Edições em formato de revista/jornal para os seniores estão em crescente expansão
Música > http://www.youtube.com/watch?v=k_UOuSklNL4&feature=related
Não há nem haverá um mundo melhor sem o contributo activo e efectivo dos seniores. Cada sénior tem a sua sabedoria única e cada um sabe que a felicidade começa e acaba em si mesmo. Ser feliz é conhecer-se a si próprio, é amar-se, ouvir-se e sentir que nada há de mais feliz que a nossa própria felicidade, a partir de nós e em nós. Fazer depender a nossa felicidade de alguém é não querer ser feliz. Neste mundo novo e em rápidas mudanças, os seniores reformados não podem deixar-se ficar pela lengalenga do "passar o tempo", ocupar-se de "qualquer coisa", ir até ao café por umas horas ou deixar-se ficar melancolicamente frente à televisão. Há tanta coisa para fazer! Um sénior reformado não é um incapaz, um inactivo, um deficiente ou um doente na pior das hipóteses. É um ser humano válido e com experiência de vida tanto a nível profissional e social invulgares. É um ser humano com maturidade e culturalmente rico, com uma experiência e uma visão sobre o mundo como em nenhuma outra das idades. Não é o ocupar o tempo como se mais nada pudesse ou soubesse fazer, ficar à espera do tal dia para o outro lado! É falsear a realidade quando alguém possa dizer que o sénior reformado já deu tudo quanto tinha a dar, já terá feito tudo, e mais nada é capaz ou pode fazer!? Pena é que no meio de tais aberrações haja quem se aproveite dos seniores para os entreter com "coisas de nada" e através de instituições públicas e privadas, entre estas algumas pomposamente ditas universidades seniores, os levem a acreditar que não são capazes de mais nada fazer ou aprender. O futuro dos seniores nunca foi tão expressivo como agora.
Seniores alemães na praça Beethoven em visita de estudo pela cidade de Bona.
Quando na "toda poderosa" Alemanha vimos pelas ruas pedintes - com idades para estarem no activo - que podemos esperar ver nos outros países europeus considerados de pobres? Ou será que a Alemanha não é a "rainha (galinha) dourada" da Europa e que ostenta um poder económico e financeiro que na realidade não tem? Pois há também muita pobreza na sociedade alemã. Há uma taxa de desemprego a rondar os 7 % e cerca de 3 milhões de alemães sem trabalho. Não há salário mínimo e o subsídio de desemprego é de curta duração e reduzido. Contudo, os trabalhadores alemães no activo têm regalias que outros trabalhadores europeus não têm: horários de trabalho de 37 horas semanais e 30 dias úteis de férias por ano. Vive-se bem na Alemanha... os vencimentos permitem viver muito melhor do que em Portugal, Grécia ou em Espanha, mas sem exageros. Um alemão pode ir de férias para os países do sul da Europa com alguma facilidade, o inverso é muito mais difícil financeiramente. A vida na Alemanha está enraízada por outros padrões sociais, culturais e económicos. Não há desperdícios nem balelas políticas, não há o saber sem saber, é para fazer, faz-se, fazendo-se pelo melhor e numa perspectiva universal de "ser maior e melhor". Até os que estendem as mãos à caridade a quem passa parecem vir de uma pobreza com outras origens! Venha de onde vier, o certo é que a crise também vive na Alemanha.

Pelas ruas de Bona (Bonn), antiga capital da Alemanha, vimos imagens como esta.

João Godim
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