Como escreveu Pierre Daninos, notável escritor francês da primeira metade do séc.XX, a idade do ouro do humano começa nos 50 e vai até ao Céu!
Para fundamentar a sua tese projectava a vida em etapas do muito pouco, do pouco, do despertar, do começar a saber, começar a entender, do viver intensamente, assumir posições na hierarquia social até que o humano chega ao cimo da longa caminhada com um pequeno embrulho cheio de uma vida empírica e espiritualmente riquissíma.
Pierre Daninos falava dos idosos, dos mais velhos, da idade avançada e nunca aplicou a palavra sénior. Este vócabulo sénior, para designar idoso e velho, é relativamente recente e surge um tanto fugaz, metido à força, cuja pretensão psíquica, física e anímica não tira a idade que cada um tem. Nós somos - minhas senhoras e meus senhores - , idosos e velhos na idade, já passámos o cabo do meio século de vida, o que nos dá o poder de saborear a vida com serenidade e ler o mapa deste nosso mundo com uma claridade mental que outras idades não conseguem ter.
Falamos pela nossa/vossa experiência. Hoje sabemos mais do que ontem e os "ontems", passe o forçado neologismo, foram mais do que muitos nas nossas vidas.
Colocando um ponto parágrafo nesta peça que já todos viram, conhecem e sabem muito bem os seus contornos e desfechos, aqui ficam algumas sugestões que estão ao alcance dos idosos, velhos ou dos SÉNIORES, enfim, de todos nós. Que tal abraçarmos projectos como:
- Tuna senior/roines
- Teatro... à moda antiga;
- Teatro radiofónico;
- Coro das vozes de sempre;
- Musical;
- Concurso cultural;
- Marcha sénior;
- Intercâmbios europeus;
Mais? Mais? Mais?, Façam coro, com todos a puxar para o mesmo lado somos capazes de levar por diante estas propostas e muitas mais.
Está em nós. Pois está!
Bom entrudo (entrudo é mais do nossso tempo), das máscaras de papel, dos disfarces com a roupa do avô e da avó, dos enfeites caseiros, da tanta criatividade espontânea e do uuuuuuuuuuuuuu!
Saudações
J.G.

João Godim
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