Assinala-se, esta semana, o aniversário de nascimento do escritor russo Leon Tolstoi (1828-1910), autor de "Anna Karenina" e "Guerra e Paz". Considerado um dos principais autores da literatura realista de todos os tempos, Tolstoi teve origens familiares nobres, mas nunca virou as costas ao mundo social do seu tempo, dividido entre os grandes senhores, o operariado e os agricultores. Depois de alguns estudos formais e já inclinado para a escrita literária, serviu no exército como oficial e combateu na Guerra da Crimeia, entre russos e turcos. Dessa época ficaram "Os Relatos de Sebastopol".

A certa altura abandonou a carreira para se dedicar totalmente às letras, publicando então vários livros, e promovendo a alfabetização dos camponeses. Aos trinta e poucos anos começou a trabalhar na obra que o tornaria famoso - "Guerra e Paz". Segue-se "Anna Karenina, um dos melhores romances psicológicos da literatura moderna, entre muitos outros títulos.
A sua vida pessoal e a literária, entretanto, não tiveram a mesma sorte em termos de consagração e felicidade. Sofreu alguns dissabores e dramas familiares, para além de críticas desfavoráveis ao rumo que pretendia dar às instituições sociais e outras.

Profundamente anarquista e religioso, os últimos anos da sua vida foram marcados por reflexões sábias e aplicáveis a cada período e lugar da humanidade, como aquelas que fez questão de registar num livrinho - pequeno em páginas, mas grande no seu conteúdo, intitulado "A terra que um homem precisa"... Vale a pena continuar a ler Tolstoi.
Resta acrescentar ainda que Tolstoi foi contemporâneo de outros grandes escritores russos, como Dostoievski, Tchekov Pushkin e Turgueniev...

João Godim
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