O nosso racionalismo rejeita tudo quanto seja dado como certo. Primeiro ver, depois analisar e uma vez concluído ainda ficamos na dúvida se não podia ser melhor. Entendemos que é sempre possível ir mais além e a história é pródiga neste aspecto. Vem isto a propósito do número 13 (treze) que marcou presença na primeira tertúlia do roinesxxi, a 25 de Fevereiro de 2009, e de novo esteve presente no primeiro aniversário do roinesxxi, a 19 de Fevereiro de 2010. Foram 13 as pessoas participantes na primeira tertúlia e, um ano depois, voltam a ser 13 os que participaram no primeiro aniversário. Como interpretar?
Segundo as enciclopédias, entre as quais a wikipédia, “a Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar. O número 13 é considerado de má sorte. O 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia
Eu diria que o 13 é o nosso número, o número roinesiano, por muitos e muitos anos.
João Godim, membro do roinesxxi

Foram 13 a comemorar o 1.º aniversário do roinesxxi. (19.02.2010)

Foram 13 os participantes na primeira tertúlia do roinesxxi. (25.02.2009)
O ROINES fez um ano! Cresceu, desenvolveu-se e venceu. Um ano cheio de saudáveis acontecimentos. Havia que festejar. Assim, como combinado, realizou-se o almoço roinesiano, para comemorar o primeiro aniversário do "Roines xxi", em franca camaradagem, boa comida, bom serviço e sobretudo boa disposição.
Após o almoço, o nosso convidado especial, Reverendo padre Fernando Ribeiro, eloquentemente falou-nos sobre alguns significados de "Cultura". Curioso que quase todos eles passavam pela "transmissão". -Valores adquiridos e conquistados que devem, forçosamente, passar para as gerações vindouras. Dentro deste contexto foram abordados outros temas, como: a inquietação cultural intergeracional, os valores que devem ser mantidos e o esforço que deve ser feito para o Sénior ser pilar numa sociedade que a qualquer preço, quer ser feliz, mas que na actualidade encontra-se a nadar em águas turvas.
As perguntas foram muitas e algumas ficaram sem resposta, pois o tempo encarregar-se-á de as dar. É preciso ser paciente e esperar, como dizia o Padre Fernando. Tempos melhores virão - é a mensagem que os seniores devem passar para os jovens que estão sedentos de encontrar no mundo actual, boas referências. Que os pais, professores e seniores, sejam essas boas referências e o resto virá por si mesmo.
Cecília Pestana
membro do roinesxxi

Pe. Fernando Ribeiro foi o orador convidado. Em foco: A cultura na idade sénior.
Coloca a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros. (Confúcio)
A AEG acaba de lançar o telemóvel SP100, mais um da sua gama com características especialmente dedicadas ao mercado sénior: grandes dimensões de ecrã e teclas, compatibilidade com aparelhos auditivos e uma tecla SOS.
Segundo a AEG, o aparelho é “destinado aos utilizadores de idade mais avançada” e possui um visor de
Compatível com aparelhos auditivos, com os quais não interfere, o SP100 possui algumas características mais comuns, como a possibilidade de efectuar chamadas em alta voz (usando o altifalante do telefone, não sendo necessário tê-lo encostado ao ouvido) ou rádio FM.

Um telemóvel concebido para os seniores, no mercado a partir deste mês.
Antigamente os judeus costumavam cobrir-se de cinza quando faziam algum sacrifício. Os ninivitas também usavam-na como sinal de desejo de conversão da sua má vida para uma vida com Deus. Nos primeiros séculos da Igreja, as pessoas que queriam receber o sacramento da Reconciliação, ponham cinza na cabeça e apresentavam-se ante a comunidade com o "hábito penitencial" para representar a sua vontade de converter-se.
No ano 384 d.c., a Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos e desde o século XI, a igreja de Roma costuma pôr as cinzas ao iniciar os quarenta dias que devem ser de penitência e conversão, antes do Domingo de Páscoa.
Na Quaresma, é comum encontrarmos imagens cobertas por mantos de cor roxa: sentido de penitência (wikipédia)
Os ideais que iluminaram o meu caminho e sempre me deram coragem para enfrentar a vida com alegria foram a Verdade, a Bondade e a Beleza. (Albert Einstein)
Constantemente criticam-se os seniores por não se adaptarem ao mundo moderno... porquê? Estamos ultrapassados, somos de outra linhagem, por valorizarmos o concreto e desprezarmos a futilidade? Então!? Oiço e vejo sons e imagens, deixando-me embalar… até que começo a questionar:
- Os livros da minha geração e os grandes escritores, a música e as canções, os artistas e os cantores, os filmes mudos a preto e branco, os conjuntos Beatles, Rolling Stones, Académico João Paulo, as vozes inconfundíveis de Frank Sinatra, Cliff Richard, Amália Rodrigues, Maximiano de Sousa (Max), Joselito, tantos, tantos e tão bons!
Na minha geração tudo era (…) mais perfeito. É a sensação que temos. O nível era outro, para melhor, na governação, no ensino, no desporto, na educação e na cultura, na vida social, na paz, no respeito e na segurança. Tentar comparar a minha geração com a geração actual, salvo as devidas excepções, é como da noite para o dia!!!, mas tudo bem. Nada é comparável... sem sabermos bem se para melhor ou se para pior. Como diz o poeta “cada tempo a seu tempo vive o seu tempo".”.
Cecília Pestana
Membro do roinesxi

Um conjunto madeirense que nos anos 60/70 do séc.XX andou nos palcos da fama
Rezar em qualquer lugar. Os jesuítas portugueses lançaram um site que permite descarregar gratuitamente orações diárias para um MP3 e ouvi-las enquanto se «passeia na rua ou de bicicleta», acabando com as desculpas para não rezar. O objectivo é convidar os fieis a dedicarem «dez minutos de oração diária em mp3». «Esperamos que ajude as pessoas a terem um contacto com a palavra de Deus, a porem a sua vida em oração e a rezarem através do MP3. Agora as pessoas vão poder rezar enquanto estão a passear na rua, num banco de jardim ou a andar de bicicleta», adianta o Padre Dário Pedroso, responsável pelo projeto do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração.
Todos os dias, Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um 'sim' ou um 'não' pode mudar toda a nossa existência. (Mahatma Gandhi)
És a Paz...
És o calor... dos ventos frios...
És o porto dos sofridos...
És a veste da candura...
És o afago da criança...
És amor... és doçura...
És o aconchego na noite escura...
És a Mãe...
És a Esperança...
Hermínia Coelho Lopes
Universidade Sénior de Vila Nova de Famalicão

Madre Teresa de Calcutá (26.08.1910 - 05.09.1997), foi beatificada em 2003
PS. Amigo... nada é por "acaso" ...nasceu no mês de Agosto, mês da minha mãe, faleceu em Setembro, mês em que as tardes são únicas, a mistura duma despedida de Verão com uma aproximação do Outono, onde os cheiros se encontram num lindo pôr de Sol... e beatificada em Outubro, mês em que a minha mãe faleceu.
Tinha este hino no Baú... mas já que falaram nesta Santa não resisti...
Até breve, Hermínia
A mesma variante genética que aumenta o risco da doença de Alzheimer na velhice pode ser responsável por mais inteligência, cultura e memória na juventude, refere um estudo publicado na revista New Scientist. O estudo, conduzido no centro médico universitário de Rush, em Chicago, sugere que os portadores da variante - designada por epsilon 4 - podem ter vantagens nos primeiros anos de vida, permitindo-lhes reproduzirem-se e passarem a variante antes de os seus efeitos negativos começarem.
Estudos feitos nas universidades de Sussex, no Reino Unido e da Califórnia, indicam que pessoas entre 18 e 30 anos com a variante tiveram melhores desempenhos em tarefas que dependem do uso do lobo frontal do cérebro, que é responsável pelas tarefas cognitivas mais elaboradas. Jenny Rusted, da universidade de Sussex, afirmou que a epsilon 4 ajuda as pessoas a concentrarem-se na informação importante. Mas usar a memória para lembrar algo requer também deixar de fora os elementos irrelevantes, uma capacidade que diminui com a idade.

Terá o papa João Paulo II (18.05.1920 - 02.04.2005) sido acometido da doença de Alzheimer? Uma doença cerebral degenerativa primária e de etiologia desconhecida que acomete potencialmente indivíduos acima de 65 anos de idade.
Pode-se enganar uma pessoa o tempo todo, pode-se enganar toda a gente por algum tempo, mas é impossível enganar toda a gente o tempo todo.
(Abraham Lincoln, 16.º Presidente dos EUA)
Na próxima sexta-feira, vai estar na tertúlia do primeiro aniversário Roinesxxi (19.02.2009/2010), o Pe. Fernando Ribeiro, 74 anos de idade, natural da Ponta do Pargo (Madeira). Ingressou no seminário do Funchal em 1947, estudou filosofia em Coimbra e Teologia em Itália, onde fez o noviciado e a consagração. Entre 1962 – 1964 leccionou a disciplina de Literatura Portuguesa no Instituto Missionário de Coimbra, cidade onde exerceu o cargo de Superior e Professor da Comunidade Religiosa dos Dehonianos ou Colégio Missionário dos Sacerdotes do Coração de Jesus. Em Lisboa, exerceu o cargo de Superior do Seminário Dehoniano, durante 6 anos. Em 2001 regressa à Madeira, ocupando-se, no presente, com a pastoral vocacional pré-primário.
Gosta de ler como de escrever “ultimamente, tenho dedicado mais tempo à escrita do que à leitura”. O último livro que leu tem por fundo o “drama” espiritual que Teresa de Calcutá viveu. Sobre a sociedade desta primeira década do século XXI prefere dizer que “há uma clara ausência de valores, muitas confusões sob o ponto de vista ético e moral, dando a impressão ao mundo que não gostamos de viver”.
Refira-se que as tertúlias do ROINESXXI (Sénior do século 21) tiveram início em Fevereiro de 2009 e têm por objectivo abordar questões mais directamente relacionadas com o ensino e a cultura sénior deste novo século.
Joao Godim
membro do roinesxxi

Pe. Fernando Ribeiro é o convidado para a tertúlia do 1.º aniversário do roinesxxi (19.02.2009/2010)
Nevoeiro e frio no Chão das Feiteiras, pequeno planalto entre o Poiso e o Ribeiro Frio, não impossibilitaram que os roinesianos fizessem mais um percurso pedestre. Ali há condições para um piquenique, com lareiras, água e receptáculos para o lixo, bem como espaços amplos e verdejantes. Andar, ver e fazer novas coisas, novas descobertas, é um dos lemas dos roinesianos. Se é sénior e gosta da natureza, faça como nós!

Roinesianos pelos trilhos do Chão das Feiteiras (11.02.2010)
Deixa-o:
-Falar, porque há no seu passado um tesouro cheio de verdade, beleza e bem.
-Vencer nas discussões, porque tem necessidade de sentir-se seguro de si mesmo.
-Visitar os seus velhos amigos, porque no meio deles sente-se reviver.
-Contar as suas histórias repetidas, porque sente-se feliz quando o ouvimos.
-Viver entre as coisas que amou, porque sofre ao sentir que lhe arrancamos pedaços da sua vida.
-Gritar quando se enganou, pois os seniores, tal como as crianças, têm direito à compreensão.
-Rezar como sabe, como quer, porque descobre a sombra de Deus no caminho que lhe falta percorrer.
-Por fim - deixa-o morrer entre os braços cheios de piedade, porque o AMOR humano sobre a TERRA, faz-nos pressentir melhor a torrente infinita do AMOR DO PAI DO CÉU.
Ernesto Cortázar in - "A Valtz to the Eternity"
Se ouvires a voz do tempo, chamando sem cessar...aceita, enfrenta, vai, pois a decisão é tua. Tão simples para os jovens, já nem tanto para pessoas que já pensam na medicação, na dieta controlada, no conforto abandonado, etc. Não ligando a nada disso, nem mesmo à intempérie que ameaçava, rompendo o nevoeiro, subimos, encosta acima, até o Ribeiro Frio. Esperava-nos uma casa modesta, mas atractiva.
Com a colaboração de todos, logo, como por magia, tudo ficou bem: A mesa cheia de iguarias diversas, a casa enfeitada, à maneira do Carnaval, mas sobretudo as gargalhadas sonoras e estridentes que se ouviam em qualquer recanto. Todos partiram à descoberta de qualquer coisa para que o melhor fosse apresentado ao grupo. Foi neste espírito que alguém se afasta, só, sem avisar ninguém, mas logo aparece com o nariz magoado e a sangrar, pois foi abrir um armário, na hora errada e foi surpreendido por um cabo de uma panela. O banco da urgência foi logo montado e ficou mais esta para a miscelânea de “estórias” na temporária toca do Entrudo roinesiano.
Cecília Pestana

Ei! Você ai! Venha despido sem preconceitos. Tá! Ninguém leva a mal...
Começa o desfile carnavalesco, à boa maneira, todos disfarçados e, por certo, bem aperaltados. A música convidava para um pé de dança e todos responderam alegremente. Vem a sessão de fotografias colectivas e individuais.
Ao lado, na lareira, crepitava o lume para fazer a espetada que não tardou
Aqui todos, abertamente, expressaram as suas ideias. A conversa estava animada, mas alguns seniores tinham compromissos, a nível citadino, e regressaram, ficando apenas as “seis Marias” que se despediram clamorosas, acenando com lenços brancos e desejando boa-sorte aos que deixaram a casa.
Cecília Pestana

Máscaras cobrindo caras sorridentes na toca do carnaval roinesiano.
Ah! Carnaval, Carnaval. Muito para curtas 24 horas! Uma vez mais comprovou-se que o que é bom passa depressa. Em frente: O serão roinesiano continuou pela noite dentro, com anedotas, histórias pessoais e jogo de dominó. O sono apoderou-se de alguns elementos que num "triz" se enfiaram na cama e já apitavam o comboio, mas a dormir o sono dos anjos.
A manhã chegou, esplendorosa...o sol beijava tudo quanto aparecia....as ovelhas pastavam nos arredores. Os junquilos deliciavam-nos com a sua cor débil e cheiro.
Que bom sentir assim a natureza!...
Os convivas (digamos os colegas roinesianos que foram dormir a casa) chegaram novamente e o almoço foi preparado. Aqui foi um cozinheiro que tomou a liberdade de nos dar a honra de fazer um almoço que ficou bem ao agrado de todos. Segue-se a azáfama de arrumar tudo direitinho, deixar a casa e regressar ao doce lar.
Parecia que já há muito que estávamos fora de casa, para o muito que vivemos, apenas em vinte e quatro horas...Obrigada a todos os que nos proporcionaram este tempo tão aprazível. Um Carnaval que nós, roinesianas e roinesianos, jamais esqueceremos.
Cecília Pestana
Não corra atrás das borboletas; plante uma flor no seu jardim e todas as borboletas virão até ela. (D. Elhers)

A borboleta é um importante insecto como agente polinizador.
Ainda o dia espreitava...já o Sol presenteava...
Calçadas lustrosas…ficavam animadas!
Gatos espreguiçados...nas janelas enfeitadas...
Espreitavam...canteiros e latadas....
Tudo era Sol…tudo brilhava ...
Baloiços, atropelados de corações palpitantes...
Crianças de risos contagiantes...
Voavam. Sonhavam…baixinho cantavam...
Brincavam e as horas passavam....
Entardecia ...o relvado era de amores...
Beijos de promessas...entrelaçados...
Ao lado o velho....sentado.....
Boina caída...há muito calado!
As rugas do tempo marcavam a diferença!
No dedo apertado... ainda a aliança!
O velho sorriu…espreitou...
No assento...suspirou....
AH.....AINDA SOU UMA CRIANÇA!
Hermínia Coelho Lopes
Universidade Sénior de V.N. de Famalicão
PS: Oi, Amigo...pois é, o velho no seu banco de jardim reviveu o passado!
O Baloiço e o Amor!
A idade sénior, não tem idade! A não ser a idade da sabedoria. imagem: bemoita.org

João Godim
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