Madeirense e mainada!
Mandem lá 1 "cubano" ler isto e perguntem se ele entendeu alguma coisa.
- Tava o vendeiro no paleio com o vadio do vilão quando ouviu uma zoada.
Era a água de giro.
O buzico do levadeiro que vinha mercar palhetes àvenda, vinha às carreiras e a fazer patifarias e a chungalhar os badalos da vizinhança pelo caminhe abaixe como um demoine. Dá-lhe uma cangueira, trompicou nas passadas e empuxou o vilhão qué um cangalhe dum home.
Bate cas ventas no lanço e esmegalha a pucra. O vilão dá-lhe uma reina vai a cima dele para lhe dar uma relampada, patinha uma poia.
Ficou todo sovento.
O vendeiro dá-lhe uma rezonda por ele querer malhar num bizalho dum pequeno.
Vem o levadeiro, e, ao ver o vassola, que anda à gosma e a encher o bandulho à custa dos outros, a ferrar com o filho, fica variado do miolo e diz-lhe umas.
O vilão atazanado, atremou mal e pensou que ele lhe tinha chamado de chibarro, ficou alcançado, deu-lhe uma rabanada e foi embora
Todo esfrancelhado. O levadeiro ficou mais que azoigado mas lá foi desatupir a levada.
O piquene chegou a casa todo sentido, com um mamulhe. A mãe que é uma rabugenta mas abica-se por ele, ao ver ele todo ementado e a tremelicar das canetas, deu-lhe um chá que era uma água mijoca, pensando que canalha é mesmo assim, mas, como ele não arribava, antes continuava olheirento, entujado e da chorrica foi curar do bicho virado e do olhado roxo.
O busico arribou e até já anda a saltar poios de bananeiras na Fajã.
É assim que se fala na Madeira!! ou se falava!!!!
(02.07.2009)
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