Na comunicação social e nas redes sociais (vulgo blogs, sites e demais) correm notícias que podem indignar o cidadão, não por serem verdadeiras, falsas ou especulativas, mas porque são dadas e repetidas sem contraditório, o que leva a supor serem autênticas. Assim sendo, Portugal é dos países do mundo com mais altas patentes de oficiais-generais.
Espanha - 28 generais; EUA - 31; França - 55; Brasil - 100; Alemanha - 189; Portugal - 253.
“As Forças Armadas portuguesas têm, neste momento, um total de 253 generais, dos quais 124 encontram-se no activo ao serviço da Marinha, Exército e Força Aérea. Ao que o CM apurou, num efectivo total da ordem dos 40 mil militares, os 253 generais custam aos cofres do Estado cerca de 14 milhões de euros por ano”.

Não é de agora que se noticia o número de efectivos e de altas patentes. Se existe é porque é necessário e apenas ao governo caberá esclarecer, o que nunca foi feito. Não é de agora que na administração pública há, nalgumas áreas, excesso de cargos de direcção e de chefias face ao número de funcionárfios. Tempos houve em que havia directores sem colaboradores em permanência.
O hipotético excesso na grelha pública começa pelas cúpulas, nos quadros governamentais, na assembleia da República, no número de deputados e outros mais suportados pelo orçamento de Estado. Somos um país de generais, em termos figurativos, com ou sem estrelas. A questão estará no binómio utilidade-produtividade. Como apurar?

João Godim
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