvel, internet, skype e as “vias” facebook, twitter e linkedln. Tudo são janelas abertas, de par em par, para quem pode, sabe e quer estar informado sobre o que se passa na “vida alheia”. Custa dizer, mas é bom saber: “já não há segredos”. Estamos numa nova era pelo que a nossa postura na sociedade também tem que ter outra atitude. Nunca o mundo esteve tão vulnerável como nesta fase da história.
Uma atenção especial para os jovens mas também para os seniores.
Ainda sobre esta matéria, Isabel Stilwell escreveu: "Essas entidades sem cara , lêem a nossa correspondência, vasculham os nossos dados, sabem onde estamos".

Ana Teresa Pereira está no topo da literatura portuguesa e será a escritora madeirense mais premiada de sempre. Em 2012, foi vencedora do Grande Prémio de Romance e Novela, com a obra “O Lago”, pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), bem como tem conquistado outros galardões, como o Prémio Caminho de Literatura Policial (2005), atribuído pelo Pen Clube e o Prémio Máximo de Literatura (2007), entre outros. Até à data, o Grande Prémio de Romance e Novela, foi conquistado por Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís, José Saramago (prémio Nobel, em 1998), entre outros vultos da literatura nos quais está Ana Teresa Pereira. A escritora madeirense, ligada às prestigiadas Editoras “Relógio d’Água” e “Caminho”, com cerca de duas dezenas de livros publicados, começa o ano no pódio de uma das mais concorridas bibliotecas citadinas portuguesas, tanto com a literatura infantil, ficção, conto, como no romance. Uma escritora de uma ilha no pódio da literatura portuguesa e de portas abertas para a estante do espaço universal.

A Guiné-Bissau, uma ex-colónia portuguesa, que está classificada na 173.ª posição, num total de 182 países no Índice de Desenvolvimento Humano, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Os seus 1,6 milhões de habitantes enfrentam a instabilidade política do país, assim como números alarmantes de subdesenvolvimento: mais de 35,4% da população adulta da Guiné-Bissau é analfabeta, apenas 57% tem acesso a água potável e quase 78% vive com menos de dois dólares por dia. (Será que dá para comentários!.

Quando as imagens valem mais que mil palavras. Aqui está, pura e simplesmente, o Papa Francisco, 77 anos, líder mundial da Igreja Católica, eleito a 13 de Março de 2013.
O jornalista Fernando Pessa, já falecido, diria “E esta, hein!?”, ao ouvir José Sócrates, ex-primeiro ministro português, a falar de Eusébio, na RTP. Então não é que Sócrates, agora mestrado por uma universidade de Paris, com um sorriso confiante, de quem sabe a cartilha de cor e salteado, disse que ouviu o relato do jogo Portugal – Coreia do Norte, pelas 15 horas, do dia 23 de Julho de 1966, quando ia para a escola, pelas ruas da Covilhã! Mas como é possível? 23 de Julho de 1966, era sábado, dia em que não havia escola! Será assim tão fácil trocar as datas, esquecer-se ou simplesmente mentir. Nesse glorioso sábado estávamos no Lido, inesquecível. Será que Sócrates ouviu o relato do jogo? Será que tirou a licenciatura num domingo? Será um mentiroso compulsivo? Como é possível... e logo num Serviço Público de Televisão (RTP), onde a verdade deve ser ponto de honra.

Os governos de Portugal (tanto na ditadura como na democracia) sempre se aproveitaram do prestígio internacional de Eusébio. Mas Salazar foi vítima de campanha política!
Mário Soares, antigo governante de Portugal, em declarações à RTP, disse o que pensava de Eusébio. Depois de fazer referência cultural pouco agradável a Eusébio, Soares diz que não sabia de qualquer doença mas sabia que Eusébio bebia whisky todo o dia. As declarações do ex-Presidente da República, gerou uma onda de indignação nas redes sociais. «Era um homem bom, e não sabia que estava doente, sabia que tomava whisky de manhã e à tarde, mas há quem diga que isso até faz bem...».
A opinião de Mário Soares, que confessa não gostar de futebol, não deixa de ser polémica num momento em que, muitos por oportunismo e outros por quererem apanhar a boleia, alinham pelos fáceis elogios a Eusébio. A cultura é outra música. Foi Simões, antigo colega no Benfica e na selecção, que só agora veio dizer que Eusébio nunca foi impedido, por Salazar, de ir para o Juventus de Itália, por um milhão de dólares. "Como podia Eusébio ir para o futebol italiano se os clubes de Itália estavam impedidos de contratar estrangeiros? observa Simões. Salazar foi acusado injustamente. Tudo na vida é assim, mas cedo ao mais tarde a verdade vem à tona. Sem falsos elogios. Como alguém dizia na reportagem da TVI: "Estou pasmado por ver tanta gente no funeral de Eusébio sem nunca o terem visto jogar, sinceramente, não percebo!".
Depois do 25 de Abril, só três acontecimentos conseguiram elevar a um ponto significativo de emoção extensas camadas da população portuguesa: a independência de Timor-Leste, a morte de Amália Rodrigues e agora o desaparecimento de Eusébio.
Naturalmente, este foi um futebolista extraordinário no seu tempo, um rapaz simpático e um homem sempre humilde nas suas atitudes e comportamentos, que merece ser lembrado.
Mas (apesar de todo o peso oficialista-comunicativo dado ao evento), o que explica esta ultrapassagem de qualquer outra manifestação desportiva, política, cultural ou religiosa dos últimos tempos em Portugal?
Que ingredientes terão transformado esta figura humana no mito e símbolo nacional que agora se percebe ser?
A primeira interpretação possível é talvez a de uma nação à deriva que encontra uma oportunidade para assim exprimir o seu mal-estar.
Em segundo lugar, trata-se do fenómeno do futebol que, mais do que popular, se tornou num espaço inter-classista e inter-nacional de canalização de paixões, de constituição de comunidades-de-massa e de objectivação de um outro/adversário/inimigo que é necessário esconjurar. E, dentro deste fenómeno, o Benfica é provavelmente a mais típica e alargada destas “comunidades maciças” que temos em Portugal: desde os “vermelhos” (impossíveis de pronunciar)/encarnados, até à “catedral da luz” (num momento, “vale dos caídos” para os vizinhos espanhóis).
Eusébio também representa o bom africano português que, com a sorte pelo seu lado e a vontade firme de a aproveitar, não teve necessidade de pegar em armas nem de apostrofar a singular colonização que os lusitanos plantaram em África.
Finalmente, era homem (de carnes vigorosas, indomáveis) e do povo, com as qualidades que, com ou sem razão, as mais comuns representações sociais lhe atribuem: simplicidade, abnegação, bondade, homem-menino, que aceita ser orientado por outros mais sabedores ou experientes.
Disto, já há pouco. Talvez seja mesmo uma despedida, até que chegue outra coisa.
JF/6.Jan.2014
As Universidades Seniores (US) têm, à partida, o mesmo perfil social mas funcionam, grosso modo, em moldes distintos de país para país. Quantidade não é qualidade, nem representa ter mais alunos e mais professores voluntários. Portugal tem o maior número de US - cerca de 245 para 35 mil alunos - mas há países onde o número de universidades é muito menor mas com uma média de frequências muito superior. Em França e na Bélgica vamos encontrar US com médias acima de mil alunos e, neste último país, há universidades com mais de três mil alunos.
Em Portugal existem US com menos de 40 alunos e com um plano de actividades relativamente limitado. Isto não tira mérito aos seus promotores nem, muito menos, ao empenho da Rutis que, sob a presidência de Luís Jacob, tem dinamizado o espírito da universidade sénior por todo o Portugal, incluindo Madeira e Açores. Porém, por razões óbvias, é sempre subjectivo fazer comparações entre universidades de diferentes nacionalidades. Um ser igual na diferença!

O festival magestoso que o fogo de artifício proporciona, no anfiteatro natural do Funchal, é único no mundo. O mar, a cidade, a montanha, toda aquela orla marítima da baia da capital madeirense, oferecem um espectáculo de cor e luz deslumbrante. Qual Dubai, Tokyo, Copacabana, Austrália, Nova Zelândia, Londres, os mais badalados do mundo, com investimentos financeiros astronómicos, quando comparados com o baixo custo do fogo de artifício no Funchal, porventura o mais alto na escalada da beleza internacional.
Vejamos o "estalar do fogo", no 31 de Dezembro, na Pérola do Atlântico.
Video> https://www.youtube.com/watch?v=Yj-dy42EVS8
Video> https://www.youtube.com/watch?v=2lmpESLaHJs

Funchal, na passagem de ano > espectáculo pirotécnico único no mundo

João Godim
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